Os Olhos de Sakura
1 O Farol
Notas iniciais
Primeiro, essa história não está terminada. Na verdade é um prólogo de uma história muito mais longa do que alguma poesia e um vago final.
Segundo, isso é só para ver a recepção de vocês à história.
Ela é bem complexa e muito detalhista, então isso aqui que escrevi não é nem um terço dela ou do enredo.
O título da história na verdade é "O Farol", mas como logo no começo há uma menção aos olhos de Sakura, ficou esse o título.
Aviso, que a história tá bem confusa e espero que isso aguce seus faros para que me impulsionem a escrever a fic inteira. Bem, boa leitura!
Os olhos de Sakura.
Aqueles olhos grandes e assustados.
Arregalados,
Com medo do escuro
Me fitavam e diziam:
“Rezo para que tudo,
Para que tudo seja um pesadelo”.
Eu ria.
Não sabia o porquê,
mas ria escandalosamente.
Aquilo não era eu.
Nem em mil anos seria!
Os verdes obres opacaram-se.
Os meus verdes enraiveceram-se,
Porque os negros dele
estavam rindo.
Aqueles cabelos negros,
aquela pele alva.
E aqueles lábios finos!
Oh, céus!
Eram a perdição.
A perdição de Sakura.
Verdade, era cômica a situação.
Nós três,
Três amantes renegados.
Uma prostituta,
Um fanático e
Um assassino.
Se eu pudesse...
Ah, se eu pudesse...
Eu diria seu nome.
Se eu pudesse,
O mataria.
Mas o meu amor,
Ou meu ódio,
(Quem vai saber?)
Pela prostituta
Não me deixariam machucá-lo.
Mas, o Diabo que o carregue,
Não vou dá-la para ele!
Entretanto,
Ouça, isso é bem curioso,
Não a deixarei ficar com ninguém!
Ela estava entre os dois. Os dois podiam se atracar até a morte se ela permitisse. Mas, ela jamais o permitiria! O ruivo e moreno se olhavam profundamente. Mas nenhuma palavra havia sido dita. Como eles três chegaram àquela situação? Era aquele maldito Farol!
O Farol!
O Farol dos meus sonhos infantis.
Onde havia um Príncipe
E um Demônio.
Entre eles haveria o ódio
E a discórdia, só isso.
Mas, alguma coisa mudou,
Disseram-me ao ler minha mão.
“Você, Flor de Cerejeira,
Sim, querida, você
Irá trazer a paz ou
A guerra
Basta você escolher
De que lado vai ficar”.
O Farol fora onde ela morrera.
A menina acorrentada.
A outra Sakura.
Há muito tempo,
Havia duas famílias rivais
Que lutavam pelo amor da cigana
Porque,
Disseram-lhes que ela traria...
Houve um grunhindo profundo oriundo da garganta do moreno. Ele estava prestes a atacar. Fez menção a se mover, mas Sakura foi mais rápida.
-Não! – gritou. – Eu...
Era ela.
Com certeza, era ela.
A garota da lenda do Farol do Deserto de Suna.
Ele viera para desvendá-la
E para desmentir
Essa estória para o mundo.
Mas, agora,
Agora era tarde demais.
Suas mãos estavam sujas de sangue,
Do sangue imaculado de uma virgenzinha.
Mas Sakura estava lá.
Em pé no alto daquele Farol
À meia-noite,
Numa noite de Lua Cheia.
E, ele soube ali
Que era real.
Que a Garota Acorrentada
Era real e,
que ela era Sakura.
Mas ali estava ele.
E aquele Monstro.
Ruivo dos olhos verdes esquisitos
E inexpressíveis.
Ao longe um lobo uivou. Então o ruivo saiu da defensiva e avançou até Sakura.
-Diga meu nome! – ele gritou para ela.
Ela recuou. Acabou por bater o corpo contra o do moreno. Mas que desgraça! Ela era apenas uma prostituta! O que aqueles dois malucos estavam pensando que ela era?! Quem era essa Garota Acorrentada?
-DIGA! – o ruivo gritou, mais alto.
Ele ouviu um pequeno riso atrás de si. As mãos dele pegaram seus pulsos e viraram verdadeiras algemas. Sentiu a respiração dele contra o ouvido.
-Diga, baby – ele sussurrou. – Você não tem nada a perder.
Ela puxou os braços, mas o enlace dele era muito mais forte.
-Ga..Gaara! – ela disse.
Ambos riram. Agora pareciam velhos amigos.
-E o que significa? – perguntou o moreno.
Ela estremeceu.
-Aquele que adora a morte.
Ela abaixou a cabeça. Seus cabelos róseos cobriram seu rosto, que ficou na sombra. Ela riu baixo. Depois alto.
-Os Três Amantes Renegados! – ela disse. – Gaara, Sakura e Sasuke... – sua voz morreu.
Ela encarou o ruivo. Seus olhos agora tinham ódio. O mesmo ódio que os dela e que os de Sasuke.
-Isso é tudo mentira – ela sussurrou alto. – Baboseira de um livro velho! É uma vergonha vocês acreditarem nisso... – riu. – Eu sou uma prostituta! Você pode adorar a morte e, você – se referia a Sasuke – pode ser um cético! Eu não ligo! — pausou. – Mas nós três devíamos saber que nada disso é verdade. Somos vítimas das circunstâncias que um velho povoado criou.
Sasuke a soltou. Gaara recuou e voltou a sua expressão indiferente. Sakura caminhou até a janela do Farol.
Vítimas das circunstâncias, disse a si mesma. Porque não havia razão para ela ir àquele vilarejo se não recomeçar a sua vida. Sasuke viera desvendar uma velha lenda e, Gaara sempre viveu naquele velho Farol abandonado por ser temido ou, talvez, por ter medo.
E, aquele livro deveria ser queimado. Sakura admitia para si mesma que ele exercia poder sobre as pessoas de mente fraca. Fraca como a dela e daqueles dois homens atormentados.
-Bem – ela cortou o silêncio cruel –, vamos embora daqui.
Sasuke se moveu indo para a escada. Sakura virou-se para Gaara. Ele olhava para o além inexpressivo, mas havia uma pontada de dor naquele olhar. Ela sabia que se ela e Sasuke fossem embora, ele ficaria sozinho novamente e, nem Deus, saberia dizer quando ele veria um humano novamente.
Ela sabia como o silêncio enlouquecia as pessoas. Sabia muito bem.
-Gaara?
Ele simplesmente a mirou.
-Vamos.
Ele assentiu.
Nenhum deles tinha para onde ir. Nem por onde começar. Mas Sakura tinha uma certeza: eles deviam ficar juntos para todo o sempre.
Sasuke já estava no deserto aos pés do Farol, quando eles chegaram. Sasuke fumava um cigarro, suas mãos estavam trêmulas. Seu coração estava disparado. Ir embora dali sem nenhuma resposta satisfatória era frustrante e, significava que iria perder seu emprego como colunista de uma importante revista.
Fora ali para desvendar uma lenda idiota, mas aquela garota andando no deserto estragou tudo, junto àquele ruivo solitário. Por causa deles ele matara uma mulher inocente e, com a ajuda deles a enterraram no deserto solitário de Suna.
Observou Sakura com aquelas roupas de prostituta. Uma minissaia jeans pregueada, uma blusa que mal cobria os seios e uma bota que chegava até pouco abaixo dos joelhos. Ele se perguntou como ela conseguia andar. Ela também tremia. Talvez fosse por conta do frio da noite do deserto. Seus olhos voltaram-se para Gaara. Lembrou-se daqueles lábios macios contra os seus. Não sabia desde quando ele estava ali, mas sabia que Sasuke maldosamente lhe roubara o primeiro beijo.
Gaara olhou para ele inexpressivo, mas seus lábios mostravam um sorriso assassino. Não que Gaara fosse assassiná-lo, mas aquele era o modo que Gaara tinha de mostrar algo a alguém. O quê, Sasuke não sabia.
Sakura pegou a mão de Gaara, surpreendo-o. Levou-o até Sasuke. Pegou a mão de Sasuke. Olhou para os dois e sorriu.
-Precisamos sair daqui – ela disse. – Ir para bem longe, onde ninguém nos conheçam.
Sasuke a olhou.
-O que você quer dizer com isso?
Gaara fitava o chão. Levantou o rosto e disse:
-Não podemos fingir que nada disso nunca aconteceu – ele afirmou. – O povo do vilarejo logo virá atrás de nós. Precisamos sair daqui.
Sasuke riu. Jogou o cigarro no chão e pisou em cima. Ele sabia bem como fugir. Olhou para Sakura que fugira de casa quando criança. Depois para Gaara que sempre fora um fugitivo.
-Vamos! – ele se manifestou. – Roubar um carro e sair desse lugar maldito.
Começaram a caminhar em direção à auto estrada. Não sabiam aonde ir. Mas sabiam que tinham que sair dali.
Na autoestrada, Sakura pediu carona. Um caminhão parou. Sasuke e Gaara mataram o motorista. Agora todos eles eram cúmplices. Pegaram o caminhão. Sakura foi a última a subir. Antes de dar adeus àquela maluquice toda olhou mais uma vez para o farol distante e, debaixo de uma árvore do deserto viu a ela mesma, presa em correntes.
Subiu no caminhão sabendo que aquilo não acabaria ali.
Notas finais
Que seja! Comentem e me digam o que acharam da minha volta ao mundo das Fanfics!
Beijos.
(OBS: muitos de vocês, se não todos não são da minha época de Fanfics rs)
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