Os Mortos que Caminham
17 Queremos Voar
Um novo dia começava, Jack e Max estavam fora de casa. Todos da casa estavam acordando e comendo algo que haviam conseguido nas buscas. Newton estava muito arranhado. Diego, Enzo, Suzanne e Alice estavam com ele na sala.
Alice: Newton... Cadê o skate que você roubou?!
Newton: Skate que eu roubei?
Alice: Sim, fale logo, não enrole!
Newton: Aquele meu skate? Eu o perdi.
Alice: Você...
Diego: Ele sempre foi desleixado!
Newton: Estava chovendo cara.
Diego: Mas isso não justifica.
Enzo: Não sei o que havia dado em você para praticar skate na chuva.
Newton: Aprender no básico é para os fracos.
Alice: Nossa...
Suzanne: Bem ousado.
Alice: Aquele era o skate do meu filho, tenho poucas lembranças dele em minha casa.
Newton: Você quis dizer nossa casa não é?
Diego:...
Enzo:...
Diego: O desleixado pode está certo...
Newton: Finalmente algo em que você concorda comigo.
Diego: Argh! Não me interrompa!
Newton: Que grosso.
Alice: Desculpa por qualquer ofensa, eu ainda estou sofrendo com tudo que está acontecendo, perdi meu marido e filho, e agora tenho uma filha incompreensível.
Suzanne: Ela disse que não é sua filha.
Alice:...
Diego: Escuta dona, já perdi muitas pessoas pelas quais eu gostava, infelizmente não tenho nada físico que as lembrará. A existência delas só ficará em minha mente. Não reclame por um skate a toa!
Alice:... Com licença, eu vou ao banheiro.
Suzanne: Tudo bem...
Newton: Não precisava falar isso Diego.
Diego: A verdade dói.
Nakata estava sentado em um sofá com Hike, esse sofá se localizava em uma varanda do andar de cima, essa parte da casa não era coberta e tinha uma visão ampla da cidade.
Nakata: Você está se sentindo melhor?
Hike: Sim, suas drogas medicinais funcionaram.
Nakata: Parece que o mesmo está ocorrendo no Rex.
Hike: Que bom.
Nakata: Acho que o Jack e a Violetta partirão amanhã.
Hike: Tá...
Nakata: E provavelmente o Rex irá junto.
Hike: Nakata.
Nakata: Sim...
Hike: Não quero que você se arrisque mais, entendeu?
Nakata: Mas Hike... Eu quero ajudar o grupo em que eu puder...
Hike: Eu sei mas...
Nakata: Mas...
Hike: Não posso te perder. Você é a única família que tenho.
Nakata: Todos agora temos que ser uma família.
Hike: Por favor Nakata, não deixe que eu te perca.
Nakata:...
Matt estava no telhado de novo, era ele quem havia ficado de vigília na noite passada, estaria cansado se não tivesse dormido a tarde do dia anterior. Newton e Max sobem a escada e se encontram com Matt.
Max: E aí Matt...Como foi sua noite?
Scott: Tranquila.
Newton: Nossa! Olha só isso! Uma metralhadora fixada no telhado! Como eu não notei isso antes?!
Scott: Havíamos a desmontado.
Max: Andou testando ela?
Scott: Só testei a agilidade em usá-la.
Max: Acha que vamos precisar usá-la um dia?
Scott: Eu queria muito vê o estrago que essa coisinha faz mas torço pra que nunca cheguemos a um ponto de usá-la.
Newton: Maneiro.
Max: Escuta Newton, não fique comentando muito a respeito disso entendeu.
Newton: Você confia em mim?
Max: Quer saber? Não ligo!
Scott:...
Newton: Fiquem tranquilos caras! Eu quero usar essa arma ainda antes de morrer.
Max olha para o helicóptero e fica pensativo.
Max: Eu sei que você se preparou para essa noite que passou mas é melhor você descansar Matt.
Scott: Eu vou ficar aqui ainda.
Max desce do telhado pelas escada.
Newton: Eu ficarei aqui ajudando a vigiar.
Newton acende um cigarro e Scott dá um tapa nas mãos de Newton fazendo o cigarro cair.
Newton: Qual é cara?
Scott: Se for me ajudar é melhor primeiro largar essas porcarias.
Newton: Você não fuma não é? Deveria experimentar cara, é sensacional.
Scott: Dane-se.
Newton:...
Scott: Eu fiz uma promessa pra minha esposa.
Newton: E onde ela tá agora?
Scott: Morta...
Newton: Nossa cara sinto muito ein.
Scott:...
Newton: Deixa eu experimentar seu sniper?
Matt: Não!
Newton: OK OK!
Newton dá uma olhada para o caminhão dos bombeiros.
Newton: Eu percebi uma paranóia sinistra aqui.
Scott: O quê?!
Newton: O caminhão tem três lugares, sendo que todos têm mais do que isso.
Scott: Eu sei, já fui bombeiro.
Newton: Que demais! Depois vamos vê se você é bom mesmo.
Scott:...
Newton: Não só percebi essa loucura como um cara que cata skates.
Scott: O quê?!
Nesse momento Rarufel estava espionando o que o grupo de Max estava fazendo. Mikhael estava com ele.
Mikhael: São sobreviventes! Eles têm casa e segurança, devemos...
Rarufel: Fale mais baixo, essas pessoas podem pensar que eu sou da gangue que está ameaçando elas. Eu quero ajudá-los mas não confiarão em mim se falar o que eu sei, eu posso ajudar sem ser visto e mudar algumas coisas. Ainda vou planejar o que posso fazer, preciso de um grupo e você também, mas por enquanto vamos viver sozinhos, está bem?
Mikhael: Tá...tá bem.
Max estava olhando um retrato da família de Alice no quarto dela até que viu o seu marido na foto e sentiu algo estranho, parecia saber de algo a mais naquele momento mas não conseguia reconhecer o que era exatamente. Jessie sai de seu quarto e vê Max.
Jessie: O que está fazendo?
Max:... Ham... Oi Jessie! Como vai?
Jessie:...
Max: Vocês tinham uma linda família, um pai determinado e corajoso.
Jessie: Você não sabe nada sobre meu pai.
Nesse momento Alice chega.
Alice: O que está acontecendo?
Max: Nada, eu só estava vendo a foto de sua família...
Alice:...
Jessie:...
Max sai da casa e vai para o telhado novamente.
Jessie: Que estranho...
Alice:...
Jessie: Ele é louco também.
Ao chegar no telhado, Max olha para o helicóptero.
Scott: Ei, o que foi?!
Max:... Nada...
Scott: Sabia que o Newton viu um catador de skates por aí?
Max:...
Scott: Ei, pode parecer mentira mas temos que fazer hondas por tempos definidos.
Max:...
Max parecia está fora de si.
Newton: O cara da amnésia tá esquecendo da gente.
Scott:...
Max: Problema no rotor...sistema do motor... Eu sei!
Newton: O que esse amnésia tá falando?!
Scott: Não o chame assim!
Max: Matt... Eu sei o que é preciso pra fazer essa belezura voar.
Scott: Sério mesmo?
Max: Se fizermos esse helicóptero voar, vai expandir muita coisa, inclusive nosso ataque.
Scott:...
Max: Você atirando naqueles malditos e eu... e eu...
Scott:...
Max: E eu pilotando?
Newton: Você tá viajando muito cara, parece que você é quem é o drogado daqui.
Scott: Como você de repente fica assim? A sua memória está voltando?
Max: Isso eu com certeza não sei.
Scott: Algo o fez lembrar.
Max:...
Newton: Mas se ele recuperar a memória eu vou o chamar por qual nome?
Max: Eu sei que posso fazer isso funcionar, você sabe das vantagens.
Scott: Mas como vamos achar o que você quer?
Max: Acho que sei.
Scott: Onde?
Newton: Ei pessoal eu estou falando sério. Como eu vou chamar o carinha da amnésia?!
Max: Se eu recuperar minha memória eu saberei meu nome!
Newton: Verdade. Como não pensei nisso?
Max: Quando eu achei você Matt, eu passei por uma estrada em que havia um hospital abandonado e uma espécie de base com helicópteros e carros, eles estão destruídos mas temos que tentar. Temos que ir lá.
Scott: Por que nunca falou sobre isso pra gente?
Max: Eu falaria quando não houvessem mais opções. Estou testando a confiança de nosso grupo, sei que pode ter armas lá, porém, algo poderia dá errado, como... você sabe.
Newton: Não está se referindo a mim né?
Max: Também não queria arriscar, pois fica perto de seu bairro e aquele hospital me dá uns calafrios.
Scott: Está bem, vamos planejar isso.
Max: Mas você fica Matt, tem que botar ordem na casa e descansar também.
Passado alguns minutos, Max resolve falar com Alice a sós em seu quarto a respeito do helicóptero.
Max: Oi Alice, preciso saber se seu marido sabia pilotar realmente este helicóptero.
Alice:...Sim, ele sabia, o veículo tá meio que sem combustível e algumas peças estão danificadas. Eu não entendo essas coisas, havia vezes que meu marido, Daniel, ficava muito tempo longe de casa.
Max: Daniel...
Alice: Ei, o que está acontecendo? Conhecia ele?
Max: Não...só acho familiar esse nome.
Alice: Desde que olhou para o retrato você mudou.
Max: Eu mudei?
Alice: Sim... mas não muito.
Max: Escuta, eu quero propor uma busca por combustível para o helicóptero e depois, quem sabe, planejamos para onde podemos ir.
Alice: Eu não vou embora.
Max: Foi só um"talvez".
Alice: Melhor que seja mesmo.
Max: Vamos tentar o possível para ficarmos mas aquela gangue sabe que estamos com armas e suprimentos, eles vão querer isso, a ameaça está sendo mais eles do que os próprios zumbis.
Alice: Eu deixo vocês pegarem o helicóptero, façam o que bem quiserem mas não atraiam aqueles terroristas pra cá.
Max: Eu sei que precisamos ser otimistas mas caso tudo caísse por água abaixo... você não poderia ficar aqui, teria que partir com a gente, se fosse esse o caso.
Alice: Por que está pensando assim? O plano de todo esse pessoal viver aqui está dando certo não é? Aquela gangue... Eles sempre estiveram em Atlanta e nós nunca tivemos problemas, eu e minha família, foi só vocês aparecerem e... preciso de um tempo, por favor.
Alice estava um pouco nervosa.
Max: Desculpa... eu apenas estou querendo mostrar a realidade da situação.
Alice:...
Max nesse momento vai para a sala e começa a falar para todos a respeito do que poderia ser feito para o helicóptero funcionar. Enzo, Rafael e Vitória queriam ir com Max a procura dos recursos necessários.
Diego: Interessante... Como você planejou isso de uma hora pra outra?
Max: Eu não sei...
Diego: Como vamos saber se não está tramando algo.
Max: O quê?!
Enzo: Está tudo bem Diego, eu irei com eles.
Diego: Não diga que está bem porque não está nada bem.
Max: Você disse que iria embora. O que o fez mudar de ideia?
Enzo: Isso é entre mim e ele.
Max: Então venha com a gente, Diego.
Diego:...
Max: Venha nos ajudar, a não ser que tenha algo interessante a se fazer aqui.
Diego:...
Max, Enzo, Diego, Vitória e Rafael pegaram o carro que estava na garagem e partiram para o mesmo caminho em que Max havia levado os zumbis. Ao chegarem lá, eles viram alguns veículos militares quase destruídos e dois helicópteros do exército e saíram do carro.
Vitória: É bom que você tenha conversado com a Alice antes da gente ter pegado o carro dela.
Max: Eu pensava que você tinha feito isso.
Vitória: Então é melhor rezar para que ela não pire de vez.
Max:... Eu tinha visto este lugar no dia em que havia conhecido o Matt. Esses helicópteros talvez não funcionem mas podemos aproveitar algo aqui, vamos ver também se há munição.
Rafael: Eu e a Vitória vamos entrar neste prédio e checar.
Max: OK.
Diego: Eu vou procurar zumbis pra matar.
Max: Mas...
Enzo: Deixa. Ele vai voltar.
Max: É bom mesmo.
Enzo: Você já foi naquele hospital?
Max: Não, nunca fui lá. Depois vamos com Nakata para vê o que podemos aproveitar.
Havia um prédio onde Vitória e Rafael haviam ido, estava um pouco acabado e com janelas quebradas. Eles estavam checando o prédio e se depararam com alguns zumbis e os mataram.
Vitória: Eu acho que devemos dar um fora e ir pra bem longe daqui.
Rafael: Esse grupo é forte, entretanto, Zarafur precisa da gente por algum motivo, se oferecermos o que temos, talvez nos deixe em paz, podemos nos unir, é só haver um acordo.
Vitória: Você só pode tá brincando né? Zarafur nos quer para sermos escravos dele.
Rafael: Se demonstrarmos ser fiéis talvez ele nos aceite como soldados de sua gangue. Pelo que eu me lembro, você queria libertar as pessoas que ficaram.
Vitória: Isso foi antes.
Rafael:...
Vitória:...Eu...acho que não temos mais chances.
Rafael: Do que está falando?
Vitória: Em uma das buscas que fizemos como escravos do Zarafur, eu escutei alguns caras falando sobre reforços do Alex e algo sobre jaulas.
Rafael:...
Vitória: Isso mesmo, pelo que eu escutei, vão prender todos em jaulas. Já devem ter feito isso.
Rafael: A segurança e o ataque vão aumentar. Não temos escolha a não ser nos unir.
Vitória: Temos que pegar o pé na estrada.
Rafael: Não... Vamos fazer conforme o meu plano, se o nosso grupo se unir com a gangue ZB, temos chance.
Vitória: E ficarmos trancados como animais em jaulas? Nem pensar. Blade não vai querer esse acordo, ele sempre quer alguém para escravizar. De fato isso não vai rolar, se a idéia do helicóptero não der certo eu caio fora com você.
Rafael: Então o plano do helicóptero é a fuga?
Vitória: Possivelmente...
Rafael:...
Vitória: Vamos falar com o Scott sobre isso, se ele não concordar com a fuga eu mesmo vou embora, com ou sem você.
Rafael:...
Vitória e Rafael estavam em um corredor do prédio que tinha escritórios destruídos. Pelo lado de fora havia um espaço que tinha veículos militares destruídos ou quase destruídos. Em frente a este local, havia um hospital com parte do muro quebrado, havia um carro atrapalhando a vista de dentro.
Max: Acho que é melhor pegarmos o máximo de combustível desses helicópteros. Há algumas peças que o nosso helicóptero precisa, há ferramentas específicas, se aqui foi uma área militar, deve haver algum kit por aqui.
Enzo: Desde quando você entende de helicópteros?
Max: Desde hoje talvez.
Enzo: A memória do cara da amnésia está voltando então. Eu sei que você não sabia de nada e não sabe o próprio nome, mas talvez você fosse do exército antes do surto.
Max: Até pode ser. Vamos começar a pegar os combustíveis, tenho que procurar as ferramentas por aqui.
Enzo: Tem certeza mesmo do que está fazendo?
Max: Não está confiando em mim?
Enzo: Eu te conheci nem há dois dias. Como posso saber se você não está tramando uma?
Max: Eu entendo a dúvida Enzo, mas só quero ajudar.
Enzo: Será que você tem mesmo essa amnésia? Não está inventando tudo isso? Você é suspeito...
Max:...Enzo... Por favor...
Enzo: Estou duvidando e continuarei, ao menos que prove o contrário.
Max: Mas eu não consigo lembrar de certas coisas.
Enzo: Onde você estava depois que perdeu a memória?
Max: Eu...
Enzo:...
Max: Eu estava em uma base, ela estava destruída...
Enzo: Não faz ideia de como foi parar lá?
Max: Não. Eu não sei, tá?
Enzo: Muito estranho...
Um zumbi se aproximava deles.
Enzo: Vá resolver o caso desse helicóptero, procure as ferramentas, eu cuido daqui.
Max: Certo.
Enzo pega uma faca e enfia na cabeça do zumbi pelo ouvido.
Rarufel estava observando o que eles estavam fazendo. Ele e Mikhael estavam escondidos pelas árvores que haviam perto daquela área. A estrada do lugar seguia para outro lugar com mais árvores. No local em que havia veículos militares, havia cercas quebradas.
Mikhael: Então eles têm um helicóptero, que legal, já podemos nos unir a eles?
Rarufel: Ainda não.
Mikhael: Eles vão fazer aquele helicóptero funcionar?
Rarufel: É o que parece.
Mikhael: Rarufel... E se eles nos descobrir? Isso sim vai ser ruim.
Rarufel: Isso vai ser pior do que você nos revelar.
Mikhael: Eu tô com medo Rarufel.
Rarufel: Só seja cauteloso e siga minhas ordens. Se fizer isso, tudo vai dá certo.
Mikhael:...
Rarufel: Escuta, eu já te falei da situação. Não há só eles nessa cidade, eles são fugitivos de uma gangue. O normal é que os bandidos procurem por eles. Se nós batermos na porta deles, não vão confiar na gente, então não deixarão nos acomodarmos e nem irmos embora, talvez nos prendam e nos torturem. Você entende isso?
Mikhael: Acho que sim...
Rarufel: Bom saber.
Um zumbi vinha da floresta.
Mikhael: Meu Deus... Rarufel!
Rarufel: Fale mais baixo.
Mikhael: Um zumbi...
Rarufel olha pra trás e identifica o zumbi.
Rarufel: Como está a cor dele?
Mikhael: A...a...a...co...cor?
Rarufel: Deixa pra lá.
Rarufel pega uma faca e joga na cabeça do zumbi o matando.
Mikhael: Uau! Que incrível! Como consegue?
Rarufel: Comecei a gostar de facas desde 11 anos, então eu treinava lançamento perfurando garrafas, frutas... Queria ser bom em algo que pudesse me defender. Nunca tive segurança. A minha vida não foi fácil.
Mikhael: Eu sou o contrário, não consigo me defender. Sou muito fraco.
Rarufel: Nós vamos mudar isso.
Mikhael: Eu não sei não...
Rarufel: Tenha fé. Você consegue.
Mikhael: Eu sou um covarde.
Rarufel: Vamos pegar alguns suprimentos. Longe daqui.
Rarufel vai embora com Mikhael e pega sua faca de volta.
Enquanto isso na casa de Alice, Nakata estava analisando e dando medicamentos para o Rex no quintal.
Violetta: Ele vai ficar bem?
Nakata: Sim, só precisa se recuperar um pouco. Vamos dá um banho nele.
Edu: Vocês não podem gastar água!
Nakata: Eu posso dá banho nele pela minha maneira.
Jack estava sentado em um canto do quintal. Alice se aproxima.
Alice: Ei! Jack não é?
Jack olha para ela.
Alice: Você vai embora hoje?
Jack: Sim.
Alice: Só quero que saiba que não é nenhum incômodo está aqui.
Jack: Você não gostou do cachorro e ele foi minha culpa.
Alice: Não, você fez o que era certo, fazer a Violetta feliz. A decisão do Rex foi tomada pelo líder deles, o Matt.
Jack: O cara de jaqueta verde já sacou.
Alice: Sacou? Sacou o que?!
Jack: O perigo que está próximo.
Alice: ...
Alice olha para o helicóptero e fica pensativa.
Max encontra as ferramentas e começa a extrair as peças e os combustíveis necessários.
Max: Enzo, é melhor chamar o Diego.
Em Atlanta, Philip estava deitado e encurvado no chão dentro da jaula. A Hellen zumbi estava andando pelo local. Uma menina estava dormindo em uma jaula em que havia uma mulher e um homem.
Homem: Ela está com fome. Isso é muita crueldade. É sua filha não é?
Mulher: Sobrinha.
Um tempo se passa e eles dormem. A menina coloca seu braço para fora. A zumbi se aproxima. Algumas pessoas percebem e gritam. O homem e a mulher acordam. A zumbi agarra o braço da menina e a mulher puxa seu braço, porém, ela não conseguia puxar completamente. A menina acorda e começa a gritar, o homem tentava empurrar a zumbi. Chega um momento em que eles conseguem salvar a menina.
Mulher: Você está bem?
Zarafur escutava gritos em sua sala.
Zarafur: Que belo som matinal.
A menina mostra seu dedo sangrando.
Mulher: Onde você se machucou? Foi na jaula né?
Homem: Talvez as unhas do zumbi....
Philip: Ela é minha mãe!
Homem: Essa coisa não é mais sua mãe garoto!
Philip: Mamãe...
Mulher: Diga que unhas não infectam! Diga!
Homem: Eu não sei.
Mulher: Vai ficar tudo bem Sophia.
Sophia: Tá doendo.
O homem rasga um pedaço de sua blusa e estanca o ferimento.
Mulher: Vai ficar tudo bem. É só um arranhão. Você não foi mordida.
Zarafur entra na sala e dá um tiro no teto. Todos se assustam.
Zarafur: Quero ordem nessa bagaça! Hoje vai ter busca.
Zarafur escolhia calmamente as pessoas que iam para a busca de suprimentos. Ele dá vários tiros nas pernas do zumbi o fazendo não conseguir andar.
Philip: Mãe!
Haviam dois homens armados com ele. As pessoas escolhidas tentavam reagir mas levavam socos. Zarafur escolhe um menino e dois homens. Ele olha para Sophia.
Zarafur: O que houve com ela?
Mulher: Ela se machucou por causa desse zumbi. Você foi o culpado por trazê-lo.
Zarafur: Vocês estão em jaulas. Não há como se machucarem por causa de um monstrinho.
Homem: Ela estava...
Zarafur: Não quero desculpas.
Uma mulher reclamava pelo fato de um menino ter sido escolhido: É só um menino. Me leve no lugar dele.
Zarafur: Ele vai ficar bem.
Mulher:...
Zarafur: Bem cansado. Hahahahaha!
Homem: E nossa comida?
Zarafur: É verdade. Tragam a merda deles.
Um homem distribuiu limões e rações de cachorros para todos.
Zarafur: Bon Appétit!
As portas são fechadas.
Homem: Não acredito que temos que comer esta porcaria!
Enquanto isso, Edward estava caminhando pelas ruas escolhendo os caminhos que não haviam muitos zumbis, seu olho robótico o ajudava detectando presença zumbi.
Edward: Estou indo buscar vocês.
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