Notas iniciais
Olá! Feliz ano novo. Um cap novo e enorme, não foi facil faze-lo, estava com bloqueio criativo. Narrado pela Charlotte Espero que gostem.

''Você nos conhece muito bem
Você é valente como uma montanha, ah
Você voa como uma águia, ah
Você faz coisas que eu nunca faria,
E você as faz bem''

Saint Motel — You do it well.

Eu estava sentada no sofá olhando para a parede que tinha um quadro horrível de uma criança com olhos gigantes, parecia que ela estava me julgando por alguma coisa que eu fiz. A cobertura estava silenciosa e fria, eu estava arrumada para a cerimonia que iria nomear os novos Conselheiros, Jasmine me deu um papel com um texto que eu deveria decorar para falar a no palco e a única coisa que eu fiz foi jogar o papel no fogo assim que ela saiu.

Aquilo estava me irritando profundamente, pessoas que eu nunca tinha visto na vida me dando ordens, dizendo o que eu deveria falar, como deveria andar. Tudo o que eu queria era só matar aqueles que mataram minha mãe e meu pai e ir pra casa e que se explodisse a porra de um império. Do que adiantaria ter tudo o que a família construiu se apenas eu e os meninos iriamos desfrutar? Não fazia sentindo na minha cabeça.

Jasmine pediu que eu usasse um vestido vermelho, com mangas brilhosas e com um leve decote, quase choro quando o vi. Peter viu que eu não havia gostado e fomos até uma loja de vestidos e roupas de gala para encontrar algo que me agradasse até que eu achei a roupa perfeita. Uma saia longa e levemente rodada, onde tinha listras de renda e um top-cropped que fazia par com a saia e a cor do conjunto era preta. Uma maravilha.

Vesti e ficou perfeito, a maquiadora fez a maquiagem e até ajeitou meu cabelo e depois de tudo, eu terminei sentada no sofá olhando para o quadro de uma criança com olhos enormes.

– Você está linda. – Theo apareceu ajeitando a manga do smoking, ele estava lindo. O cabelo um pouco bagunçado, lutando para se livrar do gel, os olhos estavam cinza e ele estava maravilhoso.

Meu coração acelerou e senti meu estomago embrulhar, sempre que ele aparecia eu sentia vontade de me jogar nos braços dele e nunca mais sair.

– Obrigada. Você está ótimo também. – sorri – Onde está os meninos?

– Benjamin está se perfumando e Peter foi o primeiro a ficar pronto, pensei que ele estivesse com você. – Theo disse sentando ao meu lado e colocando a mão envolta de mim.

– Eu estava aqui sozinha. Na verdade, eu estava aqui junto com esse menino me julgando. – apontei para o quadro.

– Ele está te julgando? – Theo perguntou zombando e olhei de volta pro quadro.

– Sim, ele está. – respondi em um tom que parecia mais pra mim do que pro Theo.

A recepção do prédio ligou avisando que o carro havia chegado para nos levar a cerimonia, descemos em silencio, desde o memorial parecia que finalmente tínhamos absorvido o luto. Quando chegamos na recepção lá estava Peter, conversando com um grupo de mulheres loiras e ruivas, aos risos.

– Peter, vamos? – falei indo até ele e colocando a mão em seu braço, uma das loiras me olhou de cima a baixo e riu.

– Quem é essa, Peete?

– Peete? – repeti em um tom enojado e olhei para Peter – Peete?

– Char...

– Eu sou a noiva dele, prazer. – falei esticando a mão direita para a loira e mentalmente materializei uma aliança na minha mão esquerda e na de Peter.

– Noiva? Você disse que era solteiro, Peete. – uma ruiva choramingou e eu levantei a mão para mostrar a aliança.

Peter me olhava com ódio e eu sorria para o grupo de puro estrogênio, podia sentir o cheiro do sangue cheio de álcool delas. Sai arrastando Peter pelo braço até o carro. Eu não sou uma irmã ciumenta, só que nos fazer atrasar por causa de rabo de saia não era uma coisa legal de se fazer.

E eu precisava me vingar em relação ao fato de ele ter falado de forma tão inconveniente sobre mim e Theo no avião.

– Charlotte, eu odeio você. – ele disse e virou o rosto para o outro lado.

– Entra na fila, meu querido noivo. – falei e sorri.

A cerimonia foi no mesmo lugar do memorial, acho que a Veronica quis aproveitar a decoração junto com a Jasmine. Eu estava começando a criar uma aversão pela Veronica, mas preferi não comentar com os meninos para evitar algum tipo de comentário de que eu estava sendo chata ou pegando no pé. Quando chegamos, Benjamin e Peter saíram primeiro do carro com Theo logo em seguida e me estendendo a mão para que eu conseguisse sair do carro sem tropeçar.

– Já disse que você está incrível? – Theo disse no meu ouvido e senti um desejo enorme de beija-lo naquele momento.

– Obrigada, Sr. Montgormery. – falei sorrindo – Posso ser incrível em várias coisas, não só em me vestir.

– Aposto que sim. – ele disse e arrumou a gravata.

O lugar estava luminoso demais, não parecia o lugar triste de ontem, era dourado e elegante. Havia um mini bar onde estava servindo sangue em taças, champanhe e outras bebidas que eu não fiz questão de provar. Olhei ao redor na esperança de encontrar alguém pra conversar, alguém que não fosse um dos meus irmãos e nessa tentativa, vi Evelyn Phillips. Era impossível não nota-la no meio daquela multidão, ela era ruiva, alta e tinha olhos azuis incríveis.

– Sra. Phillips, que prazer encontra-la. – disse quando cheguei perto dela.

– Charlotte, como vai? – ela se aproximou, me abraçou e me olhou de cima a baixo. – Você está linda.

– Eu estou bem e obrigada, a senhora está maravilhosa. – disse e ela realmente estava linda.

– Por favor, não me diga que o azul do vestido está destacando a cor dos meus olhos. – ela falou rindo.

– Eu nem pensei nisso. Mas com certeza será a representante mais bem vestida da premiação. – disse e então o sorriso se fechou.

– Charlotte querida... Eu não serei a substituta de Edward. – ela suspirou – Será Caesar.

Naquele momento um nó na garganta enorme entalou as palavras que eu ia dizer, lembrei-me dos nomes que Jasmine havia me mandado e me xinguei por não ter percebido que Evelyn não faria parte do Conselho. Eu precisava de alguém como ela dentro do Conselho 24 horas por dias, ela era a única ligação do mundo lá fora com meu pai que eu tinha, ela era esposa do homem que foi braço direito do meu pai, do homem que praticamente o criou.

Jasmine apareceu de algum buraco, pois eu não havia percebido que ela havia chegado até mim e Evelyn.

– Você não vestiu o que eu lhe enviei. – ela me olhou e torceu a boca.

– E você está vestida de abacate. – rebati olhando o vestido verde que ela usava.

– É um Versace, Charlotte. E o seu também era. – ela disse seria.

– Que pena, esse conjunto aqui é de um brechó da cidade. – falei olhando pra minha saia e passando a mão. – A Sra. Phillips achou lindo.

– Está perfeito em você, Charlotte. – Evelyn disse e riu, como se estivesse tentando me repreender sem sucesso.

Jasmine revirou os olhos e saiu pisando fogo e olhei para Evelyn que sorriu pra mim. Ficamos conversando até Veronica aparecer no palco e chamar a atenção de todos sem precisar falar nada, ela estava parecendo uma deusa, porem eu já fazia parte do time Evelyn Phillips para mulher deslumbrante.

É tão esquisito estar em festividades assim quando se é uma bruxa também, eu não sabia se era normal absorver toda a energia do lugar e ficar nauseada ou se isso era apenas algo pessoal meu. Eu não tinha mais fashbacks e isso já me satisfazia muito, porém simplesmente eu não conseguia parecer normal na frente de outras pessoas.

Veronica apenas subiu no palco para agradecer a presença de todos e dizer que em poucos minutos as celebrações começariam e arregalou os olhos quando me viu. O mesmo olhar que Jasmine deu quando viu minha roupa. Ponto para os Montgomery.

– Senhorita Montgomery? – uma voz masculina chamou meu nome atrás de mim

– Pois não? – falei virando-me para ver quem era e não reconheci o rosto. Era um homem alto, com muito gel no cabelo, barba e olhos bem atraentes.

– Eu sou Aaron Dellaria – ele disse sorrindo e esticando a mão para mim – É um prazer finalmente conhece-la.

– Obrigada, mas eu o conheço... – retribui o aperto de mão, eu com certeza parecia um pouco confusa.

– Não, eu serei nomeado representante do Flavio Winnet e achei que seria melhor falar com a senhorita antes da nomeação. – ele disse e me veio logo na cabeça Klaus. Opa.

– Fez muito bem, pois eu com certeza perguntaria quem é você quando subisse naquele palco. Por sorte meu irmão Benjamin ficou com essa nomeação. – dei uma risada leve e ele me acompanhou.

– Você é encantadora. Posso pegar uma bebida pra você? – ele olhou pro mini bar e depois pra mim. Ele estava me cantando? Ele era o representante substituto de Flavio, um dos inimigos do meu pai. Será que eu deveria entrar naquele jogo? Não. Mas eu ia entrar por motivos de amar um jogo.

– Não, obrigada. Estou tentando ficar sem álcool durante o luto. – falei.

– Sério?

– Sim. Promessa. – respondi.

– Eu não sou mal, Charlotte. – ele disse e segurou minha mão – Só pra você saber, estamos do mesmo lado.

Soltei minha mão e fiquei o encarando, tinha algo naquele olhar que eu conhecia algo que me lembrava de alguém de um passado tão distante e frio.

– Armando... – nome que havia séculos que não saia da minha boca, que eu nunca mais ouvi. O nome de alguém que eu vi morrer por minha causa.

Ele sorriu leve e triste. Meu coração estava congelado e pude sentir o frio subindo pela minha espinha, com certeza eu era uma estatua de gelo.

Armando era o meu melhor amigo na primeira vida que tive, quando eu ainda não havia morrido para renascer, ele era o rapaz que me acompanhava ate a cidade e me levava alimentos. Foi condenado logo depois de minha mãe por andar com uma aberração e foi o primeiro homem por quem me apaixonei.

Ele parecia diferente agora, estava forte e bonito.

– Charlotte – Theo veio chamando meu nome e eu estava congelada olhando para Aaron ou Armando, eu nem sabia de como chama-lo – Charlotte, esta tudo bem por aqui?

Virei para Theo e tentei recuperar o ar, Aaron olhava pra mim parecendo que havia um pedido de desculpas ou apenas estava suplicando para ter um minuto depois comigo. Theo percebeu que algo não estava bem e ficou olhando para mim e depois para Aaron, tentando entender o que estava se passando.

– Está tudo bem, o Sr. Dellaria estava me contando como foi transformado e eu fiquei um pouco assustada. – falei atropelando as palavras e dando um sorriso desconfortável.

– Olá, Theodore. – Aaron esticou a mão para Theo que retribuiu.

– Aaron. – olhou de para mim e segurou minha mão. – Vamos nos posicionar para começarmos a celebração, Charlotte.

Apenas assenti e segui Theo sem olhar para trás, eu estava pesada. Ben e Peter estavam de pé atrás do palco, onde não havia ninguém, segui Theo até lá.

– Então, vamos repassar quem vamos coroar? – Peter disse olhando para nós e franziu a testa para mim.

– Vamos, claro. – respondi rápida.

– Ta tudo bem? Você parece um fantasma. – Peter disse e depois arregalou os olhos – Ai meu Deus, você viu algum? Era nosso pai? Ele deve esta com muita raiva...

– Eu to bem, eu to bem. – repeti várias vezes.

– Ok. Vamos lá. Veronica no lugar de Gabriela. Livia no lugar da Joana. Aaron no lugar do Flavio. Caesar no lugar do Edward. – Benjamin leu o papel e olhou para nós.

– Não podemos deixar o Caesar no lugar do Edward. – falei baixo, para que só os meninos ouvissem. – Eu não posso permitir isso. Ele não pode.

– Não podemos mudar o que designado, Charlotte. – Theo olhou pra mim e senti que ele estava sendo muito seco.

– Podemos sim. Que porra de realeza é essa? – rebati – Caesar não será nomeado no lugar de Edward e pronto.

– Charlotte – era Jasmine e seu vestido Versace de abacate – trouxe sua coroa de rainha.

– Minha coroa? Mas eu nem fui coroada ainda. – falei.

– Char, você é a rainha e precisa usar a coroa para nomear as pessoas. – ela veio colocou a coroa na minha cabeça. – Linda. Olhei para os meninos e eles sorriram encorajando, ela apontou um espelho que tinha atrás de uma pilastra para que eu pudesse ver. Eu mal me reconheci, a coroa era linda e fazia uma grande diferença, era feita por vários cristais e parecia que havia feito para combinar comigo.

– Rainha Charlotte. – Benjamin disse, sorrindo.

Jasmine foi para o palco anunciar a celebração e ao que parecia, eu iria apresentar tudo sozinha. Passei os dedos pela joia e pude ouvir a voz de meu pai dizendo que eu parecia com minha mãe e pensei se aquela seria sua coroa de rainha.

Quando Jasmine anunciou para que os meninos subissem, tive uns minutos sozinha, respirei e tentei esquecer o fato de que Armando/Aaron estava ali, que eu estava sentindo medo e que muitos ali queriam me ver morta. Eu precisava ser forte e eu seria. Ouvi meu nome e subi no palco e uma salva de palmas aclamou minha entrada, por trás do microfone, havia quatro cadeiras, onde três estavam ocupadas pelos meninos que estavam olhando para mim.

Jasmine me cumprimentou e foi para o canto, me deixando na frente do microfone encarando a todos. Olhei para minhas mãos que tremiam um pouco, respirei mais uma vez e levantei a cabeça. Eu poderia ter olhado para qualquer um ali, até mesmo para Aaron, mas foi diretamente para minha avó materna. Ines Morello estava entrando no salão, vestida em um longo purpura, elegante e me olhando. Olhei para Theo que apenas balançou a cabeça para que eu continuasse.

– Boa noite. Agradeço pela presença de todos, sei que essa é uma celebração que aparentemente é um pouco triste, pois os representantes mortos eram pessoas importantes para a grande maioria aqui. Quero agradecer novamente pelas condolências dadas à mim e aos meu irmãos, é muito bom saber que podemos contar com vocês. – dei meu melhor sorriso e continuei. – Ao que parece, com a nova geração do Conselho, algumas coisas mudaram também. Antes, o continente asiático e africano eram completamente deixados de lado, o que gerava muitos atritos e rebeldes, então vamos coloca-los na grade dos novos xerifes.

Jasmine trouxe uma faixa, que me fez por um minuto torcer o rosto, comecei a achar que era uma coroação de Miss Universo e logo em seguida, uma taça dourada e o livro de Caim. A bíblia dos vampiros.

– A faixa não é pra colocar neles, ela fica por cima do livro e eles fazem o juramento e bebem o liquido.

Assenti e era obvio que aquilo gerou olhares para a ‘’Rainha que não sabia celebrar uma coroação’’. Ponto para os Inimigos.

– Começo com os continentes da Oceania e Ásia. Antes a Oceania era representada por Gabriela Grenne, hoje será representada juntamente com a Ásia por Veronica Davies. – disse e todos aplaudiram, ela veio sorrindo e subiu no palco, aceitei sua referencia e ela pôs a mão sobre o livro e a faixa.

– Eu juro pelo livro de Caim, que dedicarei minha existência dada pelo primeiro da raça, Pai de todos, para que a vida de meus irmãos seja imortal tanto fisicamente e espiritualmente. – ela disse olhando para mim e pude jurar que ela estava olhando dentro de mim.

– Pela palavra de Caim, dada a mim, eu a nomeio Chanceler. – disse colocando minha mão sobre a dela. Veronica desceu e foi para a cadeira na primeira fileira reservada aos novos representantes.

Voltei o olhar para a plateia e segui com a segunda nomeação. Continente americano.

– Continente americano antes divido em dois, América do norte e América do sul, antes representados por Edward Phillips e Joana Lopez. Hoje, será representado por Livia Spinoza América do sul. – Livia levantou-se e para minha surpresa, eu já havia visto ela, no baile de inverno na minha casa. Dei um sorriso e ela retribuiu.

Ela fez o juramento, falei minhas palavras e ela se dirigiu para o lado de Veronica. Era a vez de chamar Caesar e eu não podia nomeá-lo. Olhei para ele e respirei.

– América do Norte, Evelyn Phillips. – disse e aquilo causou um murmúrio e percebi que Caesar olhava para Veronica, depois para Jasmine. Evelyn estava surpresa e me olhava com uma felicidade interna.

Ouvi os meninos falando que eu estava louca em mudar assim e simplesmente ignorei, fiz uma menção para que Evelyn viesse até o palco.

– Obrigada. – ela disse sem emitir um som e eu sorri para ela, então ela fez o juramento e eu dei a palavra definitiva. Quando ela desceu do palco e foi sentar-se ao lado de Livia, eu sabia que estava sentenciando minha cova, Caesar e Veronica não deixariam minha vida seguir facilmente e eu também não estava ali para facilitar a deles.

– Continente Europeu e Africano antes representado por Flavio Winnet e Robert Montgomery. Hoje, será representado por mim, Charlotte Morello Montgomery e Aaron Dellaria. – olhei para Aaron que se levantou e veio ao palco. Theo se levantou para segurar o livro com a faixa, olhei pra ele e coloquei minha mão sobre o livro e Aaron colocou a mão dele na minha.

Eu olhava para a mão dele sobre a minha, para as mãos que um dia segurou a por tantas a minha há tanto tempo. Comecei a falar o juramento junto com Aaron e depois Theo disse as palavras que eu havia falado. Aaron desceu do palco e foi para o lado de Evelyn, Jasmine serviu o liquido da taça dourada em taças de vidro para os outros e um me deu uma e então bebemos.

O liquido era sangue. Era o sangue de Caim, guardado em um cofre no grande banco de vampiros, usado apenas para nomeações e casamentos.

Então era aquilo, eu tinha que me preparar para a confusão que viria. Jasmine finalizou a nomeação, enquanto eu descia do palco para falar com os novos representantes com meus irmãos logo atrás.

Já depois de cumprimentos dados, Caesar me encurralou perto do bar.

– O que você fez? Por que me substituiu? – ele segurava meu braço com força e coloquei meu copo de gim no balcão.

– Você pode me soltar, por favor. – reclamei e tentei me soltar.

– Eu devia ficar no lugar de Edward. Eu.

– É? Quem disse isso. Para ficar no lugar de Edward Phillips exige confiança, Caesar Westlock e olhe só, eu não confio em você. – tentei me soltar mais uma vez e ele apertou mais ainda meu braço. – Você e Veronica deveriam ter aceitado o fato de que nunca serão parte da família. Nunca um Westlock e uma Davies farão parte da vida pessoal de um Montgomery e muito menos a confiança e respeito. Agora solta meu braço antes que eu faça seu sangue borbulhar em você até cair no chão morto.

Ele soltou e respirou e Aaron se aproximou.

– Algum problema por aqui? – ele perguntou.

– Estava dizendo para o Sr. Westlock que ele pode trabalhar com a Veronica. – falei e sorri.

– Você é uma aberração. Um monstro. – Caesar disse – E você vai pagar pelo o que é, em breve você vai cair. Todos os Montgomery irão.

E saiu me deixando mais nauseada do que estava. Eu não iria deixar as palavras idiotas dele me atingir, eu não iria deixar a presença de trabalhar com Aaron me fraquejar e muito menos a presença de Ines. Peguei meu copo de gim e virei o liquido garganta abaixo de uma vez.

Notas finais
Gente, vai continuar ok, vai ter parte dois da festinha... tem mt coisa pra acontecer. desculpa por ter ficado enorme esse cap e obg lerem. beijossssss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.