100 (Novos filhos 2)

Edgar e Ruth estão no carro ainda extasiados com a experiência que tiveram no orfanato... ela tinha razão, seu marido não deveria ter ido, já que queria levar todas as crianças para casa...

E- Você estava certa... eu não posso ir a um lugar desses?

R- Nem eu... Edgar não quero mais ir a outro orfanato!

E- Porque diz isso? Já escolheu?

R- Bem... eu preciso conversar com o nosso filho primeiro... porque são muitos novos e ele teria que tomar conta!

E- Fala de quem?

R- Eu acho que você sabe... aquele menininho moreninho... com cinco anos!

E- O Pablo? Notei quando olhou para ele! É lindo! (emocionado)

R- E o irmão dele!

E- Irmão? Qual?

R- Ele não fica ali... fica no berçário!

E- Berçário? (feliz) Mas eu achei que bebe estava fora de cogitação?

R- Estava... mas não posso afastas os irmãos... (emocionada) desde que vivo nesse país quase não vejo meus irmãos! (chorando)

Edgar abraça sua esposa...

E- Eu sei meu amor... e me sinto culpado que tenha ficado por mim!

R- Não sinta! Eu não me arrependo porque sempre foi maravilhoso comigo... mas sinto falta deles... isso não posso negar e Pablo vai sentir a falta de Tiago...

E- Esse é o nome dele?

R- Não sei... mas será se for meu filho!

E- Bem se depender de mim... passaremos noites acordados dando mama e limpando bundinha de neném! (emocionado)

R- Será?

E- Quer voltar? Para resolver logo isso?

R- Não... primeiro vamos conversar com Leandro... ele tem direito de saber!

Betty, Luciana e Tatiele estão no restaurante predileto de Armando Harrys Sasson que fica na Zona T da cidade de Bogotá... ela está muito apreensiva com a noticia que as amigas trouxeram...

B- Gente... porque ele me processaria?

T- Ora Betty... você depenou o homem... ele ficou na miséria!

B- Mas isso não é verdade! Ele ainda tem o seu cargo na Ecomoda!

L- Que você desconta uma boa parte com a pensão do Samuel!

B- Mas isso não vai dar em nada! Que homem ridículo! É claro que eu estou com a razão! Ele queria prejudicar o meu marido!

T- Betty... presta a atenção... contra ele nós só temos a palavra da Luciana e pelo que ela me disse... ele só falou no seu nome uma vez...

L- É verdade! Eu deduzi que era você...

B- Então...

T- Calma... temos que arrumar provas... como outra pessoa!

B- E o segurança que ele subornou?

T- Ele fez o acordo! Não falará nada...

L- Bem... eu pensei no motorista!

B- Qual motorista?

L- O dele! Porque ele jamais dirigiu!

T- Sim Betty... isso pode ajudar!

B- O senhor Pedro? Claro que ele me ajuda!

L- Pedro? Não é esse nome que ele o chamava!

B- Não?

L- Não... eu não me lembro direito... mas ele tinha certa intimidade com esse homem!

B- Bem... isso é fácil de saber! A Berta saberá... afinal sai da minha empresa o salário desse cara!

T- Betty você não me parece muito preocupada com o que estamos te contando...

B- Na verdade estou... mas tenho que me manter o mais calma possível para que meu marido não perceba!

L- Acho que desta vez você deve contar a ele!

B- Com certeza que vou... mas apenas quero saber mais sobre esse motorista... mas Tatiele... como ficou sabendo disso? Ele anda espalhando isso por aí?

T- Não! Mas o advogado que ele contratou é meu amigo e me falou para você arrumar um bom advogado!

B- Mas porque se virou contra mim?

T- Betty... você quem tem o dinheiro agora... perdoe-me, mas o que corre no banco é que ele passou tudo para seu nome...

B- É verdade! (sem graça) Mas eu vou mudar isso... vou passar de novo para o nome dele!

L- Você acha que existe uma possibilidade de Betty perder?

T- Duvido! (rindo) O advogado dele é muito ruim e ele só está de olho no dinheiro de Betty e ela tem um excelente advogado!

B- Tenho? O da empresa? Dr. Santamaría?

T- Não! Eu!

Elas riem...

No colégio, Camila e Tatiane conversam enquanto o professor não chega à sala de aula...

T- E o feio? Ainda está com ele?

C- Já te disse para não falar assim dele... e é claro que estou com ele... é meu noivo!

T- Não vejo a aliança!

C- Você sabe que ele não tem dinheiro para comprar uma!

T- Mas o que quero saber é se esse namoro já ficou mais quente? (sorrindo)

C- Sim! (risos)

T- Que maravilha! Não achei que aquele garoto seria disso... parece tão bobo!

C- Bem... de bobo ele não tem nada! (risos)

T- Hum... isso está ficando bom mesmo... o que ele fez? Pediu para você segurar... o... dele... você sabe?

C- Claro que não!(ultrajada) Ele apenas queria acariciar meus seios sem a blusa!

Tatiane ri da amiga...

T- Porque esse ultraje? Isso é normal!

C- Porque você já fez?

T- Não! Mas isso acontece muito! Mila é só isso que fazemos... nos tocar...

C- Ele me disse isso... que são coisas de namorados... mas eu não vou pegar no... de jeito nenhum!

T- Tem medo de não soltar mais?

Elas riem...

C- Gente... não vou conseguir... (rindo)

T- Soltar não é? (risos)

Betty retorna a empresa confusa... mas antes e entrar na sala de seu marido tenta ficar o mais natural possível... ela sorri e entra...

B- Já cheguei meu amor!

A- Hum... demoro muito! O que fazia com essas suas amigas? Falavam de que?

Betty se aproxima e Armando a coloca em frente à mesa e se joga por cima dela...

B- Falávamos de você! De quem mais falaríamos? Você sabe que só penso em você!

A- Sei... mas a onde estávamos mesmo?

Armando a beija e Betty começa a ri...

B- De novo? Mas eu só vim cumprimentar!

A- Mentira! Você queria é mais beijos!

A beija... Betty nota que ele para e olha para a porta... seu rosto se ilumina e da um lindo sorriso...

B- Mas esse sorriso é para...

C- Oi mamãe! Oi papai!

A- Minha filha!

Camila está parada na porta sorrindo olhando os pais brincarem... nisso Leandro chega atrás dela e fica sem graça ao ver os sogros daquela maneira e abaixa a cabeça...

A- Porque esse garoto está aqui minha filha?

C- Viemos te ver... mas vejo que estão ocupados de novo! (risos)

A- Não estávamos fazendo nada... ou acha que ficamos nos agarrando todo o tempo... isso não seria coisa de uma mulher direita! (sem graça)

L- Bem... então minha mãe não é uma mulher direita!

C- Nem eu! (risos)

B- Minha filha! (sorrindo)

L- Senhor Mendoza... preciso de ajuda?

A- De novo? (sem paciência)

Betty sorri e vai beijar a filha e Leandro...

B- Vocês almoçaram?

C- Sim mamãe... lá em casa e depois o Saul nos trouxe!

A- Esse está cada vez mais frouxo!

L- Senhor Armando... hoje eu tenho que ir ao bairro pobre que vamos ajudar com o projeto... meu pai iria comigo... mas acho que ele esqueceu...

B- É verdade meu filho... eles estão no orfanato!

L- Eu sei...

A- Você não deveria estar com eles?

L- Eu também achei... mas minha mãe está uma pilha de nervos meu pai achou melhor eu não ir... só ele a entende!

A- Mas porque eu tenho que ir? Vai outro dia!

L- Não posso deixar o povo esperando senhor Mendoza... eles precisam saber como andam os projetos... eu não tenho só esse com a Ecomoda!

B- Meu amor...

C- Papai ele não pode ir sozinho!

B- Claro que não!

A- Está bem! Que coisa menino!

Ele pega o paletó...

L- Mas o senhor vai de terno e gravata?

A- Sim, porque?

L- Eu não quero que eles saibam que o senhor é um dos patrocinadores... porque eles sempre pedem mais do que não precisam na verdade... ou pendem empregos!

A- Está bem! Vou trocar de roupa! (revirando os olhos)

B- Coloca um casaco! Está frio lá fora!

A- Pode deixar... (indo para a salinha)

B- Mas está sol então coloca óculos de sol!

A- Está no carro...

B- Meu amor... vai usar calça jeans?

Ele volta...

A- Sim...

B- Não usa nenhuma apertada... você sabe a onde?

A- De novo? Já te falei que não posso fazer nada a respeito disso! (sem paciência)

Camila e Leandro se olham e sorriem...

B- Mas essas calças que tem aí são muito apertadas minha vida... vamos ver uma para você! (indo para a salinha)

A- Mas que coisa Betty... essas calças você comprou! (indo atrás dela)

L- Sua mãe manda muito nele meu amor... quando estivermos na frente dos outros... principalmente dos nossos seis filhos não faça isso comigo! (sorri)

C- Não posso garantir! (risos)

Leandro olha para ver se os sogros não chegam e a beija...

L- Estava louco para fazer isso... Saul não nos deixa um momento sozinhos!

C- É verdade meu amor! (o beija)

Nisso Mario chega...

M- Meu Deus deve ser essa sala! (sorrindo)

L- Oi tio Mario! (o beija)

M- A onde está seu pai?

C- Tentando arrumar uma calça que mamãe aprove!

M- Aiii isso dura horas... sua mãe reclama dos ciúmes dele, mas ela também é muito neurótica!

Armando já saiu com Leandro quando Nicolas entra na sala de Betty...

N- Oi Betty... (senta sem graça)

B- O que houve? Te procurei toda manha! Não foi a Cartagena!

N- Betty não pude ir... olha... eu tenho uma noticia... mas quero que fique calma!

B- O que houve? (nervosa) Foi algo com o Pedro?

N- Não! Está tudo bem com ele... é que... (sem coragem)

Betty conhece aquela expressão... e não acredita no que lhe vem à mente...

B- De novo Nicolas? (mais ainda)

N- Betty... por favor, entenda! Ela quer voltar para a família dela... ficar com o filho!

B- Nicolas... ela usa o Pedro para tirar mais o seu dinheiro...

N- Eu sei... mas Betty será que sou tão feio assim para você que não acredite que ela possa me amar?

Isso bate fundo no peito...

B- Nicolas... você sabe que não é isso e sim ao contrario... eu sei que ela te ama... mas ela não consegue aceitar isso e por isso sempre te larga! Você acha mesmo que vale a pena esses dias trancados no quarto... porque depois que ela te deixa você fica um caco!

N- Sim Betty... você sempre tem que me da o mesmo sermão?

B- Não! Perdoe-me! Mas o que ainda falta na minha vida é ver você feliz!

N- Mas eu sou! E muito! Ao meu modo é claro!

B- Está bem Nicolas... mas o que aquilo quer agora?

N- Ela quer trabalhar aqui!

B- O que? (falando alto)

Armando chega ao bairro pobre junto com Leandro... ele sempre ajudou os mais carentes através da Ecomoda e da fundação de Lety, mas nunca foi a um lugar assim... o mais perto da pobreza que conheceu foi quando ia à casa de Betty antes do casamento... tudo agora assusta aquele arrogante homem... as ruas sujas, as crianças perambulando pelas casas em um frio de rachar...

Leandro repara o olhar de seu sogro...

L- Nunca foi a uma periferia senhor Armando?

A- Eu? (envergonhado) Acho que nunca!

L- Bem... são essas pessoas que o senhor vai ajudar! Vamos deixar o carro aqui, porque para lá não entra!

A- Meu carro? (arrasado)

L- Não se preocupe! Se roubarem ele tem seguro! Ou não?

A Claro que tem! Mas eu não quero outro! Quero esse carro!

Leandro sai arrastando Armando que olha para trás se despedindo de seu amado carro...

**** Foto de Armando fazendo biquinho não querendo ir com Leandro****