Os Opostos Se Atraem

1 1º capitulo - um novo aluno


Notas iniciais
Minha primeira fic. Espero que gostem. Estou aberta a opiniões construtivas. Enjoy, beeeeijoss
1º capitulo – um novo aluno

Ela sentava no canto esquerdo da sala, no fundo, na última carteira. Ninguém a via, ninguém a notava. Talvez fosse medo.

Jasmine. O nome não fazia jus à pessoa. Pelo menos agora. Antes fazia.

Jasmine nasceu com os cabelos castanhos claros, quase loiros, mas atualmente seus cabelos era um manto negro até a altura das axilas, desfiados. Tinha as pontas vermelho sangue.

Olhos verdes, hipnóticos. Sempre muito bem delineados de preto. O que fazia pôr mais medo em quem os olhasse. Ao menos quem tentasse. Pele branca, que contrastava bem com o cabelo preto e a maquiagem forte. Alta para a idade. Tem o corpo bonito. Nem magro nem gordo.

Quase não sorria. Mais quando fazia tal proeza, era sempre de um desafio vencido. O sorriso de vitória.

Jasmine, Jassy como preferia ser chamada, é rockeira e vive constantemente de preto, colares pesados, correntes, braceletes, piercings, gargantilhos com espinhos, all star, etc ...

Ainda não fizera nenhuma tatuagem. Ainda.

Hoje Jassy estava com um péssimo humor. Não que isso não fosse normal. Mas hoje sobrou até para pobre coitada da mesa da cozinha de sua casa.

— Merda — bradou socando com força, fazendo o suco da jarra tremer levemente. — Não vou a jantar de negócios NENHUM. — disse dando ênfase a última palavra. — Pare de me usar para seus benefícios. Não sou objeto. — gritou para sua mãe.

Sua mãe, uma empresária bem sucedida, inteligente e linda, sempre fora ausente, mais desde a perda do pai de Jassy, ela se aprofundou no trabalho tentando fazer com que a dor cessasse. Ela não entendia, ou não sabia que Jassy sofria tanto ou mais que ela. Ela não entendia que a filha precisava de um ombro amigo. Que precisava dela.

Desde a morte do pai, Jassy se afastou da “luz”, da mãe, dos amigos e da felicidade. A mãe sempre tentava se reaproximar, mais sempre por meios errados e com frieza demasiada.

— Você tem que ir. – disse quase indiferente sem tirar os olhos do jornal que estava lendo. — E descente – completou em tom de ordem.

Jassy grunhiu. Já era um saco ter que ir a essa merda, agora, ir de um jeito que não era dela, como se fosse outra pessoa já era demais.

— PUTA QUE PARIU. — berrou se levantando e com a mochila nas costas saindo de casa e indo para o ponto de ônibus.

— Se disser um palavrão no jantar vai fica um mês sem mesada. – gritou a mãe dela.

Jassy grunhiu novamente e colocou os fones de seu celular no máximo no ouvido.

O ônibus da escola surgiu no horizonte, chegando logo ao ponto. Jassy subiu, e ignorando os olhares sobre ela, seguiu-se para seu lugar costumeiro: as últimas poltronas. A poltrona ao lado dela era vazia e a única sobrando. Ninguém, nem mesmo os outros rockeiros, se atreviam a se aproximar dela.

Jassy jogou sua mochila preta com caveiras rosa na poltrona e se sentou à janela.

O ônibus parou novamente, o que era estranho, pois Jassy era a última a ser pega. Deu de ombros e fechou os olhos, recostando a cabeça sobre o assento e apreciando a música.

De repente sentiu alguém a cutucando. Ignorou. Mas a pessoa insistente e irritantemente continuou. Jassy rosnou, e abriu os olhos com fúria, pronta para esmagar o infeliz. Surpreendeu-se ao não saber quem era. Sentou-se direito e tirou os fones do ouvido.

— Quem é você? – perguntou autoritária.

— Sou novo. Mudei-me pra cá sábado. Meu nome é Jonh. — disse um garoto estendendo a mão.

Jassy olhou para a mão, depois para o garoto, analisando-o.

Que bizarro – pensou.

Jonh é um típico nerd. É branco com o cabelo devidamente arrumado, repartido de lado. Usava óculos fundo de garrafa e a camisa listrada por dentro do jeans que pescava, com um tênis esportivo que estava até novo e meias longas.

Jassy ignorou a mão estendida.

— Você é bizarro.

O ônibus recomeçou a andar.

— E você não? – retrucou ele analisando-a de cima a baixo.

Jassy estava com uma blusa de mangas compridas preta e curta, com a barriga perfeita a mostra. Saia Jeans escuras com correntes, meia calça preta até os joelhos com alguns rasgões e um all star de cano médio. No pescoço havia uma gargantilha com espinhos, e nas mãos haviam luvas curtas sem dedos.

Jassy bufou.

– Com certeza menos que você. O que está fazendo aqui?

O garoto já estava irritado. Pegou a mochila, jogo-a no colo da dona e sentou-se.

— É o único lugar rockeirinha. Qual o seu nome mesmo hein?

Jassy ferveu com a atitude do garoto insolente.

— Imbecil. – rosnou – Não jogue nada em mim se quiser continuar vivendo. – gritou

Todos no ônibus viraram-se na direção deles.

– E vocês virem pra frente ou arranco seus olhos disso que vocês chamam de cara. – berrou.

Todos prontamente obedeceram.

— Tem tudo e todos sobre o controle né, rockeirinha? – perguntou John

— Eu tenho nome.

— Mas não sei qual é, rockeirinha. – disse provocando-a

— Jassy. – disse com a raiva cada vez maior.

— Jassy? Isso lá é nome?

— Apelido

— E o nome?

— Jasmine – quase rosnou

— não combina com você – observou

— Por isso o apelido – disse como se fosse óbvio.

— Jasmine. – repetiu – Lindo nome, rockeirinha

Jassy tentou ignorar o tremor que percorreu seu corpo ao ouvir o seu nome ser proferido pelos lábios do novato. O som era quase musical. Seu nome. E não seu apelido. Ela o olhou. Seus olhos verdes se prenderam aos dele e ela percebeu, surpresa, que por trás dos óculos fundo de garrafa, tinham lindos olhos verdes escuros seguros. Ele retribuiu o olhar e Jassy não acreditou naquilo.

Ele realmente está olhando nos meus olhos? – perguntou-se, surpresa – não é possível. Ninguém olha. Nem minha própria mãe.

O que significava que ninguém era verdadeiro com ela. Ou que tinham medo. As duas coisas estavam quase interligadas.

Persistiu o olhar e reparou um estremecimento em Jonh.

Ótimo. Todos me temem.

Mas o que Jassy não sabia, era que aquele estremecimento não era medo. Para Jonh, aquele olhar fora extremamente sedutor.

Notas finais
E aí ? gostaram? odiaram? detestaram? Reviews pleeeease