Os Olhos De Hinata

23 A revelação de Hiashi


Notas iniciais
Yooo, povo, eu estou melhor - obrigada - e estou com mais um capítulo aqui.
eu dedico este a todas as pessoas que já se sentiram traídas por alguém que jurava que conhecia e quando ficamos sem norte, por causa do passado dos outros...
boa leitura!

Hinata acordou decidida. Iria contar para seu pai que amava o Uzumaki e tudo que eles fizeram– quer dizer, quase tudo – e que não aguentava a antipatia dele. Tinha tudo planejado, e achou que tudo seria como o esquema, com seu pai começando o dia dando um seco e estressado “bom dia”, mas não foi assim que aconteceu. Em vez disso, ouviu ele e Hanabi rindo, na cozinha.

-Mas o que está acontecendo aqui? – Pediu ela.

-Ah, bom dia, Hina-chan! – Disse o pai.

Peraí. Ele não tinha recriminado Naruto uma vez por chamá-la de Hina-chan?

-Bom dia, Hinata! Papai está fazendo panquecas! – falou Hanabi.

Depois de algumas panquecas...

-Meninas, eu queria falar um pouco com vocês... – começou Hiashi.

Hinata, com a pulga atrás da orelha: — Aí tem coisa... Ou melhor: Alguém.

Ela não viu,mas Hiashi ficou um pouco vermelho. Hanabi, por outro lado, viu.

-Papai!!!! Você tá vermelho que nem a Hinata quando a gente fala do Naruto-kun!

Hiashi olhou para a filha mais velha, que abaixou o rosto que estava vermelho.

-B-bom, chega disso. O que eu queria falar pra vocês é que...

-VOCÊ ESTÁ NAMORANDO?! – falou Hanabi com a boca cheia de panquecas, voando pra cima da mesa.

Hiashi e Hinata estavam vermelhos.

-Hanabi... Deixe o papai terminar ... – Falou Hinata.

-...Mas ... Ela já falou tudo... – Completou Hiashi, encostando a cabeça no peito, tamanha a vergonha.

-SÉÉÉÉÉÉRIOOOO? – As duas garotas estavam incrédulas.

-Sim...

-Que legal, papai! – falou Hanabi contornando a mesa e abraçando a cintura do pai. –Estou ansiosa para conhecê-la.

-Quem é ela, pai? – Pediu Hinata, pensativa.

-O nome dela é Kim, ela trabalha lá em Suna.

-E quando vamos conhecê-la?

-Ah, eu a verei amanhã. Podemos combinar um dia desses.

-Papai... – pediu Hanabi.

-Sim?

-Você me dá um irmãozinho? Eu estou cansada de brincar com a Hinata, ela já perdeu a graça.

Novamente, Hiashi e Hinata ficaram vermelhos de vergonha.

-Éééé... Vou pensar no seu caso. – Foi só o que ele conseguiu responder.

Ficaram um tempo em silêncio, o único som que se ouvia era o de talheres no prato. Nesse meio tempo, Hinata pôde retomar a corajem que teve uma vez, aquela vez que beijou pela primeira vez Naruto Uzumaki:

-Eu também tenho algo a falar.

Ambos – Hanabi e Hiashi – ficaram em silêncio.

-Fale, filha.

-E-eu não sei. A-acho que vamos brigar, papai. – Hinata disse. “Naruto” era um tema delicado.

-Eu tentarei não brigar. – Falou ele, se sentando melhor na cadeira.

-Eu... Não acho justo você sair com a pessoa que você gosta e eu não... – Falou ela.

-Como assim? Você está namorando o Sasuke Uchiha. Achei que gostava dele...

-Hanabi, vai assistir um desenho, por favor. – Falou ela, com uma ou duas lágrimas caindo dos olhos.

Hanabi a obedeceu.

-O que foi, Hinata? – Hiashi sentou do lado da filha e pegou sua mão.

-Pai... Me perdoa... – disse ela, aos prantos.

-Sim, filha, eu te perdoo, mas me conte o que houve?

-Você vai me reprovar, como faz desde que eu era pequena.

Hiashi permaneceu calado.

-Eu não gosto do Sasuke.

~choque~

-A gente nem se beijou... – falou ela, fungando.

-E... por que vocês estão namorando? – Pediu Hiashi.

-Pra eu poder sair de casa e...

-E...?

Hinata suspirou.

-Não vou falar.

-Fale, Hinata! – falou Hiashi, tentando se controlar.

-Jura não brigar comigo?

Hiashi ficou um tempo quieto.

-Se coloque no meu lugar, pai! Eu sempre amei um cara...

-O Uzumaki.... – isso não foi uma pergunta.

-... e quando eu finalmente consigo demonstrar o que sinto pra ele e sou correspondida, eu fico cega!

Hiashi viu a filha retorcer a cara numa careta de dor.

-E o meu pai me proíbe de vê-lo! E ele tem um amigo legal, que se colocaria, por bondade, no lugar de meu namorado, para meu pai achar que eu esqueci o outro...

Hiashi começou a ligar as peças, e ficou um pouco insatisfeito com o resultado.

-O que você faria?

-Sabe, Hinata. Quando eu tinha mais ou menos a sua idade, eu conheci uma garota.

“Eu logo me apaixonei por ela. Seu nome era Sayuri ,e ela também gostava de mim. Mas meu pai falou que meu irmão – o pai de Neji — tinha que casar primeiro. Então... eu tive que abrir mão do meu amor. Eu chorei muito, fiz muitas loucuras por causa dela, mas ela acabou casando com meu irmão. Disse que não poderia ficar esperando por mim. E daí eu conheci sua mãe, que me fez amar de novo. Eu ia me casar com ela. No dia anterior ao casamento, eu tinha bebido demais, e fui dizer adeus a sua tia...”

Hinata colocou a mão na boca ao pensar no que tinha acontecido.

-...Papai... – falou bem fraquinho, num sussurro.

“Pois bem. Pra minha desgraça, eles me convidaram para beber, para comemorar meu casamento. Todos nós — os três — ficamos bêbados. Mas eu e Sayuri, bom... Nós...”

-PAPAI! – Gritou Hinata, fazendo-o parar.

-E depois que eles morreram, eu senti que devia isso a eles.

Hinata estava chocada. Não seria nada bom Hanabi ter ouvido aquela história. Mas a menor cantava uma música juntamente com o DVD que estava assistindo.

-... desculpa, Hinata, mas eu não posso permitir que você saia de casa com um rapaz agora.

Ela chorou. Já tinha ouvido isso antes, mas agora as palavras dele a deixaram com... raiva e tristeza.

-E eu não vou obedecer, meu pai. – falou baixinho.

“por mais que te ame”, pensou amargamente.

-Hinata, onde vai? – falou o pai ao ver a garota levantando da mesa, decidida.

-Eu vou pensar.

E a Hyuuga saiu de casa, apesar da insistência do pai e da irmã, pedindo-a para ficar.

Ela andou pela manhã que estava meio fresca, ouviu gritos quando passou na oficina dos Uchihas, e na frente da floricultura Yamanaka. Pediu, por favor, se estava muito longe do escritório de Tsunade, ou do hospital. Alguém a fez parar, as mãos segurando seus ombros. A pessoa riu, e ela sabia quem era. Meus olhos, pensou.

-Tudo bem? – Naruto perguntou.

Não teve resposta, a garota apenas o abraçou e chorou.

-P-p-por favor, apenas me tire daqui. – falou ela, numa voz de cortar o coração.

-ok... vamos tomar um café?

E levou a Hyuuga que chorava desesperadamente para casa. Mal sabia ele que, se estivesse na pele dela, também estaria chorando. E muito.
Notas finais
gente, é isso.
Feliz dia do trabalho pra todos!
kissus!