Os Opostos Se Atraem
21 21º capítulo – Natal – parte 1
Notas iniciais
Então... tem gente que acho um pouco rápido. é que eu preciso andar com a estória... se não, nunca vai se resolver nada. Esse está mais ou menos parecido... espero que vocês gostem.
Enjoy.
21º capítulo — Natal — parte 1
Era dezembro e o frio se aproximava.
Jazia uma semana que o mini Jonh carregava o sobrenome Salmerón. Faltavam alguns dias para o natal, e Jasmine havia acabado de vestir o irmão para poderem ir ao shopping fazer algumas compras com o nerd e o namorado.
Na festa em que a família fez para o Jonhzinho, ao ouvir dizer que Jamily estava grávida, John ligou tudo e chutou-se mentalmente. Havia entendido tudo errado.
Agora, sabia o porquê de gostar da garota. Apesar de tudo, a garota tinha coração. Talvez até mais do que muitos por aí. Mais do que ele próprio.
Passou a ficar mais perto dela, já que percebeu não conseguir ficar longe. Sentia ciúmes ao vê-la com o namorado, mas nada como uma provocaçãozinha com Daphine não pudesse resolver.
Sabia que mexia com as estruturas da garota, mas sabia que ela gostava do namorado. Isso o deixava triste, mas nem por isso ele desistira da idéia de que algum dia pudesse ter uma chance.
Ao chegar na casa da garota, encontrou Brian.
— Fala aê. — o garoto o cumprimentou e ele retribuiu.
— Preparado para carregar sacolas? Se ela chamou nós dois é porque pouca coisa não vai ser. — o nerd fez careta.
Apesar do garoto ser namorado da garota que gostava, ele era legal. A única coisa que era ruim nele era que ele estava em seu lugar.
O roqueiro fez uma careta.
— Estou sabendo. Só não quero entrar em muitas lojas femininas.
— Sinto muito, querido — disse Jassy abrindo a porta para os dois. — Já era.
Os dois gemeram e entraram. Jonh, ao ver seu xará, olhou para Jasmine com os olhos acusatórios.
— Olha a influência que você está colocando nele.
— O quê? — a garota fingiu-se de inocente. — É uma roupa normal.
— Está maneiro. Toca aqui. — disse Brian estendendo a mão ao menino.
Este vestia uma blusa preta do Metallica, um colete jeans, uma calça jeans com alguns rasgões, um all star, e uma bandana na cabeça.
Tocou a mão de Brian e fez o símbolo do rock com os dedinhos.
Jamily, aparecendo na sala, olhou a criança e olhando Jasmine balançou a cabeça e revirou os olhos.
— Deixe a criança se vestir do jeito que quer Jasmine!
— Ele queria colocar uma blusa rosa. E eu disse que mesmo que rosa estivesse na moda para homens, eu não levaria comigo alguém vestindo rosa.
Olhou o nerd que justamente estava de rosa. Estreitou os olhos.
— NERD!
— Nem pense nisso. Não vou trocar.
A garota bufou de raiva.
Saíram e foram as compras.
Como previsto, a garota comprou muito. Em um momento, Jasmine obrigou aos garotos a ficarem com a criança que ela precisava comprar os presentes e eles também. Ia ter uma troca de presentes na casa dela.
Detestava dar presentes... mas as coisas nem sempre podia ser do jeito que ela queria, então, bufando foi de loja em loja.
Encontrou com os garotos depois de quase duas horas. Os garotos estavam com fome e impacientes, e já haviam comprado todas as coisas.
— Droga, roqueirinha. Estou morto de fome. Demorou um ano. Típico de garotas. — revirou os olhos.
A garota revirou os olhos e deu trocentas bolsas que carregava para ele.
— Só pra aprender a ficar de bico fechado.
Brian começou a rir, e pelo feito, Jasmine deu outras trocentas bolsas a ele também.
Com a cara fechada, os garotos seguem a garota para o local onde lancharam.
Comeram bem, e Jasmine tentava espiar o que os garotos comprara.
— Nem pensar, amor.
— É. Nem pensar, mana.
— Isso mesmo. Não pode ver, roqueirinha.
— O quê? Até você Johnzinho? Vocês não sabem comprar! Eu tenho que conferir.
— Não! — disse Brian e fim de discussão.
Bufou e revirou os olhos, cruzando os braços e esperando os outros descansarem.
Ao se levantarem, prontos para irem embora, menino começa a pedir colo.
— Não. — disse os dois garotos. — Sacolas.
Ao pedir para Jassy, esta respondeu:
— Não. Você está muito mal acostumado com colo. Além do mais, já é um rapazinho. Não pode ficar no colo.
— Manaaaaaaaaa! Por favoooor! Última veeeeeez! To cansadinhooo!
— Para de manha, John. — pegou sua mão. — Se continuar assim, não vai ganhar presente.
— Opa. — o menino parou na mesma hora e arrumou uma postura correta e um olhar altivo.
Jassy revira os olhos e vão todos para o estacionamento. Ao ver os dois adolescentes cheios de sacolas cor de rosa, lilás, e algumas pretas, o loirinho se põe a rir.
Eles fecham a cara, mas logo Brian dá um sorriso malicioso.
— Pode rir. Daqui a alguns anos será você a carregar da sua irmã, da sua prima, da sua namorada, e se o bebê que Jamily está esperando for garota, dela também.
Jonh riu, concordando.
O menino arregala os olhos castanhos e engole em seco e alto. Olha para a irmã, querendo que ela diga que aquilo era mentira, mas tudo que ela fez foi dar um mínimo sorriso.
— Tô fudido.
— O QUÊ? QUEM TE ENSINOU ESSE PALAVRÃO? — Jassy gritou, incrédula, parando de andar e olhando o irmão.
Os três garotos de se encolheram pelo timbre da voz da garota.
— Ouvi o tio John falando. — disse com medo.
Jassy olhou o nerd. Já estavam no estacionamento. Ela abriu o porta malas, e apontou lá, para colocarem as bolsas. O que não deu ficou na frente.
— Brian, entre com a criança, e tampe os ouvidos dele.
— Ixi... Boa sorte, cara. — disse Brian dando uns tapas nas costas do nerd, estes que quase o fizeram colocar seu estômago para fora de tão fortes.
Quando os dois entraram, Jassy desferiu um soco forte no peito de John e deu para ouvir perfeitamente o estalo de longe.
— Merda. — sussurrou.
— Não fale palavrões perto dele! — depois que disse isso, deu outro soco forte no mesmo lugar, o que o gerou mais dor, e entrou no carro.
Filha da...
Assim que o nerd entrou na BMW de Jassy, a garota arrancou pneus e foi para casa.
Depois de colocar todos os presentes no lugar, e Brian e John irem embora com as sacolas deles, Jassy foi tomar um banho.
Quando nua, de olhos fechados passando a mão por entres os cabelos, leva um susto ao ouvir a voz do Jonhzinho no banheiro.
— Menino! Não pode entrar num banheiro quando tem uma garota dentro. — disse, se cobrindo rapidamente com uma toalha.
— Não?
— Não! O que foi?
— É que a Jamily não quer me dar banho.
— Porque não?
— Ela disse que eu já tenho idade o suficiente pra tomar banho sozinho. Mas eu não alcanço o xampu, e tenho medo de cair.
Rosnando, Jassy pede ao menino para esperá-la na sala, e termina o seu banho.
Desce, e se depara com o menininho com a cabeça apoiada nas mãos enquanto assistia o desenho do bob esponja.
— Mãe. — chama quando a encontra na cozinha comendo alguma coisa com cheiro ruim. — Você é louca de mandar o garoto ir sozinho para o banho? E se ele escorrega e bate a cabeça?
— Ele não sabe tomar banho?
— Ele tem SEIS anos.
— Você já sabia.
— Não sabia não. Quem me dava era a minha vó. — bradou. — Foi para isso que o adotou? Pra deixá-lo sozinho? Isso se chama irresponsabilidade!
A mulher suspirou e largou o que estava comendo.
— Tem razão. — Saiu e foi dar o banho na criança.
Ao sentar-se no sofá, Jassy procura algo de interessante na TV e não acha nada. Desistindo, a desliga, e deita-se no sofá.
Ao ouvir a campainha tocar, deixa a empregada atender.
— JASMIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINE, MINHA NETIIIIIIIIIIIIIINHA.
AH! NÃO.
Levantando-se, olha pra figura ali na sua frente.
— Vó Adelaide? O que faz aqui? Ainda não é natal.
— Quem é você menina?
A garota revira os olhos.
— Jasmine, vó.
— Jasmine? Minha neta tem o cabelo claro. E tem apenas seis anos. Vamos menina, diga quem é você. — falou a idosa em sua frente, apontando a bengala para garota.
— Bisavó! Droga, sou eu, Jassy.
A senhora baixa, com rugas no rosto, estreitou os olhos e chegou bem perto. Tão perto que quase beijou Jassy.
— OH! Jasmiiiiiiiiiiiiiiiine, minha netiiiiinha. Onde você estava? Cheguei faz um tempão para a ceia de natal e ninguém vem me cumprimentar!
Bufando, Jassy a abraça.
— Está tudo bem?
— Sim, querida, e você?
— Ótima. Vó, hoje não é natal.
— Não? — a senhora olha em volta. — Claro que não. Não tem nada enfeitado. Está ficando louca menina? Se fosse natal, eu saberia. Vim passar uns dias com você.
— Legal. — Jasmine quase sorri. Ela amava demais aquela senhora caduca em sua frente.
Jamily desce as escadas com o mini John.
— Vó. — sorri a mulher. — O que está fazendo aqui?
— Jamyy, netinha! Vim para o natal.
A mulher franze a testa.
— Mas ainda não é natal.
— não? Aééé, não, vim passar uns dias com Jassy. — quando a senhora olha John, se assusta.
— Jamyyyy! Cuidado! Um cachorro gigante ao seu lado.
—Hey, bisavó Adelaide! Eu não sou cachorro. Sou um menino. John. Nos conhecemos aquele dia, na festa.
— Seu cachorro fala igual ao menino que conheci aquele dia. Cadê ele, afinal? — a bisavó começou a rodar em volta de si mesma, e depois que deu 360°, parou no mesmo lugar e olhou o garoto de novo.
— Oh! Ele aí. Onde estava?
Rindo, o Johnzinho dá um abraço na senhora, e a puxa para a cozinha, para comerem biscoitos.
Jassy balançou a cabeça.
— A velha está cada vez mais caduca.
Jamily revirou os olhos e jogou de brincadeira uma almofada na filha, que a devolveu. Sentou-se no sofá e a mãe ao lado dela.
— Como vai com o Brian?
— Aparentemente bem. E o Arthur?
— Bem. Já estamos vendo os preparativos do casamento. Porque aparentemente?
— Descobri que gosto dele, mas não da forma esperada. Tem certeza sobre o casamento?
— Ah! Entendo. Pensei que você iria começar a gostar do John. Tenho sim. Acho que o amo.
— John? John Viatte, o nerd? — Jasmine fez uma careta grotesca. — Acho que essa gravidez está te fazendo muito, muito mal.
Jamily estreitou os olhos e suspirou.
— Acho que sim.
— Mas... por que você achava isso? — perguntou Jassy se inclinando inconscientemente, curiosa.
A mulher arqueou uma sobrancelha.
— Por que o repentino interesse?
— O quê? Que interesse? — concertou a postura. — É melhor eu ver o que está acontecendo na cozinha. — mudou de assunto ao ouvir a bisavó e o irmão começarem a discutir.
Correu para lá e pegou os dois rindo ao verem a preocupação na cara da garota, e a mãe atrás.
— Qual é a graça? — perguntou alto e severo, cruzando os braços.
Eles pararam de rir no mesmo instante, e arregalaram os olhos, olhando amendrontados para a garota.
Dessa vez, quem começou a rir, foi a garota e Jamily.
Jassy parou de repente.
— Não façam mais isso. — Falou de forma calma, mas claramente ameaçadora.
Os dois engoliram em seco e Jassy pegou o último biscoito do prato, recebendo reclamações de ambos.
Ignorando, foi até o quarto e esperou pelo jantar lá. O resto da noite foi normal, com a vó Adelaide discutindo com o cachorro gig..., digo, o mini-John, Jassy e Jamy discutindo, e Arthur não sabendo o que fazer.
21 de dezembro.
A neve já caia.
Jassy havia posto tanto casaco no irmão, que era difícil o menino andar. Se caísse, podia sair rolando facilmente. Então, a mãe deixara o garoto longe de qualquer ladeira, escada, ou qualquer coisa que o machucasse, já que Jassy não deixava de jeito nenhum tirar nenhum casaco.
Mas o menino gostou. Estava sendo amado e bem aquecido. Sentou ao lado da irmã, que folheava uma revista de moda.
Bufando, Jassy jogou a revista por sobre a mesinha de centro no qual apoiava os pés dizendo que parecer um arco-íris na rua não era moda. Uma coisa ou outra até ia, como as meias calças coloridas que ela colocava sempre. Mas sair por aí, com uma calça de uma cor, um tênis de várias, uma blusa de outra, era como colocar uma melancia na cabeça e gritar: olha, eu existo! (n/a: nada contra a quem gosta desse estilo. Essa é a opinião da Jassy!)
Jonh apareceu ali.
— Oi, roqueirinha. Oi, xará.
— Oi nerd.
— Tio! — o menininho sorriu de orelha a orelha.
— Quem deixou você entrar? — perguntou.
— Sua mãe. Ela estava saindo quando eu cheguei.
— Ah! Deve ter ido ver mais preparativos.
— Quando vai ser o casamento?
— Depois de uns meses do parto.
— Ah... — o garoto ficou pensativo.
A vó Adelaide apareceu ali.
— Oh! O outro John. — sorriu.
— Oi. — John sorriu e a velhinha saiu.
Como ela lembrou-se dele? — perguntou-se Jasmine.
— Roqueirinha. — o nerd a chamou. Quando a menina o olhou, percebeu que ele havia pegado a revista e a folheava. — Por quê não usa essas roupas coloridas?
Jassy deu um tapa forte na cabeça dele, e jogou a revista de volta na mesinha. Algumas coisas dali iria aproveitar, mas outras poderia colocar no nerd quando estivesse entediada.
— Ai! Não me bata garota.
— Eu bato. Vai fazer alguma coisa?
— Talvez!
— É mesmo? Tipo o que, moleque?
— Eu não sou moleque.
— Mas é claro que... — antes que Jassy terminasse, John ataca sua boca com a dele, e a beija com sofreguidão.
Jasmine arregala os olhos.
Tanto tempo que não sentia aquele sabor exótico, que permitiu-se, daquela vez, corresponder.
Porque mesmo que ficara tanto tempo sem encostar seus lábios nos dele? Era a melhor sensação que poderia ter na vida.
O beijo ficara mais quente, e Jassy empurrou John longe. Seu irmão olhava tudo abismado, de olhos arregalados. Adelaide estava estética na frente deles segurando uma bandeja com três canecas de chocolate quente.
— ENLOUQUECEU? — Gritou Jassy, levantando e limpando o beijo com as costas da mão.
— Ér... desculpe. — John estava completamente vermelho. Não fazia a mínima ideia de como aquilo tinha acontecido.
Ela olhou o irmão.
— Johnzinho... Isso... A culpa foi dele. Não conte nada a Brian, por favor.
O menino saiu do estado de surpresa, e assentiu, compreendendo.
O nerd sentiu um pequeno comichão apontar em seu coração. Sentiu-se bem ao beijá-la, mas não queria aquela reação. Queria que ela o beijasse sem medo. Sem medo do namorado saber, sem medo de se entregar, sem medo de gostar.
Jassy sentou-se novamente, — longe do Viatte —, e se acalmou. Olhou para ele e estreitou os olhos.
— Quer perder a língua?
— Não. Foi sem querer... Já disse.
— É... Trouxe chocolates quente. — disse a senhora, tentando fazer com que nada tivesse acontecido.
Eles pegaram o líquido, e o mini John colocou o desenho do homem aranha para assistir.
Os adolescentes fizeram companhia a ele, volte e meia discutiam. O menino prestava mais atenção nos dois no que no desenho.
— Vocês se gostam? — soltou de repente.
— O quê? — sobressaltaram-se. — Não!
— Parece. — assim, saiu da sala, deixando os dois ali, estáticos com a pergunta.
John saiu desconcertado da casa. Estava tão na cara assim? Dava até pra uma criança de seis anos perceber?
Jassy percebeu a saída do nerd, mas não se importou muito. Ficara com a conversa da mãe na cabeça, e queria mais que tudo saber o porquê dela achar tal coisa.
Agora vem irmão e supõe o mesmo? O que estava acontecendo com aquela família?
…
23 de dezembro
Já eram 22h e a casa estava completamente arrumada e cheia. Havia a família de seu pai e de sua mãe. A família de Arthur, a família de Brian, e a família de John.
Sua família chegara no dia anterior, já entrando e fazendo os preparativos. Havia luzes em tudo quanto é lugar, e ela quase estava ficando cega, mas a casa estava linda. Nem exagerada e nem simples demais.
Havia bolas de todas as cores, enfeites de todos os formatos e tamanhos, e uma gigantesca árvore de natal, do qual o pequeno John havia ficado de boca aberta ao vê-la.
— Nunca viu uma né? — havia perguntado a menina.
O menino balançou os cabelos loirinhos.
— É linda. — sussurrou ainda a olhando.
— É sim... Vamos, deixe seu presente aí, e vamos receber os convidados.
O menino fez o que ela falou e andou com ela.
A mesa estava farta de comida. Havia quatro perus enormes, frutas, e todo o tipo de comida, algumas que o mini John nem se quer sabia o nome.
Durante os dois dias que se passaram, a bisavó Adelaide vivia olhando Jassy com os olhos estreitos e a observando bem. Quando a garota questionava, a mulher falava qualquer asneira e tudo estava bem.
Quando o nerd estava perto, e os dois discutindo, a mulher dava um sorriso malicioso e saia de perto.
Ao ver a menina com Brian, novamente a encarava, observando. Concluiu que, eles não tinham a mesma intensidade. Ela até podia gostar dele... Mas estava longe de ser do jeito que ela gostava de Jonh.
CONTINUA...
Notas finais
Comentem!
Recomendações?
beijoos, até a contiuação
ps.: só posto a continuação com muitos reviews
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