Os Mendozas, 16 anos depois

334 Capítulo 336 REUNIÃO DE PAIS E FILHOS


336 REUNIÃO DE PAIS E FILHOS

Betty acorda e não vê seu marido ao lado, ela o procura pelo quarto e o vê sentado na poltrona já arrumado olhando para ela.
B- Meu amor... vai a onde?
A- Beatriz vá tomar banho que temos uma reunião daqui a pouco!
B- Reunião? (olha para o relógio) Mas a reunião é as 11 horas, como sempre... fazemos a reunião e depois almoçamos.
A- Sim... mas eu mudei para agora... eu posso mudar a hora da reunião, Beatriz?
B- Claro meu amor...mas terá que avisar os executivos! (saindo da cama)
A- Não se preocupe que já fiz isso!
Betty olha nos olhos do marido e percebe que ele ainda está de cara feia.
B- Ainda está esquisito... precisamos conversar antes de sair meu amor.
A- Não podemos! Essa reunião é importante!
B- Sim... (atordoada) eu... vou tomar banho.
Ela procura a bolsa e encontro ao lado dele.
A- Precisa de alguma coisa dessa bolsa? Ligar para alguém?
B- Não... (mais ainda)... eu só preciso de fazer uma pergunta...
A- Faça?
B- Está com raiva de mim? Estamos brigados?
A- Jamais... não... não estamos brigados!
B- Se pudesse faria amor comigo agora?
A- Sim... muito, mas temos essa reunião.
Betty sorri, sabe que se fez algo de errado não é tão ruim assim.
B- Vou tomar meu banho.
Da um beijinho nele e sai.
Armando sente o corpo queimar apenas por esse delicado beijinho, mas tem que se impor e além do mais está com uma ressaca horrorosa.
Na família Aguilar, Edgar faz o mesmo com Ruth sem deixar que a mulher fale com Betty e a tira o mais rápido possível de casa e leva para Ecomoda.
Armando abre a porta da sala de juntas com Betty e encontra Ruth e Edgar sentados... as duas se olham como se perguntasse o que estava acontecendo?
B- Bom dia!
E- Bom dia Betty!
B- Chegamos muito cedo? Só chegaram vocês?
A- Não... essa reunião é apenas para nós! (senta)
Betty olha ainda mais confusa para Ruth e senta.
R- Essa reunião trata sobre o que?
A- Sobre do que seria? Sobre nossos filhos!
R- Nossos filhos? Então não deveria ser aqui e sim lá em casa... ou na sua! Não vejo porque deve ser aqui e também porque esse mistério todo?
A- Não importa a onde é a reunião. (senta) O que importa é que queremos que saiba que sabemos de tudo!
B- De tudo o que?
A- Sobre nossos filhos!
E- Ruth... como dizem em seu país... a casa caiu!
B- Caiu? Que casa? Gente... estou muito confusa!
A- Nós sabemos do presente da Camila... ou seja, o presente seria uma noite de amor com o Leandro.
As duas se olham incrédula.
R- Como é que é?
E- Sim dona Ruth! Demoramos, confesso, mas descobrimos o que tanto escondia! Seu filho pretendia tirar a virgindade da Camila no aniversário dela.
B- Eu acho que houve uma confusão aqui... isso nunca foi...
A- Não minta! Eu sei de tudo! Primeiro ele me pediu para casar com ela!
E- Para não fazer nada errado!
A- Não o defenda!
E- Não o acuse!
B- Calma!! Continua esse seu delírio Armando.
R- Bota delírio nisso!
A- Delírio?? Eu li o seu diário e lá dizia que ela ia se entregar a ele!
B- De novo! De novo fez isso?
R- Diário? Que diário gente?
E- Armando você leu o diário dela de novo?
R- Betty tem um diário? E quem ainda faz isso Betty?? Coloca no pc, pelo amor de Deus!! Longe desse louco!
Armando rosna para Ruth.
A- O que esperava? Eu precisava saber o quanto era descarada comigo!! As duas!!
R- Eu? Descarada? Não vai falar nada? (olhando para o marido)
E- Você também sabia o plano e não me disse nada!
R- Plano? Que plano é esse?
B- Armando... você leu o diário todo, ou apenas essa parte?
A- Apenas uma parte!
B- Pois se tivesse me perguntado e não me trouxesse para essa inquisição ridícula saberia que eu conversei com ela.
A- Beatriz, você me disse que estava investigando algo e que iria me falar se descobrisse algo e não fez nada disso!
B- Eu não falei porque não houve nada... eu conversei com ela como disse.
E- E você falou para Ruth dessa conversa?
B- Sim...
E- E você não me falou nada?
R- Eu não ia me meter na intimidade de mãe e filha!
A- Intimidade que o seu filho está metido!
E- Betty... por favor, me conte o que conversou com ela para ter tanta certeza de que não merecíamos saber o conteúdo?
B- Também não é assim... eu... tudo bem... eu percebi que ela queria repetir a nossa história de primeira vez e fui falar com ela.
A- E ela te confirmou?
B- Ela me disse que não era bem assim... ele falou que faria amor com ela quando ela tivesse 17 anos.
A- Sabia! Tarado!
R- Não fale assim do meu filho, seu lunático!!
E- Por favor, deixemos a briga para depois... vamos resolver isso antes que os empregados da empresa cheguem... por favor, Betty continue.
B- Ele disse isso apenas em um momento... (sem graça) um momento de desejo, acredito e nunca mais tocou no assunto... com a promessa que fez ao Armando de leva-la virgem para o altar isso foi esquecido.
A- Mentira! Se não ele não viria com aquele papo de casamento!!
E- Isso é verdade!
B- Porque ela lembrou e começou a infernizar o juízo dele para que ele cumprisse a promessa que fez a ela primeiro!
R- Quem é a tarada agora?
Os dois rosnam um para o outro.
E- Ruth!!! Não fale assim dela, quem é você para falar assim dela? Me agarrava naquele quarto!! Por favor, Betty continue.
B- Mas... era apenas uma brincadeira dela... ela gosta de fazer esse joguinho com ele, para ver se ele corria risco por ela... como foi o assunto do quartinho.
A- Eles me disseram isso, mas eu não acreditei!
B- Eu expliquei a ela que se fizessem amor com ele agora não seria bom para nenhum dos dois e que se ela engravidasse poderia criar um clima pesado entre nós e essa amizade não seria mais a mesma... eu sei que fiz errado em colocar esse peso nos ombros de minha filha, mas é verdade... o que nos uniu foram os dois e podem muito bem nos separar.
Eles se olham.
E- E você acha que essa conversa resolveu o problema?
B- Tenho certeza que sim!
R- Como vocês são ingênuos!
Todos a olham.
B- Confio na minha filha Ruth e no seu filho também!
A- Eu confio na Mila, na criatura nem pensar! Ele pode obriga-la.
E- Jamais faria isso!
Ruth ri alto.
R- Gente... essas coisas não são assim... tudo bem que eles não vão fazer amor no aniversario dela, mas isso vai acontecer um dia, talvez logo ou ainda demore anos, mas não se iludam... eles não vão casar virgens!
A- Para você é fácil falar, não é a mãe da menina!
R- Armando... eles passaram meses indo naquele apartamento e nunca aconteceu nada...
B- É mesmo!! Você sabia que tinha algo errado... até os seguia e não me disse nada!
A- Você estava em uma gravidez de alto risco! Seria um louco se chegasse com esse assunto!
R- Gente... quando eu me entreguei ao Edgar eu não levantei de manhã e pensei... hoje farei amor com o menino que amo... não foi assim.
B- Eu sei, mas ela me disse...
R- Betty quando fizeram amor, foram para o tal hotel, não é?
B- Sim...
R- Você sabia que ia fazer amor com ela, não é Armando?
A- Não tinha certeza, mas imaginava.
R- Quantos anos tinha?
A- 30!
R- E você Betty?
B- 26!
R- Gente... eles são adolescentes e essas coisas acontecem naturalmente... nós namorávamos todos os dias não é meu querido?
E- Sim...
R- Então um dia... tudo estava magico e me entreguei a ele... e ele que sempre se negou para mim... me recebeu.
B- Então... ele também te controlava? Como o Leandro faz com ela?
E- Sim... não sei se é como meu filho... Ruth me deu muito trabalho... muito mesmo...mas teve um dia que não resisti e a amei como desejava há muito tempo.
Armando começa a pensar... pensar e sua dor de cabeça só piora.
A- Então... essa conversa não valeu?
B- Claro que valeu meu amor, mas não para sempre.
R- O que disse Armando é que não podemos confiar no desejo.
A- Então estamos na mesma?
R- Não... acertamos tudo!
E- Por que não me disse?
R- Porque como Betty, estava tudo resolvido.
A- O que vocês não entendem é que somos os pais e não reprodutores! Temos o direito de saber o que passam com os nossos filhos!
B- Eu sei... agi errado... me perdoa!
R- Sim... meu querido... não tive a intenção de te magoar e fiquei com medo de te falar.
E- Medo?
R- Sim... vocês são tão amigos que logo contaria para ele.
E- Não poderia deixa-lo no escuro!
A- Não importa! Vocês devem nos contar sempre o que acontecem!
B- Aprendi a lição meu amor.
Betty beija o marido que sorri... ela fica no céu ao ver aquele sorriso lindo.
A- Nunca mais faça isso Betty... nunca mais me esconda nada... eu não sou um animal, sou o pai dela e a amo profundamente.
E- E isso quer dizer que se algum dia acontecer, nossa amizade não ficará abalada?
A- Claro que não! Eu não sou tão ingênuo... sei que essa virgindade não chega ao altar!
E- Nenhuma das duas... porque ele também é virgem!
A- Eu sei, ele me disse!
R- Então... já que resolvemos essa pendenga e a casa não cai mais.. meu querido vamos na sua sala para conversarmos melhor. (sorrindo assanhadamente)
E- E o que quer conversar comigo? (sorrindo)
R- Lá eu te conto! Bom dia para vocês!
Ruth arrasta o marido deixando os dois sozinhos.
B- Me perdoa de verdade?
A- Claro meu amor. (a beija)
B- Armando... não faça mais isso, não arme para mim... para nós! Sempre confiamos cegamente um no outro e agora esse jogo... esse plano me deixa triste.
A- Eu sei... também não gostei de fazer isso... queria conversar ontem, mas teve o desfile da Marcela e o Edgar ficou mais nervoso do que eu.
B- Percebi... hoje ele estava transtornado...mas Ruth vai acalma-lo. (Risos) Vamos para a presidência? Preciso te acalmar também.
A- Meu amor... quero muito fazer amor contigo... muito mesmo... não imagina o quanto, mas o que realmente preciso agora é um daqueles remédios que me dava quando eu estava de ressaca... lembra, quando namorávamos?
Betty ri alto.
B- Claro meu amor... um consume e muitos anti ácidos! Não se preocupe que já volto.
Ela o beija e sai.
A- Que dor de cabeça infernal.
Ele leva os dedos as têmporas massageando para ver se melhora... nisso a porta se abre e Ian entra com um tablet na mão falando sem perceber que ele está na sala.
I- Vai tirar o que agora minha gostosa? (em inglês)
Armando fica pasmo olhando para ele.
I- Hummm que deli...
Vê o patrão e desliga o tablet assustado.
I- Senhor Mendoza... perdão. (olha o relógio) é cedo ainda...
A- Por acaso iria fazer sexo com a sua noiva na minha sala de reunião?
I- Não... (sem graça) sim... e não... eu não tenho sala aqui.
A- E se tivesse...
I- Não senhor... é sempre a mesma coisa ela começa e nunca termina... tem vergonha de se mostrar.
A- Porque é gordinha? Sente-se!
Ian senta ainda envergonhado.
I- Perdão! Eu não sei o que dizer.
A- Se não tivesse aqui ia se agarrar com ela?
I- Como disse, nunca acontece.
Nisso Betty chega.
B- Meu amor... bom dia Ian.
A- Betty, o Ian ia fazer sexo com a noiva dele aqui na sala de juntas!
Ian fica roxo de vergonha.
B- Nossa parece Lety e Fernando que não podem ver a mesa da sala de juntas! (risos)
A- Aiii que nojo!! Para que me lembrar disso? Por isso que nunca vou a Conceitos! Que imagem nojenta me veio à cabeça!
B- (risos) Venha meu amor, está tudo preparo na presidência para a sua ressaca! Vem!
A- Não vá me fazer nada aqui Ian!
I- Não se preocupe senhor... ela chega ainda hoje!
A- Sei...
Betty arrasta o marido para a presidência deixando Ian mortificado.
Aquele dia passa rápido e na tarde seguinte é o grande dia da reunião com Mila Pinzon Mendoza... Betty e Armando entram na sala de juntas de mãos dadas e vê Camila sentada na cabeceira da mesa com Ruth e Leandro ao lado. Ele sorri ao ver o ar de metidinha da filha.
B- Boa tarde... o que faz aqui querida?
C- Já vai saber mamãe!
Nisso entram Nicolas, Aurea Maria, Catalina, Edgar e Fred.
Todos olham para a filha de Armando.
B- Podemos começar? Sentem-se!
Todos sentam.
C- Ainda não mamãe!
Nisso chega Ugo.
A- O que faz aqui Ugo? Não é a sua coleção!
U- E eu não sei!
C- Ugo... sentem ao meu lado... mamãe... presidente da Ecomoda esse é o meu estafe... trouxe uma economista para ver todos os cálculos e um artista para ver o andamento do desfile.
Betty prende o riso e Armando sorri de emoção.
B- Pois bem.... Então... a minha administração será colocada à prova... na última vez que isso aconteceu o economista da Ecomoda perdeu o emprego. (risos)
U- É verdade, o Laerte! Homem horrível!
R- Ainda bem que não trabalho na Ecomoda.
C- Comece a reunião.
B- Bem... como sabem esse desfile é beneficente então consegui reduzir o máximo de despesas possíveis com vários patrocinadores amigos da Ecomoda e também de outros seguimentos.
C- E não tem nada disso no papel para mostrar para a minha economista?
Betty mais uma vez prende o riso e passa uma pasta para Ruth que também esconde o riso.
C- E ai? O que achou?
R- Achei perfeito... ela evitou quaisquer desperdícios... muito bom.
C- Muito bom mamãe!
B- Obrigada!
C- E sobre arrecadação da venda dos modelos?
A- Bem... isso ficou comigo, se me deixar explicar... posso?
C- Claro... faça, mas não preparou nenhum documento para eu ver?
A- Claro! (sorrindo)
C- Passe para o Ugo!
Ugo pega os papeis todo metidinho.
A- Os modelos que você escolheu, agora são exclusivos e ninguém mais terá... serão leiloados com um lance mínimo de vinte mil dólares!
C- Está louco papai?? Muito caro!
U- Ele disse lance mínimo! (debochando)
E- se me permite dizer... se não incomodar é claro... eu e Nicolas fizemos uma pesquisa para ver o valor que poderíamos arrecadar, não foi Nicolas?
N- Sim.... e Mila todo mundo quer seus modelos... vai ganhar uma fortuna!
C- Sei... e o dinheiro vai dinheiro vai direto para a fundação do meu amor?
L- Nossa Mila... nossa fundação!
E- Sim... o dinheiro vai para a “nossa” fundação! (sorrindo)
C- E sobre a festa? O bufê... essas coisas.
CT- Ai nós entramos... Aurea Maria e eu... aqui tem uma lista dos convidados para o desfile... passou para quem?
C- Para mim!
Camila pega a pasta e arregala os olhos com a quantidade de pessoas importante para o desfile.
C- E... todos esses vêm mesmo Cata?
CT- Todos já confirmaram!
AM- E aqui tem a reversa de hotéis que eles ficaram! Passo para quem?
C- Para mim!
Ela abre a pasta e só vê hotel caro.
C- Mais esses hotéis são caríssimos, mamãe vamos perder dinheiro!
B- Responda Aurea Maria!
AM- Não querida... eles vêm por conta própria, apenas fiz a gentileza de fazer as reservas, a únicas despesas serão os traslados... do aeroporto até o hotel e do hotel até o evento... isso ficará por nossa conta.
B- Nossa não! Sua conta! Lembre-se que queria participar?
C- Quero muito!
B- Essa reunião... todas as horas desses empresários... inclusive a minha irá pagar por eles.. tudo que não consegui trazer de graça sairá do seu bolso.
C- Eu sei mamãe!
L- E eu minha sogra? Não vou pagar nada!
R- Com que dinheiro?
L- Eu tenho um dinheiro na poupança!
E- É para o seu futuro... a poupança de sua noiva nem sentiu a retirada.
L- Não é esse é outro... eu fiquei olhando os meninos a investirem na bolsa e fiz também... eu estava guardando para levar minha noiva em lua de mel pela Europa.
Camila sorri emocionada.
A- Sei... e quanto acha que é uma lua de mel na Europa? Fica na tua menino!
L- Mas eu quero ajudar meu sogro, não posso ver a Mila entregar o dinheiro dela e não participar com nada!
B- Tudo bem... tem uma forma de você participar... eu olhei a poupança da Camila ontem e ela não tem dinheiro para pagar o desfile dela.
C- Meu desfile?
B- Sim... o desfile dos sócios.
C- Mas a senhora não disse que eles vão pagar, inclusive a senhora?
U- Eu também! E vou brilhar!!
B- Sim... todos nós pagaremos!
C- Mas... tem algum sócio sem dinheiro para o meu amor pagar?
B- Sim... a senhorita Mila Pinzon Mendoza!
C- Como? Como é que é??
L- Ela vai desfilar? Eu não vou quer isso não! Os homens vão ficar olhando...
C- Mamãeeeee isso não estava combinado!
A- Como não estava? Você sabia que os sócios desfilariam!
C- Mas mamãeeee olha...
B- Lembre-se que quando você nasceu sua avó te deram ações? A senhorita vai desfilar! E não tem dinheiro... ou seu noivo paga, ou vai pedir empréstimo aos bancos!
L- Minha sogra... eu não ligo de pagar, mas não quero minha noiva desfilando! E quando é isso?
F- Aqui está o valor genro amado do meu estimado vice presidente!
Leandro arregala os olhos ao ver o valor.
L- Que isso!! Para uma volta na passarela?
F- Ela pode dar duas voltas se quiser... mas se passar disso tem que pagar de novo!
C- Eu não vou desfilar! Sou a estilista! E estilistas não desfilam!
B- Todos! Todos os sócios da Ecomoda irão desfilar e isso é uma determinação da presidente desta empresa... que até o momento, sou eu!
Camila se desespera e começa a chorar pedindo ajuda ao noivo, mas esse também chora porque percebeu que sua poupança é uma miséria para o mundo dos Mendoza... então Ruth consola a nora olhando para Betty e sorrindo orgulhosa da nora... e filha.