Os Mendozas, 16 anos depois
322 Capítulo 324 CHURRASCO DE POBRE (PARTE FINAL)
324 CHURRASCO DE POBRE (PARTE FINAL)
O coração de Edgar quase para com a possibilidade da nora está gravida... como isso poderia acontecer se seu filho sempre disse que não tinha amado a noiva ainda... depois de tantas conversas, de tantos conselhos o filho simplesmente deixou o desejo falar mais alto e fez a besteira de tirar a virgindade da filha de seu melhor amigo e ainda pior filha de um homem nervoso e passional que é capaz de tudo para defender a honra de sua preciosa e casta filha.
Porém, Armando só pensa no cheiro da carne na grelha que invade o seu ser e faz uma coisa que jamais fez na vida... deixa seu amigo falando sozinho e vai para a fila que está ainda maior.
E- Que inferno nisso! Me deixa sempre falando sozinho! (vai atrás dele)
A- Você está igual àquelas tias velhas!
E- Você não percebe que temos problemas?
A- Eu não tenho... você é que tem.
Betty observa que Aninha é servida pelo seu Chiquinho e dona Terezinha coloca o resto da comida no prato da filha.
T- Ela já come sozinha Betty?
B- Come!
Dona Terezinha leva Aninha com todo o cuidado para a mesa... Aninha fica olhando para a gentil senhora sem entender nada o que ela diz.
T- Acho que ela pensa... o que essa velha doida ta falando? (risos)
B- Verdade... é a vó do Leandro Aninha. (em espanhol)
Aninha sorri para dona Terezinha.
AN- Obrigada! (em espanhol)
B- Ela agradeceu!
T- De nada... que lindinha... tão comportada!
A- Sim... tomara que continue assim! (sem graça)
Quando chega a vez de Armando ele foca olhando e vê que todas estão picadinhas em uma misturinha... linguiças e pasmes... asas de frango.
A- Isso é asa de frango?
CH- Sim... não tem churrasco na sua terra?
A- Tem... claro que tem! (sem graça)
E- Pega logo e sai da fila Armando!
Mas Armando não sabe o que fazer e nem o que pegar... o homem sempre foi servido... então seu Chiquinho para que não comecem a reclamar na fila pega um pouco de cada e coloca no prato dele.
A- Obrigada!
E- Agora anda para pegar as comidas!
Armando mais um vez completamente sem graça as comidas sobre os olhares de Ruth e Betty que riem já sentadas.
B- Pode me falar... você poderia muito bem colocar essa comida à mesa!
R- Claro que poderia... mas qual seria a graça! (risos)
B- Você maltrata meu marido! Tadinho!
R- Ele tem que saber o que é ser pobre! Quando voltarem hospedará aqui!
Ruth ri alto enquanto Armando se aproxima sentando à mesa.
R- Estava falando com Betty que na próxima vez ficaram hospedados aqui!
A- Para de inventar moda!
B- Armando!!
Armando olha para Catarina que a única adulta que está à mesa e fica sem graça.
A- Perdão Catarina... mas tenho seis filhos e não sei como...
CT- Não se preocupem... não cabem aqui mesmo... manda metade lá para casa! (comendo)
Armando olha arrasado para Ruth que sorri vitoriosa.
B- Mas minha filha não falou ainda sobre a favela!
C- Não se diz mais favela mamãe... agora é comunidade.
L- Eu fiquei bastante surpreso... porque lá na Colômbia é bem mais pobre... os esgotos correm a céu aberto e aqui não tem saneamento básico.
CT- Ah isso foi no governo do prefeito Cesar Maia.. ele criou o favela bairro e toda aquela sujeira se foi... e veio o Sergio Cabral que era governador e pacificou tudo.
B- Mas a gente lê tantas coisas do Rio...
A- Vai me dizer que no Rio não tem mais bandido?
CT-4 por cada centímetro quadrado! Mas em certas favelas... essa que o Leandrinho levou a branca é pacificada... o morro do Alemão... e também o dona Marta... tem até teleférico para você ficar passeando naquelas casinhas e vendo as favelas.
A- Então... ainda tem bandidos?
L- Qual lugar que não existe meu sogro... mas essa experiência me rendeu boas ideias para levar para Bogotá.
CT- E como vai aquele seu negocio lá... como é nome?
L- Fundação tia... bem... temos um evento agora que será o desfile da minha noiva para arrecadarmos mais grana.
R- Aiii nem me fale... tem tantas coisas pendentes em Bogotá que ficaria aqui para sempre.
B- E eu... mas tem uma coisa boa para nos fazer ir!
C- Meu aniversário!!
Camila olha para o noivo toda assanhada, sob os olhares das mães, Leandro, é claro se encolhe na cadeira.
B- Não! O nascimento da filha de Diana!
E- É verdade. (senta a mesa) Agora Mario se acalma!
A- Besteira... ter filhos não é tão complicado assim!
B- Olha só quem fala... ou você desmaiou nos meus partos ou ficou dopado!
Todos riem e Armando fica sem graça, porém ele como uma carne macia... uma carne que nunca comeu antes...
A- O que é isso? É filé mignon? Não sabia que poderia fazer na chapa!
E- File aqui? (risos) Claro que não homem!
R- O nome dessa carne é fraudinha... Armando bem vindo ao mundo das carnes de segunda! (risos)
Armando come a carne incrédulo, como pode ser tão macia assim.
A- O que é carne de segunda?
Todos os brasileiros riem junto com Edgar... a família Mendozas espera a resposta... apenas Betty sabe o que é uma boa carne de segunda.
B- É uma carne mais barata meu amor.
E- Eu até falei em comprar picanha, mas meu sogro disse que você ia gostar de fraudinha.
A- Pois eu gostei... muito boa seu Chiquinho... agora não sei o que fazer com essas asas... como comem isso?
K- Com a mão tio! (mostra como comer com a mão)
T- O que tem no churrasco na sua terra?
A- Tem carnes... tem frango, mas peito... não asas, banana e batatas assadas! E as carnes são inteiras!
Ana- Como os gaúchos!
A- Sim. (sorrindo)
O Resto do almoço segue normal até a hora de cortar o bolo... Betty ajuda a Ruth enfeitar a mesa com o bolo e os docinhos... os meninos estão em pé esperando ansiosos para comer mais brigadeiros possíveis.
R- Vamos bater palmas!
Todos ficam em volta da mesa para cantar o parabéns... Armando pega Aninha no colo para que ela possa ver melhor o bolo e como sempre ela encrenca querendo apagar a vela, o abraço é mais uma forma de controlar a menina.
Porém na hora que estão cantando Aninha olha para a mesa e vê os brigadeiros na mesa e enlouquece, porque já tinha brigado com os meninos na cozinha e eles mais uma vez engaram a irmã dizendo que não tinha mais nenhum na casa.
Aninha se joga dos braços do pai que apenas a segura para que não caia no chão com as pernas... mas a menina consegue pegar um monte do doce para o desespero dos meninos e até de Camila que se lembra do doce na hora... até então ela só lembrava-se da aparência e não tinha prestado atenção no nome do doce.
Ou seja... todos os filhos de Armando brigam pelos doces levando os pais a desespero.
B- Armando segura essa menina!!!
A- Que doce dos infernos esse!!
Dona Terezinha, Ruth, e Catarina riem muito com a farra que os Mendozas mirins fazem na festa... jamais imaginou que um parabéns poderia ser tão animado.
T- Meu Deus... Ruth tem mais? (rindo)
R- Não, mas vou fazer agora!
B- Por favor, não! Por favor! (mortificada)
A- Deixa-a fazer Betty!!! Não vê que meus filhos querem!
B- Por isso que eles não tem educação! Como podem me fazer isso crianças?? Jesus! Que susto!
Nas Betty também não resiste e ri alto.
B- Meu Deus... o dinheiro não é tudo mesmo.. por favor, Ruth não se preocupe com isso!
R- Não se preocupe querida... mamãe comprou estoque de leite de moça! Ela achou que ia fazer os doces, o bolo! (risos)
T- Sou uma mulher prevenida... tenho comprado essas coisas há meses.
R- Mamãe! (risos) Venha Betty que vou te ensinar a fazer doce... só não sei se na Colômbia tem leite condensado!
A- Leve do Brasil Betty!!
B- Calma... calma... vamos lá Ruth! (risos)
As duas vão fazer o doce enquanto dona Terezinha serve o bolo a todos.
T- Eu queria fazer o bolo meu filho, mas Ruth disse que não precisava!
A- Aposto que ficaria mais gostoso do que esse!
Percebe que falou besteira.
A- Não que esse esteja ruim... mas...
T- Eu sei meu filho... (sorri) pode falar o que sentir vontade... ficaria melhor eu garanto, mas não ficaria tão bonito quanto esse.
A- Há muito tempo dona Terezinha que aprendi que a beleza com o tempo se acaba... ela vai embora, mas a beleza interior, essa sim, fica para sempre.
T- Que bom que você aprendeu isso meu filho, sabe que tem muita gente que passa a vida sem aprender nada? Nem conhece o amor... tem que estar aberto para a vida se quiser apreender a ser gente... gente de verdade.... sabe o que to falando?
Armando sorri com a sabedoria da doce senhora.
A- Sei sim... se não fosse a Betty eu seria uma pessoa dessa que a senhora estava falando... seria uma pessoa, mas não seria gente. (sorrindo)
T- Mas porque diz que precisou de sua mulher para se tornar alguém melhor?
A- Porque com ela eu apreendi a enxergar além das aparências... além do rosto bonito... do corpo bonito... com ela eu simplesmente aprendi que dentro dela existia um ser humano maravilhoso. (sorri)
Dona Terezinha percebe que conversa com um homem verdadeiramente apaixonado e sorri.
T- Pois tenho certeza que você também mudou a vida dela, porque uma mudança como essa faz o mundo ser um lugar melhor e as pessoas que estão em volta são atingidas também.
A- Espero que sim!
Nisso Ruth aparece com um prato com o danado do brigadeiro.
R- Agora é brigadeiro de colher... cada um pega um para não babar na colher dos outros.
A turma avança porem desta vez as meninas e Leandro também.
R- Jesus.. acho que foi pouco... Betty vamos voltar para o fogão... mãe... vou levar os leites condensados!
T- Levem todos!
Depois desse almoço estão todos se despedindo apertadamente para irem embora.. muitos choros desses avôs com mais essa distancia dos netos novos... as primas de Camila... os meninos das primas... foram dias maravilhosos e só podem agradecer o carinho que foram recebidos no Rio.
No hotel, Betty cuida dos gêmeos junto com dona Adriana, Armando cuida de Aninha.
DA- Então minha filha, pediu ajuda a Ruth?
B- Pedi, mas ela não acredita muito na minha teoria... acha que o filho jamais faria isso.
DA- Está certa! Tem que defender a cria, mas ela vai investigar?
B- Disse que sim! Temos um plano que colocaremos em andamento ainda hoje... temos pouco tempo até o aniversário dela e uma infinidades de eventos!
DA- Verdade... vocês se metem em muitas coisas juntos!
B- Fazer o que... e depois dizem que mãe de família tem uma vida pacata! (risos)
Armando termina de arrumar Aninha... já deu banho e penteia os cabelos da menina e resolve ligar para casa.
A- James, como vai tudo?
J- Tudo muito bem senhor, já tem o horário do voo?
A- Sim... já estamos quase saindo... estou terminando de arrumar a Aninha.
J- Ah então isso demora ainda. (sorrindo)
Armando revira os olhos.
A- Aninha é uma menina muito comportada, não é minha joia preciosa?
AN- Sim papai!
J- E os meninos? (James quer perguntar se eles aprontaram, mas fica com medo) Gostaram do passeio.
Armando conhece o amigo e sabe que ele quer saber se os meninos aprontaram.
A- James... meus filhos são uns lordes! Não aprontaram nada se é o que quer saber!
J- Jamais pensei isso senhor! (prendendo o riso)
A- Mas e a Isabela encontrou o apartamento?
J- Ah... contentar a Isabela... coisa complicada... muito mesmo... não fizemos outra coisa nesses três dias e ela não gostou de nada... todos tem defeitos... claro que tem! Afinal ela morava em um castelo de 400 anos.
Armando se assusta.
A- Nossa... 400 anos?
J- Sim... vem de uma linhagem de lorde... os Starks! Eu não sei o que fazer, não posso e nem irei morar com ela antes de nos casarmos e ela não escolhe nada!
A- Já sei o que farei!
J- O que?
A- Colocarei a Aurea Maria para ajuda-la! Ela é muito bem relacionada em Bogotá e logo achará uma casa para contentar a sua noiva. (sorri)
J- Agradeço qualquer ajuda senhor!
A- Então... vemos-nos em breve... e... James?
J- Sim...
A- Já ouviu falar em fraudinha?
J- Como??
No quarto de Leandro, esse termina de arrumar a mala de Pablo quando a mãe entra.
R- Já estão prontos?
P- Já mamãe! Leandro me ajudou!
R- Que bom... vai ajudar seu pai agora!
P- Tudo bem! (sai)
Ruth senta na cama enquanto o filho a olha em pé.
L- Quer me falar algo?
R- Então o lunático do Armando atrapalhou sua noite romântica ontem? E eu inocente achei que seria porque proibi de você trazer sua noiva aqui.
L- Não foi bem assim!
R- E como foi então? Ele disse para todos que estavam na mesa que pegou vocês dois no pulo!
L- Ele nos pegou na saída.
R- Então... viriam para aqui!
L- Não iriamos mamãe... eu conheço minha noiva ela pularia fora no momento H!
R- Se a conhece tanto, então porque arrumou todo aquele quarto com flor e tudo?
L- Porque se ela insistisse em vir aqui eu a convencia o contrario.
R- E como faria isso? Por que você se acha tanto meu filho?
L- (sorrindo) Mamãe... eu a conheço... eu contaria que aquele quartinho pertence a vocês dois e que apenas foi emprestado para nós quando estivemos aqui... como aquele apartamento era para nós.
R- Não me lembre disso!
L- Não fiquei assim mamãe... não sou um mostro... era apenas um lugar para nos encontrarmos.
R- Sei...
Ruth percebe que é hora de colocar o plano de Betty em ação.
R- O aniversário dela está chegando... economizou o suficiente para o presente? Não tem mais mesada esse mês!
O sangue do rosto de Leandro some e a mãe percebe o nervosismo na hora.
L- Acredito que sim! (sorriso amarelo)
Ruth beija o filho e vai até a porta e olha para ele...
R- Sabe meu filho... às vezes uma pessoa nos pede um presente, mas não vale a pena dar... quem sabe em outra ocasião... mais tarde. (sorri e sai)
Leandro fica mais gelado ainda.
L- Como ela pode saber? Será que Mila falou para as primas e tia Catarina ouviu? Meu Deus!!
Senta nervoso.
No hotel estão todos prontos, porem Armando tenta agarra a esposa no banheiro.
A- Um amorzinho na banheira Betty... rapidinho!
B- Mas é claro que não! Fizemos amor na banheira ontem!
A- Ontem... faz uma eternidade! Vamos!
B- Prometo que terá carinho na banheira, mas na nossa em Bogotá! (o beija)
A- Você mente... vai chegar cansada!
B- Então eu deixo você me fazer carinho na banheira. (risos)
A- Promete?? Olha que essas coisas são serias! Sabe que se não cumpri tem que pagar muito caro!
B- Eu corro esse risco! (risos)
Nisso Camila invade o banheiro.
C- Fazem o que aí? Estamos esperando!
A- Mila não pode entrar assim no quarto do papai!
C- Posso sim se me deixa esperando.
B- Calma... só estava olhando se não esqueci nada.
C- Com o papai agarrando à senhora por trás?
Ele solta a mulher sem graça.
B- Vamos... hoje foi um dia longo e quero descansar quando chegar a casa.
A- Ah, mas não vai mesmo! (sai sorrindo)
C- O que ele quis dizer?
B- Nunca sei meu amor. (sorrindo)
No saguão do hotel, Armando se despede de Olavo Novaes.
O- Senhor Mendoza... mais uma vez muito obrigado por escolher o nosso hotel para hospedar a sua família.
A- Nós que agradecemos toda a gentileza que teve conosco... principalmente hoje em desmobilizar os seguranças para levar Camila e a criatura a favela.
C- Não se fala mais favela papai!
O- Criatura? Que criatura? Acharam algum bicho no hotel??
A- Criatura é o noivo dela.
O- Ah... sim... (sem graça)
Camila fecha a cara para o pai.
C- Quando vai parar com essa mania papai.
A- Não se meta Camila... bem... obrigado e até breve!
O- Até breve!
Eles entram na limusine que os levam até o aeroporto a onde já estão os Aguilar.
B- Atrasamos de novo, não é? Desculpe!
C- Isso não aconteceria se papai deixasse ao menos a mamãe respirar!
Edgar sorri olhando para Armando.
R- Não acredito que ficamos aqui esperando vocês fazendo coisinhas?
A- Não faço coisinhas por ai Ruth!!
R- Não... só na Ecomoda deixando todos os empregados esperando!
A- Precisamos mesmo ir embora! Não aguento mais olhar para você! Vamos
R- Como se eu gostasse!
E/B- Gente... por favor!
B- Sabe de uma coisa?
A- O que?
B- Vocês sentaram juntos para acabar com essa briga!
R- Nem morta!
E- Vai sim! Vamos Ruth! Vamos Armando!
Edgar leva os dois para embarcar no avião... Betty espera que todos entre e puxa Leandro.
B- Então teve muitas experiências na comunidade?
L- Sim minha sogra... vou tentar levar para o meu país.
B- Querido eu sei que já falei isso, mas é importante repetir.
L- Pode dizer minha sogra!
B- Não se preocupe com o presente de Camila!
Leandro gela de novo.
Elas sabem! Elas sabem!- Pensa.
B- Qualquer coisa que der será lindo para ela... porque não faz um cartão... você sabe que ela adora ler os cartões que o pai me deu, não é?
L- Sim...
B- Então escreva um bem bonito para ela guardar como eu guardo os meus.
L- Mas meu sogro escreve muito bem!
B- Você também escreverá... ele usou todo o sentimento que estava no seu peito... use também.
L- Vou escrever sobre o meu amor por ela.
B- Sim... e sobre esse amor... meu filho às vezes devemos dizer não a pedido que nos fazem.... sabe sua mãe te nega às coisas porque acha que aquela não é a hora... não é o momento... que precisa amadurecer mais e sim poder aproveitar de verdade o momento... sem medo... sem culpa.
Leandro não sente seu corpo e imagina que vai desmaiar, mas tem que ser forte afinal todos estão no avião.
B- Entendeu meu filho?
L- Sim minha sogra.
B- Então vamos!
Betty beija a testa do menino e entra no avião deixando o pobre menino parado ali no hangar imaginando como fará para suas pernas obedecerem ao comando e entrar no avião.
FOTOS DE CAMILA NA FAVELA

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