Os Mendozas, 16 anos depois
358 Capítulo 361 O HOMEM DO BILHETE
361 O HOMEM DO BILHETE
Depois das revelações bombásticas, vários grupos se formam para conversar após comer o bolo... Armando está ao lado de Edgar.
E- Como você fez isso? Me senti traído!
A- Como pode ter sentido isso homem? Eu não pude fazer nada!
E- Armando, estamos juntos nisso... sempre estive ao seu lado.
A- O que deveria fazer? Me fale?
E- Quando ela te pediu, deveria dizer que amanhã nos seis conversaríamos sobre o assunto.
A- Quais seis?
E- Os pais e eles, Armando.
A- Você mesmo me disse que não poderíamos segura-la ano que vem!
E- Mas poderíamos enrola-la!
A- Eu não entendo você homem... eu não estou feliz que minha filha case tão cedo, mas você está histérico!
E- Não é isso... eu não queria que ele se casasse sem emprego como eu me casei, você sabe que tanto os meus pais quanto o dela nos sustentavam para que não deixassem os estudos e não queria que ele acontecesse com o meu filho.
A- Edgar, é isso que os pais fazem.... cuidam dos seus filhos... seus pais cuidaram de você e fará o mesmo com ele... não se preocupe... Camila não vai precisar de ajuda nem minha e nem sua você sabe disso.
E- Eu sei, mas...
A- Não me venha com machismo Edgar...
Nisso Daniel chega perto.
D- Então... a bonequinha do papai se casa ano que vem? (sorrindo)
A- Daniel... não se meta com a minha família... eu realmente não sei o que faz aqui!
D- Fui convidado!
A- Betty sempre te convida e você nunca aparece...
D- Sim, mas estamos em Paris.
A- Já fizemos aniversários em Paris e você nunca veio.
D- Então digamos que sua mulher me pediu com carinho. (sorrindo maliciosamente)
A- Então é isso que quer? Que eu te quebre a cara aqui mesmo e acabe com a festa da minha filha?
D- Claro que não... olha eu vim aqui com o meu dinheiro para compartilhar esse momento com você e me tratam assim?
A- O que queria? Que eu te pagasse a viagem?
D- Bem... como a Ecomoda paga as despesas daquele palacete acho que deveríamos ficar lá também.
A- Você sabe muito bem que aquela casa é minha.
Margarida que está perto ouve e não gosta nada da gracinha de Daniel.
MG- Bem... como hoje parece ser um aniversário cheio de revelações então também farei uma.
Todos param de conversar para ouvi-la.
MG- Roberto e eu decidimos que mudaremos definitivamente para Bogotá na intenção de sermos mais presente na vida de nossos netos e também para ajudar nesse trabalho lindo que é a fundação do meu futuro neto (sorrindo para Leandro)e com isso eu dispensarei os empregados dos apartamentos daqui de Paris e o de Londres.... ficando a Ecomoda livre dessa despesa.
B- Fico muito feliz por isso minha sogra... principalmente por participar mais das nossas vidas.
RT- Obrigado Betty!
A- Então... se a Ecomoda não pagará mais as despesas não terei que aturar essa gente dentro da minha casa?
MG- Claro que sim! Como um homem educado que é, sempre oferecerá o palacete aos sócios.
A- Não vou não! Daniel arrume um lugar para ficar quando vier a Paris!!
Daniel sorri e volta a sentar ao lado da irmã.
M- Estou fora também Armando? (sorrindo)
A- Claro que não Marcela... (sem graça) pode ficar quando quiser.
MG/J- Que vergonha meu filho!
Dona Margarida e dona Julia brigam com o pobre homem lindo e sem educação.
Em um canto, Camila espreme o tio.
N- O que quer de mim Mila?
C- Você sabe que como sócia da empresa eu tenho direitos...
N- Foi assim que me encrenquei com esses seus direitos... sua mãe gritou comigo na Ecomoda quando te ajudei no teu desfile... saiu me arrastando pelo corredor da empresa.
C- Mas o senhor sobreviveu, então pode fazer esse favor para mim.
N- O que quer?
C- O balanço!
N- Só isso? Te falo agora, sei tudo de cabeça! (metidinho)
C- Não quero esse balanço... quero o balanço que destituiu o meu pai.
Uma bomba desce na cabeça de Nicolas, por que diabos essa menina quer isso?
N- Mas para quer que isso? Você nem era nascida nessa época! Não era uma sócia!
C- Quero saber mais sobre isso!
N- E por que? Não te interessa nada disso!
Camila percebe que o tio sabe de alguma coisa... é claro que sabe, Nicolas sempre foi o melhor amigo da mãe e com certeza sabe de tudo o que passou.
C- Tio Nicolas... apenas quero saber por que meu pai perdeu a presidência para a minha mãe.
N- Por que é burro! Todo mundo sabe disso!
C- Então por que ele ganha tantos prêmios de melhor empresário? Tem algo estranho nessa estória...
N- Não me meta nisso. (nervoso)
Camila percebe que o assunto o deixa nervoso.
N- Camila... ali são números? É um simples balanço patrimonial, o que espera? Um livro de romance? (mais nervoso ainda)
C- E por que teria um romance no balanço... quem fez esse balanço? O senhor?
N- Não... eu só assumi o cargo quando sua mãe foi eleita presidente... quem fez foi ela.
C- Sei... (mais intrigada) pode me mostrar?
N- Você sabe que sou o diretor financeiro da Ecomoda, não me reporto a sócio algum a não ser sua mãe, não sabe? Só entrego documentos se houver uma reunião previamente agendada.
Camila vê que o tio está enrolando muito bem, por isso resolve apelar.
C- Para a sócia o senhor não precisa fazer nada, mas para a sobrinha amada faria? (sorrindo)
N- Nilaaaa sua mãe vai me comer vivo e também tem o cabeção.
C- O que tem papai a ver com isso, acabou de dizer que só se reporta a ela?
N- Tudo bem... quer o balanço? Eu te passo, mas terei que olhar no arquivo morto, afinal tem tantos anos!
C- Obrigada tiozinho. (abraça e o beija)
N- Não me falou até agora por que quer esse balanço.
C- Apenas quero ver esse balanço.
N- Vai ter uma decepção.
C- Por que?
N- A administração do seu pai foi vergonhosa. (risos)
C- Eu sei disso... não se preocupe.
Camila da mais um beijinho e sai de perto deixando Nicolas atordoado.
N- E agora? Não é que o cabeção tem razão... ela está perto demais da verdade...
Camila chega perto das primas...
Ana- Prima... que negócio é esse de casamento agora?
C- O que tem? Não estão felizes por mim?
K- Prima... você me disse hoje que não está pronta para se entregar e agora já quer casar?
C- O que tem uma coisa com a outra?
LU- Você quer dar com permissão isso sim!
C- E quem falou que eu quero dar... (pensa) dar é fazer amor, não é?
K- Sim prima... se você não vai fazer amor, ainda é pior... quer ficar se esfregando com a permissão do seu pai.
C- Gente... casamento é mais do que isso!
Ana- Ou você é muito ingênua, ou burra se acha que o primo não vai cair matando na primeira noite.
C- Não vai não senhora... ele sempre me respeitou.
K- Ele estará casado prima!!!
Camila percebe que fez besteira.
C- Hummm então será que terei que me entregar na primeira noite?
Ana/K/LU- Claro!!
Camila chama a mãe até o banheiro.
C- Mãe... ficou chateada comigo?
B- Chateada, não, mas surpresa... conversamos tanto hoje e não falamos em casamento.
C- Eu sei, é que pensei nisso apenas agora, não quis fazer nada pelas suas costas... é a minha melhor amiga.
B- Você me confunde querida... será que em um ano estará preparada para ter um casamento real com ele? Pense querida que ele é um homem... estará casado com a mulher que ama e não pode fazer amor? Pensou no lado dele?
C- Não... (chateada) só estava tão feliz com todos ali...
B- Quer voltar atrás?
C- Sabe que não faria isso... mamãe preciso que me ajude.
B- Ajudar? Como assim?
C- Eu ainda não tive um tempo sozinha com o meu noivo e queria sair com ele.
B- Camila... são 11 horas, sair para aonde?
C- Vamos caminhar pela cidade e tomar um café... ficarmos sozinhos... não tem nada dessas coisas que pensa... não farei amor no meu aniversário, como a senhora me disse... vou criar minhas próprias experiências.
B- E isso não pode ser amanhã?
C- Não... pensei nisso e como já faltei a programação pela manhã vovó ficará chateada e mãe... Paris é romântica a noite.
B- Mas é perigoso!
C- Não será... já falei com o pessoal do prédio, terão seguranças perto de nós o tempo todo.
B- Meu Deus... como farei com o seu pai?
C- Ai que preciso da sua ajuda.... ele não me deixará ir!
Armando chega perto de Edgar que está abraçado a Ruth e o puxa.
A- Vem aqui!
E- Sim, patrãozinho!
O segue.
A- Acho que vai acontecer alguma coisa essa noite.
E- Com quem?
A- Com esses dois... (aponta para Leandro e Camila)
E- É claro que sim! Vão comemorar o casamento tão próximo!
A- O que??? Temos que vigia-los essa noite!
E- Não seja ingenuo! Agora eles têm a sua permissão para fazer o que quiser... a sua benção e eu não vou vigiar ninguém!
Sai deixando Armando atordoado.
A noite acaba bem, apesar de todas as pequenas brigas, o povo chega ao palacete felizes e cansados.
Os gêmeos dormem tranquilos no carrinho.
A- Vou subir com eles meu amor.
B- Vou levar Aninha para o quarto, gente boa noite a todos.... meninas... dormir, tá?
K- Pode deixar tia!
R- Vou levar os dois também.
Os adultos sobem deixando apenas os adolescentes na sala.
LU- Estou cansada de tudo que aconteceu hoje, mas ainda caia na balada!
JO- Eu te levo!
K- O máximo que pode nos levar é na porta dos nossos quartos.
AL- Fico com isso! (sorrindo)
Todos sobem ficando apenas o casal.
L- Já passa de meia noite... seu aniversário acabou.
C- Você é que pensa... tenho planos para nós.
L- Como assim? Meu amor não posso fazer aquilo de novo, estou tremendo até agora... nunca pensei que isso possível!
C- O que? (confusa)
L- Gozar duas vezes em seguida. (falando ao ouvido dela)
C- Sempre faço isso... e essa palavra é muito feia.
L- Não é não... (sorri) mas nós homens precisamos de um tempo para nos compor... (machinho experiente)
C- Compor o que?
L- Não sei, mas é o que dizem! Esqueceu que não tive mulher nenhuma?
C- Meu amor... você acha que somos muito novos para nos casarmos... estão todos muito preocupados com isso.
L- Eu quero é ficar com você e se for casado é bem melhor.
C- E se eu ainda não estiver preparada no dia da nossa lua de mel?
L- Faremos o nosso amor, mas com calma! (a beija)
C- Então, vamos?
L- Para aonde?
C- Caminhar por Paris sozinhos.
L- E seus pais...e meus pais e ainda pior, o seu pai.
C- Não se preocupe com isso meu amor!
Sai arrastando o garoto.
No quarto de Armando, os dois colocam os gêmeos no berço e ficam se olhando felizes.
B- Mais um aniversário de sua filha e você fez mais um barraco. (risos)
A- Não faço barracos, sou um lorde!
B- O meu lorde!
Betty beija o marido e começa a jogar o paletó dele longe.
A- Meu amor... eu já volto... (tentando sair dos braços dela)
B- Meu amor, não vá! (beijando) Armando... eles não estão em casa.
A- Como assim?
B- Ela me pediu para sair com ele e eu deixei.
A- Bettyyy como pode fazer isso comigo? Não vê o que fez?
B- O que?
A- Eu sou o pai traído agora... sua mãe ajudou a trair seu pai para você sair comigo naquela noite você acabar de fazer isso comigo.
B- Meu amor... eles vão apenas passear.
A- E por acaso você falou que ia para um hotel comigo?
B- Claro que não Armando... meu amor, eles vão apenas passear pela cidade.
A- A essa hora? Por que não foram de dia?
B- Porque a noite ela é mais romântica... meu amor... tem 4 seguranças com ele e além do mais essa cidade é uma das mais vigiadas... cada centímetro tem câmeras, esqueceu?
A- Eu não sei o que dizer... eu sabia que ia pagar por tudo que fiz com você com essa menina. (acabado)
B- Meu amor... não fiz como a mamãe, estou te contando tudo... e meu amor... passei o dia inteiro louca para fazer amor contigo depois que li aquele bilhete.... só em pensar naquilo que escreveu já me emociono de novo... (já emocionada)
Armando olha para aquela mulher que se emociona com um simples bilhete e esquece da filha na hora.
A- Meu amor... apenas escrevi o que sentia, não era para ficar chorando assim.
B- Sabe que me emociono com o nosso amor... porque é puro.
A- O nosso amor é puro? (sorrindo)
B- Sim... não importa como começou o seu, mas o meu sempre foi puro por você e sempre será... eu sempre te amarei com todo o meu coração.
Armando olha para aquela mulher tão delicada e apaixonada por ele e se encanta mais uma vez... aquela mulher o ama e chora porque o ama.
Ele sabe que essa mulher precisa ser amada diferente hoje, não violentamente e apaixonadamente como foi ontem... hoje ele vai ser um outro homem para ela.
Armando vai até as costas de Betty e desliza o zíper do vestido e medida que a despe beija delicadamente suas costas...ela arrepia toda com essa caricia... a boquinha macia no marido em sua pele é maravilhoso para ela.
Ele continua explorando as costas de sua mulher delicadamente... Betty percebe que aquele não é o mesmo homem de ontem... aquele é um homem diferente... suas caricias não são atrevidas como de costume, é alguém novo... ela se sente desconfortável e exercitada ao mesmo tempo, porém muito envergonhada... porque aquele homem ainda não tirou o vestido e nem jogou longe... aquele homem ainda beija delicadamente suas costas sem pressa... cheira a pele dela...
— Aonde foi o meu marido? – Pensa.
Armando finalmente abre o sutiã dela e Betty até sem entender cobre os seios como se fosse uma virgem na sua primeira noite... Armando sorri e olha para a esposa... ele tira o sutiã dela e coloca em cima da cama, levanta as mãos dela para o alto e com uma delas segura as mãos dela enquanto acaricia os seios delas com maior delicadeza.
Betty espera que agora ele a jogue na cama e a ama loucamente, mas pelo contrário, ele tira o vestido dela enquanto a beija deliciosamente... ela não sabe mais o que pensar, só sabe que esse homem que chegou hoje a ama infinitamente... é o homem que escreveu o bilhete e não seu marido taradinho que diz coisas obscenas e a faz fazer ainda mais.
Armando a leva para a cama e deita ao lado dela continuando beija-la enquanto tira suas roupas, Betty abraça aquele homem e diz o quanto o ama enquanto ele fica nu ao lado dela, ele com delicadeza tira sua calcinha... ela imagina que receberá um carinho agora, mas esse homem não o faz apenas acaricia seu rosto.
A- Sabe quem você é?
B- Não... (tremula de desejo e duvidas) sou sua mulher, sua Betty?
A- Não... você é minha noiva.
Betty se emociona mais uma vez, estão em lua de mel ele sorri beija as lagrimas dela e ama... ela suspira fundo ao ser penetrada por ele... como se fosse realmente uma virgem... ela se sente uma... aquele homem perfeito simplesmente apagou tudo que ela viveu na vida e a fez começar mais uma vez.
B- Sou sua noiva? (ainda mais emocionada)
A- Sempre será.
Armando a ama delicadamente, afinal ele ama uma virgem... ela geme baixinho e timidamente o levando a loucura... ele é claro prolonga o prazer não quer terminar logo, afinal é a primeira vez dos dois... porque ele também deixou o passado para trás.
O amor é longo e maravilhoso levando os dois ao clímax junto.
Camila e Leandro passeiam pelas ruas iluminadas de Paris abraçados, porque faz bastante frio... ela como sempre fala sem parar sobre a cidade e os monumentos, Leandro presta atenção em tudo que ela fala, porque ele sim, gosta de sua de sua noiva falante.
C- Estou falando muito?
L- Não... estou gostando de saber tudo sobre essa cidade, não sabia que gostava tanto daqui.
C- Humm mamãe que sempre me falou da cidade e que a vovó dava longos passeios com ela falando sobre Paris então decorei. (risos)
L- E depois você poderá falar com as nossas filhas.
C- Sobre isso meu amor... nem todos estão felizes com o nosso casamento... seu pai foi claro... fiquei chateada, porque achei que ele seria meu aliado.
L- Não é isso meu amor, ele está pensando no lado prático.
C- Também acha que somos novos para nós casarmos?
L- Acho que somos novos para sermos pais... deveremos deixar o processo das trigêmeas para depois da faculdade.
C- Concordo com isso... não quero filhos agora... meu amor... e a casa? Podemos morar no chalé?
L- O que posso dizer? Não tenho como pagar uma casa para você! Moraremos no chalé com seu pai no meu pé! (risos)
C- Ele sempre ficará no seu pé... quando chegar vou falar com ele avisando que já estou em casa.
L- Meu amor... seu pai deve estar nos braços da minha sogra uma hora dessa. (sorri)
C- Como eu estou nos seus! (agarra o noivo ainda mais) Leandro as primas me perguntaram se eu não pretendia namorar outro rapaz, você tem vontade de namorar outra pessoa?
L- É meio ridículo achar o amor verdadeiro tão jovens, mas aconteceu conosco... não quero namorar mais ninguém... já você teve as suas experiências por ai... (ciuminho)
C- Está falando do que?
L- O tal beijo que deu no Marcos... aquele garotão loiro de olhos azuis e rico.
C- Marcos... (pensando)
L- Eu sei que você já beijou outro... seu pai me disse.
C- Humm não me lembrava, mas não gostei... não me fez desmaiar como o seu beijo. (risadinha assanhada)
L- Sei... (sorrindo) não sentiu nada por ele, um cara tão bonito quanto ele?
C- Eu nem quer me lembrava dele meu amor... humm pintou um ciuminho?
L- Não sei... quem sabe...
C- Aiii eu nem mereço tanta alegria! Meu amor com ciúmes de mim! Vamos tomar um café para me manter acordada que tenho muitas coisas para te mostrar.
Armando acorda e vê sua esposa dormindo sorrindo debaixo dele, ele beija os cabelos dela delicadamente e levanta, colocando um pijama longo e um roupão... vai até a porta do quarto de Camila e tenta ouvir algum barulho e nada... abre a porta e vê que a cama está arrumada.
A- Eu mereço!! Na noite por ai com aquele menino infernal!!
Armando desce as escadas e vai até a sala que tem uma lareira acesa com vinho e petiscos.
A- Ou esses empregados são muito bons, ou minha Betty sabia que eu ia descer.
Ele senta em frente a lareira e começa a beber e beliscar queijos... nisso ele ouve alguém descendo as escadas e imagina que seria sua Betty, mas...
A- Ué? Não ia ficar nos braços de sua brasileira?
E- Já fiquei e ela está de pileque! (senta ao lado dele e se serve de vinho) Eu até gosto quando ela está de pilequinho porque ai me aproveito dela, mas hoje ela exagerou.
A- Eu percebi o quanto de champanhe aquela mulher bebeu!
E- Mas... no final, estou aqui contigo... porque estou ao seu lado nisso desde o inicio e ficarei aqui.
A- Mesmo achando que te trai?
E- Eu não deveria ter falado isso... também não sei se teria a mesma reação... acho que sim!
A- Eu simplesmente fui pego de surpresa...
E- Afinal, você estava certo em achar que sua mulher estava tensa... eles fugiram... meu filho não avisou nem a mim e nem a Ruth... acho que ela nem imagina que eu não está aqui.
A- Não eles não fugiram... Betty deixou... ela fez comigo o que a mãe fez com o seu Hermes... me enganou descaradamente.
E- Por que? Ela falou com ele depois?
A- Não... ele nem imagina que saímos no aniversário dela até hoje.
E- Então Betty não fez como a mãe... não foi enganado... tanto que sabe que ela saiu.... o enganado aqui sou eu... olha hora e esses meninos ainda estão na rua!
A- Fique tranquilo que estão cheios de segurança.
E- Então... por que essa cara? Ainda acha que eles vão transar?
A- Não fale essa palavra!!
E- Desculpa!! Calma... então, por que está tenso?
A- Betty me esconde alguma coisa... eu achei que era pelos dois, mas ela está muito segura que foram apenas passear.
E- Então, o que mais ela esconderia de você?
A- Ela não esconde as coisas de mim... ela tenta resolver primeiro, mas sinceramente nunca dá certo.
E- Então pergunte a ela!
A- É o que farei depois desse...
Nisso eles ouvem vários passos descendo as escadas e ficam em silencio esperando que alguém vá até eles, mas ninguém aparece.
A- Achei que fosse Betty!
E- Será que são os dois?
A- Vamos ver...
Eles vão até o imenso corredor e ouvem risadas vindo da cozinha.
A- Estão na cozinha?
E- Nem sabia que tinha cozinha. (sorri)
Os dois vão até lá e os meninos e as primas estão comendo as coisas que tem na geladeira e nas bancadas que seria para o café da manhã.
A- O que fazem essa hora acordados?
AL- Estamos com fome papai!
E- Mas... todos? Como se encontraram?
K- Ainda não dormimos tio.
A- Estavam juntos?
LU- Em quartos diferentes, mas estávamos trocando mensagens por whatsapp.
A- Mas não acabaram de jantar?
K- E aonde aquela comidinha sustenta alguém? Eu sei que devemos ser finas, mas de barriga vazia não dá!
JO- Tenho que concordar papai... aquele restaurante nos matou de fome! Sou mais a comida da vovó Julia.
Edgar sorri para Armando que está pasmo em ver os filhos e as primas devorando tudo.
A- A culpa é sua que trouxe essa gente para aqui!
Quando os dois saem da cozinha o casal chegam abraçados com muitos beijinhos.
A- Bonito, não é mocinha??
C- Bonito não papai, lindo! (beija o noivo)
Camila ouve o burburinho vindo da cozinha.
C- O que foi isso?
A- As parentes que esse seu noivo me arrumou estão destruindo o estoque da casa... nem sei se termos um pão para comer amanhã.
L- Então vamos lá meu amor, estou no maior rango!
Os dois correm para a cozinha enquanto Armando olha acabado e Edgar ri.
A- Do que ri infeliz?
E- Aquela conta deve ter saído uma fortuna! (rindo alto) A sua filha e os convidados dela passaram fome!
Armando revira os olhos e sobe as escadas com Edgar atrás rindo.
FOTO DE BETTY E ARMANDO

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