Notas iniciais
Mudança de planos, minna! Esse cap será o penúltimo mesmo, decidi não fazer um epílogo e sim um capítulo final... Nas notas finais explicarei melhor, então: Boa leitura!!! o/

– Adrian?! Seu desgraçado! Era você esse tempo inteiro! – Ele a olhava, os olhos faiscando de raiva.

– Sim... Era eu! – Disse ele com um pouco de dificuldade. — Eu não... lhe perdoei por ter feito aquilo... comigo naquele dia! Eu tinha... que dar o troco...

– Seu imbecil! Não admitiu ter apanhado de uma mulher, é isso?!

– Eu queria acabar... com você! – Falou ele.

– E acabou ferindo o Afrodite! Seu infeliz!

– Eu não...

– CALA A BOCA! – Gritara ela, não aguentava mais escutar a voz daquele idiota. Fechara a mão acertando um soco rápido no queixo de Adrian, fazendo-o desmaiar instantaneamente. Ela amarrara-o, ligando para a polícia em seguida. Em pouco tempo Adrian já estava preso.

–----------***------------

A porta. Era a única coisa que estava focada na visão de Alex. Ela mirava o quarto em que Afrodite estava, sentada do lado de fora da sala. Seu coração batia a mil por hora, por mais que tentasse manter a calma, não conseguia... Estava ansiosa e com medo, sabia que ele não morreria, mas ainda sim, sentia um aperto no peito, e não conseguia evitar as lágrimas que vinham em seus olhos e despencavam de sua face. Não iria melhorar enquanto não visse aquela cara de besta que Afrodite costumava fazer a ela. Por quê? Era sua única indagação. Como não notara? Com se distraíra tanto com a garotinha, ao ponto de não notar que estava na mira de alguém? E por sua culpa Afrodite acabara por se ferir. Que tipo de guarda-costas era ela afinal? Não iria se perdoar... Não iria... O sorriso bobo de Afrodite viera em sua memória “Eu... te protegi.. afinal...”

– Droga, Daley! Você sempre faz tudo errado! – Disse ela enquanto não continha suas lágrimas.

– Como ele está? – Ela se assustara ao escutar a voz de Rosembell ao seu lado. Não tentou esconder que chorava.

– Estável... Ele perdeu um pouco de sangue. – Respondeu ela. Rosembell a mirava sem saber o que dizer a respeito.

– Ele vai ficar bem... Pode não parecer, mas aquele garoto é mais forte do que pensamos... – Disse ele afagando-lhe os ombros.

– É o que... eu espero... – Rosembell respirou fundo notando a tristeza estampada no rosto de sua amiga.

– Você foi muito bem, Alex.

– Muito bem? Desde quando, Rosembell? Eu deixei que ele se ferisse! Como pude ter ido “muito bem”?

– Você pegou o criminoso, isso é o mais importante! Sabe o que encontraram no apartamento em que ele morava?

– Não. – Respondeu séria.

– Recortes de letras de revistas. Ele era o “Sombra”, afinal.

– Eu sei... Eu soube quando percebi que o tiro era pra mim... É isso que não me conformo! Era pra eu estar naquela sala! – Ela se levantou, estava alterada.

– Calma, Alex!

– Calma? Sabe há quantas horas estou aqui? Sabe por quanto tempo estou remoendo minha incapacidade? Rosembell você não entende!

– Entendo! E chega disso! Não diga bobagens!

– Eu digo... Eu digo porque são verdades! Eu NÃO LIGO PRA MINHA VIDA! É por isso que sou guarda-costas! Minha vida é uma droga desde que nasci! Não ligo se morrer hoje ou amanhã! Pra mim até seria melhor, mas e o Afrodite!? Ele não tinha nada que se meter! Ele não... – Ela recomeçara a chorar. Rosembell se levantou abraçando-a. Ela se deixou chorar em seu abraço.

– Calma, minha pequena... Vai ficar tudo bem...

– Não vai não... – Falara, a voz abafada pelas roupas do olheiro.

– Vai sim... Não diga mais essas coisas... Você tem que amar a si própria... Já imaginou como o Afrodite ficaria se algo acontecesse a você?

– Ele ficaria bem... É um modelo famoso... É jovem... e bonito...

– Não é isso, Alex... Ele te ama! Não notou? – Ele a afastara encarando-a. – Ele a ama e já deixou isso mais do que escancarado pra todos verem!

– Eu sei, ele... – Ela não o encarara. -... Ele me disse. – Falou ela num fio de voz.

– Então... Você não o ama? É isso? – Ela o olhara, os olhos vermelhos e inchados.

– Rosembell, eu não... – Ela respirara fundo, não era de falar sobre essas coisas com outras pessoas, mesmo que a pessoa em questão fosse alguém que conhecesse há anos. – É claro que eu... é claro que eu gosto dele.

– Gosta? Só isso?

– É claro que eu o amo! Porque está fazendo isso? Porque está me perguntando essas coisas?

– Porque está na hora de você encarar seus sentimentos! – Ele olhou ao redor, a sala de espera em que estavam não havia ninguém a não ser eles, e ele dera graças por isso. – Está mais do que na hora de admitir para você mesma o que sente com relação aos outros! – Ela o mirava segurando as muitas lágrimas.

– Você NÃO ENTENDE! – Gritara ela.

– O que eu NÃO ENTENDO? – Ela se assustara, nunca vira o agente se exaltar.

– Não entende o que eu sinto... Eu não posso amar ninguém! Não posso me apegar a alguém, porque...

– ... Porquê?

– Porque no fim... No fim eu sempre sou deixada pra trás! No fim todos me esquecem e vão embora!

– Está enganada! – Ela parou encarando-o. – Eu não estou aqui, Alex? Por um acaso lhe deixei para trás? Por um acaso fui embora? Estou lhe perguntando! – Falou ele incisivo.

– Não...

– Então... E sabe porquê? Por que prometi ao padre, eu prometi a ele quando adoeceu... Ele estava preocupado, não queria partir lhe deixando para trás, mas eu prometi que cuidaria de você, prometi que sempre estaria de olho em você. E é o que tenho feito desde então. Eu nunca viraria as costas pra você, Alex... Você é uma amiga muito valiosa pra mim. – Ele se aproximou segurando em seus ombros. – Não se esqueça disso. – Falou sorrindo. – Eu sempre admirei você. Desde que nos conhecemos naquela igreja... Eu sempre admirei sua determinação, sua força de vontade... Você lutou tanto pra alcançar seu objetivo, mesmo enfrentando tanto preconceito por ser mulher, você foi além de todas as expectativas, conseguiu provar pra todos que podia ser alguém muito mais forte do que supunham. Eu conheço toda sua jornada. Sei o que te levou a chegar onde está, e sei também que o Afrodite já saiba de tudo isso... Ele a admira tanto quanto eu, vejo isso nos olhos dele. – Alex escutara tudo em absoluto silêncio. Não imaginava que seu velho amigo pensasse isso dela. Não podia negar que estava realmente feliz por isso.

– Ahhh... Alguém aqui está acompanhando o Sr. Daley Jossey? – Uma enfermeira havia aparecido.

– “Estamos!” – Disseram em coro Alex e Rosembell. Ambos se entreolharam. – Como ele está? – Perguntara Alex.

– Está bem agora. Ainda descansa. A bala foi retirada com sucesso, ele deu sorte, nenhum nervo foi afetado, ficará bem e sem sequelas. – Alex respirara aliviada. — Mas infelizmente agora só um de vocês poderá entrar. – Falou a moça.

– Vá você, Alex... Sei que ele quer te ver. – Falou Rosembell. Alex consentira e acompanhara a enfermeira.

O quarto era mediano, e estava frio. Afrodite aparentemente dormia. Estava deitado em uma cama, coberto parcialmente. Estava sem camisa, toda a região superior do braço direito estava totalmente enfaixada. Alex se sentara em uma cadeira próxima. Mirava a face tranquila de Afrodite. Ele respirava calmamente, parecia dormir profundamente. Ela contemplava o belo rosto, com a expressão mais serena que já vira no rapaz. Seus olhos se encheram de lágrimas quase que instantaneamente. Odiava se sentir como estava: impotente. Sempre fora de resolver todos os problemas que apareciam diante de si, mas sabia que naquele caso, nada se podia fazer. Ela abaixara o rosto perto do modelo. Deixara-se chorar ali, não ligando se alguém entrasse, ou a visse naquela situação.

– Seu idiota... Porque fez aquilo... Porque você sempre apronta, Afrodite? Porque tem que ser tão atravessado? – Perguntava ela, a voz baixa para não acordá-lo, questionava-se mais a si do que ao rapaz.

– Eu... Já disse... dona braveza. – Ela levantara os olhos. Afrodite sorria para ela, aquele sorriso idiota que ela estava sentindo falta.

– Não tente falar! — Pedira ela.

– Xiii... – Sussurrou ele. Ainda estava levemente sob o efeito do sedativo. – Eu quero falar...

– Me desculpe. – Disse ela, estava com isso entalado no peito. – Desculpe, Afrodite, eu não o protegi! Eu não pude cumprir com meu dever, eu sou sua guarda-costas, eu...

– Não... Você não é mais minha... guarda costas... Pediu demissão ontem... Não... se lembra? – Falara ele. Ela sorrira quebrando gelo.

– Você é mesmo um bobo... – Ele rira de volta.

– Você... me protegeu uma vez... Eu pude te proteger agora... também... – Falou. Seus olhos extremamente azuis, estavam mais claros do que nunca, e brilhavam como estrelas. – Alex... você só pensa em mim... como um trabalho? Você disse que... sua missão era essa... então...? – Ela não sabia bem como responder. Mas tinha que dizer algum dia...

– Não, Daley... Não é só trabalho pra mim. Eu confesso que no começo era, no começo pra falar a verdade eu nem queria assumir esse posto, mas Rosembell me convenceu, e então eu acabei aceitando. Mas depois... Depois de um tempo eu... – Ela o mirou, os olhos ansiosos de curiosidade do modelo nem piscavam. Ela uniu forças e continuou. — ... Depois de um tempo eu notei que você era diferente do que eu imaginava... E... Eu descobri que também... – Seu coração acelerava mais a cada segundo. – Eu descobri que também amo você. Descobri que estava me apaixonando por esse seu jeito atravessado, fresco e idiota que você tem! – Ele sorrira enfim, um sorriso gigante, que enfeitara o seu rosto, até então, pálido.

– Então... Tenho que agradecer ao Rosembell... – Falou. Ela sorrira. Afrodite esticara a mão esquerda para alcançar a de Alex. Ela a apanhou enfim, cruzando seus dedos pequenos, com os do modelo, que estavam frios. Ele respirou fundo. – Acho que não viajarei por hoje... – Falou.

– Rosembell já resolveu tudo... Não se preocupe. Ele ligou para Milão, eles adiaram a programação com você. Ele também ligou para sua família...

– Ah não... Minha mãe deve ter.. pirado! – Falou rindo ao imaginar a cena.

– Ela ficou preocupada, mas ele tratou de acalmá-la... – Disse ela.

– Então... Você deve ter apanhado o atirador...

– Sim.

– Eu sabia... – Respondeu sorrindo. – Você jamais o deixaria escapar... Do jeito que... correu naquela hora...

– É... Eu não iria... Você me conhece então.. bonitinho. – Falou ela acariciando o belo rosto a sua frente.

– Ele era o Sombra... Certo? – Perguntou.

– Sim. Era o seu amiguinho tarado...

– O Adrian?! – Perguntou arregalando os olhos.

– Ah! Então ele era tarado mesmo?! – Afrodite riu da pergunta. – Sim, ele era... Tentou muitas vezes fazer “aquilo” comigo... mas nunca dei trela... Só naquele dia... porque me seria conveniente...

– Deus do céu, garoto! Ainda me pergunto como pode chegar tão longe! – Ele sorriu mirando-a profundamente nos olhos.

– Eu iria no inferno se fosse por você... – Agora fora a vez dela arregalar os olhos.

– Tah... Mas do jeito que estava indo aquele negócio, você ia parar lá mesmo! – Ele rira gargalhando da frase. Se não fosse pela anestesia local, provavelmente sentiria dor.

– Ei não faça isso, Afrodite! Vai acabar abrindo esse ferimento! – Alertara ela.

– Certo... Eu parei... – Disse ele relaxando os músculos olhando o teto... Mas não se demorou muito. Virara a cabeça mirando-a novamente. – Alex...

– ... Sim?

– Quer namorar comigo? – Ela se assustara com o pedido, e corara na mesma hora.

– Eh... Eu...

– Ah.. para de graça! Você... acabou de dizer que me ama, então?

– Isso não é hora e nem lugar para me fazer esse tipo de pergunta, Daley!

– Isso não foi uma pergunta... Foi um pedido de namoro... Seja mais sensível, Alê! – Ela sorrira, sentia falta do apelido carinhoso que ele lhe dera.

– Você parece que está bem melhor, não é Sr. Top Model?

– Não fuja da minha pergunta! – Ela sorrira se dando por vencida.

– Não precisava perguntar... Eu acabei de dizer o que sinto a você... Olha que não sou muito fácil de dizer essas coisas... Então sinta-se honrado.

– Então isso é um “sim”? – Perguntou ele esperançoso.

– Pode-se dizer que...

– É UM SIM! – Ele gritara no quarto.

– Aconteceu alguma coisa!? – Rosembell adentrara a sala naquele instante. Os olhos arregalados.

– Sim, meu amigo! Aconteceu! – Disse Afrodite tentando levantar um dos braços. – Alex aceitou namorar comigo! Pode olhar na janela! Com certeza está nevando!

– Você é mesmo muito besta, Afrodite! – Dizia Alex tentando abaixar o braço bom de Afrodite, enquanto ria do mesmo. Rosembell achara graça da cena daqueles dois. Mas notara algo diferente, pela primeira vez, Alex sorria com uma alegria verdadeira.



15 Dias Depois...



– Você está bom mesmo, Dite? — Olive perguntava a um Afrodite agitado e em recuperação.

– É claro que sim! Estou pronto pra outra! — Dizia ele flexionando o braços.

– Vai brincando com isso... — Falou Alex que passava por ele. — Estavam em uma comemoração de uma revista. Afrodite não viajara até então. Havia se recuperado muito. Seu braço ainda doía um pouco, mas estava muito melhor. Vários modelos estavam presentes, Alex fora por via das dúvidas, não podia deixar que mais nada acontecesse a ele.

– Alê! Onde você estava? — Perguntou ele deixando todos os amigos pra trás para correr atrás dela, saindo de dentro do recinto.

– Andando pela redondeza... Sabe que não suporto ficar no meio desse povo... — Falou ela, já haviam se afastado o suficiente. A festa era em um clube, já tinha anoitecido, e tudo estava até bem calmo.

– Eu sei... — Respondeu ele se encostando à parede ao lado dela.

– Como faremos, Afrodite? Eu não sou muito de concordar com namoros à distância...

– Eu também não.. Quase nunca dão certo... — Falou. Mirava o céu. Alex o olhou por um segundo. Em seus olhos podia-se ver claramente o reflexo que a lua projetavam em si. Seus cabelos loiros brilhavam intensamente. — É por isso que no próximo mês irei me mudar definitivamente para Nova York. – Alex continuava a olhá-lo, não sabia bem o que falar.

– Mas eu... Espera, Afrodite, eu não entendo...

– Não entende? – Ele a mirou por fim, se aproximando de seu rosto.

– Você é um modelo, vive viajando...

– Sim, mas isso não me impede de ter uma morada fixa... Quero ter para onde voltar, e ter alguém esperando por mim. Ainda não entendeu? – Alex notava a distancia entre eles se perder a cada segundo.

– Afrodite... – Balbuciara ela. Afrodite por outro lado fora a sua frente, apoiando uma das mãos na parede, encurralando-a entre a mesma e seu corpo. – Sabe que eu odeio isso. – Disse ela se referindo ao se encontrar onde e como estavam.

– Para de ser difícil, Alê... Eu não a beijei uma única vez hoje... – Reclamara ele.

– Ah é? Se você quer, então terá que ser do meu jeito. – Falara ela agarrando sua camisa, invertendo as posições.

– Ohhh... Essa é a mulher alfa que eu conheço! – Disse ele rindo. Admitia que muitas vezes não tinha como reagir as “tomadas de atitudes” em que Alex sempre o surpreendia.

– Agora está melhor... – Disse ela que o puxara pela gola, lhe tascando um beijo bem ousado, e que Afrodite não estava acostumado. Porém gostara da novidade, e a acompanhara como pode. O ar lhes fazendo falta a cada segundo. O arrepio e o desejo se fazendo presente entre ambos. Alex notava que talvez estivessem indo longe demais, mas confessava que sentia falta de Afrodite, e sabia que ele logo viajaria e talvez ficassem dias sem se verem... – Você... está falando sério? – Perguntou ela se afastando dele, embora não quisesse, sabia que era preciso... A qualquer hora alguém poderia aparecer, e ela odiava fazer esse tipo de coisa na frente de outros. – Sobre vir morar aqui... – Ele sorriu dando-lhe um selinho. Estava tão ofegante quanto ela.

– É claro que sim... Não quero voltar para meu país... Por mais que ame minha família, já está na hora de eu ter o meu canto... Já que minha vida é um pouco agitada... Sem contar que esse não é meu único motivo... – Ela continuava a olhá-lo, mas não iria mais perguntar nada. — ... A verdade é que eu quero ficar mais perto de você. Quero poder vê-la mais, você é minha força, Alex. Com você eu aprendi aquilo que nunca imaginei que aprenderia.

– E o que seria?

– Oras... Acho que faltou alguém me “situar”. Talvez eu fosse pro lado promíscuo... Eu dava valor às coisas que não tinham valor algum... Você me ajudou a ver o que era mais importante, ver o que era certo... Tenho que lhe agradecer por isso. – Ela sorriu.

– Eu é que lhe agradeço... – Ele estranhara a frase.

– Do que está falando? – Perguntara. Aquele não era bem o tipo de fala que ela costumava usar.

– Quero dizer que... Bom, nunca ninguém se colocou entre uma bala por mim... – Ele entendera enfim, e sorrira por ouvir aquilo.

– Eu não pensei duas vezes para fazer aquilo... Só não queria que ninguém a machucasse... Não admitiria se alguém lhe fizesse mal... Não mais... Você já teve sua dose de sofrimento nessa vida, agora espero que eu possa lhe fazer sorrir... Alex, eu sei que não sou perfeito... Embora eu seja lindo...

– Convencido você, hem! – Falara ela. Ele rira, mas continuara.

– ... Sei que ainda falta muito pra eu ser alguém melhor... Eu espero poder continuar aprendendo boa parte com você... – Ela sorrira.

– Pode contar que sim... Ninguém nunca será perfeito neste mundo, mas você pode tentar ser melhor a cada dia... Quando enxerga seus erros, aprende e não os repete... Isso é evoluir. Acho que todos podemos fazer isso... Não é uma tarefa tão difícil...

– Tem toda a razão... – Falou ele que a puxara para si, abraçando-a. Alex sentia o corpo quente de Afrodite contra o seu. Ele fechara os olhos apoiando o rosto no topo da cabeça de Alex. Sentia-se a pessoa mais feliz do mundo por estar ali com ela, quando estava ao seu lado se esquecia de quem era, se esquecia que era um modelo, se esquecia que um dia desejou fama e poder, se esquecia das dores, se esquecia do mundo. Ficaram assim por um longo tempo, somente escutando a respiração de ambos. Alex pode notar o quão rápido batia o coração do modelo.

– Você cheira à rosas... – Disse ela.

– E você perfume masculino! – Respondeu ele. Ela rira. — Está escutando? – Uma música pode ser escutada no lado de dentro do clube.

– E como poderia não escutar... – Respondeu ela...

– Certo, eu adoro essa parte! – Ele a mirou, e começou a cantar a música que mais marcara ambos... – Um dois e...

“I don't wanna be someone who walks away

so easily I'm here to stay and make the

difference that I can make…

Eu não quero ser alguém que vai embora tão facilmente

Estou aqui para ficar e fazer a diferença que eu posso fazer...

Our differences they do a lot to teach us how to use

The tools and gifts we got yeah,

we got a lot at stake…

Nossas diferenças fazem muito para nos ensinar como usar

As ferramentas, as habilidades que temos

sim que temos muita coisa em jogo

And in the end, you're still my friend at least we did intend

For us to work we didn't break,

we didn't burn…

E no fim, você ainda é minha amiga, pelo menos não fomos tendenciosos

Para funcionarmos, não quebramos,

não queimamos...

We had to learn… how to bend…

without the world caving in

I had to learn what I've got, and what I'm not

And who I am…

Tivemos de aprender a ceder

Sem deixar o mundo ceder à pressão

Tive que aprender o que tenho e o que não sou

E quem sou...

– Vem Alex... – Ele a puxou para si, tentando Dançar...

– Sou péssima para essas coisas...

– “I won't give up on us

Even if the skies get rough

I'm giving you all my love

I'm still looking up

I'm still looking up…

Eu não vou desistir de nós

Mesmo se os céus ficarem difíceis

Estou te dando todo meu amor

Ainda olho para cima

Ainda olho para cima...

– Você é louco, Afrodite... — Dizia uma Alex corada e sem saber muito bem como agir ao lado de alguém tão diferente de si... Devia estar acostumada com essas coisas quando se tratava de Afrodite, mas ainda tinha muito o que aprender...

– Eu te amo... – Falou girando ela com o braço bom. — Mas sim.. Dizem que amar é loucura, então... Ainda mais se for uma mulher alfa!

– O que disse?

– É sério! Pode escrever! Já estou me vendo levar surra três vezes ao dia...

– Então é agora que vai começar a primeira! – Falou parando a dança.

– Ah!!! Minha santa mãezinha dos bem maquiados! – Ele correra dela gargalhando da situação. Mas tinha que admitir, talvez jamais tenha se sentindo tão feliz como estava naquele momento.

Notas finais
Bom, como eu havia informado no começo, farei do próximo capítulo o último, então esse ficou como penúltimo mesmo... XD é que não tinha como finalizar a história neste capítulo, então o final será oficialmente o próximo... Nele veremos como esses dois estão... Enfim, será como um epílogo de qualquer forma... Bom, é isso, minna! Nos vemos no próximo!!! o/