Os Opostos Se Atraem

19 19º capítulo – John’s


19º capítulo – John’s

— Você está grávida, Jasmine? — Jonh a olhava com um misto de surpresa, incredulidade e dor.

— O quê? Garoto... — Antes que Jassy pudesse terminar sua frase o garoto sai apressadamente da casa.

Isso não poderia ter acontecido. Não, não poderia. Sua mente apontava para todos os caminhos da dor.

Merda. E como eu ainda poderia gostar dela? Como?

Depois de achar ter ouvido a voz da garota e achar que era ela a tal ruiva, o nerd chegou à conclusão que estava tão vidrado na roqueira, que a via e a ouvia onde tinha pessoas totalmente diferentes. Sendo assim, ele gostava dela.

Quando aceitou esse fato, resolveu ir até a garota e passar o dia com ela — estando o namorado ou não —, e observá-la. Ver o que o fizera gostar dela e ter a certeza que gostava realmente dela, pois ainda não aceitara de cara o fato.

Então, depois que entra na casa, escuta Jasmine dizer: “Eu serei mãe dele”

Ela estava grávida. De outro. E ia assumir. Isso significava o quê? Que casar-se-ia com ele?

Porra!

Atordoado, Jonh acaba passando por uma criança e a derrubando. A criança começa a chorar e ele volta para ajudá-la.

— Jonh. — A roqueira chega por trás.

— O quê? — pergunta os dois garotos. O nerd franziu o cenho e começou a limpar o garoto, que estava começando a se acalmar.

— O que aconteceu, Jonh? — Antes que o nerd pudesse dizer qualquer coisa, a criança responde:

— Ele me derrubou, tia Jassy.

Tia?

Jassy olha raivosa para o nerd, que havia reparado que ela nunca o chamava pelo nome.

— Cadê sua mãe?

— Em casa.

— Está sozinho? — A garota grunhiu ao ver o garoto assentir. Pego-o no colo. — Vamos, vou cuidar desses ferimentos.

Virou-se para o nerd.

— E você, venha. — ordenou.

Contrariado e com raiva, Jonh a segue. Surpreendeu-se com a maneira com que Jasmine tratou a criança. Deve estar treinando pra daqui a um tempo? Provavelmente.

E o que ela queria fazendo-o a seguir? E, droga, porque ele estava seguindo-a?

Na casa, a roqueira entra com o menino com cara de choro e o nerd a seguindo.

Jamily olha interrogativamente a filha, que passa direto, subindo para seu quarto. Colocou a criança na cama, — que olhava admirada a casa —, e foi pegar o estojinho de primeiro socorros no banheiro.

Quando voltou, limpou com delicadeza o joelho e o cotovelo da criança, com um antiflamatório, para logo colocar remédio.

Ao procurar um band-aid, achou apenas o rosa com coraçõezinhos vermelhos. Olhou o menino que fez careta e abanou a cabeça.

Revirando os olhos, Jassy faz um curativo com gaze. O nerd apenas a observava.

— Está doendo, Jonh? – O menininho ia responder mas o nerd fala.

— Doendo o quê? O menino que caiu.

— O nome dele também é Jonh, nerd. — disse guardando jogando fora algodões sujos. – E eu não te chamo pelo nome, moleque. — respondeu indo guardar o estojo.

Jonh olhou o garoto que o olhava admirado.

— Será que eu vou ser fortinho igual a você, tio Jonh?

O garoto o olhou e deu um sorriso torto.

— Claro! Os Jonh’s são os melhores, xará.

O menino franziu o cenho e inclinou a cabeça.

— Xará?! Que é isso, tio? É de comer? — perguntou, se animando.

O garoto piscou.

— Não. Como vou explicar...? Bem, geralmente chamamos assim quem tem o mesmo nome que a gente.

— Ah! – o menino sorriu. — Entendi.

Jassy chega e os olha. Vira-se para o mini Jonh e questiona:

— Porque sua mãe sempre lhe deixa sozinho?

O menino abaixou a cabeça, cabisbaixo.

— Ela manda eu sair, tia, para ficar com os namorados dela. Se não, ela me bate.

— O QUÊ?


...


Sentada num banco no parque entre os dois Jonh’s, Jasmine controlava-se. Estava esperando a mãe do garoto aparecer jazia duas horas. Já ia dar a hora do almoço e nada da mulher.

De acordo com a criança, ela sempre ia buscá-lo ali depois dos encontros nojentos com os namorados.

A garota não conseguia aceitar aquilo. Muito menos entender. Como alguém conseguia fazer isso com uma criança? Isso poderia acarretar na criança, o que acarretou nela. E poderia ser muito pior. Ele poderia começar a roubar e matar. A louca da mãe dele não via isso?

Depois de um tempinho, a hora do almoço já chegara, e como Jassy estava cega de raiva não percebeu.

— Tia?

— O que?

— Eu... estou com muita fome.

A garota franziu o cenho. Olhando agora, o garoto parecia magro e abatido.

— O que você come em casa?

— Às vezes eu como a comida do cachorro da mamãe. Às vezes, eu não como nada. Tia, pode dar um pouquinho da comida do seu cachorro pra mim?

Jassy e Jonh arfaram. Comida do cachorro?

Levantando correndo, Jasmine pega a criança no colo, e anda apressada para casa.

Assim que entra, coloca a criança na mesa, que por sorte já estava sendo servida.

— Almoce aqui. – disse ao nerd, sem prestar atenção realmente nele, mas sabia que se ele fosse embora, ela não iria aguentar sozinha.

Com o garoto sentado na mesa, olhando toda aquela comida embasbacado, Jassy começa a servir um prato grande.

Como sua mãe estava com uns desejos malucos, a comida do dia, seria o sonho de qualquer criança: Batatas fritas, bife, frango, nuggets, e várias coisas dispostas na mesa.

Colocando tudo no prato, a garota coloca na frente do garoto. Enche um copo de refrigerante e o dá.

A mãe da garota olhava tudo sem entender nada. O menino a olhou surpreso:

— Isso é tudo para mim?

— É. Vamos, coma.

Dos olhinhos do menino, lágrimas começam a sair desesperadamente. Ele levanta e vai até ela, abraçando suas pernas com força e apertando os olhinhos.

— Obrigado, tia Jassy.

A garota fechou os olhos, controlando-se e o abraçou de volta, apertado. Pego-o no colo e o colocou de volta a mesa.

Jamily e Jonh olhavam a cena, admirados e emocionados.

— Coma, criança.

Sentou-se a mesa junto com os outros e almoçaram. Jasmine evitou a qualquer custo olhá-lo enquanto comia, pois sabia, que ele estava comendo tudo que tinha no prato como se a comida fosse fugir a qualquer momento.

Ver aquilo abalaria mais com suas barreiras emocionais, do que já estavam abaladas naquele momento.

Depois que comeu, a criança parecia satisfeita. Jamily olhando-a, serve um prato de bolo de chocolate com recheio de coco e mais refrigerante.

— Obrigado. — disse com os olhos grandes.

Depois de comer, Jassy corre para o quarto.

A mãe da garota pensa em ir atrás, mas Jonh a segura.

— Espere aqui, já volto!

Levando o mini Jonh no colo, — a criança ia acabar se acostumando de tanto colo —, abriu devagar a porta do quarto e viu Jassy deitada abraçando o travesseiro.

— Vai lá, e deite-se com ela por um instante.

O menino assentiu e fez o que o garoto disse.

Desceu e explicou tudo a Jamily, que ficou chocada, triste e com raiva.

Ela sabia que a menina devia estar com muita raiva e dor. Jasmine tinha um coração grande, apesar de não parecer.

Não queria de jeito nenhum, que ninguém passasse pelo que ela passou na infância. Mas a garota ainda tinha dinheiro, e outros membros da família. Nunca faltou o que comer.

O menino, aparentemente, só tinha a mãe. E comia comida de cachorro.

— Vamos Jonh, temos que fazer alguma coisa por essa criança. — disse a mulher, subindo as escadas.



No mesmo banco do parque, agora as quatro pessoas esperavam a mulher.

O menino dormia serenamente no colo de Jassy, com a barriga cheia, e a mãe dela viu o quanto de carinho que ela sentia por ele.

Quando Jasmine viu a mulher, já eram quase quatro da tarde. A mãe, ao avistar Jasmine, vestiu uma máscara de preocupação repentinamente.

— Filho!

O menino, atordoado, abre os olhinhos e fez a mesma coisa que naquele dia: Correu para a mãe.

Jamily, Jassy e Jonh não entenderam aquilo, mas ao olhar melhor, a mãe olhava ameaçadoramente para o garoto, que estava encolhido e tremendo no colo da mesma.

A mãe ia embora quando Jassy a puxa pelo braço.

— O que pensa que está fazendo?

A mulher treme ligeiramente sob o olhar maníaco e a voz fria e cortante da garota.

Soltando-se, responde:

— Como assim, o que eu estou fazendo? Estou levando meu filho a nossa casa.

— Creio que veio chamá-lo para o almoço? – disse Jassy, em tom baixo, arqueando uma sobrancelha.

— Ér... é claro.

— E o que vai servir? Comida de cachorro?

A mulher a olha surpresa e olha para o filho que estava morrendo de medo. Joga-o no chão com toda a força e começa a espancar a criança.

Ali perto, dois policiais passavam, e ao ver a cena, correm em direção à mulher.

Sem perguntar nem nada, metem o cacetete nela e a levam presa.

— O que aconteceu aqui? — pergunta um policial.

Jasmine enxergava vermelho. Ao ver a cena, a primeira coisa que ia fazer, seria avançar na mulher. Mas Jonh viu os policias, e a segurou.

Jamily contou tudo rapidamente aos policiais, e depois levou a criança que estava semi-iconsciente ao hospital.

Depois que já estava no quarto, tomado com agulhas pelo corpo, a criança acaba adormecendo.

— Temos que fazer alguma coisa por ele. — disse Jamily à filha, que olhava o garoto com hematomas.

Olhando surpresa a mãe, pergunta:

— E o que sugere?

Depois de uns segundos em silêncio, olhando o garotinho diz:

—Adoção. Vamos adotá-lo.

Notas finais
Então... O que acharam do DOIS capítulos? Quero reviews nos dois, se não, além de ficar muuuito triste não faço mais essa proeza!

ruun!

hehe, tchau gente, até próximo. *-*

Beijoss