Os Mendozas, 16 anos depois
98 Capítulo 100 NOVOS FILHOS 2
100 (Novos filhos 2)
Edgar e Ruth estão no carro ainda extasiados com a experiência que tiveram no orfanato... ela tinha razão, seu marido não deveria ter ido, já que queria levar todas as crianças para casa...
E- Você estava certa... eu não posso ir a um lugar desses?
R- Nem eu... Edgar não quero mais ir a outro orfanato!
E- Porque diz isso? Já escolheu?
R- Bem... eu preciso conversar com o nosso filho primeiro... porque são muitos novos e ele teria que tomar conta!
E- Fala de quem?
R- Eu acho que você sabe... aquele menininho moreninho... com cinco anos!
E- O Pablo? Notei quando olhou para ele! É lindo! (emocionado)
R- E o irmão dele!
E- Irmão? Qual?
R- Ele não fica ali... fica no berçário!
E- Berçário? (feliz) Mas eu achei que bebe estava fora de cogitação?
R- Estava... mas não posso afastas os irmãos... (emocionada) desde que vivo nesse país quase não vejo meus irmãos! (chorando)
Edgar abraça sua esposa...
E- Eu sei meu amor... e me sinto culpado que tenha ficado por mim!
R- Não sinta! Eu não me arrependo porque sempre foi maravilhoso comigo... mas sinto falta deles... isso não posso negar e Pablo vai sentir a falta de Tiago...
E- Esse é o nome dele?
R- Não sei... mas será se for meu filho!
E- Bem se depender de mim... passaremos noites acordados dando mama e limpando bundinha de neném! (emocionado)
R- Será?
E- Quer voltar? Para resolver logo isso?
R- Não... primeiro vamos conversar com Leandro... ele tem direito de saber!
Betty, Luciana e Tatiele estão no restaurante predileto de Armando Harrys Sasson que fica na Zona T da cidade de Bogotá... ela está muito apreensiva com a noticia que as amigas trouxeram...
B- Gente... porque ele me processaria?
T- Ora Betty... você depenou o homem... ele ficou na miséria!
B- Mas isso não é verdade! Ele ainda tem o seu cargo na Ecomoda!
L- Que você desconta uma boa parte com a pensão do Samuel!
B- Mas isso não vai dar em nada! Que homem ridículo! É claro que eu estou com a razão! Ele queria prejudicar o meu marido!
T- Betty... presta a atenção... contra ele nós só temos a palavra da Luciana e pelo que ela me disse... ele só falou no seu nome uma vez...
L- É verdade! Eu deduzi que era você...
B- Então...
T- Calma... temos que arrumar provas... como outra pessoa!
B- E o segurança que ele subornou?
T- Ele fez o acordo! Não falará nada...
L- Bem... eu pensei no motorista!
B- Qual motorista?
L- O dele! Porque ele jamais dirigiu!
T- Sim Betty... isso pode ajudar!
B- O senhor Pedro? Claro que ele me ajuda!
L- Pedro? Não é esse nome que ele o chamava!
B- Não?
L- Não... eu não me lembro direito... mas ele tinha certa intimidade com esse homem!
B- Bem... isso é fácil de saber! A Berta saberá... afinal sai da minha empresa o salário desse cara!
T- Betty você não me parece muito preocupada com o que estamos te contando...
B- Na verdade estou... mas tenho que me manter o mais calma possível para que meu marido não perceba!
L- Acho que desta vez você deve contar a ele!
B- Com certeza que vou... mas apenas quero saber mais sobre esse motorista... mas Tatiele... como ficou sabendo disso? Ele anda espalhando isso por aí?
T- Não! Mas o advogado que ele contratou é meu amigo e me falou para você arrumar um bom advogado!
B- Mas porque se virou contra mim?
T- Betty... você quem tem o dinheiro agora... perdoe-me, mas o que corre no banco é que ele passou tudo para seu nome...
B- É verdade! (sem graça) Mas eu vou mudar isso... vou passar de novo para o nome dele!
L- Você acha que existe uma possibilidade de Betty perder?
T- Duvido! (rindo) O advogado dele é muito ruim e ele só está de olho no dinheiro de Betty e ela tem um excelente advogado!
B- Tenho? O da empresa? Dr. Santamaría?
T- Não! Eu!
Elas riem...
No colégio, Camila e Tatiane conversam enquanto o professor não chega à sala de aula...
T- E o feio? Ainda está com ele?
C- Já te disse para não falar assim dele... e é claro que estou com ele... é meu noivo!
T- Não vejo a aliança!
C- Você sabe que ele não tem dinheiro para comprar uma!
T- Mas o que quero saber é se esse namoro já ficou mais quente? (sorrindo)
C- Sim! (risos)
T- Que maravilha! Não achei que aquele garoto seria disso... parece tão bobo!
C- Bem... de bobo ele não tem nada! (risos)
T- Hum... isso está ficando bom mesmo... o que ele fez? Pediu para você segurar... o... dele... você sabe?
C- Claro que não!(ultrajada) Ele apenas queria acariciar meus seios sem a blusa!
Tatiane ri da amiga...
T- Porque esse ultraje? Isso é normal!
C- Porque você já fez?
T- Não! Mas isso acontece muito! Mila é só isso que fazemos... nos tocar...
C- Ele me disse isso... que são coisas de namorados... mas eu não vou pegar no... de jeito nenhum!
T- Tem medo de não soltar mais?
Elas riem...
C- Gente... não vou conseguir... (rindo)
T- Soltar não é? (risos)
Betty retorna a empresa confusa... mas antes e entrar na sala de seu marido tenta ficar o mais natural possível... ela sorri e entra...
B- Já cheguei meu amor!
A- Hum... demoro muito! O que fazia com essas suas amigas? Falavam de que?
Betty se aproxima e Armando a coloca em frente à mesa e se joga por cima dela...
B- Falávamos de você! De quem mais falaríamos? Você sabe que só penso em você!
A- Sei... mas a onde estávamos mesmo?
Armando a beija e Betty começa a ri...
B- De novo? Mas eu só vim cumprimentar!
A- Mentira! Você queria é mais beijos!
A beija... Betty nota que ele para e olha para a porta... seu rosto se ilumina e da um lindo sorriso...
B- Mas esse sorriso é para...
C- Oi mamãe! Oi papai!
A- Minha filha!
Camila está parada na porta sorrindo olhando os pais brincarem... nisso Leandro chega atrás dela e fica sem graça ao ver os sogros daquela maneira e abaixa a cabeça...
A- Porque esse garoto está aqui minha filha?
C- Viemos te ver... mas vejo que estão ocupados de novo! (risos)
A- Não estávamos fazendo nada... ou acha que ficamos nos agarrando todo o tempo... isso não seria coisa de uma mulher direita! (sem graça)
L- Bem... então minha mãe não é uma mulher direita!
C- Nem eu! (risos)
B- Minha filha! (sorrindo)
L- Senhor Mendoza... preciso de ajuda?
A- De novo? (sem paciência)
Betty sorri e vai beijar a filha e Leandro...
B- Vocês almoçaram?
C- Sim mamãe... lá em casa e depois o Saul nos trouxe!
A- Esse está cada vez mais frouxo!
L- Senhor Armando... hoje eu tenho que ir ao bairro pobre que vamos ajudar com o projeto... meu pai iria comigo... mas acho que ele esqueceu...
B- É verdade meu filho... eles estão no orfanato!
L- Eu sei...
A- Você não deveria estar com eles?
L- Eu também achei... mas minha mãe está uma pilha de nervos meu pai achou melhor eu não ir... só ele a entende!
A- Mas porque eu tenho que ir? Vai outro dia!
L- Não posso deixar o povo esperando senhor Mendoza... eles precisam saber como andam os projetos... eu não tenho só esse com a Ecomoda!
B- Meu amor...
C- Papai ele não pode ir sozinho!
B- Claro que não!
A- Está bem! Que coisa menino!
Ele pega o paletó...
L- Mas o senhor vai de terno e gravata?
A- Sim, porque?
L- Eu não quero que eles saibam que o senhor é um dos patrocinadores... porque eles sempre pedem mais do que não precisam na verdade... ou pendem empregos!
A- Está bem! Vou trocar de roupa! (revirando os olhos)
B- Coloca um casaco! Está frio lá fora!
A- Pode deixar... (indo para a salinha)
B- Mas está sol então coloca óculos de sol!
A- Está no carro...
B- Meu amor... vai usar calça jeans?
Ele volta...
A- Sim...
B- Não usa nenhuma apertada... você sabe a onde?
A- De novo? Já te falei que não posso fazer nada a respeito disso! (sem paciência)
Camila e Leandro se olham e sorriem...
B- Mas essas calças que tem aí são muito apertadas minha vida... vamos ver uma para você! (indo para a salinha)
A- Mas que coisa Betty... essas calças você comprou! (indo atrás dela)
L- Sua mãe manda muito nele meu amor... quando estivermos na frente dos outros... principalmente dos nossos seis filhos não faça isso comigo! (sorri)
C- Não posso garantir! (risos)
Leandro olha para ver se os sogros não chegam e a beija...
L- Estava louco para fazer isso... Saul não nos deixa um momento sozinhos!
C- É verdade meu amor! (o beija)
Nisso Mario chega...
M- Meu Deus deve ser essa sala! (sorrindo)
L- Oi tio Mario! (o beija)
M- A onde está seu pai?
C- Tentando arrumar uma calça que mamãe aprove!
M- Aiii isso dura horas... sua mãe reclama dos ciúmes dele, mas ela também é muito neurótica!
Armando já saiu com Leandro quando Nicolas entra na sala de Betty...
N- Oi Betty... (senta sem graça)
B- O que houve? Te procurei toda manha! Não foi a Cartagena!
N- Betty não pude ir... olha... eu tenho uma noticia... mas quero que fique calma!
B- O que houve? (nervosa) Foi algo com o Pedro?
N- Não! Está tudo bem com ele... é que... (sem coragem)
Betty conhece aquela expressão... e não acredita no que lhe vem à mente...
B- De novo Nicolas? (mais ainda)
N- Betty... por favor, entenda! Ela quer voltar para a família dela... ficar com o filho!
B- Nicolas... ela usa o Pedro para tirar mais o seu dinheiro...
N- Eu sei... mas Betty será que sou tão feio assim para você que não acredite que ela possa me amar?
Isso bate fundo no peito...
B- Nicolas... você sabe que não é isso e sim ao contrario... eu sei que ela te ama... mas ela não consegue aceitar isso e por isso sempre te larga! Você acha mesmo que vale a pena esses dias trancados no quarto... porque depois que ela te deixa você fica um caco!
N- Sim Betty... você sempre tem que me da o mesmo sermão?
B- Não! Perdoe-me! Mas o que ainda falta na minha vida é ver você feliz!
N- Mas eu sou! E muito! Ao meu modo é claro!
B- Está bem Nicolas... mas o que aquilo quer agora?
N- Ela quer trabalhar aqui!
B- O que? (falando alto)
Armando chega ao bairro pobre junto com Leandro... ele sempre ajudou os mais carentes através da Ecomoda e da fundação de Lety, mas nunca foi a um lugar assim... o mais perto da pobreza que conheceu foi quando ia à casa de Betty antes do casamento... tudo agora assusta aquele arrogante homem... as ruas sujas, as crianças perambulando pelas casas em um frio de rachar...
Leandro repara o olhar de seu sogro...
L- Nunca foi a uma periferia senhor Armando?
A- Eu? (envergonhado) Acho que nunca!
L- Bem... são essas pessoas que o senhor vai ajudar! Vamos deixar o carro aqui, porque para lá não entra!
A- Meu carro? (arrasado)
L- Não se preocupe! Se roubarem ele tem seguro! Ou não?
A Claro que tem! Mas eu não quero outro! Quero esse carro!
Leandro sai arrastando Armando que olha para trás se despedindo de seu amado carro...
**** Foto de Armando fazendo biquinho não querendo ir com Leandro****

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