Os Opostos Se Atraem
30 29º capítulo – Machucando-a fisicamente.
Notas iniciais
Bem... parece que com ameaças vocês aparecem, né? hahaha
sério gente, eu amo essa fic. Amo mesmo, mas não me façam abandoná-la, ok? Não gosto de escrever para fantasmas.
LEIAM AS NOTAS FINAIS!
Capítulo 29 – Machucando-a fisicamente.
Mais uma noite se perdeu
Pra te esperar
Não tenho todo o tempo
Que for precisar
Kiara Rocks – Mais uma noite.
…
– John? – repete o garoto.
Eles se aproximam hesitantes do casal parado a mais de 3 metros.
Jasmine olha pro garoto ao seu lado sem entender. – Garoto... quem são eles? – então, percebe a postura dele – o que você tem?
Os garotos pararam bem em frente a eles. John olha pra Jassy por um instante, e volta seu olhar para os outros.
– Cara... é você mesmo? – Pergunta um garoto branco de olhos de mel. Olhos, estes, incrédulos e surpresos. – Não acreditei quando ela falou...
– Porque está vestido... assim? Por que foi embora, cara?
As perguntas eram muitas e poucas eram entendidas. Então, de uma vez, todos pararam de falar. Todos os olhares pairaram sobre Jassy. O garoto que falou primeiro se adiantou e estendeu a mão.
Sem entender, Jassy estende também. Parecia que eles conheciam seu namorado. Amigos dele, talvez?
– Sou Fred Linger. Melhor amigo dessa coisa ao seu lado. – beijou sua mão, e John, vendo a cena, puxa Jassy bruscamente para o seu lado.
Fred levanta as mãos, mostrando que nada faria. – Calma cara. O que houve com você? O que você tem?
– Não encosta nela. – John murmura entre os dentes
– Por que eu faria isso? – perguntou confuso.
O garoto arqueia uma sobrancelha e olha nos olhos de todos ali. Apesar do modo como estava vestido, John ainda exercia poder e domínio. – coisa que Jassy não reparara. Os garotos entenderam. Ele falava de Daphine. Alguns abaixaram a cabeça e desviaram o olhar. Outros engoliram em seco. Fred permaneceu com os olhos nos de John.
Depois de um tempo se encarando, Fred junta as palmas das mãos.
– Nós não fizemos isso. Nós não faríamos isso. Somos seus amigos. Estivemos esse tempo todo à sua procura, e quando estávamos prontos pra desistir, ela fala a exata localização e...
– Ela? – John o interrompe. – Ela quem?
O garoto olha pra rockeira meio incerto, e depois, dando de ombros, responde.
– Daphine. A encontramos chorando, agora a pouco, sentada perto da casa dela. Achamos que algo havia acontecido... que estivesse ferida. Sei lá. Fomos ver... Ela disse muita coisa que não entendemos nada, mas no meio disso, citou seu nome. Na hora, não queríamos mais saber dela. Perguntamos onde. Onde você estava. E ela falou.
Jassy sentiu um aperto no coração a menção ao estado de Daphine. Tinha que procurá-la.
Um garoto que estava mais atrás de Fred, se adianta. Tinha os olhos incrivelmente negros. Cabelo arrepiado para todas as direções e uma serie de tatuagens nos braços.
Rockeiro... – pensou Jassy
– John, o que aconteceu aquele dia...
– Peter. Agora não. – John deu uma olhada de esguelha para Jassy, que estreitou os olhos na sua direção.
A garota olhos nos olhos dos garotos, que instintivamente desviaram o olhar.
John arrastou Jassy para a porta da casa dela e esta, grunhindo, se solta de seu aperto.
– Garoto! O que está acontecendo?
– Nada. Vamos. – voltou a pagar em seu pulso, chegando a machucar.
Ao longe, os cinco garotos observavam John, surpresos.
– ME SOLTA, PORRA. – ela soltou-se novamente esfregando o pulso machucado.
O nerd respira fundo e aperta a ponte do nariz. – Desculpe.
Jassy bufou. – Desculpa uma ova. Não encoste em mim assim novamente! — avisou
John a olha arrependido e depois seu olhar volta a seus amigos.
– tenho que ir. Por favor, entre.
– é claro... – ele a interrompe.
Se aproximou de Jassy e lhe deu um beijo calmo, que esta por quase um segundo não retribui.
Por que ele escondia tantas coisas dela? Por que tanto ciúmes assim? Ele continuaria mesmo possessivo? Por que de tantas coisas?
Então, a rockeira percebeu. Ele não confiava nos amigos. Não confiava nas pessoas. Mas também não confiava nela.
Ele não confiava nela. Pensava que na primeira chance que tivesse sairia dando pra todo mundo. Jassy sentiu raiva. Raiva dele, raiva de Daphine. Ela não era sua prima. Ela não faria isso.
Empurrou John e entrou em casa. Antes de fechar a porta olha para o garoto.
– Isso não vai ficar assim. Não mesmo.
John a olha triste, mas nada diz.
Então, ela fecha a porta.
…
– Aí que ódio. – Gritou Jasmine entrando no quarto e batendo a porta com força.
O seu já escurecera e seu quarto era iluminado apenas pela luz da lua.
– Não acredito. Não acredito. – disse pra si mesma enquanto andava de um lado pro outro no quarto escuro, sem se incomodar em acender a luz.
Esfregou o pulso dolorido. Aquele era mesmo o John que conhecera? Afinal, quem era John Viatte?
Agora, mais que nunca, ela sentia necessidade de saber. Droga! Ela tinha que saber.
Andou até a janela, e viu os garotos e John no mesmo lugar em que estivera a pouco.
Um dos garotos, o rockeiro, tal de Peter, a viu e a olhou. John virou a cabeça na direção do olhar do rapaz, e encarou Jassy. Seus olhos eram tristes, mas ao mesmo tempo frio.
Então, logo e ele desaparecia dali com os garotos.
…
– Vamos, cara. Desembucha. Por que sumiu? Porque está assim? Fala tudo. – disse Fred cruzando os braços.
John suspirou nervoso. Estava tudo dando errado. Era possível isso? Parecia que agora, tudo ia apontar para seu verdadeiro eu.
Fora péssimo ver Jasmine na janela. Sua expressão não era uma das boas, e mesmo que ela não pudesse ouvi-los de onde estava, John levou os garotos para sua casa, onde estavam agora no seu quarto. Depois disso... ela deveria ter ficado pior. E ela forçaria praticamente John a falar.
Ela não era burra, ele sabia. Mas ele não iria falar.
– Eu sumi porque... foi necessário.
Todos ficaram em silêncio processando aquelas poucas palavras. Poucas palavras, mas com muitos significados.
A mãe de John irrompeu o quarto trazendo bolo, salgados e refrigerantes.
– Bem... eu poderia ter pedido para empregada, mas eu estava com saudades de vocês.
Aquilo era estranho. Antes do acontecido, Jackeline quase não parava em casa. Mas sempre que aqueles seis estavam juntos, a mãe dele fazia questão de estar presente, e até mesmo participar das zoações.
John, por incrível que parecesse, adorava aquilo. Era a hora em que podia se aproximar da mãe.
Os meninos sorriram para a mulher, e depois de deixarem a bandeja com tudo em um canto, cada um deu abraço nela.
Daniel, o mais comilão de todos foi o primeiro a correr para o lanche. John deu um sorriso involuntário. O amigo era o mais comilão e o mais engraçado. Sempre que o via ele estava com algo na boca. Mas o maldito não engordava de jeito nenhum.
Ele sentira falta dos amigos. Estava sempre se lembrando deles, mas depois do que soubera sobre Daphine, ele sumiu do colégio. Depois... sumira da vida deles.
Sua mãe saiu, e John ficou sentado na cama enquanto seus amigos comiam. Ele observou cada um.
– Vocês... não fizeram nada realmente com Daphine?
Diminuíram os movimentos até estarem totalmente parados. Viraram-se para olhá-lo.
– Não. – disse Peter. – Não nós. Somos seus amigos. Acha mesmo que faríamos...
John não deixou o rockeiro da turma terminar. – Acho. Ela foi capaz. A garota em que eu me amarrei. Então concluo que...
– Não conclui nada. – disse Peter. Sua postura sempre rígida e séria para ocasiões sérias como aquela. – Nós não faríamos.
– E John... – começou Daniel, com um grande pedaço de bolo na boca e engolindo ruidosamente. – quem era aquela lá?
– Namorada. Jasmine. – John suspirou chateado.
– O que aconteceu? – perguntou Uris, um negro alto que derretia muitas loiras e negras por onde passava.
– Eu não quero contar a ela quem eu sou de verdade. Eu não quero que ela saiba o que aconteceu.
– Cara... Nós não sabemos a história toda. E porque está se vestindo assim? Explique, porque realmente queremos saber. – disse Fred
Os outros assentiram e John resignado suspirou e contou tudo.
Depois de um tempo processando a história, as perguntas começam.
– Porque não conta? Pelo que parece ela é diferente de Daphine. Acho que você deveria dar um voto de confiança. – disse Uris.
– eu sei. Mas não é fácil assim.
– não estou dizendo que é.
– E o que é fácil nessa vida? – pergunta Peter
– nada. – disse Daniel. – Mas se com essa aparência conseguiu pegar aquela garota... – deu uma gargalhada. – parece que para o nosso queridinho John Viatte tudo é fácil.
John nada disse. Apenas ficou pensando sobre as palavras dos amigos. Não queria contar. Mas sabia que de alguma forma precisava.
Mas ele estava pronto pra isso?
…
John estava um pouco nervoso ao no dia seguinte em que encontrara seus amigos, tocar a campainha de Jassy.
Ela mesma atendeu. Ele segurou a respiração ao ver a Jassy do primeiro dia novamente.
Rosto fechado. Olhos frios. Sem nenhuma emoção. Postura rígida.
Ela olhou pra ele, e de relance, John viu o pulso dela com a marca roxa de seus dedos.
Antes que ele pudesse dizer ou fazer algo, ela saiu da porta, deixando-a aberta e seguiu-se em sentido ao seu quarto. Era claro que era pra ele segui-la.
Mais nervoso que antes, temendo o que poderia vir, John fecha a porta demorando o máximo possível. Tomou um cuidado exagerado ao subir as escadas degrau por degrau.
Ao chegar à porta da namorada, que estava entreaberta, respirou fundo e entrou.
Jasmine estava na janela com os olhos na paisagem e os braços cruzados.
– Fecha porta. – sua voz era fria e dura. E John se odiou por isso.
Ele fez o que ela pedira, e Jassy virou-se para ele, deixando seus braços caírem livres ao lado de seu corpo.
Então, dessa vez, John viu com mais clareza seu pulso. Assustou-se. Eram roxos profundos. Não se lembrava de ter posto tanta força.
Quase chorou ali. Não queria machucá-la. Nem fisicamente e muito menos emocionalmente.
Ela já passara por tantas coisas e...
Droga!
Ele estava sendo injusto. Ela passara por muito mais coisas que ele, e contara tudo a ele. Ele não.
Ele não queria contar. Ele não conseguia contar.
Jassy, percebendo o olhar de John em seu pulso, puxou a manga do casaco.
– Então... nada pra me dizer?
O nerd tirou lentamente seus olhos do pulso da garota para seus olhos. A rockeira viu duvidas ali. Confusões e reflexões. No final, decisão.
– Não. Ainda não.
Notas finais
Quem quer uma fic sobre John Viatte antes de conhecer Jasmine Salmerón?
Por exemplo, fic mesmo. Antes de Daphine, com Daphine e etc.
Queeeeeeeeem quer?
O nome seria: Os opostos se atraem - O Começo de tudo. John Viatte.
Sinopse:
A vida de John Viatte, nosso querido e gostoso nerd, antes de conhecer Jasmine Salmerón.
Jogador de futebol americano, alto, forte, sedutor, pegador e zoador. Frio e tedioso.
Até se ver obrigado a andar com um nerd para melhorar suas notas e não ser expulso de seu tão amado jogo Americano.
Prólogo:
Mais um dia de aula. Mais um dia previsível. Quer apostar? Sou bom em apostas.
Primeiro, vou levantar e, depois de fazer minha higiene matinal, tomarei café sozinho - já que minha mãe nunca está presente, e meu pai, está sempre com ela. - e irei pra escola no meu lindo gipe branco.
Chegando na maldita escola, uma das garotas cairia aos meus pés, e se eu quisesse, rolaria uma rapidinha atrás do prédio da escola. O dia ia ser um saco, por isso, eu ia ficar jogando bolinhas de papel no nerd da sala - William Brown - com meu melhor amigo - Fred Linger. O dia ia correr assim. Como o resto do ano, e talvez até da minha vida.
Levantar. Comer sozinho. Ir pra escola. Pegar uma garota qualquer. Encher o saco do nerd. Jogar futebol. Encher a cara e ir pra casa. Sempre assim. Já estava até acostumado com toda essa monotonia.
* Está bem cru, eu ainda vou trabalhar nisso - se quiserem - mas é só pra vocês terem uma ideia.
...
Então? Gostaram? Querem a fic?
Sobre o capítulo: é... parece que John quer complicar as coisas né?!
O que acharam do capítulo? O que acharam dos amigos de John? O que acharam sobre tudo?
Comentem gente, pliese.
Beijos, Até o próximo.
FEEEEEEEELIZZZZZZ NAAAAAATAAAAAAAAL !
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