Os Mutantes De Fukushima
4 O Mistério dos Reatores
Notas iniciais
Após sofrer vários movimentos involuntários em seu carro, Fujish já estava avermelhado, e parecia estar bravo. Kanne preferiu seguir pela estrada escura sozinho, voltou um pouco de ré e ligou os faróis do carro, acelerou fundo e passou duramente o carro de Fujish, Mas manteve-se curioso com a situação de seu colega de trabalho.
Kanne tinha a estranha habilidade de conseguir seus feitos de curiosidade, no entanto, ele não media esforços para nenhum de seus desejos de bisbilhotar e descobrir. Em uma certa época, quando Kanne ainda morava em Tóquio, Kanne foi pago para investigar um caso de triplo assassinato, no qual, contratar um detetive conhecido seria cuspir no prato de comida, então ele foi á vários apartamentos, coletou provas, conversou com testemunhas como sendo um possível morador das proximidades, tudo isso em uma noite só de trabalho. Kanne é inteligente, investigativo e adora achar soluções para seus problemas.
Nesse “trabalho extra” ele foi capaz de entregar o verdadeiro assassino á justiça japonesa e ganhou cerca de R$324,000,00. Ele não parava de desenvolver a habilidade investigativa, não importa onde ou quando se ocorre algum fato duvidoso.
Fujish era diferente do que Kanne havia imaginado antes do acidente, ele é um homem forte, que resiste ás emoções impostas no trabalho e na vida social, não gosta muito de esbanjar dinheiro (tirando o fato do carro) e ama coisas simples como seus conhecidos “Bentos”, ele era casado com Kawashima Akerazi até o final do ano passado, não tem filhos e agora vive sozinho, isolado da família. Fujish é um alvo interessante para Kanne, além do gosto irreconhecível de Fujish por “Vocaloid”.
Chegando em casa, Kanne começou a pensar como as falhas do reator 8 poderiam se propagar tão rapidamente (2 semanas) e chegar a um nível perigoso como aquele. Se lembrou de que quando fez a ultima inspeção, havia visto 1 lata preta incomum e não se lembrou de perguntar ao seu chefe, Matsuma, sobre o que seria aquela “coisa estranha”. Pensou então em verificar o conteúdo da lata “estranha” que havia visto.
No outro dia, quando se iniciou novamente seu turno, ele foi até a sala do reator número 8 e percebeu que aquela “lata estranha” já não estava no local, começou a viajar em suas ideias e se perdeu tanto que quando percebeu já estava sendo cutucado por Matsuma, que estava com uma pilha de papéis para Kanne processar, então quando Matsuma cutucou Kanne, ele deu aquele “estalo” e voltou ao seu estado consciente. Mas ele não parou de pensar no que havia dentro daquela “lata estranha”.
No fim de seu turno, Kanne foi novamente á sala do reator número 8, o objeto estranho ainda não se encontrava lá novamente, decidiu fazer uma busca nas salas dos reatores, e então voltou ao início do pavilhão, começou abrindo a porta da sala do reator número 1, então, viu um vulto muito rápido, começou a pensar que havia alguém sabotando os reatores naquele dia do incidente do reator número 8.
Entrou abruptamente na sala, e gritou:
–Tem alguém aí? Se tiver, se apresente, ou eu chamarei a polícia!
Mas infelizmente ninguém respondeu, e ele não pôde mais ver se havia alguém dentro da sala mesmo com as luzes acesas. Mas, encontrou a mesma “lata estranha” que havia visto na sala do reator número 8. Como estava com sua roupa isolante, decidiu pegá-la e levá-la para casa, mas, antes ele abriria com sua roupa especial, caso houvesse algo que emitiria uma reação nuclear em cadeia dentro do dispositivo.
Saindo do pavilhão de reatores com a “lata estranha”, Kanne escutou um barulho muito forte vindo do pavilhão de escritórios, quando chegou lá, viu que a porta da sala de Fujish estava aberta, entrou rapidamente procurando por algo que explicasse o barulho e a porta aberta.
Mas, sem sorte, só conseguiu ver as pilhas de papéis caídos no chão branco do escritório. Começou a procurar algo que não fosse dali, como se fosse achar uma solução tão rápida quanto um jato da marinha americana alcança um caminhão á 5KM de distância.
Viu algumas rosas caídas no chão e um vaso aparentemente caro de flores quebrado no chão, mas sem água, como se alguém tivesse entrado, jogado a água do vaso fora, e quebrado, como se tivesse ódio por algo que Fujish ou alguém de sua família teria feito.
Notas finais
*Bento: Marmita Japonesa. Muito maior, cultural e nutritiva que a brasileira.
Fale com o autor