359 A TORRE


Camila e Leandro estão no quarto de Betty lendo o bilhete e tirando todos os tipos de conclusões possíveis... com as cabecinhas férteis eles divagam sobre as possibilidades daquele final tão avassalador.
C- Eu... não consigo entender... (angustiada) não foi traição, não foi pela presidência... o que foi afinal?
L- Eu ainda acho que é porque ele demorou a terminar com a Marcela... sua mãe se cansou da indecisão dele.
C- E ainda tem isso!! Como uma mulher como a tia Marcela poderia aguentar isso? Um homem dormir ao lado dela sem toca-la... sem querer nada com ela.
L- Como a sua mãe aguentava isso... ou... (pensa)
C- O que?
L- Ela não acreditava que ele não tinha nada com a Marcela.
C- Ela me disse isso... que ele vivia repetindo isso, mas ela não acreditava.
L- Não queria ser seu pai naquela época... que vida confusa.
C- Os três erraram nessa estória... Marcela por deixar um homem fazer isso com ela, minha mãe por estar com um homem praticamente casado e meu pai por enrolar as duas.... mas o que eu não entendo é ele... porque as duas eu entendo... Marcela não podia perder o homem que amava e lutava por ele, mamãe estava encantada com um homem lindo como ele olhar para ela, mas ele... ele... (confusa)
Leandro logo percebe que a obsessão voltou e tenta acalmar sua noiva.
L- Meu amor, não vamos pensar nisso hoje, afinal é seu aniversário e estou com fome... não consigo pensar de barriga vazia, mas depois pensaremos em algo.
C- Você já me prometeu isso milhões de vezes.
L- Mas desta vez cumprirei...
Nisso Ana Lucia chega.
Ana- Prima, seu pai ta louco lá em baixo com vocês dois aqui no quarto dele.
C- Jesus! Papai é uma mala! Vamos meu amor!
Marcela, Ugo, Santiago, Peter e os filhos almoçam em um lindo restaurante falando sobre as compras pela manhã.
U- A senhora é muito engraçada dona Marcela, quando está sozinha me chama para fazer compras agora quando está com a amiguinha sou jogada de lado.
M- Meu querido, eram apenas as meninas. (sorrindo)
U- E eu não sou uma menina?
P- Mesmo fazendo muito esforço eu não te vejo como uma menina. (sorrindo)
U- Muito engraçado! Mas ela sempre faz isso quando está com Betty? O que é tem vergonha de mim?
M- Sim... você sempre fala alguma gracinha com ela Ugo!
U- Pois Marcela, fique sabendo que nos damos muito bem... convivemos todos os dias juntos
S- Isso é verdade Marcela, não se preocupe com ela, Betty se defende bem!
Nisso chega Daniel.
D- Boa tarde.
M- Que indelicadeza meu irmão, chegar atrasado para o almoço.
D- Eu estava entregando meu presente a Camila. (senta)
M- O que? (atenta) Por que entregar agora?
D- Porque não quero problemas com Armando... estou fazendo o que você me pediu.
P- Eu não acho que entregar presente escondido seja a melhor maneira de não aborrecer Armando.
D- Não dei escondido.
M- E com fez? Subiu e entregou na frente dele?
D- Não... esperei em baixo do apartamento por ela.
M- Por que meu irmão? (já nervosa)
D- Porque ela não estava Marcela! Que histeria é essa gente?
U- Digamos que é no miminho estranho Daniel, até para você.
D- Estou pensando no meu investimento.
M- Realmente não entendo...
D- O quer que diga Marcela? Não estou aprontando nada! Já entendi que nada toca no Armando... ele faz tudo que quer e sempre vence no final... levou minha empresa ao buraco e foi castigado? Não casou com a presidente da minha empresa.
U- iiiii seção desenterrando as coisas... aiii que preguiça que me da esse assunto de novo!
M- Tudo bem, se está tudo sobre controle, vamos almoçar em paz.
Marcela diz isso, mas conhece seu irmão e sabe que esse enteresse por Camila não é apenas profissional, ou ele está com uma paixonite por ela, o que seria uma desgraça, ou ainda pior quer controlar a menina para ganhar ainda mais dinheiro com ela.
Em Bogotá, Diana observa sua mãe com sua filha no colo, Nora pegou a menina nos braços e ainda não entregou... ela anda pelo quarto... Nora fala com a neta enquanto sorri e limpa as lagrimas... Diana imagina que a mãe deve ter sonhado muito com isso quando a entregou para adoção. Diana se afasta deixando as duas sozinhas e volta para a sala de visitas.
V- Ainda está com a neta nos braços?
D- Sim... (emocionada) fiquei pensando... como ela deve ter sofrido ao me entregar.
V- As pessoas acham que é fácil entregar uma criança, ou como leio no face uma frase que os gays usam muito.... a criança que os héteros jogaram foram hoje são criadas por dois gays... eu os perdoo porque são ignorantes quando dizem isso... por trás existe muita dor e sofrimento.... é claro que existe o outro lado... de mães viciadas e que realmente não quer os filhos.
M- E ela não teve mais filhos?
V- Não... foi um parto complicado e no inicio ela não achava justo criar outra criança enquanto a Diana não estava com ela e depois descobrimos que ela não podia mais ter filhos.
D- Então... vocês acham que o destino foi cruel com vocês?
V- Claro que não! Diana quando te encontramos você não precisava do nosso dinheiro, era independente... feliz... foi bem criada e olha hoje, feliz no casamento... eu acho que o destino nos compensou pelo que passamos contra a nossa vontade.
D- Meus avós maternos... nunca pediram perdão? Nunca se arrependeram?
V- Quando os pais acham que estão fazendo o certo naquele momento, acham que é para sempre e não voltam atrás mesmo depois de ver tanto sofrimento.
M- O senhor disse que foram separados? Então não podiam se encontrar?
V- Não! Foi um trato entre nossos pais... ela mudou de cidade e não a encontrei até a faculdade.
D- E como foi se encontrarem depois de tantos anos?
V- Que anos? Parecia que passou apenas uma semana... todo o amor voltou na hora e nos casamos logo em seguida.
M- Mas estavam solteiros?
V- Não... estávamos namorando... os dois, mas esquecemos completamente de nossos parceiros que só contamos quando foram nos procurar.
Nisso Nora chega.
N- Acho que ela dormiu no colo da vovó.
V- Também com um colinho gostoso desse. (sorrindo)
D- Vou coloca-la no berço.
Quando Diana ia pegar Cecilia no colo da mãe, mudou de ideia.
D- Por que não fazemos melhor... a senhora coloca sua neta no berço? Vamos.
Nora sorri toda feliz olhando para o marido e as duas saem.
Mario fica olhando o olhar carinhoso do marido para a esposa e sorri.
Depois de um almoço maravilhoso os Mendozas, Aguilar e Pinzons estão no salão de visita tomando um licor.
A- Então... agora vamos dar uma deitadinha... (olhando para esposa)
C- Epaaa!! Deitadinha nada, que conheço muito bem essas suas deitadinhas... papai queremos ir na torre!
LU- Claro!!! Pode esquecer que vamos passar a tarde aqui trancados!
R- Bem... apesar de estar quebrada de andar nessas ruas cheias de pedrinhas, eu também quero ir.
B- Bem... para irmos temos que levar todos, porque dona Adriana e Leia vão passear agora.
DM- Você acha que precisa de nós Betty, para orientar as meninas?
B- Não... meus filhos conhecem bem aquela torre. (risos)
H- Nós também não vamos, ou quer ir Julia?
J- Aiii não... lá é muito alto e venta muito frio!
H- E da conta de cuidar de tantos filhos Betty?
A- Ora essa!! Não gostei desses “tantos filhos" e sim eu darei conta! Cuidarei dos meus filhos como sempre.
L- Não se preocupe meu sogro que ajudaremos.
A- Não preciso de ajuda!
J- Aceite meu filho... por favor.
A- Tudo bem... Betty vamos agasalhar bem essas crianças!
B- Não se preocupe que já separei todas as roupinhas tanto dos gêmeos quanto de Aninha, mas isso inclui vocês também... lá realmente o vento é frio.
K- Trouxemos tudo que precisamos tia, não se preocupe.
JO- Você sabia que dentro da torre tem restaurante?
Ana- Obaaa lanchinhos na torre! (risos)
K- Você é tão inteligente Jorge Enrique... aprendi muito com você hoje.
AL- Ele? Não sabe nada! Eu sou mais inteligente do que ele.
K- Também aprendi muito com vocês hoje.
Katinha da um beijinho no rosto de cada um.
K- Agora vou me encher de roupas.
As adolescentes sobem felizes para os quartos.
Leandro olha para os meninos que estão sorrindo com os beijinhos.
L- Vamos subir meninos? Vem Pablo!
Eles sobem...
R- Vou cuidar do meu povo. (risos)
E- Te ajudo!
Eles sobem.
B- Bem... então nos vemos a noite?
DM- Sim... quero descansar.
Eles se despedem e o casal sobe.
Leandro bate a porta de Katinha que atente.
K- E ai primo? O que ta pegando?
L- Posso falar com você?
K- Claro!
Ele entra e fecha a porta.
L- katinha... eu não gosto do que vocês estão fazendo com os meninos... estão deixando os meninos gamadinhos... e não é bom para eles.
K- Primo... eu fico feliz por se preocupar com eles, mas eles não gostam de nós... eles querem transar.
L- Como?
K- Sim... aqueles dois capetinhas não querem namoradas e sim transar.
L- Como sabe disso?
K- Quando nos conheceu eles me perguntaram se eu era profissional.
Leandro sorri.
L- Sim, mas isso era antes, hoje eu acho que eles gostam... eu peço que deixe claro para eles que não querem nada serio com eles.
K- E nem eles conosco, mas se for para te deixar tranquilo eu falo com eles.
L- Eu gosto muito deles e não quero que sofram.
K- Por que iriam sofrer primo? Você se preocupa demais com as pessoas... se preocupa até com quem não precisa.
L- Só peço que deixe bem claro!
Quando Leandro sai do quarto dá de cara com Saul.
S- Como esse lugar é grande, aonde está dona Betty?
L- Naquele quarto, cuidando da Aninha. (apontando)
S- Obrigado!
Saul bate à porta.
Betty está terminando de colocar a toca na filha...
B- Entre!
Ele entra.
S- Desculpe dona Betty!
B- Quer um carro para te levar ao hotel? Não vai conhecer a torre conosco?
S- Vou sim, não é isso... eu queria comentar algo com a senhora antes...
Betty percebe que ele está um pouco preocupado... ela estranha ainda mais, porque ele sempre recorre ao marido e nunca a ela.
B- Por favor, fale.
S- Eu sempre falo as coisas para o seu marido, mas como é aniversário da Camila e pode ser bobagem minha... com certeza é.. (sem graça)
B- Duvido que seja, confio no seu instinto... pode falar.
S- Achei o senhor Valencia um pouco... digamos... confiado com a Mila hoje.
B- O Daniel? Confiado? Como assim? (atenta)
S- Ele estava esperando por nós aqui em baixo e deu um presente a ela e pediu para que eu me afastasse... eu fiz, mas quando ele a abraçou eu cheguei perto e tirei.
B- Mas ela não estava agradecendo o presente?
S- Ai é que está... ela estava agradecendo, mas ele não... estava era abraçando a menina... eu sei que o patrão não gosta dele... por isso sempre mantenho todos os filhos longe desse homem.
B- O que te preocupa de verdade?
S- Ela é ingênua... gosta dele, o chama de tio... eu não gostei da forma do abraço dele dona Betty... por favor, peça para ela se manter longe daquele homem.
Betty começa a ficar nervosa, mas mantem a calma.
B- E se está tão preocupado, por que veio a mim e não ao Armando?
S- Porque ele ia acabar com a o aniversário dela e além do mais ele não ia observar as coisas... as mulheres que fazem isso... ele ia bater no senhor Valencia e pronto.
B- Sei... bem... não preciso pedir que não conte a ele ainda, já que veio a mim, mas eu te prometo que falarei com ela e o manterei mais longe de minha filha possível.
S- Obrigada senhora. Ela está pronta? Vamos descer Aninha?
AN- Posso mamãe?
B- Claro, pode ir! (beija a filha)
S- Como está linda a bonequinha!
Saul sai deixando Betty preocupada.
Marcela está em seu quarto no hotel olhando pela janela preocupada... Peter chega por trás e abraça.
P- O que te preocupa baby? Diga que acabo com ele agora! (sorrindo)
M- Não sei... não gosto desse movimento que está se formando entre Camila e o meu irmão.
P- Sinceramente, nem eu! Acho que deve alertar a Betty.
M- Alertar? (se vira para ele) Como assim?
P- Ele pode estar armando algo... ou pode ser mesmo uma paixonite platônica e dos dois casos não acaba bem... você conheço a rivalidade do Armando e Daniel.
M- Claro que conheço é milenar!!
P- Então converse com sua amiga.
M- Quer que traia meu irmão?
P- E se fosse com a nossa filha?
M- É verdade... tenho que ver isso.
P- Ligue para ela. (a beija e sai)
Ela pega o telefone e liga para Betty que está guardando as roupas que não vai usar da filha.
B- Oi Marcela...
M- Betty... quero te falar uma coisa, na verdade te perguntar...
Betty fica logo tensa, será o mesmo assunto?
B- Pode perguntar.
M- A Camila mostrou o presente que o meu irmão deu a ela hoje à tarde?
B- Não... não vi nenhum presente, por que?
M- Ele comprou um desenho caríssimo e deu a ela e me deixou preocupada, não quero problemas com o Armando.
B- Desenho?
M- Sim... um croqui da madame Chanel.
B- E por que ele daria um presente desse para uma menina de 17 anos?
M- Ele me disse que está investindo no futuro dela.
B- Ela não precisa que ninguém para pensar no futuro dela, mas eu já sei o que é.
M- sabe? (mais tensa ainda)
Betty resolve brincar com o assunto para não assustar a caça, que no caso será o Daniel.
B- No desfile que fizemos com os modelos dela, ele ficou todo preocupado dela trabalhar para a concorrência. (risos)
M- Jura? Ele falou isso mesmo? (aliviada)
B- Claro querida, o que achou que seu irmão estava apaixonado por minha filha?
M- Não... achei que seria uma forma dele arrumar encrenca com o Armando.
B- Não se preocupe, é no puro dinheiro que ele pensa quando a vê!
M- Ai que bom, mas de qualquer forma não diga para Armando.
B- Claro que não. Beijos querida preciso desligar.
Betty desliga aquela ligação o mais rápido que pode... como aquele homem asqueroso está de olho no bebe dela?
Nisso Ruth entra e a vê tensa.
R- O que foi? Leandro e Camila de novo? Vai ou não vai ter noite de amor?
B- Se esse fosse os nossos problemas seriamos felizes... você não imagina a bomba mais nojenta que fiquei sabendo.
R- O que? (já nervosa)
B- Acho que o Daniel está de paixonite com a minha filha! (com cara de nojo)
R- Que filha???
B- Qual seria?? A sua nora!
R- Que nojo!! (também) Eu taco a mão na cara dele agora!
B- Calma... é uma suposição... vamos investigar primeiro.
R- Quem te contou esse babado?
B- Marcela!
R- É... então temos que investigar... essa noite vai dar problema.
B- E eu não sei...
Nisso Armando entra.
A- O que estão fazendo aqui?? Ruth suas sobrinhas estão incontroláveis gritando na minha cabeça!! Sua irmã não deu educação a elas não?
R- Tanto quanto você deu aos seus filhos, ou seja, nenhuma!
A- Olha que abuso! (pasmo) Meus filhos são uns lordes.
R-Lordes que rolam no chão por brigadeiros, ou pensa que esqueci!
A- Que isso!!! Betty vai deixar ela falar assim comigo??
R- Você que me provocou lunático!
A- Viu?? Ela não pode me chamar assim!
B- Aiii gente... vocês estavam tão bem... (indo para o corredor com eles atrás)
R- Betty, foi ele que chamou minhas sobrinhas de bagunceiras.
A- Eu não disse isso!
R- Como se os meninos fossem anjos!
A- É claro que são!
Betty desce as escadas com os dois falando no ouvido... ela chega na sala e todos estão ouvindo os dois baterem bocas.
R- Você não sabe criar filhos!
A- Está louca??? Eu tenho seis!! E ainda tem o seu filho encostado nas minhas costas!
R- Está chamando meu filho de encostado?
Edgar chega perto da mulher e a beija apaixonadamente deixando todos sorrindo.
E- Minha Ruth, vamos viver o nosso sonho de lua de mel e ir aquela torre?
Ruth sorri mole do beijo.
R- Sim, minha vida, vamos!
Todos sorriem e saem...
Quando chegam a torre Eiffel, a mais famosa torre e a mais linda.
Ruth olha para cima e se perde na imensidão de ferro e sonho... ela olha para o marido emocionada, pega na mão dele e sobem... a torre você pode subir de elevador, ou pelas escadas, o que é seria impossível já que ela tem 301 metros e três andares com um com restaurantes, outro com pista de patinação e o ultimo com o piso todo de vidro.
A Torre Eiffel é uma torre treliça de ferro do século XIX localizada no Champ de Mars, em Paris, que se tornou um ícone mundial da França e uma das estruturas mais reconhecidas no mundo.
As primas tiram milhares de self colocando imediatamente na rede, junto com os primos.
Edgar aperta sua esposa nos braços olhando a linda cidade.
Armando fica olhando Betty que ainda se encanta com tudo ao redor e sorri, pois ela nem imagina o que irá te acontecer.



O RESTAURANTE


Aqui tem um vídeo de uma pessoa que subiu a torre, eu achei ótimo para vocês sentirem o que eles sentiram.

https://www.youtube.com/watch?v=9Zmv_ksdGQQ