Os Mistérios De Corvinal (Hiatus)
7 A primeira semana.
Notas iniciais
Acabei acordando logo na hora da aula de Poções, corri até o dormitório e me arrumei depois correndo para o calabouço onde as aulas eram feitas. Cheguei literalmente chutando a porta na sala quando o professor estava prestes a começar.
– Ah, você chegou… Meio exagerado, mas vamos logo, se sente com alguém — O professor me disse.
Fui até perto de Alvo, ele parecia feliz em me ver e então a aula começou.
Eu tentei ao máximo fazer pelo menos alguma coisa sozinho, mas a única coisa que fiz foi derramar um ou dois ingredientes para a poção, que era uma simples poção contra diarréia.
Alvo se esforçava para poder anotar as coisas necessárias nos dois cadernos o mais rápido possível ao mesmo tempo que preparava as poções, ele parecia ficar exausto, e realmente me senti mau por causa dele. Por que eu tinha que estar com aquela mão daquele jeito?
Acho que Alvo percebeu como eu me sentia.
– Ei, tá tudo bem, nem é tão difícil assim… — Alvo disse.
– Tem certeza, você tá parecendo meio cansado… Talvez seja melhor que no próximo tempo alguém diferente faça as anotações por você — Eu disse.
– Ok então — Ele disse com um sorriso.
Eu sorri e voltei à tentar ajudar Alvo como eu conseguisse.
Logo a aula já tinha terminado, eu e Alvo nos encontramos com Scorpio e Emillia e fomos direto para a próxima aula, que seria de História da Magia.
Quando chegamos lá fomos recebidos por um fantasma, literalmente. Fiquei meio surpreso por um momento e depois tive que me lembrar que eu era um bruxo e vivia numa escola mágica, ter um fantasma como professor não parecia tão estranho assim.
– Bem vindos alunos, por favor se sentem. Eu sou o Professor Bins, e quero que me refiram como tal ou como senhor, sem exceções. Agora, vamos começar — Ele disse com uma voz arrastada e bastante chata.
Me sentei perto de Emillia desta vez, tinha pedido para que ela copiasse apenas o que fosse necessário, e ela tinha concordado.
A aula foi realmente um teste de resistência para ver quem não dormia. Eu perdi logo no começo da aula, então não soube o que aconteceu depois atá eu acordar com Emillia encostada no meu ombro também dormindo. E todos já estava empacotando as suas coisas para sair.
– Ei, acorda — Eu sussurrei para ela.
– Ahn? — Ela perguntou sonolenta saindo do meu ombro.
– Já tá na hora pra próxima aula — Eu disse.
– Ah não! Eu não consegui anotar nada! — Ela exclamou.
– Não se preocupa, depois eu perguntou ao Scorpio o que teve — Disse tentando arrumar minhas coisas, depois Emillia me ajudou arrumando as coisas dela depois. Fomos até a próxima aula, a de Herbologia.
Não quero entrar muito em detalhes, mas digamos que um aluno esqueceu de checar se todos estavam com os fones de ouvidos de proteção e acabou que puxou uma mandrágora, e sabemos o que aconteceu depois, minha segunda visita ao médico.
Pelo menos logo após aquela aula seria o almoço, e Scorpio, Emillia e Alvo passaram o tempo comigo. Tinham trazido um pouco de comida que tinha conseguido “pegar emprestado” da sala de jantar e dividimos ela quando a enfermeira não estava. Conversamos bastante sobre gostos pessoais e sobre a nossa vida fora da escola, todos eles ficaram bastante curiosos sobre minha vida, já que eu era o único com pais trouxas no grupo. Ficaram intrigados como eu fazia as coisas sem magia e quando eu explicava sobre como os carros funcionavam. Emillia ficou tão intrigada que ela se desequilibrou da cadeira que estava e caiu no chão. Nós três caímos na gargalhada enquanto ela se levantava com um sorriso no rosto. Mas a enfermeira que estava por perto nos ouviu e expulsou todos da enfermaria, ela também me disse que eu já podia ir.
A quarta aula seria de vôo, mas tive que faltar porque eu não estava em condições. A outra foi defesa contra as artes das trevas, na qual eu nem participei direito, já que a aula era mais prática do que teórica, mas fiquei sabendo de vários feitiços interessantes ao meio de tudo.
A última aula era de transfiguração, na qual era mais teórica na primeira aula, mas a professora que estava lecionando disse que as aulas práticas seriam nas quartas. Então eu teria que ficar de lado dessa aula.
No final eu estava bastante entendiado quando era hora do jantar, comi rapidamente e fui até a biblioteca para ler alguma coisa.
Comecei a ler o livro “Hogwarts, uma história” para ver se descobria mais sobre a escola em si, estava indo tudo bem até que Alvo veio acompanhado por uma garota ruiva, eles estavam conversando bastante, então Alvo me viu e veio até mim.
– Oi Carl — Ele cumprimentou.
– Oi Alvo — Eu retribui.
– Ah, essa aqui é minha prima, Rosa Weasley — Ele me disse.
– Prazer em te conhecer Carl — Ela disse com um sorriso estendendo a mão direita, eu levantei a minha mão de beringela encolhendo os ombros embaraçadamente — Oh — Ela disee — Acho que posso consertar isso se você quiser — Ela disse.
Alvo olhou pra mim com um olhar tipo “isso não vai dar bem”.
– Tudo bem — Eu disse ignorando Alvo.
– Ok então — Ela disse pegando a varinha dela. Ela apontou para o meu braço na mesa e falou algo que nem eu tinha entendido direito, uma coisa tenho certeza, o meu braço desinchou.
Tirei a tala e mexi meu braço normalmente estupefato com aquilo.
– Nossa — Eu e Alvo dissemos impressionados em unissono.
– Até parece que você nunca me viu fazer isso — Rosa disse para Alvo.
– Só não esperava que desse certo — Ele retrucou.
– Como assim? Não se lembra quando concertei a sua perna quando você quebrou ela depois daquele jogo de quadribol lá em casa? — Ela perguntou.
– Você literalmente destruiu os meus ossos! Minha perna mais pareceu um tentáculo de polvo enquanto eles cresciam de novo — Ele exclamou.
– Tá, não exagera — Rosa disse.
Eu ignorei os dois enquanto discutiam sobre coisas da família e peguei minha varinha, que não tinha saído do meu bolso desde que vesti as roupas da casa. Estava sentindo uma vontade imensa de escutar alguma música feliz, então apenas balancei minhas mãos e um pequeno iPod e fones de ouvindo se materializaram do nada.
Quando percebi, Rosa e Alvo me olhavam meio impressionados meio aterrorizados.
– Que foi? — Perguntei.
Rosa literalmente desmaiou e caiu dura no chão.
– Acho que temos que levar ela para a enfermaria — Falei.
Alvo não disse nada, ainda impressionado com o meu feitiço, e me ajudou à levá-la para a enfermaria.
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