Notas iniciais
Essa é uma história em conjunto, qualquer queixa, fale com o Pedro.

4 anos atrás

Eu estava correndo junto da minha mãe, eu não sabia o motivo de estarmos correndo, nem para onde estávamos correndo, mas pela expressão da minha mãe, era muito importante que aquilo do que estivéssemos correndo não nos alcança-se.

Enquanto corríamos, um feixe de luz passou a poucos centímetros de nós, atingindo uma pedra gigantesca e desintegrando a mesma. Aquilo me deixou completamente aterrorizado e me deixou paralisado, porém não tínhamos tempo a perder ficando parados naquele lugar, pois se naquela pedra a luz a vaporizou então nem quero saber o que aconteceria se nos atinge-se.

Continuamos correndo sem parar até encontramos uma caverna pequena o suficiente para apenas um de nos poder se esconder. Minha mãe não pensou muito e me tacou na caverna, mesmo com dez anos eu sabia que apenas um de nos ia sobreviver.

E eu sabia que não ia ser ela a sobreviver. Minha mãe me viu quase chorando e ajoelhou-se a meu lado e disse num tom doce e acolhedor

–Seja forte filho, você é capaz de coisas que nem imagina , lembre-se que eu sempre vou te amar e sempre estarei com você, aqui dentro.

Ela apontava pro meu coração com uma luz amarela brilhante na ponta do seu dedo, e então disse:

–Não importa o que veja ou o que ouça não sai daqui e não faça barulho.

E antes que eu pudesse vela chorar ela levantou-se e deu alguns passos para traz. De repente uma forte luz começou a transbordar de seu corpo que estava começando a deixar a vista fora da caverna meio embaçada.

Um pouco antes de ficar embaçada completamente minha visão de fora da caverna, eu pude ver um garoto que aparentava ser um pouco mais velho que eu apontando a palma de sua mão para minha mãe.

Logo após minha visão ficar embaçada completamente, eu vi um clarão roxo cobrir toda a minha vista.

Passado 5 minutos após o clarão, a barreira que minha mãe tinha construído com suas ultimas forças, se desfez, me permitindo ver os restos de seu corpo, não havia sobrado muito do que um dia foi minha mãe, seus restos estavam espalhados por todos os lados.

As lagrimas saim de meus olhos de uma maneira que eu não podia controla-las, aquela cena iria me perseguir pelo resto de minha.

A única lembrança que sobrou de minha mãe foi um livro de capa vermelho-vinho e que estava completamente em branco.

Dias atuais

Desde que minha mãe morreu, tenho sido guiado pela voz dela, me aconselhando e me indicando que caminho eu deveria seguir, mesmo que algumas vezes eu duvidasse que o que ela falava era realmente o correto.

Tenho vivido os ultimos 4 anos em um dojo, nas provincias de Prata(nome dado pela cor que a vegetação adiquire na primavera), tenho trabalhado nele para compensar minha estadia. O mestre do dojo me ensinou a arte do Kenpõ, em troca, eu o ajudaria nas aulas para as crianças.

O mestre me acolheu como se eu fosse seu próprio filho, e eu, considerava ele meu pai. O meu trabalho la era bem simples, eu tinha que limpar todos os salões de treino no final do dia e cozinhava todas as 3 refeições, e quando não tinha as aulas das crianças, eu tinha o resto do dia livre, mas geralmente eu o usava para treinar as minhas técnicas com a espada.

Era uma calma tarde de inverno, o vento soprava levemente sobre os vastos campos da provincia, faltavam apenas 10 dias para a primavera, as plantas já estavam tornando-se pratiadas, certas partes do campo já estavam completamente pratiadas. A luz alaranjada do sol se pondo tornava aquela paisajem ainda mais bonita, quando descidi voltar para o dojo, levantei e vi uma mancha vermelha na paisagem prata-esverdeada, um garoto estava deitado no centro da mancha.


Notas finais
Este capitulo foi editado varias e varias vezes.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.