Os Mendozas, 16 anos depois
326 Capítulo 327 MÃES, FILHOS E FILHAS
327 MÃES, FILHOS E FILHAS
A tensão está no ar na mansão dos Mendozas, Camila resolve contar a todos a sua decisão sobre o seu aniversário, ali mesmo na mesa do jantar sem ter piedade do próprio pai que já está com a mão no coração esperando por um infarto fulminante e acabe logo com a vida infernal de ser pai de uma menina tão problemática.
Betty, por outro lado tenta de todos os jeitos que sua filha não despeje tudo ali, apesar de todos os sinais que faz para ela, Camila parece ainda mais confiante.
C- Então eu decidi...
B- Vamos conversar depois minha filha...
A- Por que não a deixa falar? Estou enfartando aqui.
C- Vocês não deixa... bem...
Nisso chega James.
J- Os Pinzons! (sai)
Seu Hermes e dona Julia chegam beijando todos aliviando o coração de Betty... foi salva.
H- Agora é assim! Viajam e nem fala conosco!
B- Falei sim papai! (beija o pai) E foram apenas três dias.
J- Sim... mas não nos falamos quando voltaram... ficamos esperando e nada.
A- Perdão... é que hoje nasceu a filha do Mario e acabamos de chegar... janta conosco?
H- Não... já jantamos! Já falei para o seu mordomo para que não se preocupasse conosco. Quero mesmo é saber como se portaram todos os meus netos na casa do Leandro?
A- Muito bem! Meus filhos são muito educados... não entendo que pergunta é essa seu Hermes? Meus filhos são uns lordes!
H- Sei... e a menina como se comportou?
C- Muito bem vovô! (risos) Se “a menina for eu”!
A- Enquanto as “meninas” só aprontaram... principalmente a sua menina!
B- Meu amor...
Betty se desespera, por que sabe que o marido vai dedura-la sobre sua noite sexy na Lapa.
H- Pois conte tudo!!!
J- Hermes... viemos ver nossos netos.... eu falei para não ficar enchendo o meu filho.
H- Julia! Ele não é seu filho e quero saber de tudo!!
B- Eu posso contar.... (sem graça) não foi nada... conhecemos a família do Leandro... são pessoas adoráveis mamãe... da para ver a onde vem o caráter dos filhos pelos seus pais, não é? (mais ainda) Então... os pais de Ruth são maravilhosos, não é meu amor.
A- Sim... maravilhosos mesmo, mas o que eu quero mesmo falar é da sua filha dançando gafieira na Lapa!
H- O que?? (falando alto) A menina dançando gafieira!!! Está vendo Julia! Essa é a educação que você deu a sua filha... dançando por ai!
Os filhos de Betty ri ao ver o avó revoltado com as aventuras da mãe no Rio.
Seu Hermes, fala o velho discursos que a Betty foi criada no alto e bons costumes e que ficou assim depois que casou com ele, porque simplesmente seu genro é um frouxo... ou seja, mais uma vez Armando “se deu mal!” em dedurar sua esposa.
Betty já sem paciência com a discursão resolve ir ver seus gêmeos no quarto e dona Julia vai atrás.
Lá ela vê que apenas Fernando está acordado e o pega no colo.
B- Oi meu príncipe, como vai? (o beija)
J- Minha filha, o que houve? Parece tensa.
B- Nem imagina o quanto mamãe... Camila está aprontando de novo.
J- O que foi dessa vez?
B- Acho que ela vai se entregar ao noivo no aniversário dela.
J- O que? (pasma) Isso é inconcebível minha filha! Essa menina passou dos limites!
B- Eu não sei se é verdade, eu apenas acho.
J- Eu que isso virou bobagens... uma vizinha lá perto de casa, a filha dela com doze anos já dorme com o namorado... Hermes fala nisso todos os dias.
B- Pode até ser normal nesse mundo que vivemos, mas não é natural... uma menina de 12 anos não está completamente formada ainda.
J- Betty... eu percebi que você tinha problemas quando fez aquelas bobagens todas... você sabe do que falo.
B- Sim, eu sei mamãe.
J- Mas eu fiquei esperando que viesse falar comigo... não seja esse tipo de mãe... vá falar com ela... me perdoe o que vou te falar minha filha, mas sua filha precisa de limites... seu marido é um pai maravilhoso, mas não sabe dar limites aos filhos e essa tarefa é sua.
B- Eu sei...
J- Não espere ela vir... vá até ela... a oriente... converse com ela!
B- Vou falar mamãe... mas mamãe... não pense que não foi boa, ou que eu não queria falar, eu tinha era vergonha... de me deitar com um homem praticamente casado.
J- Eu sei, mas se tivesse me falado antes eu teria te orientado melhor... bem... juntos vocês com certeza estariam, porque foram feitos um para o outro. (sorri)
B- Sim... eu sei que o nosso começo foi errado, mas o resto foi e é maravilhoso. (sorri)
Armando aproveita que seu Hermes fala para os netos como criou a filha e entra no lavabo para falar com Edgar.
Edgar, está no quarto tentando fazer Cristina dormi sem muito sucesso.
E- Dorme minha princesinha... papai está cansado.
Nisso o telefone toca.
E- Alô Armando.
A- Você falou com a Ruth?
E- Sobre o que? Achei que me ligou para me falar sobre o nascimento de Cecilia.
A- Ah o nascimento foi tudo bem... ela e Diana passam bem, graças à Deus, mas eu quero saber se você investigou com Ruth sobre a gravidez da Camila.
E- Suposta gravidez! Que fixação homem! Se ela estivesse gravida é claro que falaria, ou não conhece sua filha?
A- Ahhh mas é isso que estou dizendo... hoje ela tinha uma revelação para fazer.
E- Tinha... por que tinha? (nervoso)
O que será que esse menino me aprontou? — Pensa.
A- Porque meu sogro chegou aqui na hora e começou a me atormentar o juízo sobre como educou a filha e ela não falou nada.
E- Armando... eu ainda acho que você enlouqueceu!
A- Faça o seu trabalho e investigue! A onde está Ruth?
E- Na sala!
Nisso ela entra.
E- Ah que bom Armando... minha vida, Armando está me falando de Diana.
R- Deu tudo certo?
E- Sim, deu... boa noite. (desliga)
Edgar ia começar sua investigação como foi praticamente obrigado por Armando, mas percebe que Ruth está pensativa.
E- O que houve minha vida?
R- Nada... apenas, as vezes eu pego Pablo pensando assim... paradinho para o nada.
E- E o que tem isso?
R- Acho que ele pensa na mãe dele. (emocionada)
Edgar percebe que ela vai chorar e coloca Cristina na cama, que na verdade finalmente dorme e abraça a mulher.
E- Minha vida, você é a mãe dele!
R- Que nada... Cristina, não tem lembrança da mãe, mas ele veio com cinco anos minha vida... é claro que ele pensa nela.
E- Ruth... eu não acredito nisso.
R- Pensa sim... afinal ela cuidou dele por tanto tempo... as vezes fico com medo.
E- Medo? Mas de que?
R- E se ela voltar trás e tomar meus filhos?
E- Viu o que acabou de dizer? Meus filhos! São seus filhos e não dela... temos a guarda deles.
R- Mas ela pode querer se aproximar Edgar... ela pode se arrepender de entregar os filhos.
Edgar percebe que a esposa está muito nervosa e abraça bem apertado.
E- Bem... eu divido que isso aconteça, porque tem todo um sigilo por trás de uma adoção, mas se por um acaso acontecer eu já sei o que fazer.
R- Então também pensa nisso?
E- Não, mas sou prevendo! Tenho tudo planejado!
R- E o que faremos?
E- Mudamos de país! Ecomoda tem praticamente no mundo todo e mudaremos e levaremos nossos filhos.
Ruth sorri.
R- Humm isso que é um pai prevenido que cuida dos filhos.
E- Acima de tudo... agora vou colocar nossa filha no quartinho dela e já volto.
Edgar beija sua filha e sai.
Betty vai até o quaro da filha que está lendo um livro.
B- Posso falar com você? Atrapalho sua leitura?
C- Jamais mamãe! Sente aqui!
B- Quero conversar com você sobre o que pretende fazer no seu aniversario. (senta ao lado da filha)
Camila se espanta... seu noivo a dedurou mais uma vez.
C- Não acredito que ele fez isso de novo!
B- Ele não fez nada... minha filha por que quer se entregar a ele?
Camila olha nos olhos da mãe e pensa... como ela pode saber dessas coisas... será mesmo que mãe tem um radar?
C- Então... como a senhora soube?
B- Mila... eu sou sua mãe... te conheço... meu amor, você me disse que dão prazer um ao outro, não é verdade.
C- Sim... (envergonhada)
B- E isso não é bom? Não é bom ficar com ele? Não sente mais prazer?
C- Sim mamãe... é muito bom ficar com ele.
B- Se é bom... por que pular fases? Por que esse desespero de perder a virgindade?
C- Não é bem assim mamãe...
B- É sim... minha filha... olha eu não sei o que você passa nesse momento, porque na sua idade não tinha namorado... você quer se entregar a ele no aniversário apenas por que sabe que eu e seu pai fizemos amor no meu aniversário.
C- Não é bem assim mamãe...
B- É sim, mas Camila... nós éramos adultos... vocês são crianças.
C- Não somos mais crianças!
B- Claro que são! Minha filha o amor é algo tão maravilhoso... não precisa de pressa... não pule fases, seja essa menina assanhada e meiga primeiro... depois uma jovem e por ultimo uma mulher.... não coloque as coisas na frente... não quer ter uma lua de mel de verdade?
C- Claro que sim! Mas quando será isso?
B- Quando acontecer! Acabou de dizer que é bom fazer... (sem graça) o que vocês fazem... ele não te faz feliz? É isso?
C- Claro que me faz feliz mamãe...
B- Então, por que?
C- Mamãe... eu não estou repetindo a sua estória... foi ele que falou que iria fazer amor comigo quando eu fizesse 17 anos, só que ele falou isso na hora... (sem graça) quando estávamos juntos e não tocou mais no assunto... ai eu lembrei a promessa.
B- E está atentando juízo do rapaz?
C- Como assim?
B- Não percebe que ele esqueceu essa promessa, digamos, uma declaração de amor... porque ele prometeu ao seu pai que casaria virgem... se você falou isso para ele, está obrigando a quebrar uma promessa.
C- Mamãe...
B- Minha filha não percebe o que pode acontecer a ele? A ira que seu pai ficará quando souber disso? Ele pode simplesmente demitir os pais dele, com certeza!
C- Que isso mamãe! E a senhora deixaria?
B- Claro que não! Mas ele é passional, você sabe muito bem disso e gritará pela casa, fará os escanda-los dele, falará besteiras e depois se arrepende, como é de costume... mas você conhece a Ruth e até mesmo o Edgar, eles são orgulhosos... não trabalharão para nós.
Camila começa a pensar no peso que o seu namoro tem na vida das duas famílias.
B- E além de perder os funcionários, perderemos muito mais... os amigos... essa viagem nos aproximou muito mais... somos apenas uma família minha filha... e isso se quebrará no momento que você fazer essa besteira.
C- Eu sei que eles são importante para nós, mas se for me casar velha... ficarei sem fazer nada até lá?
B- Não... mas terá responsabilidade de não dizer para o seu pai na sala de jantar que vai se deitar com o seu noivo no seu aniversário.
C- Como?? (confusa)
B- Não é isso que falaria?
C- Claro que não! Eu ia dizer que aceitava a ideia de passar meu aniversario em Paris se ele bancasse para todo mundo!
Betty ri.
B- Era isso?
C- Claro mamãe! Eu e papai, infelizmente não temos mais essa intimidade.
B- E se tivesse falaria com ele?
C- Não mamãe... mas falaria com a senhora.
B- Antes ou depois.
C- Bem... seria antes, mas depois dessa conversa eu mudei de ideia e acho melhor, só depois. (risos)
Betty beija a filha e tira uma dor no peito.
C- Mamãe fique tranquila... eu apenas estava brincando com ele.
B- Você estava torturando... o seduzindo... isso é normal, mas não para sua idade.
C- Seduzindo? Mamãe se eu soubesse fazer isso não seria mais virgem!
B- Claro que sabe.
C- A senhora que é mestre... apenas olha para o papai e ele larga tudo e sai correndo atrás da senhora.
B- Seu pai não conta! (risos) Tenho certeza que tem homens difíceis de serem conquistados por ai! Minha filha... eu quero muito que você divida tudo o que acontece na sua vida comigo.
C- Mas eu divido.
B- Eu sei que existe essa barreira entre mãe e filha... houve uma época que eu estava destroçada e que não tinha com quem conversar, mas na verdade tinha... a minha mãe, ela estava ali a minha espera, mas eu não contei.... e tenho certeza de que eu tivesse contado tudo teria sido diferente... teria me dado conselhos.
C- Essa época envolve o papai? (atenta)
B- Tudo na minha vida envolve o seu pai... eu só quero que saiba...
C- Se a senhora tivesse contado, ela teria falado para a senhora terminar com ele?
B- Não sei... mas muitas das besteiras que fiz eu não teria feito.
Camila pensa em ir a fundo, mas para resolver de uma vez essa parte negra do passado dos dois.
B- Mila... nossa estória, não é a sua... já te falei se algum dia você souber será pela boca do seu pai e não pela minha.
C- Por que ele é o culpado? (mais ainda)
B- Todos nós temos a nossa parte de culpa... estamos conversadas? Posso contar que saberei tudo da sua vida?
C- Tudo?
B- Só o que eu merecer saber... ou que eu puder ajudar.
C- Claro mamãe... me perdoe de não ter falado nisso, confesso que também não acreditei nisso e sim estava infernizando meu noivo é o que faço melhor... tirar ele do serio. (risos)
Betty sorri ouvindo as artimanhas da filha para infernizar o noivo.
Diana abre os olhos ainda sonolenta e demora para acostumar a onde está... ela ouve de longe um chorinho e olha para o lado e vê sua filha berrando com os pulmões a todo vapor e sorri.
D- Cecília!
Ela tenta sentar, mas fica tonta e olha em volta do quarto para achar se marido e o encontra jogado no sofá dormindo.
D- Mario! Mario!!
Ele acorda assustado.
M- O que foi?
D- Me ajude aqui!
Ele a ajuda sentar e nisso entra a enfermeira... lá no hospital os quartos são monitorados.
E- Querem ajuda?
D- Sim...
Eles sentam Diana que fica ansiosa para pegar a filha.
D- Pegue minha filha, por favor!
Mario pega e entrega a ela.
D- Meu Deus como grita. (sorrindo emocionada) Mario.. ela é linda.
M- Sim, como você.
Porém Cecília não quer elogio e sim um mamazinho e continua a gritar.
D- Gente... o que é esse grito, fome?
E- Acho que sim... a senhora demorou muito para acordar.
M- Sim, fiquei nervoso e fui chamar as enfermeiras, mas você apenas dormia.
D- E deixaram minha filha com fome?
E- Não... demos leitinho a ela, mas ela parece ter muita fome. (risos) Agora vou te ensinar a amamentar sua filha.
D- Eu tive vários treinamentos, vimos vários vídeos, não é Mario?
M- Sim... mas eu sempre te falei que aquilo não dizia a verdade.
D- Ele diz que dói muito.
E- E é verdade.... vamos que vou te ensinar.
A enfermeira posiciona Diana para amamentar Cecília.
E- Ela vai se fartar aqui. (sorrindo)
D- É o que espero... ai... ai...
Diana olha para a filha com uma boquinha tão linda e tão pequenina tem uma força tão grande ao sugar seu seio.
D- Gente... ai... Mario. (olhando para o marido pedindo socorro)
M- oh minha gorda... não posso te ajudar nisso. (com pena)
D- Gente... minha filha... ai...
Diana chora e ri ao mesmo tempo, como é bom amamentar e ao mesmo tempo tão dolorido... sua Cecília tem um restaurante farto e quer aproveitar tudo.
E- Calma mamãe... dói mesmo.
D- Depois melhora? (esperando por um sim)
E- As vezes sim, ou acabamos nos acostumando... você não preparou os seios tomando banho de sol e passando a escovinha?
D- Sim... fiz isso tudo, não foi meu... aiii... aiii
M- Mais ou menos, né Diana? Você tinha medo de te dar estrias.
E- E mãezinha... esquece a vaidade por um bom tempo, na verdade um longo tempo.
Diana olha para Mario e sorri, ele tinha razão.
D- Meu Deus como dói... Betty não me disse isso... ela falou que era maravilhoso.
M- Mas não é maravilhoso? Eu estou tentando não chorar só de vê você. (emocionado)
D- Sim... meu canalha... venha aqui me da um beijinho.
Mario chega perto e a beija delicadamente.
M- Minha gorda.
A enfermeira fica pasma com os apelidos... "canalha"... "gorda".
E- Bem... agora vamos para o outro seio.
D- O outro? Será que ela ainda quer mais? (apavorada)
E- Sim... dona mamãe... vamos lá!
A enfermeira tira Cecília do seio da mãe e ela logo começa a gritar.
M- Isso responde a sua pergunta?
D- Será que não tenho muito leite?
E- Tem sim mamãe... é que esse primeiro não é muita coisa, mas é o necessário para ela se desenvolver bem... como foi cesariana o leite não fui estimulado com o parto, mas logo ele fica normal.
Ela coloca Cecília no outro peito que suga rapidinho enquanto Diana geme de dor.
D- Preciso falar com Betty... aiii... Mario... que força é essa? (risos)
M- Minha filha, ora! Sangue bom!
D- Aiii... Jesus! Ela parece que suga ainda mais desse... Mario!!! (desesperada olhando para o marido)
M- Minha gorda eu não posso fazer nada... não grita...
D- E como devo fazer, afinal?
E- Ele está certo... ela pode assustar... sofre calada mãezinha.
D- Você já teve filhos?
E- Sim... três.
D- E depois do primeiro fica melhor?
E- Cada filho é de uma maneira... eu acredito que ela vai ser mais quietinha.
D- Não creio... aiii...
Mario tenta abraçar sua mulher para passar uma força para ela, ele logo percebe que essa gorda vai dar mais trabalho que Cecília.
Armando está em sua cama deitado... já tomou banho e espera sua esposa sair do banheiro... está completamente curioso para saber o que foi aquela cena na mesa de jantar... e porque Betty falou com a mãe e depois com a filha... será que dona Julia já saiba da gravidez da filha?
Nisso ela chega também de pijamas e se enfia debaixo dos cobertores deitando a cabeça no peito do marido.
B- Não existe melhor lugar do mundo do que esse... no seu peito. (sorri)
Armando sorri e beija a cabeça da esposa.
A- Então... o que houve na mesa com Camila?
B- Ah.. (risos) você não vai acreditar.
A- E você ri? (pasmo)
B- Claro! O que você acha que é?
Armando percebe que falou bobagem...
A- Nada.. e o que era afinal?
B- Ela quer passar o aniversario em Paris, mas você bancaria tudo.
A- E quando foi de outra maneira?
B- Quando ela diz tudo... é a viagem da família do Leandro também.
A- Que cruz! (revira os olhos) Tudo bem... eu pago tudo!
B- Não cabe no nosso apartamento... teremos que ver hotel, aiii meu Deus, tão em cima...
A- Sei... mas se era só isso por que você ficou tão nervosa, não queria que ela falasse.
B- Porque pensei que fosse outra coisa.
A- Aquilo que não quer me falar e está investigando?
B- Sim... aquilo.
Como é esperto esse meu marido. -Pensa Betty.
A- E como vai a sua investigação?
B- Muito bem, obrigada! (risos)
A- Você sabe que sou o pai dela, ou se esqueceu?
B- Não... sempre faz questão de deixar isso bem claro. (risos)
A- E você sabe que uma hora terá que me falar?
B- Sim... sei.
A- E quando pretende fazer isso?
B- Quando tiver certeza... se não souber é porque foi apenas uma bobagem minha.
A- E como vou saber se não está me enganando?
B- Por que eu te enganaria meu amor? Você é o pai dela, sempre pensa isso de mim!
A- Ora... mãe sempre esconde as coisas dos pais.
B- Essa mãe não esconde!
A- Mas você sabe que eu posso te ajudar a investigar... tenho bons contatos. (sorrindo)
B- Seu contato é tão tonto quanto você, meu amor... e como posso confiar em você?
A- Que isso Betty... jamais te trairia! Me ofende falando isso!
B- Ah te ofendo? E hoje não me traiu contando tudo para papai??
A- Hummm não foi uma traição... (tentando emendar a conversa) ele me perguntou e você sabe que...
B- Você sempre me dedurou... desde que éramos noivos que você faz isso! Vou confiar em detetive cacoete!
A- Que isso meu amor... eu nunca...
Armando pensa e lembra que sim, sempre dedurou a esposa para o pai.
B- Quase que papai sabe que casei grávida... quase que ele sabe que você pulava a minha janela para ficar comigo... você sempre falava besteira e agora está ainda pior me dedura na cara grande.
A- Mas você teve culpa! Vê se pode ficar se esfregando com aquele infeliz!
B- E por que não contou o motivo?
Armando faz biquinho.
B- Quer mesmo lembrar disso, agora Armando Sanz Mendoza??
Armando percebe que falou besteira e que será difícil um amorzinho antes de dormir.
A- Meu amor... vamos esquecer isso, não é mesmo... me da um beijinho.
B- Beijinho? Nem pensar!
Betty tenta sair dos braços dele, mas ele aperta.
A- Não meu amor... não sai dos meus braços... sabe que sofro quando fica longe.
B- Sei...
A- Que tal um amorzinho para fazermos as pazes.
B- Não estou de mal. (bicha cruel)
A- Mas então vamos fazer amor?
B- Nem pensar!
A- Hummm, mas meu amor.. ainda está em debito comigo.
B- Já fizemos um amor pela manhã, ou esqueceu?
A- Jamais esqueço o amor que fazemos... mas já fizemos... e eu gosto no presente e não no passado.
B- Armando... acha mesmo que vai rolar alguma coisa depois de papai me infernizar a vida naquela sala?
Realmente fiz besteira.- Pensa o lindo homem.
A- Tudo bem... mas não sai dos meus braços... dorme assim agarrada, se não eu morro.
B- Daqui eu não saio nunca!
Betty se ajeita ainda mais no braços do marido e dorme sorrindo...agora sabe muito bem como se vingar desse fofoqueirinho gostoso.
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