Os Micos Que Eu Pago Com Natsu Dragneel
22 23 anos: Estado (Aborrecente) Islâmico
Notas iniciais
Sabe aquela fase da vida que você saí com o seu noivo (de dois anos de noivado ainda), no pior tipo de transporte (país em crise e somos pobres), para uma festa chique? Sim, cheguei a esse ponto na minha vida.
Natsu, depois de lerdezas, decepções, recuperação, devendo matérias na faculdade e muito xerox, conseguiu se formar na faculdade. Isso foi ótimo, pois ele teria dinheiro para organizar o nosso casamento que não deu naquele tempo. (Autora: Crise afeta todo mundo, né non?). Agora, podemos colocar tudo em prática.
Eu estava planejando uma viagem à Paris, roupas da Chanel de presente, uma casa de praia, um closet para cada coisa que eu tenha, um filho e muito dinheiro, isso poderia se realizar, pois não é muita coisa. (Happy: Não?/Autora: Não?/Gray: Não?/Juvia: Juvia diz Não?/ Erza: Não?/ Resto dos personagens: Não?/ Lucy: Claro que não! É tudo baratinho, parece até 1,99 no mercadão./ Natsu: NÃO????/ Lucy: Ah, gente, menos.)
Como nasci numa família rica, tenho que estar com um bom status, melhor do que agora. Esse apartamento já está ficando um uó, a síndica aumentou o preço do aluguel, comecei a trabalhar numa loja de roupas e meu salário está meio mais ou menos. Não paro em casa direito, pois ou estou trabalhando ou visitando Natsu na porta da faculdade, por isso meu apartamento fica muito empoeirado. Pra dormir é um porre.
Indo direto ao assunto, Natsu me convidou ao baile de formatura dele, um pouco longe de Magnólia. Eu achava que estava bem, que ele contrataria até um motorista de um carro bem arrasado (Happy: Pensa no carro arrasado, pneu furado, porta caindo e quando começa a andar joga a Lucy sem querer pra fora do carro?/ Lucy: Aff, Happy, cala a boca! / Happy: *faz uma cara triste* Aye.../ Autora: SE QUER MAGOAR O HAPPY VAI TER QUE SE VER COMIGO, MEU AMOR. MARILUCY, DÁ LICENÇA), ou até um táxi seria ótimo, mas esse rosado sempre me surpreende da pior maneira.
Como ele ainda é pobre, deu ideia de ir de ônibus. Isso, ônibus.
EU SOU MULHER PRA PISAR EM ÔNIBUS????? QUEM ELE PENSA QUE É?! O BUCETUDO? Chocada estou em Magnólia.
Acho que você já deve ter lido que eu sou pobre também e moro em um apartamento empoeirado, sendo que quase fui expulsa dele por porte de armas (uma espingarda), violência (a porta beijou a cara da síndica e eu ajudei), tentativa de assassinato (esclarecendo as coisas com o meu namorado na porta de casa feat. Polícia, Espingarda and Camisola), mesmo assim, eu raramente ando de ônibus. No mínimo uso metrô ou vou em algum lugar à pé.
Caso vocês não lembrei, tenho trauma de ônibus, principalmente na hora de descer. Vocês sabem o porquê.
Se eu deixei isso passar...
— Puta merda, Natsu! Até parece que eu não tenho medo de ônibus! — xinguei, mesmo.
— Lucy, fica calma! Isso passou! Não vai ter nenhum motorista impaciente! — tentou me reconfortar, mas levou um empurrão.
— Os motoristas de ônibus são naturalmente impacientes! E ainda cobram meu bom dia!
— Ah, então, vamos de kombi! — concluiu, sorrindo sacana. Infelizmente, ele não estava mentindo.
Fui tentar melhorar a minha situação, mas acabei piorando. E agora? (Autora: Se foder é arte, piorar faz parte.)
Conclusão: Agora é kombi.
Agora vocês imaginem, eu nesse momento, me olhando na câmera frontal do celular dentro desse pequeno transporte. Estou eu, com um vestido vermelho vivo com uma abertura na perna, longo, cabelo bem feito, unhas que eu acabei de sair do salão, maquiagem pesada (Lisanna: Delineador borrado./ Lucy: Por que ainda não expulsei todo mundo da fanfic?/Autora: Porque ela é minha./Jellal: SEGURA ESSA MARIMBA AÍ, MONAMU.), salto 15, com um Natsu de terno e gravata borboleta, sentados nos dois lugares da frente de uma kombi um pouco cheia e ainda quente, com a rua principal que fez questão de engarrafar.
Estou miseravelmente desconfortável, imaginando como chegaria lá. A maioria das pessoas que eu conheço estarão por lá, até porque Jellal e Gray estavam no mesmo curso que Natsu, Levy veio assistir acompanhada do seu namorado metaleiro. Eu tinha que estar apresentável, mas Natsu não colabora.
O simples fato de ir de kombi não foi o pior da noite. Minha desgraça estava à ponto de chegar naquele transporte.
Parados no ponto de ônibus, quatro adolescentes riam feito retardados, um deles segurava uma caixa de sapatos fechada, aparentando não estar tão cheia. Ele vestia roupas como um homem muçulmano, sendo que o mesmo não era e muito menos aparentava, pois tinha uma tatuagem na bochecha que lembrava muito Jellal. A única garota do grupo, uma azulada de cabelos cortados que parecia muito familiar, fez sinal ao transporte, sendo assim, todos eles entrando.
A kombi já estava cheia lá atrás, haviam pessoas distraídas no celular, dormindo, conversando baixo e eu estava prestes a pegar no sono também. Eles, por incrível que pareça, não conversavam, mas trocavam olhares cúmplices. (Happy: Aí tem.../Autora: Claro que tem!)
De tanto me "emputecer" com Natsu, me preocupar com a aparência, e o transporte, dormi no ombro de Natsu. Meu sono estava ótimo, babando no banco da frente.
Aí que vem o famoso momento que todo mundo esperou na vida. O mico. (Autora: SÓ VEM)
Antes disso tudo acontecer, fui abrindo os olhos lentamente, porém, antes mesmo que eu pensasse em bocejar...
BOOOOOOOOOM(Happy: ba pra balançar isso aqui, é bomba.../ Natsu: Sensual, o movimento é sensual...*rebolando tipo vai Lacraia*/ Lucy: Mas gente...)
Do nada, a kombi freia no meio da avenida e fica parada lá.
Eu não sabia o que estava acontecendo com esse estrondo, pois o ombro do Natsu me abandonou imediatamente, me deixando cair de cabeça no banco, pois ele abaixou na kombi e saindo do seu devido lugar...Pra você ver a parceria. E não só isso, fui caindo de perna aberta até dar com o salto 15 na cara do motorista e deixando a ampla visão da minha calcinha da Turma da Mônica.
Pronto, a Lucy virou medalista de ouro em Ginástica Kombística, com a acrobacia Mortal de Costas no banco da frente da kombi, pois o meu ilustre namorado se abaixou na frente do banco e me deixou cair enquanto estava ainda acordando e levando o susto. O salto na cara do motorista não tira ponto. Magnólia 2016, somos todos olímpicos.
Voltando ao estrondo: Que diabo foi aquela coisa? Pelo o que eu vi do espelho do carro, estavam todos abaixados e os adolescentes...
A personificação do mal vinha em forma de jovens cidadãos, segurando uma caixa de sapatos, saindo um pouco de fumaça que lembrava até a queima de uma...LEMBRAVA NÃO! É! ELES EXPLODIRAM UMA BOMBINHA NA CAIXA DE SAPATO NO MEIO DA KOMBI E AINDA UNS ESTALINHOS JUNTOS.
Quando você acha que já viu muita gente filha da puta no mundo, aparece esses demônios. Por isso sou fã da Miley Cyrus, que mandou a mensagem ao mundo: PAZ, FILHOS DA PUTA, FAÇA!
— Lucy, você tá bem? — pergunta, Natsu
Claro. O Estado Islâmico versão jovem, tocando o terror numa pobre kombi abafada, caí de qualquer jeito no banco, pois não tinha uma Pantera Cor-de-Rosa e de terno para amortecer a queda, o motorista viu minha bela feminilidade coberta com um tecido da Mônica e ainda levou uma saltada na cara, enquanto os causadores terroristas riem igual umas hienas endiabadas. ESTOU MUITO BEM.
Para não precisar responder essa pergunta, me recomponho com meu penteado estragado pela queda, tiro o pé da cara do pobre homem e grito em direção aos adolescentes:
— SAIAM DESSA KOMBI ANTES QUE EU TIRE VOCÊS DAÍ!
A ameaça não foi muito eficaz quando o menino da tatuagem fez cara de poucos amigos, revirando os olhos.
— Tu não manda na gente, não, tia. — respondeu, acompanhado com as ovações dos amigos. (Happy: AEEEEEEW/Autora: TURN DOWN FOR WHAT)
— Ah, claro que mando! Pro quinto dos infernos!
Levantei do banco, pulando em cima dos outros passageiros até chegar no insolente da língua afiada. Mas naquela tentativa, acabei pisando com meu salto em alguém o tempo todo. O garoto tentava fugir, mas já estava nas minhas garras decoradas, enquanto outros tentavam separar a briga. Natsu me puxou de volta, mas eu voltava a atacar o respondão.
— LUCY, POR FAVOR, VAMOS MANTER A CLASSE! — implorou, enquanto me puxava.
— ATÉ PARECE QUE VOCÊ TEM CLASSE! — continuei atacando o moleque.
— EU TENHO NA FRENTE DOS OUTROS!
Quando iria responder "Que outros?", aí me toquei. A kombi não estava parada numa avenida, mas em frente ao clube onde está acontecendo a festa, muita gente na porta de entrada olhando a confusão. Como iria adivinhar o que se passa na cabeça da sociedade quando vê uma maluca de vermelho, sendo puxada por um garoto de cabelo rosa por trás, enquanto estava com parte do troco e uma perna no banco de trás e duas mãos afarradas no pescoço de um rapaz? Muita merda.
Uma moça de vestido preto, realçando seus frios avermelhadas, passou perto da kombi, junto com um rapaz que lembrava o menino que estrangulava. Ela observou cada detalhe da situação e perguntou:
— Lucy?
Agora reconheci. Aquela é Erza, ao lado de Jellal, chocados com a cena. Só pago micão nessa vida.
— Mystogan? — perguntou Jellal, encarando o jovem que em segundos atrás estrangulava.
— Primo! Por favor me salva dessa maluca! — implorou o rapaz.
— Ah, vai chamar o primo, agora?! Jellal, teu primo é um delinquente! — reclamo, tentado sair daquele estado com a ajuda de Erza.
— Estou ciente disso e...- olhou a menina de cabelos azuis cortados, tentando se esconder atrás do grupo — Wendy?!
— Desculpa, maninho! — disse, assustada.
— Mas que situação! — disse — Pelo menos, Natsu não piorou tudo dessa vez! Né, Nat...
Ele havia saído da kombi e indo correndo, rindo como se não houvesse amanhã, eu estranhei sua atitude, até me tocar o que tinha em suas mãos...A MALDITA CAIXA DE SAPATOS.
Quando eu formulei o plano todo, vi o motivo do sorriso sacana para mim antes de decidir ir de kombi, entendi o porquê de ser o Mystogan e Wendy ter colocado o plamo em prática com os seus amigos, pois eram conhecidos, entendi até o motivo de eu ter colocado a calcinha da Turma da Mônica, pois é instinto natural ter algo para piorar a minha vergonha. ELE PLANEJOU A EXPLOSÃO DA BOMBINHA NA KOMBI PRA ME FAZER PASSAR VERGONHA.
Tirei meu salto, prestes a correr atrás dele para fazê-lo de picadinho, mas ele parou no caminho e gritou:
— ESSA VAI SER A ÚLTIMA VEZ QUE PAGO MICO COM VOCÊ ENQUANTO NAMORAMOS, LUCY! NÓS NOS CASAREMOS SIM! EU TE AMO! — riu, voltando a correr.
Idiota rosado, retardado esquentado! É cada mico que eu pago com você, Natsu...
E assim, comecei a correr atrás, com meu salto na mão.
** No cafofo da Maah **
Maah: Olá, personagens, Natsu e Lucy. Tenho um discurso à vocês. Foi muito bom fazer uma fanfic NaLu, dela ter feito bastante sucesso. Ela saiu da minha mente de forma tão inesperada, relembrando alguns micos meus ma vida, quando eu tinha 13 anos de idade. Me arrependo de não ter atualizado devidamente, não ter feito o especial devido ao bloqueio criativo. Eu queria muito que os leitores participassem do casamento, mas infelizmente não deu muito certo. Meu perdão. Essa história não será excluída de forma alguma e ficará guardada em meu coração como uma das melhores da minha vida. Obrigada a quem leu, a vocês que participaram, mandaram micos, eu amei! Foi uma das melhores que eu escrevi na minha vida. Isso é tudo.
Lucy: De nada, Maah! Obrigada, galera!
Natsu: Muito obrigado!
Personagens: Obrigado, Maah! Obrigado, Leitores!
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