Depois do que aconteceu com a família de Emanuel, Edward foi atrás de Valter, vingar seu amigo e salvar Hellen, Sam e Philip. Ele alimentava sua fúria cada vez que matava zumbis. Na mesma noite do ocorrido, ele havia encontrado um carro em perfeito estado que estava isolado em um bar, então ele decide entrar, mas infelizmente o carro não tinha chave. Imediatamente ele busca por objetos metálicos pequenos no seu sistema, após isso ele detecta um objeto que se aproximou dos parâmetros. Ele poderia fazer o carro funcionar mas provavelmente pegar a chave seria mais rápido nesta ocasião. Para provar que sua escolha foi mais eficiente, ele identificou a chave no bolso de um zumbi que estava em baixo de um caminhão. O cyborg mata o zumbi com uma facada na cabeça, a maioria do seu corpo estava debaixo do caminhão, então ele o puxa para fora para facilitar a busca da chave. Ao puxar seu corpo, o zumbi se partiu em dois deixando apenas as pernas para trás, depois disso ele finalmente encontra a chave, porém, tinha que testar se realmente era aquela chave de que precisava. Ao voltar para o carro ele testa a chave e felizmente a chave encaixa e o carro funciona. Após isso, Edward segue em busca de Valter indo na direção em que ele havia ido. A estrada estava muito escura, a noite tinha acabado de começar. De repente uma voz fala com ele, era uma voz de uma mulher.


Mulher: Edward...Edward...

Edward: Você de novo...

Mulher: Me deixe...

Edward:...

Mulher: Eu consigo...

Edward: Droga! Pare!


Edward pára o carro bruscamente.


Edward: ...


Depois de alguns minutos pensativo, ele acha uma pista de Valter, era uma garrafa de cerveja igual a uma garrafa que havia encontrado com Emanuel. Então Edward escaneia a garrafa e processa no seu sistema. Ao terminar ele concluiu que pelo aspecto físico, químico e a posição em que estava a garrafa, realmente foi vestígio de Valter.


Edward: Vou encontrar você custe o que custar.


Edward então entra no carro e continua a busca.

Haviam alguns zumbis na estrada, a medida em que ele seguia a pista, os zumbis aumentavam seu número.


Edward: Há muitos zumbis, espero que não sejam eles.


Ele chegou em uma parte em que a estrada se dividia.

Ele desce do carro para buscar rastros de Valter e alguns zumbis aparecem. Porém ele não achava uma pista que evidenciasse a passagem do caminhão de Valter, então decide realizar um escaneamento na área até uma certa distância, um pouco longe dele, para encontrar uma pista. Esse escaneamento, feito pelo seu sistema através de seu olho robótico, estava trazendo consequências negativas, escorria um pouco de sangue de seu nariz.


Edward: Droga...


Dois zumbis se aproximavam, então ele pega uma faca e mata um, logo depois se aproxima do outro e o mata também.


Edward: Droga... Não é o suficiente, preciso intensificar o escaneamento.


Edward intensifica seu escaneamento fazendo escorrer mais sangue de seu nariz e causando tonturas desta vez.


Edward:... Argh!


Ele cai no chão e novamente a voz misteriosa de uma mulher aparece em sua cabeça.


Mulher: Edward... Nós podemos...


Edward:...


Mulher: Nós podemos curar este mundo... Edward...


Edward: Haaaaaaa!


O grito atraiu mais zumbis.


Edward: Isso é minha culpa...


O sistema de Edward havia detectado uma presença humana.


Edward: Eu achei vocês...


Edward se levanta mas cai no chão novamente sofrendo falhas no seu sistema e causando dor de cabeça.


Edward: Mas o que é isso?!


Edward pega suas duas pistolas, se levanta e atira nos zumbis.


Edward: Eu sou o culpado, tudo isso é minha culpa!


Ao terminar de matar os zumbis, ele entra no carro e começa a vê imagens de suas memórias em seu olho robótico.


Edward: ...


Uma imagem de um centro de pesquisa, uma imagem de experiências com pessoas, uma imagem dele normal e uma imagem de uma mulher apareceram respectivamente. A imagem da mulher estava sem foco.


Edward: O que é isso?!


Ele começou a tremer e a aumentar sua temperatura, seu sistema estava o alertando por está com uma temperatura de 40 graus celsius.


Edward: Experimentos...


Os sintomas persistiram por mais um tempo.


Edward: A geração dos mortos...


Depois ele desmaiou.


O tempo passou e amanheceu. Logo depois ele acordou. Haviam zumbis cercando o carro, cujos vidros estavam sujos de sangue.


Edward: O quê?! Não acredito!... Eu estava tão perto de encontrá-los...Eu perdi bastante tempo, agora tenho que me apressar... mas ... há uma presença humana ainda.


Edward então dirige em direção à suposta localização onde havia alguém provavelmente. O dia estava ensolarado.

Depois de um tempo Edward chega no local desejado, era um acampamento militar, havia um tanque de guerra e sangue pelo chão. Edward desce do carro e dá uma olhada no local. Depois disso, ele usa seu olho robótico para encontrar alguém, até que ouve um grito de socorro vindo de um homem.


Homem: Por favor, seja quem for, eu estou precisando seriamente de ajuda, estou ferido.


Edward o encontra, o tal homem era um soldado que estava com a perna esquerda muito ferida, ele estava dentro de uma barraca.


Edward: O que aconteceu aqui?!


Homem: Uma horda de zumbis nos atacou e ao mesmo tempo fomos atacados por um grupo de homens que usavam metralhadoras. Você pode pegar o kit médico que está na outra barraca?


Edward sai a procura do kit e não o encontra. Depois ele volta a falar com o homem.


Edward: Não há nenhum kit aqui.

Homem: Sério?! Essa não... Que droga mesmo não é...

Edward:... O que aconteceu com você?!

Homem: Eu quem pergunto, você é um robô ou estou ficando louco?!

Edward: Isso não vem ao caso! O que aconteceu com você?! Foi mordido?!


Edward identificava sinais de febre e baixa imunidade.


Homem: Mordido?! Talvez...

Edward:... Na perna?

Homem: Eu não sei cara...

Edward: Droga... Pelo visto faz algum tempo que isso aconteceu, eu não vou me aprofundar nisso... Quer que eu faça?

Homem: O quê?! O que tem que ser feito?!

Edward:...

Homem: Eu achei que tinha esperança ainda... Eu... não quero morrer... Eu tenho família...

Edward: Infelizmente é assim que está o mundo. Vai ser melhor pra você...deixar este mundo...

Homem: Minha família... Eu não queria morrer... para proteger minha família...


Um zumbi soldado se aproximava.


Homens: Ele era um dos nossos...


Edward mata o zumbi usando sua faca.


Homem: Caramba cara! Você é um cyborg!


Edward:... Então vocês eram um grupo de soldados não é? Que foram atacados por zumbis e outros homens... quem eram os caras?


Homem: Eu não sei dizer, tudo aconteceu rápido. Eles tinham um caminhão...

Edward: Para qual lado eles foram?

Homem: Eu não sei...

Edward:...

Homem: Me desculpe...

Edward: Olha... Eu...

Homem:...

Edward: Eu sinto muito...

Homem: Pelo que?

Edward: O vírus já se apossou de seu corpo.

Homem:...

Edward: Você está infectado...

Homem: Eu sabia.

Edward: Eu sinto muito mesmo, mas não há nada em que eu posso ajudar.

Homem: Não... Não... Não é pra terminar assim!

Edward: Você quer que eu faça?!

Homem: Mas eu não fui mordido! Eu juro!

Edward: Você quer que eu faça?!

Homem: Fazer o que?!

Edward: Quer ficar aí até se transformar em um deles ou morrer como um humano agora?!

Homem: Você quer me matar?! Por favor cara, não me mate!

Edward: Droga... Você não está entendendo! Quer que eu faça o que deve ser feito, ou pelo menos o que é mais correto a se fazer? Ou você mesmo vai?

Homem:...

Edward: Se eu deixar você aqui vivo, você pode ser comido por eles também!

Homem: Os zumbis?! Não! Isso não!

Edward:...

Homem: Eu não quero morrer!


O homem gritava muito, consequentemente os zumbis estavam sendo atraídos para o local. Ao mesmo tempo, Edward pensava que a cada segundo ali era um desperdício para achar Valter.

Edward: Me perdoe...

Homem: O quê?!


Edward pega uma de suas pistolas e atira na cabeça do indivíduo o matando.


Edward:...


A voz feminina novamente aparece.


Mulher: Edward...

Edward: Haaaaaaa!


Edward não estava se sentindo bem, ele gritava ajoelhado no chão.


Edward: Por quê?!


Os zumbis se aproximavam. Edward não estava ciente do perigo, ele coloca as mãos no chão e começa a vê cenas de sua vida através do olho robótico. Ele via cientistas injetando vacinas em pessoas e em seguida via muitos corpos em sacos enfileirados.


Edward: Não... Não!


Depois passa uma cena dele mesmo, os cientistas estavam fazendo uma cirurgia nele. Ele escutava a voz de uma mulher novamente.


Edward: A...Amanda...


Talvez o nome Amanda fosse da mulher que falava com ele.


Edward: Amanda... Eu fracassei... É tudo minha culpa!


Amanda: Não Edward...


Edward:...


Repentinamente ele aparece em um lugar fechado, se assemelhava com um hospital. O lugar estava escuro e destruído. Edward andava devagar procurando por Amanda.


Edward: Amanda! Onde está você?!


Ele acaba se vendo em um vidro, ele se assusta pois estava com a cabeça normal.


Edward:...

Amanda: Edward...

Edward:...


Ele sai da sala em que estava e aparece em outro lugar, este lugar parecia ser um centro de pesquisas. Inesperadamente uma mulher com um vestido branco aparece entrando em outro lugar por uma porta, então Edward a segue.


Edward: Amanda, espere!


A mulher provavelmente podia ser a Amanda mas ela nunca mostrava seu rosto. Ela era branca, magra e tinha um cabelo longo loiro.


Edward: É você mesmo não é?! Espere por mim.


Ao entrar em outra sala ele aparece em um lugar cercado por árvores, era uma linda floresta com grandes árvores, a provável Amanda corria entre as árvores. Edward continuava a seguindo até que chega no topo de uma cachoeira.


Edward: Amanda?!


A mulher aparece no outro lado mais a frente, ela estava no topo de uma rocha, as águas formavam um arco-íris perto dela. Pássaros e borboletas pousavam na misteriosa mulher.


Edward: Amanda... Me perdoe.


Ela vira seu rosto para Edward lentamente.


Edward:...


No mesmo momento, uma cena aparecia e sumia de sua mente, era uma memória ruim de Amanda, havia sido injetado algo nela, depois ela começa a gritar.


Edward cai no chão e a mulher reaparece perto dele, então ele se levanta e chega perto dela.


Edward: A culpa foi minha.


Ele a vira.


Edward: Não era pra acontecer...


O rosto dela aparece mas Edward se assusta e cai no chão novamente, pois o rosto dela era de uma criatura estranha, sua cabeça se assemelhava a um lagarto.


Edward: O que é isso?!


A criatura falava com uma voz rouca: A culpa foi sua Edward! Morra!


No mesmo momento, asas nascem da criatura, um rabo grande aparece, seu corpo muda para um aspecto réptil, seus olhos ficam avermelhados e sua postura muda para andar de quatro patas.


Edward: Você não é a Amanda!


Os dois começam a lutar. Edward pega uma faca e começa a atacar a criatura, esta em seguida o ataca com sua calda o jogando para longe na beira da cachoeira.


Edward: O que é você?! Você não é a Amanda! Você é um monstro!


Edward joga sua faca no ombro da criatura e vai para cima dela retirando a faca e atacando várias vezes, saía um sangue verde de seu corpo, porém, a criatura joga Edward para longe com seu rabo de novo.


Edward: Droga!


O monstro parte para atacá-lo, o cyborg então tenta o segurar usando somente as mãos, ele estava deitado no chão e a criatura estava em cima dele tentando o morder, ela o arranhava com suas garras.


Edward: Haaa... Droga!


A situação continua até que ele encontra sua faca, deixando de usar um dos braços para pegá-la, entretanto a criatura perfura seu ombro direito. Felizmente ele consegue pegar sua faca e atingi-la no pescoço. Esta começa a formar rajadas de ar com suas asas fazendo Edward se segurar na beira de um penhasco. O bicho se aproxima e Edward se solta. O estranho ser berrava muito.

Edward enfim volta para a realidade e com sangue de zumbi em seu corpo. Haviam alguns zumbis mortos no chão.


Edward: O quê?!


Mais zumbis se aproximavam. O céu escurece e começa a chover.


Edward: Não entendo...


Ele estava deitado no chão, posteriormente ele se levanta.


Edward: Ha... Harry... Eu vou te encontrar.

Notas finais
Estatísticas: Edward matou 1 pessoa - 1 + 2 = 3 pessoas/ 9 zumbis - 9 + 38 = 47 zumbis. OBS: Neste capítulo Edward matou 15 zumbis mas 6 foram contados no capítulo anterior.