296 CIÚMES DELA

Betty, Armando, Mario, Nicolas e Edgar almoçam com três executivos da área da moda, Claudio, Soares e Oliveira em um lindo restaurante animadamente.

C- Então não tem como concorrer com a Ecomoda enquanto sua mulher estiver na presidência Armando.

Armando sorri orgulhoso da esposa.

A- Não tem para ninguém.

M- Betty indiscutivelmente é um gênio!

B- Gente... (risos) só faço o meu trabalho... e não faço sozinha... tenho uma equipe maravilhosa.

S- Então passa para mim essa sua ajuda que quero faturar mais que há Ecomoda esse ano!

B- Não posso... (sorrindo) são meus amigos... minha família.

O- Agora com a fabrica fazendo os tecidos de sua filha não temos como concorrer Betty.

A- Tenha suas próprias filhas.

C- Já tenho filhos que só sabem gastar meu dinheiro!

S- O mais triste é que o premio de executivo do ano vai para um de vocês dois... os dois concorrem.

A- Fazer o que? (sorrindo)

N- Esse prêmio é da Betty!

M- Todas as vezes que eles concorrem juntos ela ganha!

B- Não é assim! (risos)

A- É sim meu amor... (a beija) nunca ganho de você!

C- O problema Betty é que ninguém ganha!

B- Bem... vou ao banheiro...

Betty levanta e todos levantam com ela.

B- Me de licença! (sai)

S- Você tem uma mulher de ouro Armando.

A- Eu sei disso. (sorrindo)

O- Mas fala a verdade ela é durona só nos negócios?

M- Betty é uma fera em todos os sentidos.

A- Que isso! Betty é um doce!

N- Doce? Aonde que sua mulher é um doce! Dias atrás brigou com todos os executivos, inclusive você!

M- Isso é verdade! Sou testemunha!

E- Não... Betty é uma mulher muito doce que é dura nos negócios... como minha esposa.

S- Está falando isso para mim? Eu conheço sua esposa.

Edgar sorri.

Nisso entram duas mulheres do passado de Mario e de Armando... mulheres que passaram anos viajando e há muito tempo não eram vistas por Bogotá... eles se olham desesperados... sabendo que lá vêm problemas, já que as duas deram muito trabalho para se livrarem delas... Paula e Verônica quando vê os dois sorriem indo na direção da mesa.

M- Iiiii aí vem problemas!

A- Mario o que essas mulheres estão fazendo aqui? (angustiado)

M- Nem imagino... achei que estavam morando fora do país.

P- Armando minha vida, como vai?

Armando levanta na mesma hora pressentindo que ela ia beijá-lo.

A- Como vai? (estendendo a mão)

P- Com saudades minha vida! Você nunca respondeu minhas chamadas!

A- Estava ocupado! (tentando sair de perto)

V- E você Mario, como vai? Temos que marcar um encontro!

Mario levanta rápido da mesa sem graça.

M- Como vão?

V- Mario... e você? Alguma novidade?

M- Não! (tentando sair dos abraços dela) Sim!! Me casei! (mostrando a aliança)

P- Mas você já esteve casado uma vez e isso não mudou nada!

A- Mas eu continuo muito bem casado!

P- Isso nunca te impediu de nada minha vida!

Paula tenta abraçar Armando que a segura nisso Edgar levanta nervoso se pondo entre os dois.

E- Prazer sou Edgar Aguilar! Como vai senhora?

P- Vou bem Edgar... como vai?

Verônica abraça Mario que tenta sair do abraço.

Os outros executivos se divertem com a situação... Edgar entre Armando e Paula e Mario tentando sair dos abraços de Verônica.

P- Armando temos que marcar algo para essa noite.

A- Por acaso não se foi do país?

P- Sim... mas estou de volta! Me casei... me separei e estou aqui para podermos lembrar os velhos tempos!

A- Mas eu não quero lembra nada... afinal sou casado agora e muito bem casado.

P- Não seja bobo! Deixa eu te mostrar que podemos passar muito rico ainda.

Paula tenta beijar Armando, mas esse se desvia e ela acaba beijando Edgar.

E- Senhora! Sou um homem de respeito! (limpando o rosto)

P- Me desculpe! Queria beijar Armando, mas está arredio!

A- Nada de nada! Nem abraços, nem beijos! Apenas na minha mulher! (alterado)

B- É o que espero!

Todos se levantam assustado por não ter percebido Betty... Armando fica branco e Mario também.

B- O que está acontecendo aqui??

A- Meu amor... (sem ação)

E- Betty... eu... olha... (assustado com a cara de Betty)

P- E a senhora quem é? (debochando)

B- Sou a esposa desse que você queria beijar!!

P- Perdão... mas eu e Armando somos amigos de muito tempo... ele deve ter falado de mim fomos namorados.

B- Não ele não me falou de você! Ele não me fala de nenhuma mulher!

P- Mas isso é uma injustiça Armando! Fomos muito felizes juntos querida, saiba que conheço muito bem seu esposo! Falou da viagem que fizemos juntos para ela Armando?

B- Então viajaram?

V- Sim nós quatro!

B- Então você também viajou Mario?

M- Betty... eu... (apavorado)

A- Meu amor... eu...

B- Você cala a boca! E você senhora esse tempo já passou! Como ele lhe disse é um homem casado e seu passado não importa mais!

P- Pois o que faço com todas as recordações desse corpo perfeito do seu marido... porque me lembro de cada detalhe dele... olha... vou te dizer como não me esqueci dele...

Betty fica furiosa com a mulher tão abusada e não pensa direito lhe dando uma bofetada!

B- Cala a boca desgraçada!!

P- Sua louca!!

Quando Paula ia revidar o tapa em Betty, Armando a segura e a joga longe. Verônica quando vê a amiga caída no chão vai até ela a levanta.

A- Não se atreva a encostar-se a minha mulher sua louca!! (gritando)

B- Eu não preciso que me defenda Armando!

As duas mulheres saem.

A- Meu amor... olha... (tenta abraçar Betty)

B- Não quero ouvir a sua voz!

A- Mas meu amor não tive culpa... estava aqui com eles... ela chegou... meu amor... por favor.

B- Vamos embora!!

M- Betty... por favor, não fale nada com a Diana... ela está grávida e...

B- Não vou falar nada com ela por isso mesmo, porque está grávida... se não você teria que se explicar!

M- Betty eu não posso explicar todo o meu passado! Ela me deixa!

B- Não me importa!

E- Betty... eu... não sei o que dizer!

B- Fique calmo Edgar, não foi culpa sua esses dois serem tão safados!

A- Não sou safado Betty! Não gosto que fale assim! Sou um homem que vive para a minha família!

B- Ainda está falando por quê? Senhores... me perdoe, mas parece que me casei com um homem que todas as mulheres sempre andaram atrás dele.

O- Não se preocupe Betty... já ti amos acabado mesmo. (sem graça)

S- Sim claro! (mais ainda)

Betty se despede e sai arrastado Armando... no carro.

B- Me de as chaves!

A- Não pode dirigir está muito nervosa!

B- Me passa as chaves!!!!

Armando se assusta ainda mais com sua esposa e lhe da às chaves... eles saem com o carro.

A- Meu amor... eu não acredito que estamos brigando sobre o meu passado... já conversamos sobre isso.

B- Seu passado? O seu passado quase que te beija há minutos atrás! Como vem me falar de passado Armando?

A- Meu amor eu não me lembrava dela e... não me lembrava dessa tal viagem.

B- Para de falar que não se lembra do seu passado que me irrita! (batendo no volante) Como pode não se lembrar Armando?

A- Meu amor... tudo aquilo para mim morreu junto com o velho Armando... não fico pensando nessas coisas e nem nessas mulheres.

B- Mas a reconheceu assim que a viu, ou não?

Armando percebe que ela está correndo muito.

A- Meu amor... vai mais de vagar!

B- Te fiz uma pergunta!!!!

A- Calma meu amor... olha eu a reconheci porque me deu muito trabalho em me livrar dela... só por isso.

B- Imagino as coisas que fez e que falou com ela para ela não te esquecer... também com esse fogo que tem! (arrasada)

Armando percebe que ela quase chora e morre por dentro.

A- Meu amor... não me diga isso... quando te falo que nunca tive esse desejo que tenho por você por mulher nenhuma é verdade... a ti eu amo! Te amo! Te amo!

Eles chegam à empresa... ela sai do carro o deixando arrasado.

A- Ela não acredita quando digo que o meu desejo é só dela... que nunca amei ninguém como a amo.

Betty passa pelos corredores como uma bala sem falar nada com ninguém... o quartel ficam se perguntando o que houve até que Armando sai do elevador.

AM- O que houve chefinho?

A- Nem te conto... vou falar com ela!

Ele entra na presidência e Betty está sentada em sua mesa com ódio ainda.

A- Meu amor... precisamos conversar!

B- Eu não quero conversa contigo!

A- Meu amor... você sempre é tão segura de mim... da minha fidelidade e agora briga comigo por aquela mulher... não entendo.

B- Eu sei que não teria nada com ela! Tenho certeza da sua fidelidade que se fosse hoje ela passaria despercebida de você.

A- Sim... é verdade... não a olharia... como não olhei para todas essas mulheres nesses anos que estamos juntos... desde que me apaixonei por você que não olho mulher nenhuma meu amor.

B- Eu sei! Mas não gosto quando seu passado vem a minha porta! Armando não estou querendo brigar com você, mas quero que, por favor, saia da minha sala agora!

A- Não posso sair sabendo que me odeia!

B- Eu não te odeio!

A- Odeia sim... nesse momento você me odeia... posso ver em seus olhos. (arrasado)

B- Por isso não quero te ver nesse momento!

A- Não posso sair e te deixar com esse sentimento por mim... Betty não sabe o quanto te amo? O que quer que eu faça que vá trabalhar e te deixe desse jeito?

B- Armando quero apenas que saia da minha sala agora! Se não for sair eu saio da empresa! (levanta)

A- Não, por favor!

Armando a leva para a cadeira de novo.

A- Por favor... não sai da empresa... eu vou para a minha sala... eu... (atordoado) vou ficar lá até você querer falar comigo!

Armando quase morre de dor, mas sai deixando a mulher furiosa... Betty sabe que ele não tem culpa agora, mas o que pode fazer se o passado dele a deixa desse jeito e isso a deixa mais irritada ainda... uma mulher que nunca viu atrapalhar à tarde maravilhosa que estava vivendo.

B- Que ódio!! (batendo na mesa)

Armando está em sua sala arrasado quando Edgar entra.

E- Armando me desculpe... mas precisamos falar.

A- Edgar... não posso falar de trabalho agora... não vê que estou à morte?

E- Eu sei meu amigo e estou muito triste com isso... muito mesmo... mas temos problemas.

A- Qual dessa vez?

E- Mario não quer voltar para o escritório... está com medo da Betty!

A- Que fique para lá! Do que me importa isso?

E- Armando esqueceu que hoje a tarde está marcada a visita com os franqueados da Itália.

A- Marque para outro dia! Estamos com problemas aqui!

E- Que isso? Eles vieram da Itália para isso homem! Não posso marcar para outro dia... precisamos do Mario... essa franquia foi ele quem fez! Ligue para ele.

A- Está bem! (liga) Mario, a onde diabos está metido?

Mario está dirigindo pela rua.

M- Indo para casa ficar com a minha gorda! Estou com medo de sua mulher... ela pode falar para a minha gorda!

A- É claro que Betty não vai falar nada Mario! Venho já para cá! Precisamos de você aqui com os italianos!

M- É verdade... me esqueci deles.

A- Está vendo... venha logo! (desliga)

Edgar olhando para os olhos úmidos de Armando e senta.

E- Armando... ela vai se acalmar... não se preocupe.

A- Eu sei que vai... vai ficar chateada com o que me falou e não quero que ela passe por isso... aquela mulher me ama profundamente e me fazer mal à mata... ela vai se sentir muito mal depois de tudo e isso que me deixa mais triste... as palavras dela me doem... mas não tanto quando isso.

E- Eu entendo... mas tudo vai se resolver... ela vai ficar mais calma.

A- Eu sei... mesmo porque ela tem que se acalmar para amamentar os gêmeos.

E- É verdade... onde eles estão?

A- Na creche daqui... não sei se vou buscá-lo para ficar comigo... o que acha?

E- Armando os italianos estão para chegar!

A- É verdade...

Nisso Sandra bate a porta e abre.

S- Seu Armando o grupo de italiano já chegaram.

A- Meu Deus e o Mario?

S- Chegou... está conversando com eles no corredor.

A- Vou falar com Betty enquanto você fala com eles Edgar!

E- Sem problemas!

Armando vai até a sala de Betty pela passagem secreta deles saindo no quartinho... ele a observa sentada ainda sem trabalhar pensando... ele morre com isso, mas precisa avisar dos italianos.

A- Betty...

B- O que faz aqui? (sem paciência)

A- Meu amor... não fale assim comigo... não fiz nada... não mereço ser tratado assim.

B- Já te disse que não podemos conversar agora Armando! Não vê como estou nervosa?

A- Por isso mesmo meu amor... como vai amamentar nossos filhos assim? Fique calma!

B- Sai daqui homem!

A- Não fale assim comigo meu amor... não me chama de Armando ou homem!

B- O que posso fazer ou falar para que saia daqui... Armando por favor.

A- Não posso! Não podemos na verdade... os italianos estão ai querendo ver à empresa.

B- Que italianos?

A- Mario marcou aqui com uns franqueadores italianos hoje... e eles estão ai... sei que estamos passando por problemas, mas...

B- Que problemas? Armando sou a presidente dessa empresa e uma profissional! Vamos atender esses italianos... só peço que fique longe de mim.

A- Não posso! Não posso porque te amo com todas as minhas forças e não consigo ficar longe.

Nisso Patrícia entra...

P- Betty o corredor está cheio de estrangeiros querendo falar com você e com Armando.

B- Já estamos indo!

Patrícia sai e Armando olha para Betty esperando por algum sinal de paz.

A- Escutou o que te disse?

B- Sim... vamos!

Eles saem e encontram os italianos junto com Mario e Edgar.

B- Boa tarde fico muito feliz em conhecê-los!

Os italianos cumprimentam os dois e saem para conhecer a fabrica... Armando fica o tempo todo ao lado de Betty tentando pegar na mão dela, mas ela disfarça com sorriso e sai de perto dele.

Betty fala com Ugo para que ele faça um pequeno desfile para os italianos que se ficam emocionados com a possibilidade de ver a nova coleção primeiro que todo mundo.

Na hora que o desfile está todo preparado Betty coloca os visitantes nas cadeiras da frente e senta atrás junto com os executivos da Ecomoda... quando Armando ia sentar ao lado dela...

B- Senta aqui Edgar!

Edgar olha para Armando sem graça.

Armando sente uma dor no peito e senta ao atrás dela... os visitantes não percebem o clima, mas ele está arrasado tanto que se levanta e vai para sua sala.

Betty percebe que exagerou e vai atrás dele... quando ela chega à sala dele ele está chorando sentado no sofá.

B- Por favor, não fique assim! (arrasada)

A- Eu jamais imaginei na minha vida que fosse me apaixonar por uma mulher como amo você... vivia como queria sem pensar nas mulheres com quem saia... as usavas mesmo... admito... mas muitas delas só queriam subir em suas carreias e eu e Mario também fomos usados por elas... muitas vezes meu amor.

B- Eu sei disso!

A- Aquela mulher que viu no restaurante só queria desfilar para a Ecomoda e assim ser vista no mundo da moda... ela e amiguinha dela... Betty me magoa quando não acredita que eu nunca senti o que sinto quando nos amamos... me magoa quando digo que não me lembro de nenhuma mulher antes de você... que sou só seu de verdade.

B- Eu acredito... mas me entenda... se eu deixasse ela iria falar do seu corpo... de sua intimidades e isso eu morreria... (chora também)

Armando levanta e abraça a esposa e a beija.

A- Não chore meu amor! Eu te amo!

B- Eu também te amo meu amor... vamos me esquecer isso, por favor!

A- Antes me diga que me perdoa.

B- Não tem o que perdoar... eu apenas fiquei alucinada com aquela mulher... eu sei que já era para me acostumar...

A- Não tem que se acostumar com isso... meu amor... nem todas são como elas... aquela realmente é uma aproveitadora.

B- Vamos equipe... temos visitas!

A- Sim meu amor... mas hoje iremos para o nosso hotel.

B- Vou ligar para dona Adriana vir buscar seus filhos. (risos assanhados)

O coração desse homem se enche de alegria ao ouvir esses risinhos assanhados... sua Betty voltou para ele.

A- Adoro quando ri para mim... ou de mim.

B- Eu também adoro ri de você! (risos)

A- Te amo Betty... com toda a minha alma.

B- E eu a ti.

Betty pega na mão dele e o leva para o desfile antes que os italianos fiquem esperando por horas a fio por eles.