Os Montgomery: A Rainha Perdida
7 Little By Little.
Notas iniciais
‘’ Theodore Montgomery, jovem e talentoso cantor dos anos 20. Futuro promissor na música e um trágico acidente, junto com dois amigos, o fizeram imortais. Hoje, considero o mais velho dos três filhos adotivos de Robert Montgomery, Theo cuida da parte contábil do império de Robert e nas horas livres toca piano na sala de música. Alto, pele branca e olhos cinzentos e sardas no rosto. Um típico inglês.
Benjamin Montgomery, antes de ser imortal, cursava Direito em Cambridge. É o filho do meio responsável pela parte de negócios burocráticos. Sempre impecável bem vestido e educado, nada passa despercebido de Benjamin. Cabelos pretos, pele branca e olhos tão pretos quanto a asas de um corvo.
E tinha Peter Montgomery, o mais novo dos três filhos adotivos e o mais perigoso. Peter é jovem e esperto, gosta de caçar e explorar as coisas. Robert o mantem como seu explorador pessoal. Peter consegue ser persuasivo e descobrir coisas que nem mesmo os olhares profundo de Benjamin podem detectar. Peter era o mais definido, fisicamente, olho azul e cabelo em tons dourados.
E agora Charlotte Montgomery, a rainha perdida dos vampiros retornara para seu império. Ela é metade vampira e metade bruxa, vivendo numa luta interior contra a própria magia misturada com o instinto vampírico. “Alta, pele cor marfim e cabelos lisos em castanho escuro e rosto delicado.”
Charlotte trocou o peso pra outra perna enquanto lia o bloco de anotações. Vinha do seu quarto quando encontrou ele caído no chão, imaginou de quem seria a letra e pensou que não poderia ser do pai. Olhou em volta e não viu ninguém, pensou em fazer magia para descobrir de quem poderia ser, estava curiosa para saber quem escreveu sobre ela e os meninos.
– Char! – Peter veio em direção a ela, com um sorriso no rosto.
– Você tem que parar com isso. – Charlotte disse colocando o papel no bolso.
Peter olhou pra ela e ficou serio.
– O que era isso?
Silencio. Charlotte ficou calada e Peter observava-a.
– Não era nada, Peter. Vamos caçar? – ela deu o melhor sorriso
– Era magia? – Peter perguntou. Charlotte passou por ele, indo para a porta.
– Vamos caçar ou não Peter Montgomery? — Charlotte parou de frente para a porta, fechou os olhos e sabia que Peter estava encarando ela.
– Não. Não vamos caçar hoje. Temos uma festa para preparar. – Peter disse e encostou-se no corrimão. Charlotte virou-se e sorriu falsamente, ela queria caçar e sabia que Peter não iria com ela sem saber do papel.
– Boa sorte, Peter. – e saiu em seguida para caçar sozinha.
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– Onde está Charlotte? – Benjamim perguntou — Ela deveria está aqui.
Peter sentou na cadeira e deu de ombros.
– Não a vi hoje. Talvez o Theo saiba. – Peter disse olhando para Theo que estava olhando pela janela. Bem não entendeu muito bem o que ele quis dizer com aquilo.
Theo se lembrava da noite passada, Charlotte dormindo no seu peito e murmurando coisas em uma língua que ele nunca ouviu. Estava concentrado olhando para o céu que estava fechando para uma chuva, ele sentiu o cheiro dos animais ao redor se escondendo, o cheiro do medo. Charlotte estava lá fora caçando, ele sentia isso, qualquer um podia sentir o poder dela.
– Perdão, eu não sei onde ela está. Vamos ter que começar os preparativos sozinhos, como sempre. – Theo virou-se e foi em direção a mesinha de bebidas.
– Ela deveria estar aqui, vá atrás dela Theodore. – Benjamin disse implicante. – Ela tem que aprender...
– Você pode parar um minuto de ser insuportável, Ben? – Peter revirou os olhos e depois olhou para Theo, que tentou parecer completamente tranquilo.
– Não me faça perguntas, Peter. – Theo disse baixo para ele sem olhar o irmão e saiu atrás dela.
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Charlotte estava sentada, de frente ao corpo aberto de uma pantera, bebia o sangue e comia o coração do animal. Estava se deliciando com o cadáver do bicho e contente por Peter não estar com ela, por mais que ele tentasse mostrar que era tão selvagem quanto ela, ele ainda seguia as regras de Robert.
Ao terminar de tomar o sangue e comer alguns órgãos do animal, ela tirou a roupa e mergulhou no Lago Irvy, que recebeu esse nome por causa de sua mãe. A agua estava fria e escura, vinha uma chuva forte. Charlotte respirou e mergulhou, nadou ate a profundidade do rio ficou submersa por uns minutos e subiu ate a superfície.
Charlotte viu Theo a observando, em pé no cais que estava longe de onde ela estava, mas para eles a distancia não era problema para uma boa visão. Theo em segundos estava na beira do rio onde ela havia deixado as roupas, olhava diretamente pra ela, os olhos estavam cinza igual ao céu. Theo não se moveu, apenas assistia Charlotte saindo da agua completamente nua, sua pele com um leve bronzeado forçado e os cabelos pingando nas costas, parecia uma pintura feita por algum artista apaixonado.
Ela parou de frente pra ele, sentiu toda a tensão que vinha dele, deu um passo a frente.
– Quero te mostrar algo. – ela disse baixo – Mas você não pode falar para ninguém.
Theo respirava pesadamente, ele não queria saber de nada, ele queria ter Charlotte ali e agora. Sentia todo o calor do corpo dela e o cheiro, sentiu-se como um pássaro na gaiola. Ele não controlar por muito tempo o que queria fazer com ela desde o momento que a viu, desde o momento que a colocou na cama, mas ele não podia. Ela era sua irmã.
– Charlotte, vista-se, por favor. — ele disse engasgado. Charlotte pôs a mão no rosto de Theo e ele fechou os olhos. Theo foi invadido por cenas de vidas passadas de Charlotte, todas as vidas que ele viveu antes de voltar pra casa, agora ele podia ver tudo através da magia dela.
Ela retirou a mão do rosto dele e esperou que ele abrisse os olhos.
– Venho treinando isso.
– Você é incrível.
Charlotte se aproximou mais de Theo, mantendo-se imóvel deixou que o calor dela tomasse conta do seu espaço.
– Não podemos, eu sei... Mas eu não sinto o que deveria sentir por você, Theo. – Charlotte colou o corpo no de Theo e o beijou. Theo não conseguiu se conter e colocou a mão dentro do cabelo de Charlotte e a puxou mais ainda, desceu a mão até a bunda dela e apertou.
Ela passou a mão por dentro da blusa dele e a tirou, Theo passava a mão por todo corpo dela, apertou os seios dela e ela gemeu. Deitaram-se no chão e Theo a beijou por todo, mordiscou os seios e provocando-a com o dedo. Charlotte estava quente e queria Theo mais do qualquer outra coisa.
Ele era lindo, branco e alto, não era definido como Peter, mas tinha os músculos firmes. Ele entrou nela e foi como se o mundo estivesse parado e so havia os dois naquele momento. Charlotte explodiu em um orgasmo e não demorou muito para que Theo também tivesse, ela o beijou, querendo-o mais.
– Você é linda, Char, você só precisa se controlar mais... – Theo disse passando a mão na barriga dela. – Vai existir pessoas que vão querer te machucar pelo o que você é...
Charlotte se sentou e pegou sua roupa, levantou e começou a se vestir.
– O que foi? – Theo perguntou confuso – Eu falei algo ruim?
– Theo, eu não gosto de ser controlada como meu pai faz. Eu vivi tantas vidas que não era a minha, tantas coisas que não era de verdade. Mas eu sei como é ser uma hibrida, eu morri e revivi por isso, por causa da revolta de pessoas que me odeiam... Pessoas que mataram minha mãe.
Theo vestiu a roupa enquanto Charlotte colocava fogo nos restos do animal que ela caçara. Os dois voltaram pra casa em silencio. Ouviram Benjamin e Peter discutindo na biblioteca, Charlotte saiu na frente de Theo que tentava parecer imparcial ao que tinha acontecido perto do lago.
– Ah! Charlotte, nossa adorável irmã. – Peter disse jogando os braços pro ar. Benjamin olhou para ela interrogador que recebeu apenas uma revirada de olhos.
– O que vocês querem...
– Nós não queremos nada, as obrigações sim. – Theo disse sentando do lado de Peter e então todos olharam para Benjamin, que meio a contragosto sentou-se ao lado de Charlotte.
– Temos que fazer os preparativos pro baile de inverno, Char. — Benjamin disse. — Creio que você ainda não sabe dos bailes de estação dos Montgomery...
– Obviamente que eu sei. É uma homenagem a minha mãe, ela comemorava as estações... – Charlotte disse baixo e por um momento Benjamin sentiu-se solidário a ela e colocou a mão em sua perna.
– Vamos questão de fazer o baile todos os anos, mas agora que você está aqui, acho que é uma boa oportunidade para homenagear sua mãe... – Benjamin continuou falando, com a mão na perna dela, Theo se incomodou com aquilo, porém viu que Charlotte parecia não responder ao toque da forma que ela poderia responder se fosse ele.
– Obrigada Ben, ficarei feliz em organizar tudo com vocês. Será incrível. – ela disse sorrindo e Ben sorriu junto, ele sentiu-se feliz em ver Charlotte empolgada com aquilo. Ao ver o sorriso dela, ele e Peter perceberam que Robert tinha a razão de querer que ninguém a machucasse, ele viu que talvez ter uma irmã mais nova não seria um problema e que talvez pudesse ama-la.
– Que bom! Fico feliz que você não vai fazer nenhuma objeção, Charlotte. É surpreendente. – ele disse.
– Quando começamos? Eu quero que a Ines venha...
– Esse baile vai ser sua apresentação pro mundo também, Charlotte. Importante lembrar que todos viram aqui para vê-la. – Peter disse bebendo um liquido cor de caramelo.
– Todos? – ela olhou para Theo.
– Todos, irmã. – ele respondeu.
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