Notas iniciais
Bem, estamos aqui né, com o primeiro capitulo né, espero que gostem né kkk

Espanha (dias atuais)

– Sr. Robert .

– Sim Benjamin. — Robert virou-se para o rapaz, que estava na porta. Benjamin era um de seus três filhos adotivos, ele nunca se perdoou por nunca ter dado a proteção para Irvina e Charlotte, a filha que ele aguardava por mil anos. Ele arrumou a manga do paleto e sorriu.

Benjamin era alto, branco e tinha os cabelos pretos. Sempre alinhado, era quieto e observador.

– Ande Benjamin, fale o que aconteceu. — Robert agitou a mão para que o rapaz falasse, até Theodore aparecer atras dele e dá a resposta que era para ser de Benjamin.

– Encontramos ela.

Robert congelou. Tudo parecia ter sumido ao seu redor e o levado para mil anos atras. Ele pode jurar que estava de frente a Irvina sendo queimada e dizendo que iria voltar enquanto segurava a pequena filha para que não visse a mãe queimada.

Ele não podia acreditar que finalmente o dia que ele esperava tinha chegada, que sua Charlotte estaria no fim do ciclo e retornaria a sua casa. Retornaria para sua familia.

– Sr? — Theodore agitava a mão na frente de Robert. Ele voltou o olhar para o filho adotivo mais velho. — O que vamos fazer?

O que ele iria fazer? Ele não sabia. Tava tonto e perdido, queria explodir de felicidade.

– A bruxa está ai? — Robert perguntou. — Aonde está Peter? Vamos rastreá-la, saber como é sua vida... Eu não sei muito bem o que fazer... — ele riu e olhou para os filhos.

Robert amava os garotos como seus filhos de sangue. Theo, Ben e Peter foram transformados nos anos 20 em Londres. Os três eram amigos da mesma rua, quando em uma noite, no aniversário de 18 anos de Peter saíram para beber e capotaram o carro.

Robert estava em uma viagem e viu tudo acontecer, ambos estavam vivos porém com pouco tempo de vida e então Robert os transformou para ser seus filhos, dando-lhe o nome Montgomery. Ele sempre foi sozinho, viajando pelo mundo na esperança de encontrar Charlotte, sempre deixando seu império nas mãos do seu criado Armando, até que percebeu que precisava de filhos homens para substituir ele quando não estava. Por sorte, os três era capazes de fazer isso e leais ao seu pai-vampiro.

Peter entrou na biblioteca onde estava os outros e sorriu educadamente. Ambos, tinham uma familiaridade sem tamanho, Robert os ensinou a ser um verdadeiro Montgomery. Impecável, encantador, ágil e perigoso.

– Sr, a bruxa o espera. — Ben falou.

– Claro, estou indo. — Robert foi para a sala de estar onde a bruxa o aguardava.

Quando entrou na sala, Robert teve um leve desequilíbrio ao ver de qual bruxa se tratava.

– O que...

– Robert Montgomery, quanto tempo não o vejo. — a mulher levantou-se com leveza e sorriu.

– Ines Morello. — Robert falou o nome dela como um engasgo, era a mãe de Irvina. Mais uma vez foi levado para o passado. Ela estava tão renovada, não parecia a velha acabada de mil anos atrás.

– Vejo que esta surpreso com minha presença. — ela olhou para o espelho da parede. — Confesso que esses anos foram ótimos para mim, pude finalmente fazer magia sem ser condenada... Como minha filha foi. — ela olhou para ele desafiadora e amarga.

– Sente-se, Ines. — Robert fez um gesto para que ela se sentasse e então sentou no sofá que ficava de frente para a cadeira que ela estava. — O que faz aqui?

Ines olhou em volta e respirou.

– Você não é o único que está esperando, Robert. — ela disse. — Quero a menina tanto quanto você, ela é minha neta. Irvina colocou o feitiço na menina e eu venho acompanhando a sua filha todos esses anos.

Robert deu um salto.

– Como é?

– Charlotte está aqui na Espanha, Robert. Ela é uma garota sem escrúpulos, imprudente e está perdida. Encontrei-a na rua, quase morta. — Ines se levantou, ajeitou o vestido.- Isso mesmo, a herdeira Montgomery nessa vida, não passa de uma drogada e imunda. Seu nome é Clarissa Mendoza.

Robert engoliu o nó na garganta, sentia o sangue ferver. Aquilo estava errado, Charlotte era uma princesa do mundo vampiros, era uma bruxa! Como poderia ter uma vida assim?

– Aonde ela está, Ines? — Robert controlava sua raiva por aquela mulher. — Aonde. Está. Minha. Filha?

– Você não...

Robert rapidamente voou pra cima de Ines, segurando seu pescoço.

– Não me diga o que fazer. Aonde está minha filha? Se eu soubesse que a bruxa que estava monitorando todas as vidas de Charlotte fosse você, eu preferiria que ela continuasse perdida. — ele largou a mulher, passou a mão no cabelo e respirou. — THEO, BEN E PETER!!!!! — gritou pelos filhos.

Os tres rapazes apareceram e olharam para Ines, surpresos por ver a mãe de Irvina viva.

– Quero que vocês três acompanhem essa mulher até Charlotte e a tragam pra cá. — Robert disse. — Custe o que custar, se for preciso matar — ele olhou para Ines — Matem. Mas tragam Charlotte pra casa.

– Charlotte não virá. — Ines disse.

– Se impedir, você estara morta. — Robert disse. — Ines, você vai levar meus filhos ate Charlotte e vai entrega-la para eles.

Houve um silencio, até Ines falar.

– Estou puxando as memorias de todas as vidas dela até hoje pra ela lembrar-se de quem é. Ela não pode vir.

– Então faça os feitiços aqui, mas traga a minha filha.

3 semana atrás.

O bar tava cheio, a musica tocava com um efeito abafado na cabeça de Clarissa, o mundo tava girando. Tentou se apoiar no salto, viu o cara ao lado cheirando uma carreira de pó. O rapaz ofereceu e ela aceitou, inalando tudo e sentindo o corpo estremecer.

Bebeu algumas doses puras de vodca e saiu dançando com o rapaz da carreirinha de pó. Clarissa não estava muito afim de sexo naquela noite, só queria se divertir e depois ir embora. Trabalhava como fotografa de modelos e morava sozinha. Seus pais morreram um ano atrás e foi quando ela começou a se voltar contar o mundo.

Quando decidiu ir embora, largou o rapaz e foi para fora da boate. O que ela não esperava era ser arrastada pra dentro de um carro escuro e ser vendada.

Uma força bruta prendia seu pescoço e tapava sua boca, empurrando até entrar dentro carro. Quando entrou e tiraram-lhe a venda, viu três homens com o rosto coberto, mascaras de palhaço.

– Fica calada, gata. — um deles falou, o que estava ao seu lado.

Ela abaixou a cabeça e limpou a lagrima que caia. Talvez ela merecesse aquele fim, pensou ela, talvez ela não devesse estar vivendo depois que seus pais foram mortos em um assalto. Ela estava tremendo, sentia seu corpo suando, e um bolo enorme na garganta.

– Ei cara, essa vadia não ta muito bem nao. — o cara no banco do passageiro disse olhando para Clarissa.

Clarissa começou a se tremer e tossir, a saliva se misturava com sangue. O carro parou e ela tentou enxergar aonde estava, não via nada, só mato alto. Um dos homens puxou ela e jogou-a no chão. Clarissa chorava, se tremia e sentia o gosto do sangue na boca.

– Bora gostosa, libera essa bucetinha pra gente. Vimos você dançando na boate.

A risada deles era estrondosas, ela não conseguia falar, só chorava. Começou a tossir e vomitou. Vomitou tudo o que tava no estomago e então, uma dor forte atingiu sua cabeça e seu mundo ficou preto.

******

Clarissa abriu os olhos e estava dentro de um quarto. Simples e confortável. Estava com roupas diferentes e sentia uma leve tontura. Flashes da noite em que fora abusada vinham na sua mente, provavelmente deveriam pensar que ela estava morta. E talvez ela queria estar.

Olhou ao redor, viu um foto antiga, duas mulheres. Parecia montagem ou algo do tipo. Uma delas era nova, linda e com um jeito selvagem. Parecia que a conhecia de algum lugar.

– Não foi fácil retratar essa imagem. — uma voz feminina apareceu atras dela.

Clarissa virou-se e se deparou com uma mulher elegante, com cabelos castanhos e olhos da mesma cor.

– Quem é você... — ela perguntou confusa.

– Eu sou Ines Morello. Vejo que você está bem melhor do que te encontrei.

Clarissa olhou pro retrato e viu que ela era a mesma pessoa que estava ao lado da moça jovem.

– Acho que sim. — ela estava confusa demais, não sabia muito o que falar.

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– Não toquem em nada. — Ines disse para os três rapazes ao entrar em casa.

– Não faço questão em tocar nessas coisa de vodu. — Peter disse, olhando um boneco que estava na mesa.

– Incrível como vocês se tornaram um Montgomery tão rápido. Nasceram pra ser um deles. — ela disse baixo. — Vou chama-la aqui. Charlotte, desça aqui por favor.

A moça desceu as escadas, devagar, parecia com medo ou pronta para atacar. O cabelo estava preso e usava calça jeans e uma blusa de banda na cor preta. Benjamin percebeu que sua testa estava suada, mas não pode deixar de perceber que ela era linda.

Certamente era uma Montgomery. Tinha o porte de Robert, elegante e impecável e parecia com Irvina. Tinha o ar selvagem e natural da mãe.

– O que é isso, Ines? — ela disse, quase engasgada.

– Diga a eles quem você é, minha querida.

Ela olhou pra baixo e depois para Ines. Algo parecia pertubar a mente dela, mexer com seus pensamentos.

– Sou Charlotte Morello Montgomery.

Notas finais
Fim. ahaha. To achando que esse capitulo ficou enormeeee, mas ok.