Notas iniciais
Passada a tempestade de neve, Ethan e seus amigos precisam concentrar suas forças em descobrir o paradeiro do Henry. Mais um desaparecimento abala o jovem lobo, que se depara com uma ameaça potencialmente letal para sua vida.

A cabeça dele rodopiava, estava meio entontecido, desnorteado. O sono inebriante fazia sua cabeça pender. Bruce havia passado metade da noite desperto. Seu turno como vigilante estava chegando ao fim. Era difícil saber se ainda era noite ou se já havia amanhecido, quando lá fora o nevoeiro cobria tudo. Todos os celulares haviam descarregado durante a noite. Ele não fazia ideia de que horas era, mas tinha alguma noção, pelo tempo que havia passado acordado. Supunha que a manhã já havia irrompido, mas não se atrevia a remover as tábuas e abrir a janela. Sabia que uma rajada de neve entraria impetuosamente, mesmo que a tempestade já houvesse cessado.


O quarto jazia na escuridão. O jovem lobo se remexeu no lugar onde estava. Levantou-se espreguiçando-se e soltou um longo bocejo. "Que horas são?", perguntou o garoto.

"Não sei... meu celular descarregou", respondeu Bruce.

"A gente precisa sair daqui. Já deve ter amanhecido lá fora", ele se endireitou no piso, fazendo uma das tábuas ranger. "Vou acordar as meninas".

Lá fora o vento soprava pacificamente, levantando flocos de gelo que pairavam no ar. A construção enegrecida e em ruínas contrastava com a alvura da neve circundante. Quando já estavam todos despertos, Bridgit abriu a porta do quarto e um clarão ofuscou seus olhos. A luz da manhã entrava pelas janelas despedaçadas e invadia o corredor.

"A tempestade parou, já podemos voltar pra casa", constatou ela.

Os quatro começaram a deslizar silenciosamente pelos corredores e escadarias em direção à saída. Ao atravessar a porta da frente, uma baforada de ar frio congelou suas bochechas. Eles andavam em passos curtos e vagarosos, para o caso de algum dos lobos aparecer. Eles deixaram a varanda do edifício e adentraram a pequena floresta em direção ao portão de saída. Seus passos suaves deixavam pegadas na neve macia.

Um súbito farfalhar os fez erguer a cabeça num sobressalto. Não muito longe dali, algo ou alguém movia-se entre as folhagens. Ethan tomou a dianteira. Ele foi o primeiro a reconhecer quem era.

"Henry? É você?", indagou o jovem lobo, estupefato.

O garoto Benson parecia meio desorientado, mas ainda assim estava mais consciente do que a última vez que o haviam visto. Suas roupas estavam sujas de terra e rasgadas, e sua pele coberta de feridas. Exatamente como no sonho que Ethan havia tido.

"Henry, você precisa de ajuda, está muito ferido", disse Isobel enquanto se aproximava para tocá-lo. O garoto se desvencilhou. Ele balbuceava umas palavras incompreensíveis, como se tivesse esquecido da presença de seus colegas por um segundo e estivesse falando consigo mesmo.

"Eu tentei convencê-lo... eu juro que eu tentei... mas ele não me deu ouvidos", sussurrou.

"Quem Henry? De quem você está falando?", perguntou Isobel, perplexa.
De repente, o garoto pousou os olhos em Ethan e o encarou firmemente com o olhar espantado.

"Você precisa fugir! Eles vão te matar! Você corre perigo!", anunciou Henry, alarmado, os olhos quase pulando para fora das órbitas.

Quando a garota Mitchell tentou aproximar-se outra vez, Henry começou a bracejar e debater-se.

"O Ethan corre perigo! Ele tem que fugir! Tem que sair daqui! Tem que ir pra um lugar bem longe! Eles vão matar o Ethan!", ele proferia as palavras violentamente.

"Henry, você precisa se acalmar", Isobel tentava apaziguar o colega. Ela segurava os braços dele para conter o frenesí.

A alguns passos de distância, Bruce e Bridgit observavam a cena, estarrecidos.

Subitamente o garoto se desvencilhou dos braços da colega e saiu correndo em disparada.

"Henry, não! Volta aqui!", gritou Isobel.

"Ótimo, perdemos ele de novo", suspirou Bruce.

Eles caminharam em silêncio até a saída.

"Acho melhor voltarmos pra casa agora", sugeriu Ethan.

"É, preciso de um banho", concordou Bruce.

"Depois podemos continuar procurando o Henry", disse o jovem lobo.

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Ethan correu escada acima e se esgueirou para dentro de seu quarto. Arrancou as roupas e se jogou debaixo da ducha. Não conseguia arrancar de seus pensamentos aquelas palavras do Henry. Não sabia se eram verdade ou se não passavam de delírios da cabeça do garoto. Ele saiu do chuveiro e enrolou uma toalha em volta do quadril, exibindo o abdomen moreno. Em cima da escrivaninha, seu celular vibrou. Ele puxou o fio do carregador, desconectando o aparelho da tomada. Havia deixado uns poucos minutos carregando, já que o telefone tinha ficado completamente sem bateria durante a noite.

Era uma chamada. Ele atendeu. Uma voz feminina soou do outro lado da linha.

"Ethan?", a voz soou trêmula.

"Sim, sou eu", respondeu o garoto.

"Sou a mãe da Bridgit. Ela ainda não voltou para casa. Passou a noite fora. Então imaginei que ela poderia estar com você", ela não conseguia disimular a preocupação. "Você a viu? Estavam juntos?"

Por um instante, o garoto pareceu confuso.

"Sim, eu a vi... estava com ela ontem à noite", gaguejou. "Passamos a noite na casa de um amigo", mentiu. "Também a vi hoje de manhã. Pensei que já estivesse em casa"

"Não, ela não apareceu até agora. Estou começando a ficar preocupada", sua voz revelava apreensão.
Ethan não conseguia compreender. Achava que sua amiga já estaria em casa àquela altura.

"Não se preocupe, senhora Hartley. Vou chamar a Isobel agora mesmo. Talvez ela saiba onde a Bridgit está", falou com um tom tranquilizador.

Após algumas chamadas sem resposta, Isobel finalmente atendeu.

"Oi Ethan, tá tudo bem? Aconteceu alguma coisa?", indagou a garota.

"É a Bridgit, você tá com ela?", perguntou o garoto, esperançoso.

"Não, ela foi pra casa. Por quê?"

"A mãe dela me chamou. Disse que ela ainda não apareceu em casa. É estranho, não acha?"

"Eu não sei... talvez ela tenha passado em algum lugar antes de ir para casa". Após alguns segundos de silêncio, ela finalmente expressou em palavras aquilo que mais temia. "Você acha que algo ruim aconteceu com ela no caminho?"

Ethan respirou fundo. "Não quero nem pensar nessa possibilidade... mas do jeito que as coisas estão, não posso ficar aqui esperando uma notícia ruim. Preciso fazer alguma coisa", respondeu eufórico.

Ele parou para refletir alguns segundos. "Acho que vou falar com o Drake. Vou pedir ajuda a ele"

"Mas o que o Drake poderia fazer para ajudar?"

Ethan soltou um longo suspiro.

"Não quero pensar o pior mas... e se aqueles lobos levaram a Bridgit? O Drake os conhece muito bem, pode ser que saiba onde fica o esconderijo de algum deles. Ele vai saber o que fazer, melhor do que eu", o garato não conseguia conter sua euforia.

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Ele escancarou a porta do Jack's Burguer e entrou na lanchonete de forma impetuosa. Avistou Drake no balcão e se aproximou.

"Você não deveria estar na escola a essa hora?", o caçador parecia surpreso em vê-lo.

"Sim, mas isso é mais importante...", Ethan estava sem fôlego. "Preciso da sua ajuda. A Bridgit desapareceu. Eu acho que algum dos lobos sequestrou ela", sussurrou.

O caçador permaneceu em silêncio por muito tempo e aquilo irritou Ethan.

"Encontramos o Henry, o garoto que ajudamos a salvar naquela noite... Ele insistia em me dizer que estou em perigo, que eles querem me matar. Acho que eles levaram a Bridgit para me atrair ao lugar onde eles estão. Como uma isca. Eles não querem ela, querem a mim", ele franzia a testa enquanto cuspia freneticamente as palavras.

O silêncio prolongado e a impassibilidade do caçador eram perturbadores para o jovem lobo. Drake tinha uma expressão vaga no rosto, como se estivesse elaborando um mapa mental.

"Acho que tenho algo que pode te ajudar a encontrá-la", ele tirou um pedaço de papel do bolso da calça. "É um bilhete. Alguém colocou debaixo da minha porta ontem à noite"

Ethan agarrou o papel e leu a mensagem.

"Encontre-me amanhã na velha fábrica de tecidos"

"A principio não fez sentido algum para mim... mas agora que você disse que eles estão usando sua amiga como isca para te atrair... agora faz sentido. Eles sabiam que você iria me procurar, então me mandaram esse bilhete. Foi tudo premeditado", declarou, com uma expressão séria no rosto.

Para Ethan, parecia inconcebível a ideia de que eles haviam calculado as suas ações e sabiam exatamente o que ele faria. Aquilo o assustou por um momento. Precisava encontrar uma forma de estar um passo à frente deles.

"Tenho que ir até lá. Preciso encontrar a Bridgit", declarou o jovem lobo, exaltado. Ele já ia se afastando quando Drake tentou impedi-lo.

"Ethan, espera. Não sabemos se ela realmente está lá. São só suposições"

"Mas eu não posso ficar sem fazer nada. Não posso agir como se nada estivesse acontecendo. Ela pode estar lá agora. Provavelmente está correndo perigo", ele estava completamente alterado, as palavras saíam num tom grosseiro.

"Mesmo que ela esteja lá, você não pode ir sozinho, é muito perigoso", alertou Drake.

O jovem lobo o encarava impassível.

"Você sabe que nada do que disser vai me impedir de ir até lá", afirmou.
Ethan dirigiu-se esbaforidamente até a saída.

"Só não faça nada estúpido", gritou Drake do balcão.

O garoto virou-se para trás e lançou-lhe um olhar firme e penetrante antes de desaparecer pela porta.

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O lugar era mais lúgubre e sombrio do que Ethan se lembrava. No lugar do que algum dia havia sido uma fábrica bem pomposa restava um simples galpão abandonado, uma espécie de armazén, coberto de teias de aranha em todas partes, as paredes descascando. Ele adentrou a antiga fábrica, com passos cautelosos, atento a quaisquer pistas que podiam levá-lo até Bridgit. Atravessou corredores estreitos e sombrios. Houve um momento em que pensou ter se perdido, até que escutou breves sussurros, quase inaudíveis. Ao seguir as vozes, chegou a um espaço amplo, uma espécie de salão. Havia movimento no lugar. Pôde ver algumas pessoas transitando no local. Escondido por trás das grades de uma estante de metal, ele se esforçou para reconhecer alguém entre os que estavam ali.

Ele percorreu o salão com os olhos eletrizados e subitamente seu olhar paralisou quando reconheceu sua melhor amiga, sentada numa cadeira, amordaçada, os pés e as mãos amarradas com cordas. Ela fazia esforços inúteis para gritar. Tomado por um furor, e num ímpeto de raiva, ele avançou para o meio do salão.

"Bridgit!!", berrou, ignorando a presença dos outros.

No recinto, havia uns quatro ou cinco homens vestidos com roupas de couro escuras, segurando armas de fogo, arco e flecha, e outras espécies de armamentos, prontos para atingir o alvo. Assim que o jovem lobo emergiu das sombras, eles apontaram as armas automaticamente em sua direção.

Sons de passos ecoaram por todo o salão. Por trás dos homens armados, uma mulher se aproximava. O salto de sua bota de couro ressoava como batidas de um tambor. O gingado do seu corpo e o olhar severo e ao mesmo tempo sedutor eram inconfundíveis. Ethan logo reconheceu quem era: sua professora de história, a senhorita Angela Ramirez.

"Parem!", esbravejou a mulher. "Afastem-se dele!", ordenou.

Ethan se surpreendeu com aquela ordem. Sabia que ela era uma caçadora de lobos, então supunha que suas intenções para com ele não eram nada amigáveis. Nunca lhe havia passado pela mente que ela poderia defendê-lo.

"Olá, senhor Quinn!", exclamou radiante. "Surpreso em ver me?", indagou num tom sarcástico.

Ethan a fuzilava com os olhos faiscantes. Bridgit permanecia sentada, os movimentos limitados, seus olhos revelando assombro.

"Não comemore muito porque adiei o seu fim", continuou a caçadora.

"Acontece que tenho algo muito melhor para você, uma morte mais digna. Algo mais certeiro, infalível e indolor. Você devia me agradecer por isso", seu tom de voz esbanjava ironia.

Ethan apertou a mandíbula com força.

A caçadora começou a caminhar pelo salão. Ela continuou falando, consigo mesma, ignorando os demais presentes. "Eu devia ter acreditado no seu amiguinho Drake quando me disse que não estava com o livro. Mas, para minha sorte, descobri quem o estava escondendo esse tempo todo. Nada que um pouco de pesquisa não resolva", ela se deteve. Prosseguiu sem olhar para Ethan. "Tive que fazer um acordo com ele, não tive escolha. Mas sei que vai valer a pena".

O garoto não fazia ideia do que ela estava falando ou a quem se referia.
Nesse instante, outra figura se aproximou em passos suaves, quase silenciosos. Uma figura masculina. Ao reconhecer quem era, o jovem lobo não foi capaz de esconder seu espanto.

"Grayson?!", exclamou, com uma expressão interrogante no rosto. "O que está fazendo aqui?", indagou, franzindo a testa.

Seu colega soltou uma risada estridente e provocadora.

"Muito me admira que durante esse tempo todo você não tenha desconfiado nem um pouquinho", ele lançava-lhe um olhar penetrante e sarcástico. "Estava tão preocupado em encontrar o lobo negro que não parou para pensar, nem por um momento, que ele poderia estar tão perto de você"

Os olhos de Ethan congelaram. Sua amiga, pasmada, fixou o olhar em Grayson.

"Eu tenho uma curiosidade...", continuou ele, sem deixar de lado o tom sarcástico. "Você nunca se perguntou por que você e seu pai jamais se deram bem? Nunca passou pela sua cabeça que talvez ele não fosse realmente seu pai?", perguntou, os olhos semicerrados e pesarosos.

"Do que você está falando?", o jovem lobo encarava-o com fascínio.

"Sabe... estou cansado de esconder as coisas. Está mais do que na hora de você saber toda a verdade", ele endireitou as costas. "Você não é filho de Joseph Quinn. Vocês não compartilham o mesmo sobrenome. Acho que de agora em diante eu devo te chamar de Ethan Parker", declarou, meio desgostoso.

"O que quer dizer com isso?", Ethan exalava apreensão. Estava confuso.

"Aqui vai a verdade. Você é filho bastardo de William Parker. Meu pai. Ou melhor, nosso pai. Infelizmente somos meio-irmãos, embora eu não o considere assim", revelou com antipatia e desdém.

Com uma expressão atônita, o jovem lobo tentou digerir todas aquelas palavras. Um alvoroço de pensamentos conflitantes e lembranças dominava sua mente.

"Quem você acha que matou aquele caçador estúpido, pai do Drake Bennette? Foi o nosso pai. Eu estava lá. Era só um filhote, mas presenciei tudo. Ele era o mais poderoso de todos!", exclamou com orgulho. "O mesmo sangue corre em suas veias, Quinn. Ou, devo dizer, Parker. Você é tão cruel quanto ele. Só não suporta admitir isso".

Ele atirava palavras no ar. Para Ethan, pareciam informações soltas, desconexas, mas de repente tudo começou a fazer sentido para ele.

"Você jamais deveria ter ido à floresta naquela noite", esbravejou Grayson. Subitamente, um ataque de cólera se apoderou dele. "Você arruinou tudo! Você é culpado de tudo isso que está acontecendo", seus olhos fumegavam. "Quando senti que estava chegando perto demais, tive que plantar aquela faca e a insígnia no quarto daquele garoto pra tirar você do meu encalço e dar continuidade aos meus planos", ele cuspia as palavras rispidamente. "Só que agora não preciso me esconder mais", ele abriu um leve sorriso sarcástico no canto da boca.

"Agora já chega de conversa fiada!", bradou Angela, impaciente. "Vamos ao que importa", um de seus capangas lhe entregou uma seringa com uma agulha bem pontiaguda. Dentro dela um líquido azul brilhante reluzia. O veneno de lycoctonum. O mesmo homem lhe entregou em seguida um livro, de aspecto antigo, de capa dura, meio empoeirado.

Ethan estava tão absorto em seus pensamentos e tão irado que não prestou atenção em sua volta. Assumiu a forma de lobo abruptamente e avançou na direção de Grayson para atacá-lo.

A reação dos adversários foi mais rápida. A caçadora emitiu uma ordem a seus capangas e, em segundos, correntes de ferro foram lançadas sobre o jovem lobo. Ele sentiu o metal frio e pesado sobre sua pele. Começou a debater-se, tentando se libertar das correntes.

Tudo aconteceu muito rápido. Angela debruçou-se sobre o lobo cativo, segurou a cabeça do animal e enfiou a agulha em seu pescoço, enquanto proferia umas palavras incompreensíveis do livro. Bridgit debateu-se na cadeira, tentando se libertar das cordas para ajudar o amigo. Ela soltava gritos abafados. Ethan não sentiu nada enquanto o líquido desaparecia da seringa e adentrava em sua veia. Em segundos ficou inconsciente.

Nesse instante, Drake apareceu de forma súbita e repentina. Foi em direção a Ethan para tentar socorrê-lo. Grayson ia avançar na tentativa de deter o ex caçador, mas Angela o impediu.

"Vamos embora! Deixe-os a sós. Não há mais nada que ele possa fazer para salvá-lo. Vamos deixar os dois amiguinhos darem o último abraço de adeus", falou ironicamente, fazendo biquinho.

Grayson e os homens armados recuaram. Os adversários desapareceram nas sombras.

Ao ver Bridgit amarrada, Drake correu para libertá-la. Desatou as cordas e a mordaça. "Você está bem?", indagou preocupado.

A garota balançou a cabeça freneticamente em sinal afirmativo. Ela ofegava tanto e respirava com tamanha dificuldade que não conseguiu dizer uma só palavra. Os dois correram até Ethan. O lobo jazia no chão, inerte.

"Não é verdade o que ela disse, não é?", indagou Bridgit, temerosa. O caçador fitou-a. "Ele vai ficar bem, não é mesmo?", a garota insistiu em perguntar, esperançosa.

Drake engoliu em seco. Não queria mentir para a garota. Não pretendia alimentar nela esperanças falsas. Odiava admitir aquilo, mas Angela tinha razão. Não havia mais nada a fazer.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.