Os Millers
11 Sra. Miller + Epílogo
Notas iniciais
— Qual fica melhor em mim, Nonna? — Com os olhos brilhantes e as faces coradas de felicidade, Rose desfilava de um lado para o outro do quarto. — Este aqui ou o anterior?
— O anterior — disse Lorna que havia entrado no quarto sem que as duas mulheres tivessem percebido.
— Eu concordo com Lorna — aprovou Nonna com sua postura aristocrática. — Aquele vestido ficou perfeito em você. Seu corpo, aliás, é perfeito. Esqueça essa história de ainda se sentir gorda e querer perder peso.
— Si, si! — exclamou Genevieve com Sam no colo. O bebê estava com quase quatro meses e se tornava mais esperto e adorável cada dia que passava. No prazo de uma semana, ele receberia o sobrenome que lhe pertencia por direito e seu futuro estaria assegurado, sem que Rose precisasse fazer nenhum sacrifício.
Seu noivo não a amava, mas a estimava de verdade. Disso ela não tinha dúvidas.
Acreditava em sua promessa de fidelidade e era feliz em seus braços. Porque não podia ser apenas sexo. A paixão com que Joseph a procurava não podia ser algo apenas físico.
Ao se dar conta de que as divagações acentuaram o rubor de suas faces, Rose concentrou-se na beleza do vestido de noiva que acabara de escolher, entre vários que Joseph mandou vir de Milão.
Diante do espelho, Rose teve certeza de que havia escolhido o modelo mais lindo e romântico que a fazia parecer uma noiva dos contos de fada. O modelo era feito de seda pérola com saia ampla e corpete justo como uma segunda pele. O decote era pronunciado, mas discreto o suficiente para não revelar os seios. As mangas longas eram feitas de renda em conjunto com o véu.
— Tenho algo para você — disse Nonna e abriu um estojo forrado de veludo azul-marinho com uma tiara de brilhantes. — Esta joia pertenceu a minha bisavó e tem sido usada por todas as noivas de nossa família. Agora será sua vez. Experimente-a antes que seja devolvida ao cofre onde ficará guardada até o dia do casamento.
Rose mal podia acreditar. Era uma joia digna de uma rainha!
— Céus! Será muita responsabilidade usá-la! São pedras verdadeiras?
— Lógico que são. Meu bisavô comprou esta tiara em St. Petersburg e valia uma fortuna já naquela época. Ele era um homem de extremo bom gosto.
— Por que eu não tive o privilégio de usar essa tiara se também me casei com um Miller? — Lorna quis saber.
Rose sentiu o ar se tornar pesado naquele momento. Nonna, contudo, não se abalou.
— Porque o seu, minha cara, não foi um casamento por amor. Eu tenho olhos para enxergar. Por essa razão, o uso da joia que é um símbolo do amor em nossa família não seria adequado.
Rose mirou-se ao espelho com a tiara nos cabelos e sentiu uma onda de culpa envolvê-la.
Seu noivo não estava se casando por amor. Como Nonna não estava enxergando a realidade? Por ter envelhecido alguns anos?
Depois de conhecer a história por trás daquela joia de família, Rose não se sentiu no direito de ostentá-la. Ao devolver a tiara ao estojo, desejou que ela fosse esquecida.
–
— Podemos nos sentar um pouco? — Eduardo indicou o banco de pedra entre as árvores do jardim, algumas horas mais tarde.
— Eu o cansei? — Rose perguntou, preocupada.
— Que ideia! Eu não estou cansado. Quero apenas conversar com você a sós.
Rose deixou o carrinho de Sam à sombra e se sentou ao lado do futuro sogro. O dia estava lindo e Eduardo parecia estar em completa forma. Depois que Joseph anunciara seus planos de casamento, três semanas antes, o progresso de Eduardo na recuperação de sua saúde foi ainda mais notável.
— Está tudo sob controle para o grande dia? — ele perguntou, entusiasmado. — Gostou da equipe que Joseph contratou para organizar a cerimônia e a festa?
Rose deu um amplo sorriso. Eduardo era uma pessoa muito querida. Com sua inteligência e com sua esperteza, sabia resolver qualquer problema. Mas o mais importante, era seu espírito alegre e amoroso.
Rose sentia-se feliz ao lado dele. E falar sobre seu casamento tanto com Eduardo quanto com Nonna fazia com que seu futuro parecesse mais real e concreto.
— Eles estão fazendo um excelente trabalho. As flores, as músicas, o bufê, tudo foi selecionado. Os convites foram todos entregues e as presenças confirmadas.
Eduardo assentiu, satisfeito.
— Quando chegarão seus pais? Estou ansioso por conhecê-los.
— Depois de amanhã, dois dias antes da cerimônia. — Eduardo sabia dos detalhes. Por que sentia necessidade de falar a respeito? Porque, assim como ela, precisava se convencer de que não se tratava de um sonho?
— Meu filho chegará esta noite — ele continuou. — Joseph trabalha demais. Você precisa tentar dar um jeito nisso depois que estiverem casados.
— Joseph sempre faz apenas o que quer — Rose respondeu em tom de brincadeira embora estivesse morrendo de saudade. Fazia três semanas que ele estava viajando e ela sentia imensamente sua falta.
Se as ausências se tornassem um padrão em sua vida futura, a química sexual logo desgastaria e fingir que eles levavam uma vida feliz e normal se tornaria impossível.
— Quando um homem ama a esposa, ele faz tudo que está á seu alcance para permanecer a seu lado.
Rose moveu a cabeça em sentido afirmativo. Ela concordava com Eduardo de um modo geral. Ele não tinha como saber que Joseph não a amava.
— Joseph deixou de sofrer por Flávia há muitos anos — Eduardo prosseguiu. — Mas como ele havia trancado seu coração, esqueceu-se de abri-lo. Até você surgir. Eu percebi isso e fiquei radiante. Passei a observá-los e resolvi dar um pequeno empurrão porque conheço o filho que tenho.
— Um empurrão? — Rose estranhou, sem entender de que Eduardo estava falando.
Ele lhe deu um, tapinha na mão.
— Agora que você se tornou minha filha também, não quero segredos entre nós. — Eduardo deu uma piscada. — Assim que tive certeza de que Joseph estava apaixonado por você, embora ele ainda não tivesse se dado conta disso, contei-lhe uma grande mentira. — Uma gargalhada o fez calar por um instante. — Eu disse a ele que pretendia pedir sua mão em casamento! Pela honra de nosso nome, o filho de Victor precisava ser legítimo. Você precisava ver a cara dele! Dio! Não sei como consegui me manter firme e sério até o fim da conversa. O choque ficou estampado em seu rosto. Mas era de uma sacudidela que Joseph precisava para reconhecer o que sentia por você e decidir se antecipar a mim. Aliás, a esse respeito, pretendo ter uma conversa com ele esta noite depois do jantar. Não quero mal-entendidos entre nós. Sinto-me orgulhoso por ter reunido vocês dois.
Rose tentou disfarçar seu mal-estar olhando para Sam e para seu relógio de pulso.
Se Eduardo pensava que sua trama lhe dera alguma satisfação, estava completamente enganado. Agora, ela estava se sentindo ainda pior do que antes.
Ao tentar deduzir qual teria sido o motivo que levara Joseph a pedi-la em casamento, ela havia chegado à conclusão que a noite que passaram juntos o levara a supor que eles poderiam ser felizes além de garantirem a segurança do herdeiro da família.
Mas acabara de saber que o que antes fizera algum sentido, agora não fazia sentido nenhum. Porque Joseph a procurara em seu quarto aquela noite determinado a lhe fazer a proposta. Com ou sem sexo, o resultado teria sido o mesmo. Joseph quis aquele casamento porque se preocupava com a saúde do pai. Ele teria feito qualquer coisa para impedir que Eduardo cometesse o absurdo de casar com uma mulher com idade para ser sua filha caçula.
–
Rose estava se vestindo para jantar quando Genevieve chegou para tomar conta de Sam.
— Joseph acaba de chegar — ela avisou sorridente. — Ele pediu para lhe dizer que irá cumprimentar o pai e tomar um banho e que a verá no jantar. — Genevieve se deteve. — Seu vestido é bonito, mas o preto a faz parecer mais velha. Oh, não se esqueça de colocar seu anel de noivado. Eu o vi na pia ao lado do esterilizador de mamadeiras.
Rose havia tirado o anel logo depois da conversa com Eduardo. Não pudera continuar usando-o. A joia deixara de ter um significado. Assim que encontrasse o mordomo pediria que ele o guardasse no cofre junto com a tiara.
Genevieve estava certa, Rose pensou enquanto escovava os cabelos diante do espelho. Estava parecendo mais velha. Por outro lado, preto combinava com seu humor aquela noite. Como se não tivesse ficado aborrecida o suficiente durante o dia, Joseph mandara um recado sutil de que não estava com pressa de tornar a vê-la.
A questão é que ele amava o pai e não sentia nada por ela além de desejo e dever de honra.
Em outras circunstâncias, ela ficaria conversando com Genevieve até á hora do jantar, mas estava precisando pensar.
Como Joseph se comportaria ao vê-la? Daria um beijo em seu rosto e diria que sentira saudade? Para que a família não descobrisse que o casamento seria uma farsa?
E ela? Aceitaria o beijo e faria o jogo dele ou o afastaria da mesma forma que tirara o anel de noivado do dedo?
Certa que ficaria sozinha consigo mesma Rose se dirigiu ao terraço. Mas até mesmo esse consolo lhe foi negado porque viu Donatella e Lorna tomando um drinque.
Ela fez menção de desviar seu caminho para o jardim naquele momento, mas algo que Donatella disse lhe chamou a atenção.
— Não sei com que cara eu olharei para meus amigos diante da farsa que será esse casamento. Que absurdo! Joseph Miller se casando com uma mulher sem tradição! Fossem outras as circunstâncias, ele não teria olhado duas vezes para ela! Mas Joseph é esperto. Tenho certeza de que logo depois que tornar legal a adoção do sobrinho, ele se livrará de Rose.
Rose precisou se apoiar na parede para não cair. Sabia que a tia de Joseph não simpatizava com ela, mas não acreditava que tivesse inventado aquela história.
Incapaz de se afastar, de tão mal que estava se sentindo, ela teve esperanças de que Lorna fosse defendê-la, e protestar que Joseph nunca seria capaz de fazer algo tão sórdido. Mas Lorna simplesmente riu.
Ao vê-la entrar no quarto de Sam, Genevieve sorriu.
— Veio apanhar o anel? Você tornou a esquecê-lo.
— Não — Rose respondeu. Estava tremendo tanto que não conseguia parar de pé. — Estou com dor de cabeça. Daria para você avisar Joseph que não estou em condições de descer para jantar?
— Oh, pobrezinha! Quer que eu lhe dê algum remédio?
— Não, obrigada.
— Um copo de água ou de leite, ou talvez um chá?
— Nada, obrigada. — Rose gostaria de ficar sozinha, mas não faria a indelicadeza de pedir que a boa mulher saísse. — Preciso apenas me deitar um pouco.
— Nesse caso, descanse tranquila porque eu estarei aqui para cuidar de Sam, caso ele acorde.
Rose fechou os olhos. Estava em seu limite.
— Por favor, Genevieve, desça e dê meu recado. Sam não acordará por muito tempo ainda.
Sem discutir, Genevieve saiu do quarto e Rose se apressou a tirar o vestido e colocar um robe.
Não podia continuar naquela casa. Não podia casar com Joseph se Donatella estava certa em suas palavras. Com o tempo, ela acabaria conseguindo retomar sua vida, mas não suportaria caso depois de se casarem, Joseph tentasse lhe tirar seu filho.
Ela não viu sinal de sua velha mala nos armários, mas encontrou duas sacolas que trouxera das compras. Em poucos minutos, guardou nelas as roupas que trouxera da Inglaterra e apenas o que Sam precisaria durante a viagem. Depois apanhou os passaportes que guardara em uma gaveta e colocou-os em sua bolsa junto com o dinheiro que trouxera. Por último, separou uma calça jeans e uma camiseta para vestir pela manhã quando acordasse, se é que conseguiria dormir aquela noite.
Sua determinação foi colocada em cheque quando Joseph entrou no quarto. Deixou a sacola cair a seus pés. Como poderia continuar vivendo sem o homem que amava como nunca amara ninguém?
— Genevieve disse que você não estava se sentindo bem.
Como era possível Joseph se mostrar tão preocupado se não gostava dela? Se a queria apenas para conseguir a custódia do filho de Victor?
— O que você está fazendo? — ele perguntou com o rosto franzido quando finalmente notou a sacola caída de onde saía á manga de um de seus velhos vestidos.
De que adiantaria mentir?
— Não haverá casamento, Joseph. Sam e eu estaremos partindo pela manhã. Se for possível, gostaria que desse a sua permissão para Alfredo nos levar ao aeroporto. — Ela sabia que a família estava gastando uma pequena fortuna com os preparativos e se sentiu ainda pior à lembrança.
— Por quê? — Joseph perguntou pálido.
— Porque é de conhecimento geral, com exceção de Eduardo, que você está se casando apenas para conseguir a custódia de Sam e que assim que a tiver, pretende se livrar de mim.
Rose não pretendia dizer tudo que sabia, mas quando começou a falar não conseguiu se detiver.
— A que pessoas você está se referindo com esse "conhecimento geral"? — Joseph perguntou sério.
Rose não respondeu. Não queria ser a responsável por causar um mal-estar entre os membros da família.
— Sente-se. Você está tremendo. — Joseph puxou uma cadeira com gentileza, mas dava para notar que ele estava furioso.
Por ela ter descoberto sobre suas intenções antes que fosse tarde demais?
Fosse qual fosse á razão, não havia mais chance de um futuro para eles.
— Quem lhe deu essa informação ridícula, Rose? — Joseph insistiu.
Uma lágrima silenciosa deslizou pelo rosto de Rose.
Joseph respirou fundo e segurou-lhe as mãos.
— Conte-me. Acho que sei quem foi, mas preciso ter certeza.
Rose pestanejou. Detestava aquela facilidade que tinha de chorar. Gostaria que fosse mentira de Donatella, mas Lorna fizera parte da conversa.
— Qual é seu palpite? — perguntou com um fio de voz.
— Tia Donatella. Estou certo?
Ela fez que sim com a cabeça.
— Eu a ouvi conversando com Lorna. Se ela tivesse me contado isso cara a cara, eu não teria acreditado, mas elas não sabiam que eu estava perto.
— Não é verdade! — Joseph protestou. — Eu precisaria ser um monstro! — Ele hesitou. — Por outro lado, por que você acreditaria em mim? Eu fui terrível com você quando a conheci.
— Já esqueci isso.
Joseph apertou as mãos de Rose nas dele.
— Por favor, escute. Minha tia é uma pessoa mesquinha. Ela jamais diria o que disse a você porque depois teria que se entender comigo. Não sei por que há tolerei tanto tempo. Amanhã mesmo ela irá embora desta casa e não estará presente em nosso casamento.
— Não posso me casar com você — Rose murmurou. — Eu acreditei que conseguiria por Sam e por seu pai, mas... — ela precisou se detiver para reunir forças. — Eu te amo, mas não basta! Sinto necessidade de ser amada também!
Rose não percebeu quando Joseph se levantou e não resistiu quando ele a tomou nos braços.
— Eu ouvi bem? — ele sussurrou em seu ouvido. — Você disse que me amava?
Rose parou de soluçar no mesmo instante devido ao choque. Ela havia dito que o amava?
— Você me ama? — Joseph tornou a perguntar.
Rose fez que sim.
— Sinto muito. Sei que você não me ama e que me pediu em casamento apenas para impedir seu pai de fazê-lo. Não se preocupe. Eu entendo suas razões.
Após um breve silêncio, Rose ouviu Joseph dar uma gargalhada e estranhou essa atitude. Mas antes que pudesse adivinhar o que estava acontecendo, Joseph sussurrou em seu ouvido.
— Você não entendeu nada, caríssima. Fiquei chocado quando meu pai me contou sobre seus planos e resolvi procurá-la para preveni-la. Eu queria lhe dizer que seria um grande erro, uma jovem com a vida pela frente se prender a um homem tão mais velho. Não fui corajoso o suficiente para analisar minhas emoções. E quando entrei em seu quarto, em vez de cumprir com minha missão, fiz amor com você. Foi depois disso que decidi pedi-la em casamento. Inventei uma porção de motivos para mim mesmo. Ainda não havia encontrado coragem para admitir que tivesse medo de tornar a amar.
Joseph olhou no fundo dos olhos de Rose.
— Fui um tolo. E continuei me portando como um tolo quando descobri que a amava. Porque em vez de me declarar, resolvi esperar que nos casássemos primeiro. — Ele fitou-a com intensidade. — Agora, saiba que está proibida de falar em cancelamentos. Nós nos amamos e seremos felizes juntos. E antes de chorarmos de emoção — Joseph brincou, — espere até que eu chame Ugo e peça para ele nos trazer champanhe e servir o jantar no quarto!
–
A cerimônia foi linda. A pequena igreja estava cheia de flores e de convidados. O pessoal do vilarejo se reuniu na praça em frente. Toda a população havia sido chamada para a festa.
No banco de trás do carro, cuja capota havia sido afastada, com a tiara de diamantes reluzindo ao sol, Rose e seu marido acenavam e sorriam para a multidão.
O sonho de sua vida continuava sendo um sonho! Mas ela sabia de uma maneira concreta a que seu marido estava se referindo quando a beijou sob o aplauso dos convidados e disse:
— Assim que surgir uma chance, o que você acha de fugirmos para nossa lua-de-mel?
–
EPÍLOGO
TRÊS ANOS MAIS TARDE:
Desta vez estava ansioso para que ela acordasse, ansioso para ver seu sorriso e saber que a alegria de Rose estava estampada no rosto dele também.
Enquanto assim pensava, ela se moveu, murmurando, sonolenta e, abrindo os olhos, mirou ao redor.
— Joseph? — perguntou suavemente. — Foi verdade? Ou eu sonhei?
— Não foi sonho, meu amor — apressou-se em assegurar. — É maravilhosamente real. Nossa filha nasceu ontem à noite e é perfeita, saudável e forte como todo bebê deve ser.
— Nossa filha — repetiu Rose alegremente, a felicidade brilhando em seus olhos. — Posso segurá-la?
— Claro.
Indo até o berço que estava do outro lado da cama, Joseph delicadamente levantou do colchão sua pequenina filha, nascida há 12 horas, e passou-o cuidadosamente à mãe, observando enquanto ela a aconchegava, dando-lhe um beijo leve no narizinho arrebitado.
— Como poderei agradecer-lhe por este presente? — ele disse, indo sentar-se a seu lado, colocando um braço a sua volta e, com o outro, ajudando-a a segurar a criança.
Rose observou o olhar amoroso do homem que era seu marido, pai de seus filhos, e seu coração se encheu de amor e compreensão.
— Você não precisa me agradecer — disse suavemente. — Apenas prometa amar a mim e a este pequeno tesouro pelo resto de sua vida.
— Prometo — disse Joseph e enquanto lhe tomava a boca num longo beijo, profundamente apaixonado.
Ela ouviu a porta do quarto se abrir.
– Será que eu poderia ver a minha pequena neta sem atrapalha-los? — a voz de Eduardo soava animado.
– Oh, Eduardo! É claro que pode vê-la.
Eduardo delicadamente pegou sua pequena neta no colo de Rose e observando em como ela se aconchegava em seu colo, não conteve a emoção começara a chorar.
– Em apenas três anos você me deu dois presentes minha filha. Sou grato por tê-la em nossas vidas.
Rose se sentia tão emocionada e feliz por ter realizado o seu sonho de ter uma família maravilhosa, um marido gentil que a amava e também amava Sam como se fosse seu filho. Tudo o que ela sempre sonhara estava acontecendo.
– Mas enfim, vocês já decidiram qual será o nome dessa pequenina menina? — continuou Eduardo curioso.
– Então, pai. — começou Joseph emocionado — Estávamos ainda decidindo sobre isso semanas atrás, porém somente quando nossa filha nasceu que enfim decidimos.
– E qual foi a decisão de vocês?
– Eduarda Miller — disse-lhe Rose ainda mais emocionada — Em uma homenagem ao homem maravilhoso que me acolhera em sua casa como se eu fosse sua filha.
Impossível de segurar as lágrimas, todos naquele quarto começaram a chorar emocionados.
— Eu me sentirei muito honrado com isso — disse-lhe Eduardo com fervor.
Joseph ainda sentado ao lado de Rose e deu-lhe beijo demorado e lento, onde expressou promessas, futuro e felicidade.
– Obrigado minha querida, por me fazer o homem mais feliz desse mundo — sussurrou em seus ouvidos — prometo-lhe uma vida inteira de felicidade ao meu lado.
Rose, naquele momento, sabia que esta era uma promessa que ele tinha toda a intenção de cumprir.
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