Os Mistérios De Corvinal (Hiatus)
2 Meu voo por londres
Notas iniciais
- Bem, os bruxos não são nada conhecidos no mundo mortal, quando fomos revelados ao público, basicamente começaram a nos caçar como se fossemos frutos do diabo, e chamaram essa época de idade média — Me explicava o senhor Neville enquanto estávamos voando por cima do Big Ben. Obviamente eu estava mais surpreso com o fato de estarmos voando numa combi do que na história dos bruxos. De repente senti uma estremecida, tínhamos batido em algo relativamente pequeno.
- Amor, você bateu em um pato? — Perguntou ele para a mulher da frente.
- Me desculpe… — Desculpou-se ela, mesmo assim ainda estava com o mesmo tom de voz calma e doce.
- Bem, quer saber de mais alguma coisa? — Perguntou para mim.
- Onde estamos indo? — Perguntei.
- Para o caldeirão furado — Respondeu.
- Mas não estávamos indo direto para o beco diagonal? — Perguntou a mulher.
- Não, lá não tem lugar para estacionar a combi — Respondeu.
- Ah certo… — Falou.
- Caldeirão furado? Beco diagonal? — Perguntei confuso.
- Você vai descobrir… — Respondeu ele.
- Se seugurem, estamos descendo… — Avisou a mulher.
- Perai, mas estamos voando no meio da rua… — Falei.
- Exatamente — Disse ele.
De repente, senti um puxão para baixo e o carro descendo, de repente estávamos caindo em alta velocidade, via a rua se aproximar cada vez mais e comecei a gritar. De repente senti a combi parando bruscamente e dando um pequeno pulo, tínhamos pousado na pista.
- Você se acostuma… — Disse ele.
…
Já estávamos no local de descida. Eu e o senhor Neville descemos da combi. Ele deu um beijo na mulher e ela ligou voltou a voar.
- Então, ela é sua mulher? — Perguntei.
- Sim, seu nome é Luna — Respondeu.
Nos viramos para encarar um barzinho com uma placa de um caldeirão com as palavras “caldeirão furado” nela.
- É aqui…
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