31 A VINGANÇA 2

Edgar mesmo contra gosto chega à Lapa.. ele já conhece o lugar, já foi varias vezes com sua esposa, para os Mendozas... tudo é novo... principalmente para Armando que só conhece o luxo da vida.
A Lapa está entre o Centro do Rio de Janeiro e o bairro de Santa Teresa, e sabemos que chegamos a esse bairro maravilhoso e boêmio quando avistamos os Arcos da Lapa.... Armando fica encantado com aquelas ruas antigas em que se misturam arquitetura do passado junto com a vida moderna.
As noites da Lapa são maravilhosas para quem gosta de vida noturna....os cheiros e cores se misturam, com pessoas que passam por lá por passar e aquelas que vão para saborear esse bairro tão maravilhoso....Vemos muitos turistas, línguas diferentes, malandros cariocas com seus chapeuzinhos brancos, turistas com seus chapeuzinhos brancos que são vendidos pelas ruas por vendedores ambulantes, as vozes se misturam na variedade de bares que enchem o local, botecos, restaurantes, casas noturnas, choperias e locais que misturam de tudo...portas lado a lado em que os ambientes se confundem com músicas cantadas ao vivo....como Djs...bandas do momento, conjunto de sambistas e ainda somente um cantor e seu violão cantando nada menos que a nossa querida bossa nova.
Lá tem de tudo, come-se de tudo, comida mexicana a comida de boteco, caudinha de feijão, bolinho de feijoada, aipim com carne seca e até ovo colorido....fora sempre a propaganda das famosas feijoadas aos sábados....o cheiro é embriagador de frituras e bebidas....onde se toma de tudo, desde o Chopp claro e escuro, caipirinha ou drinks e batidinhas feitos na hora para quem desejar....tem-se mesas na calçadas ou grandes bares fechados. Tem de tudo um pouco. Mas o mais impressionante é a mistura de raças e classes sociais....as pessoas andam e festejam suas vidas, com medo de serem assaltadas é lógico, mas com a alegria de estar vivendo aquele momento em um bairro tão boêmio e com a noite tão movimentada. Pode-se ver políticos, artistas, cantores, e o melhor....velhos, jovens, homens, mulheres, todos estão ali naquelas ruas encardidas, coloridas e maravilhosas....
Ruth observa os dois admirados com a descoberta de um Rio verdadeiro, longe da janela do hotel.
B- Realmente não conhecemos a noite carioca. (risos)
R- Eu te disse... vamos arrumar uma mesa... tem um primo meu...
Quando Ruth diz isso, Edgar lembra de um primo desgraçado que ela tem que dança com os turistas e percebe o que a esposa pretende fazer.
E- Minha querida... vamos deixar o seu primo de lado... afinal...
R- Por que? Vai me dizer que vai começar com palhaçada de ciúmes Edgar?
E- Não minha vida... eu...
R- Quer apresentar meu primo... posso? (irritada)
E- Claro! Sem problemas!
R- Vamos encontrá-lo Betty! Vocês sentem naquela mesa lá!
Ruth sai arrastando Betty... Armando se prepara para ir atrás, mas Edgar o impede.
A- Me solta! Quero ir atrás da minha mulher!!
E- Calma... vamos nos sentar que eu já sei o que essas duas planejam!
A- O que?
Os dois sentam... Armando tenta achar sua esposa... mas muitas pessoas circulam e ele não a vê.
A- Preciso achar a Betty! (angustiado)
E- Foco Armando! Olha... Ruth quando quer me castigar me trás aqui para ficar dançando com o primo dela... aquele desgraçado!
A- E você deixa? É um frouxo mesmo!!
E- Presta atenção no que te falo! Com certeza sua mulher vai dançar também!
A- O que?? (alterado) Ninguém vai dançar com a minha mulher!!
E- Armando!! Entenda!! Elas estão se vingando de você!
A- Vingando? Ela quer me matar!! Eu acabo com essa festa se alguém tocar na minha mulher!!
E- Olha Armando eu estou aqui para te ajudar, mas isso é culpa sua!!
A- Minha?? Está louco??
E- Sim! Eu poderia estar com aminha mulher no quartinho, mas você tinha que ter outra crise de ciúmes e Ruth tomou as dores de Betty!
A- Sua mulher não me suporta! Ela está usando a minha mulher para se vingar... Betty não faria isso comigo!
E- A Ruth é muito ciumenta... muito mesmo... mas simplesmente odeia quando eu sinto, porque coloco em duvida a sua fidelidade a mim... ela simplesmente se colocou no lugar de Betty... você não tem nada ver com isso!
Nisso Armando vê que as duas se aproximam com um homem alto, bonitão, com os cabelos cacheados, pele morena e um lindo sorriso.
R- Armando esse é o meu primo... Marcos, lembra dele Edgar?
Os dois levantam para cumprimentar o homem não muito felizes.
A- Prazer Armando Mendoza!
M- Prazer Marcos Palmeiras! Como vai Edgar?
E- Muito bem... e você? Dançou muito hoje? (irônico)
M- Nunca é muito, não é Edgar? (sorrindo)
R- Ele vai ensinar a Betty dançar gafieira, não é ótimo?
Armando na hora sente o corpo tremer de ódio... aquele cara não pode dançar com sua esposa.
M- Se o marido dela permitir, não é?
B- Ele não precisa permitir nada! (sorrindo)
M- Então vamos!
Marcos pega na mão de Betty e se afastam para dançar deixando Armando como um louco.
A- Não preciso permitir! Não preciso permitir!! Você ouviu isso Edgar??
E- Calma...
Edgar tenta acalmar o amigo sobe os olhares de Ruth.
R- Algum problema?
E- Claro que não minha vida... (sentando Armando) senta conosco?
R- Claro que não! Vou dançar! (sai)
Edgar senta e olha Armando morder os dedos de ódio.. o homem está tão transformado que fica assustado.
A- Eu vou matar! Vou matar! Vou matar!
E- Calma Armando... olha... calma cara! Você quer sua mulher de volta?
A- Não!! No momento quero matá-la!! (tenta levantar, mas Edgar o impede)
Nisso chega um garçom.
G- Vão querer o que?
E- Caipirinha... bastante.
A- Quero uísque. (olhando os dois dançarem com ódio)
E- Caipirinha.
G- O senhor é que manda! (sai)
A- Porque ela faz isso comigo se sabe que eu a amo?? (com os olhos vermelho querendo chorar)
E- Calma meu amigo... olha... eu também estou mal... tenho certeza que Ruth teve algo com esse primo desgraçado dela.
A- Algo... um caso?
E- Caso, algo...
A- Mas você não me disse que ela era virgem?
E- Não é caso de sexo... caso de beijos de primo.. olha o cara? Todo bonitão... a idade não chega para o desgraçado.
A- E do que me importa isso se ela está dançando com a minha mulherrrr!!
Armando fala tão alto que todos olham.
E- Vamos para o banheiro!
Edgar arrasta Armando para o banheiro que já chega socando a parede de ódio... ele grita e chora ao mesmo tempo.. Edgar deixa o amigo extravasar tudo que o mata.
A- Hoje... eu vou matar aquela mulher... vou apertar aquele pescoço e tirar cada gota de vida que existe naquele corpo.
E- E vai viver sem ela?
A- Me jogo do hotel!
E- E seus filhos?
A- Tem muita gente para cuidar deles! Hoje essa mulher morre!
Nisso um cara que estava no banheiro abre a porta e vai até a pia lavando as mãos e olhando para os dois.
C- Olha gringo... vê se sossega que aqui tem lei Maria da Penha.
A- O que? Que Maria é essa?
E- Não se preocupe.. ele... (sem graça)
C- Ele acabou de dizer que vai bater na mulher... se bater nela vai preso!
A- O que?? Jamais baterei na minha mulher!
C- E com pretende matá-la? De susto?
A- O que?? (confuso)
E- Senhor.. ele só está com crimes da esposa... não é nada!
C- Eu ouvi o que ele disse... tô de olho! (aponta para Armando e sai)
E- Era só o que faltava, tirar você da cadeia!!
A- Eu quero morrer!!
E- Armando... não percebe o que ela faz?
A- Aquela mulher vai me deixar, não vê isso?
E- Olha... eu já vi Betty com raiva, e na ultima briga que vocês tiveram ela estava destroçada, mas essa Betty que está lá fora com aquele vestido quer vingança!
A- Sei muito bem quando Betty quer se vingar... senti isso na pele... por meses.. meses... aquela desgraçada se vingou de mim... e eu fazendo de tudo para ser perdoado... andando atrás dela pelas cidades, pelos lugares e do que adiantou? Nada ela me deixou e foi para Cartagena ter um caso com o Michel!!!
E- Eu sei de tudo isso... você já me disse isso... menos essa parte do Michel.. . isso é invenção da sua cabeça!
A- Invenção?? O desgraçado veio atrás dela!! Invenção!!
E- Armando... você já está encrencado demais com o que fez hoje... não desenterre o Michel, por favor! Agora lava as mãos, o rosto e vamos voltar.
Armando ao lavar as mãos sente dor... ficaram machucadas com os golpes.
E- Ela vai ver isso... meu Deus... homem tem que se controlar.. porque essa noite vai ser longa... se eu posso engolir o desgraçado do Marcos você pode engolir qualquer coisa!
Armando tenta se acalmar... afinal ele tem que recuperar Betty... e voltam para a mesa.
Na casa de Catarina, Leandro bate a porta.
CT- Meu filho!! Que saudades!!
Catarina abraça apertado o sobrinho.
L- Também estava com saudades tia.
CT- Meu filho... você precisa pegar umas carninha... ta muito magrinho.
L- Eu tento tia, mas não consigo.
CT- Mas o que o senhor faz aqui?
L- Vim ver a minha noiva?
CT- Sei.. a noiva... sua mãe proibiu o senhor por essas bandas!
L- Mas tia...
CT- Nada de tia Leandro.
Nisso Camila escuta a voz do noivo e chega na sala e já o beija.
C- Que demora!
CT- Mas o que isso gente... menina não se agarra um menino assim!
C- Não? (confusa) E como faz?
CT- Espera que ele venha até você!
C- Tia... se eu for esperar por alguma iniciativa dele eu estaria ferrada!
Catarina ri.
CT- Sua mãe fala dela, porque ela era igual... vivia em cima do seu pai... o garoto mal conseguia respirar... papai casou ela cedo por isso... ninguém segurava aquela menina.
Camila sorri olhando para Leandro.
C- E ela me chama de assanhada.
L- Ela nunca disse isso a você meu amor.
C- Não a mim, mas sei que chama.
CT- Pior que chama mesmo... mas isso não resolve o assunto... esse menino não pode ficar aqui!
C- O que?? Se estou esperando por ele há horas.
L- Tia Catarina... hoje é sexta feira, não é?
CT- Sim...
L- Então... dia de namoro... por isso estou aqui.
CT- Então terei que ligar para sua mãe!
L- Mas tia, ela saiu com o papai toda animada.. deve estar por ai tomando caipirinha... se já não estiverem em um motel... quer mesmo atrapalhar os dois?
CT- Que lábia que tem esse moleque! Por isso que ele arrumou essa princesa!
Camila sorri e agarra o noivo... nisso as primas chegam e abraçam Leandro.
CT- Bem... já que vai ficar, vamos jantar!
K- Jantar? Que jantar! Vamos para a praça comer cachorro quente!
LU- Dinheiro mamãe!
CT- Mas eu fiz comida!
C- Não precisa de dinheiro...eu...
K- Mila... dura, lembra?
C- Dura... até para um cachorro quente?
L- Não precisa eu pago! Papai me deu dinheiro e o seu também! (risos)
C- O meu?
L- Sim... enfiou no meu bolso um montão.
Ele mostra a quantidade e quando faz isso as primas batem palminhas.
Ana- Estamos ricas!! Vamos!!
As meninas saem arrastando Leandro enquanto Catarina observa.
CT- É mole um negocio desse... passei o dia na cozinha e ninguém vai jantar! Ruth está certa essa menina vai dar problema.
Na Lapa, Armando vê que sua esposa agora dança com um outro homem... um senhor com mais idade, vestido tipicamente de malandro carioca, com calça ver e camisa roda, como a escola de samba Mangueira.
Edgar vê para sua desgraça que sua Ruth agora dança com o primo rindo muito.
E- Olha aquilo Armando... com Betty eles dançaram bem separados, mas olha o desgraçado com a minha mulher? Grudado no corpo dela
Armando olha para o amigo e sente pena... sua Ruth realmente se diverte nos braços do primo... mas ele olha para Betty que também sorri... sua mulher está realmente feliz ao dançar com aquele senhor... e não sente tanto ódio assim... apenas um pouco.
Nisso, elas se aproxima...
E- Sorriso... sorriso.
Os dois forçam sorrisos amarelos.
R- Caipirinha!! Obrigada minha vida! (senta ao lado dele e o beija)
Armando levanta para tira a cadeira e Betty senta ao lado dele.
R- Já bebeu caipirinha Betty?
B- Já! (risos) Isso pega rápido!
R- Mas hoje estamos seguras nas mãos dos nossos marido, não é?
Os dois sorriem ainda mais amarelos.
E- Claro... qualquer coisa voltamos de taxi!
B- Então vou beber!(risos)
Ela bebe sobe os olhares de felino do marido.
B- Não vai beber Armando?
"Armando! Desgraçada" — Pensa.
A- Já estou obrigado! (mostra o copo)
Betty percebe as mãos machucadas dele e imagina o que foi, sabe muito bem o que acontece quando seu marido tem ciúmes e quando faz isso é está no limite.
B- Aiii estou cansada!
R- Mas já? Nem começamos ainda querida! Temos à noite inteira!
B- Acho que seu primo nunca mais dança comigo de tanto que pisei nos pés dele. (risos)
R- Por isso que ele estava tão afastado de você! Coitado! (rindo)
E- Já com você, não é Ruth?
R- Vai começar Edgar???
E- Não... (abaixa a cabeça sobe os olhares de Armando)
R- Vamos Betty... aqui ninguém nos chama para dançar!
Ruth sai arrastando Betty.
E- Carioca desgraçada! Pois hoje ela vai fazer o que eu quiser naquele quartinho!! O que eu quiser!!
Armando sorri olhando a cara de ciumento de Edgar, afinal seu amigo não é tão sensato assim e também morre por dentro.
A- Calma homem... olha ela não dança mais com o primo!
E- Graças à Deus!!
A- Mas você tem certeza que eles tiveram algo?
E- É claro! Não viu a cara de safado que ele tem e além do mais... primos... sempre acontece algo.
A- Não se preocupe... o primo está dançando com outra lá.
A noite é demorada... as duas toda hora chegam para beber mais um pouquinho e voltam a dançar... Armando se controla todas as vezes que a mulher vai para os braços de outro... tanto que até ele percebe a agonia no rosto do homem amado.
B- Acho que já deu Ruth...
R- Já mesmo querida... já vai amanhecer... mas deixa comigo.
Elas vão até a mesa.
R- Nossa estou um lixo! Não dança Armando?
A- Não!
Armando levanta para tira a cadeira para Betty... ele faz isso a cada vez que ela chega e Ruth se encanta.
R- Nem com a sua esposa? Não dança com ela?
Armando olha para Betty esperando uma resposta.
B- Acho que agüento mais uma... só digo que estou de pileque! (risos)
R- Vai enquanto eu namoro meu marido... oi minha vida. (beija o marido)
Armando pega na mão da esposa e dança com ela.
A- Terá que me ensinar esse negocio de gafieira.
B- E eu por acaso aprendi? (risos)
Ele sorri ao ver a mulher tão feliz e dançam.
Marcela está na cama nos braços do marido... já fizeram amor e estão conversando sobre a vida quando o celular dela chega uma mensagem.
M- A essa hora? (pega o celular preocupada) São fotos da Betty... e o Armando... que lugar é esse? Quem são esses?
P- Posso ver?
Ela passa o celular para ele.
P- Isso é no Brasil... eles estão lá?
M- Não sei... Brasil?
P- Sim... no Rio... na verdade isso é na Lapa!
Marcela fica intrigada... como um americano conhece tão bem o Brasil.
M- Como sabe disso?
P- Eu já fui ao Brasil algumas vezes... contigo por exemplo!
M- Sim... mas não fomos lá...
P- Bem... quando era jovem eu estive no Brasil atrás de uma... (sem graça) atrás de uma mulher.
M- Como? (senta) Eu não sabia disso!
P- Marcela... era jovem e você sabe...
M- Foi ao Rio porque estava apaixonado por ela?
P- A palavra não era bem essa. (sem graça)
M- Você foi ao Rio porque estava com tesão? Não tinha mulher aqui?
P- Ah Marcela... fico sem graça de fala essas coisas com você!
M- E se não falar comigo, com quem falará... você sabe tanto sobre mim... me fala... foi ao Rio e...
P- Cheguei lá era tudo mentira dela... ela era pobre e morava em um morro... mas no final conheci a Lapa e voltava sempre que podia.
M- Para ver a brasileira?
P- Não... outras... aquela eu não vi mais.
M- Olha para isso... e quantas mulheres teve?
P- Isso não é pergunta Marcela e além do mais.. eu era jovem e não pensava.
M- Sei... (volta para os braços dele) meu marido se acabando com brasileiras e eu não sabia disso.
P- Não estava me acabando... mas já que estamos nessa inquisição... quantos homens já esteve?
M- O que? (risos)
P- Não me venha dizer que só teve o Armando que não acredito!
M- Claro que não! (sorrindo)
P- Então... quantos?
M- Uma dama não fala essas coisas! (risos)
P- Uma dama não faz o que acabou de fazer comigo aqui nessa cama.
M- Um cavalheiro não fala sobre o que uma dama faz na cama! (risos)
P- Sei... não vou ter essa resposta?
M- Não mesmo!
P- Então terei que abusar dessa dama de novo!
M- Não! Estou exausta!(rindo)
P- Está nada!
Ele beija todo o rosto de sua mulher que ri.
A Lapa começa a ficar vazia e os quatro vão para o carro... Ruth vai agarrada ao marido enquanto Armando apenas anda ao lado de Betty.
R- Armando pode levar o carro? Está bêbado?
A- Eu não bebi... bem... bebi, mas já passou!
R- Então vamos... vem meu colombiano gostoso.
Ruth joga o marido no banco traseiro e cai em cima.
Armando sorri e abre a porta para que Betty entre no carro.
E- Sabe voltar para o hotel Armando?
A- Eu não, mas o GPS sabe!
E- Então vamos!
Armando sai com o carro e sorri ao ver pelo retrovisor seu amigo ganhar muitos beijos e até caricias safadinhas.
Os dois deixam o casal no Copacabana e seguem para o subúrbio.
Armando olha o sol nascer e fica pensativo enquanto o observa.
A- Há quanto tempo que não vejo o sol nascer.
B- Semana passada!
A- Não digo da nossa cama... do nosso quarto...
B- Não vai entrar?
Betty na verdade começa a se sentir envergonhada com o vestido, tem medo de ser vista por algum funcionário da Ecomoda.
A- Vou ficar um pouco aqui.
Armando quer dar um tempo para que Betty entre e durma... não quer ser rejeitado por ela.
B- Tudo bem... vou entrar.
Armando olha a mulher sai e resolve tirar fotos dela com o vestido porque será a ultima vez que verá já que pretende rasgá-lo em pedaços.
Ele olha o sol sair e tira uma foto do lindo Rio de Janeiro.
Betty no hotel, entra em sua suíte e vê que está toda arrumada...com flores na cama.. seu peito queima para fazer amor com o marido.. vai até a varanda e o vê do outro lado olhando o mar.

FOTO DE ARMANDO NA PRAIA