Os Mendozas, 16 anos depois
295 Capítulo 297 CIÚMES DELE PRIMEIRA PARTE
297 CIÚMES DELE (PRIMEIRA PARTE)
Armando está em sua sala trabalhando quando alguém bate a porta.
A- Entre!
Ele vê que alguém coloca só a cabeça para dentro e logo reconhece aqueles lindos olhos verdes e sorri.
C- Posso entrar papai?
A- Sempre! Vem aqui para o colinho do papai!
Camila sorri e entra e logo senta no colo do pai.
C- Te incomodo?
A- Nunca minha filha... mas o que posso fazer por minha jóia preciosa? (beija a cabeça dela)
C- Preciso de um conselho...
A- Espero que não seja nada com aquele menino enjoado!
C- Não papai... (revira os olhos) eu tenho outros interesses... sou uma mulher moderna e de visão!
A- Sei... mulher moderna... então o que essa mulher moderna precisa?
C- Eu tenho muito dinheiro guardado por causa das minhas ações da Conceitos e estou querendo investir.
A- Mas está pedindo conselhos a mim? Sua mãe que sabe dessas coisas eu só sei comprar!
C- Por isso mesmo papai... não quero mais investir! Mamãe fica me mandando comprar ações... ela quer que eu compre ações da Ecomoda com os sócios minoritários vê se pode isso?
A- Mas ela está certa... a Ecomoda é um ótimo investimento.
C- Eu sei papai, mas eu quero gastar o meu dinheiro e não ficar guardando mais uma vez.
A- Está bem... é seu direito... afinal é seu dinheiro... o que pretende comprar?
C- Um apartamento!
A- Apartamento? Para que?
C- Para morar depois que me casar, ora!
A- Sabia que esse menino estava metido nisso! Para que isso minha filha? Não sabe que vai morar no chalé depois de casar?
C- Papai... morarei no chalé se me casar logo... pois precisarei de vocês para tudo... mas se me casar como vocês quer não morarei ali papai... vou querer ter a minha casa.
A- Mas será a sua casa minha filha... Camila... (nervoso) está me chantageando?
C- Chantageando? Não entendi papai...
A- Está me dizendo que se não te casar logo vai ficar longe de mim?
C- Claro que não papai! (o beija) Jamais faria isso meu pai... apenas quero uma casa para cuidar... não sei... decorar... essas coisas.
A- Minha filha... você tem 16 anos... não era para pensar em namorar ao invés de decorar uma casa.
C- Mas eu penso em namorar e muito. (risos assanhados) Mas não quero passar a minha adolescência pintando diários e fazendo poemas... não sou a mamãe papai.
A- Ela fazia isso quando adolescente? (sorrindo)
C- Sim... ela me disse... ela sonhava com seu príncipe... sonhava contigo sem menos conhecer o senhor... mas eu não... já tenho o meu príncipe encantado papai.
A- Minha filha... você sabe que todos os anos compramos imóveis com os lucros da Ecomoda... temos vários prédios com imóveis dos sócios e nós passamos para os nossos filhos... como a Marcela também faz isso... então você tem imóveis no seu nome... como é a mais velha é a que mais tem não precisa se preocupar com imóveis... mas eles não são de auto luxo... são apartamentos para alugar.
C- Eu sei papai... mas quero um para eu morar com o meu amor.
A- Camila... por acaso não está falando esse papo de comprar apartamento para ficar se encontrando com a criatura la?
C- Bem... (novamente risos assanhados) não posso negar que pensei nisso... mas aprendi a lição papai não vou levá-lo para lá e se formos levo os meninos juntos, está certo?
A- Promete?
C- Sim papai... prometo!
A- Mas de qualquer forma eu vou ver esse apartamento... mas não precisa esperar para decorá-lo pode fazer no chalé... faça o que quiser
C- Mas papai ali está tudo tão novinho.
A- Sim eu sei... reforme tudo se quiser.
C- Vai sair muito caro papai.
A- Minha filha se quiser derrubar tudo e fazer do jeito que você quer pode fazer... só quero te ver feliz. (sorrindo)
C- Eu não preciso derrubar uma casa para ser feliz papai... eu já sou! Tenho uma vida muito boa!
A- Fico feliz com isso... faça a reforma que quiser.
C- Obrigada.
Camila se aninha ainda mais no colo do pai que lhe beija a cabeça pensativo... está cada vez mais complicado manter a filha em casa.
No corredor Betty passa por ele e Patrícia a cerca.
P- Vai a onde? (com cara de assustada)
B- Na sala de Armando, por quê?
P- Não entre lá Betty! Ele está com uma mulher lá dentro!
B- (risos) Se meu marido está com uma mulher na sala dele... essa mulher está sentada em seu colo Patrícia!
P- Betty estou falando serio! Não entre!
B- Não se preocupe Patrícia!
Betty e Patrícia entram na sala de Armando.
B- Que isso amor sem a mamãe não vale!
C- Mamãe... (levanta e beija a mãe) estava aqui com o papai.
P- Essa sua mulher é muito segura Armando! Disse que você estava com uma mulher e ela nem se abalou!
A- Ela conhece o marido que tem! Conhece o homem que sou! (sorrindo)
P- O homem que você é agora quis dizer!
B- Sim Patrícia! O homem maravilhoso que ele é agora.
P- Vou deixá-los à vontade! (sai)
B- Meu amor tenho que sair.
A- Tem? Para a onde?
B- Vou me encontrar com a Diana... eu te disse isso!
A- É verdade! Eu te levo! (levantando)
B- Que isso meu amor! Vou sozinha!
C- Que vergonha papai! Ela vai dizer o que? Que não confia em sua mulher, enquanto ela confia cegamente no senhor!
A- Claro que não! (senta sem graça) Mas vai com o motorista?
B- Não meu amor vou dirigir!
A- Está bem... (contrariado)
B- Bem... eu já vou e você minha filha, vai ficar ainda por aqui?
C- Não... vou para a casa do meu amor.
A- Fazer o que Camila??
C- Papai não é o que está pensando! É que hoje tem aquelas malditas reuniões sobre a fundação e tenho que está presente... principalmente hoje que ele arrumou uma menina nova para ajudá-lo!
B- Camila nada de brigas lá! Pelo amor de Deus minha filha!
C- Mamãe eu não vou brigar, apenas quero deixar bem claro que a noiva sou eu.
A- Eu não sei como esse menino arruma tanta gente para trabalhar para ele de graça... a gente sede dinheiro a ele do nada.
B- Porque ele é serio meu amor... apesar da pouca idade ele tem sérios compromissos na vida.
C- Mas o maior compromisso dele é comigo. (sorrindo)
B- Com certeza minha filha (beija a filha) meu amor já vou. (beija o marido)
A- E os gêmeos?
B- Estão na creche!
A- Bettyyyy... eu cuidava deles!
B- Meu amor... eles tem que se acostumar com as meninas da creche... montamos essa creche para os nossos filhos, lembra?
A- Sim me lembro... para Camila! (sorri)
B- Então pronto! Beijos! (sai)
C- Achei que fosse falar do apartamento.
A- Primeiro vamos ver se achamos um para comprar e se ela aprovar nós compramos.
C- Papai ela jamais vai aprovar em gastar dinheiro!
A- Vem para o colinho do papai vem! Esquece esse negocio de casamento minha filha.
Camila ri e vai sentar no colo do pai.
Betty se encontra com a amiga em um lindo parque... elas sentam em um banco de cimento para descansar.
B- Você está linda com essa barriga Diana, está iluminada.
D- Que nada Betty... não me sinto assim... sinto-me gorda e inchada.
B- (risos) Isso é normal! Imagine duas gravidez de gêmeos... eu não agüentava nem andar.
D- Eu me lembro... dava-me uma pena de você!
B- Falta quanto tempo? (acariciando a barriga dela)
D- Um mês! Parece que estou a um ano grávida! (risos)
B- Pois eu fiquei dois anos! (risos) E o Mario... como é como futuro pai? Ele é atencioso? Te pergunto isso porque na primeira mulher ele nem ligava!
D- Ele é sim Betty... ele é atencioso... eu nunca durmo direito e ele está sempre do meu lado me ajudando... às vezes não consigo tomar banho e ele me ajuda.
B- Isso com Armando nunca deu certo amiga! (risos)
D- Mario é mais calminho... o problema é que ele acha que tudo vai me machucar... uma coisa incrível.
B- Armando também era assim, mas mesmo assim não me dava um tempo... a minha gravidez excitava ele. (risos) Apesar de que tudo excita aquele homem! Graças a Deus! (risos)
D- Agora vamos Betty que quero descansar... é só o que faço agora... descansar!
B- Claro querida! Vamos!
Elas vão até seus carros.
D- Foi muito bom essas horas juntas Betty, precisamos fazer mais isso.
B- Também acho amiga!
Elas se despedem e Diana vai para o seu carro, quando Betty ia entrar no seu carro sente que alguém está na suas costas.
E- Betty...
Ela olha para trás e vê Eduardo Santa Maria, o mexicano que tanto lhe trouxe problemas com seu marido.
B- Eduardo? (sem graças)
E- Eu não acredito que te encontrei aqui, queria muito falar contigo e não sabia como.
B- Comigo? Por quê? Há algo com as compras das ações?
E- Não... está tudo certo... é sobre nós!
B- Nós? (confusa) Como assim?
E- Sobre o que eu provoquei nos seu casamento... aquele homem violento brigando contigo... eu não me esqueço disso!
B- Eduardo... Armando não é um homem violento... ele é um pouco nervoso, mas nunca comigo... não se preocupe que estamos muito bem.
E- Mas eu gostaria de sentar e conversar sobre isso se não se importa de tomar um café comigo... ali tem um lugar...
B- E melhor não... eu... (sem graça)
E- Não vai demorar! Por favor...
Betty vê que não adiantaria falar ali no meio da rua, pois seria pior... alguém poderia passar e falar com seu marido.
B- Vamos então.
Betty fecha o carro e vai com ele para o café... lá eles sentam...
E- Betty eu quero me desculpar por todos aqueles problemas que criei para você mesmo involuntariamente.
B- Não se preocupe com isso... já passou.
E- Eu sei, mas me senti muito mal até hoje... eu não consigo entender porque aquela raiva todo do seu marido comigo... eu não fiz nada a ele... e nem a você.
B- Eduardo... Armando é um homem maravilhoso em todos os sentidos, mas é muito ciumento e não pode ver nenhum homem diferente me rondando.
E- Não estava te rondando... estávamos fazendo negócios... não era uma conquista.
B- Eu sei... e ele sabe também, mas não consegue evitar.
E- Você grávida e ele todo nervoso... me deixou preocupado.
B- Armando jamais faria nada que me magoe... ele nunca grita comigo de verdade... não se preocupe.
Na Ecomoda Armando vai até a mesa de Sandra.
A- Sandra, como a Betty saiu como o carro dela eu vou mandar o meu para a revisão... mande alguém levar e trazer os documentos do carro preto que vou usar agora.
S- Sim doutor! Pode deixar!
Armando volta para a sua sala e volta a trabalhar, mas não demora muito e Sandra entra.
S- Doutor... aqui estão todos os documentos dos seus carros que estão aqui na Ecomoda... não sei qual o senhor quer usar agora. (entrega a ele)
A- Deixa-meeu ver... (olhando os documentos) mas... esse aqui é do carro que a Betty saiu... está sem documento?
S- Não sei doutor... ela não me pediu nada!
A- Meu Deus isso é perigoso! E se ela por parada?
S- Liga para ela doutor!
A- Não adianta! Tenho que levar isso!
S- Mas o senhor sabe a onde ela foi?
A- Sim... ela me disse, foi se encontrar com a Diana no Centro.
S- Quer que mande um boy doutor?
A- Que boy que nada! (colocando paletó) Vou eu mesmo!
S- Mas ela vai se chatear se vê o senhor... vai achar que está sendo vigiada.
A- Mas ela precisa ser vigiada! Como pode sair sem documentos!
S- O senhor é quem sabe, mas já sabe que ela vai brigar contigo.
A- Eu agüento a briga dela! (pega os documentos e sai)
Na casa de Leandro Camila chega de carro com Saul.
S- Vê se não demora!
C- Saul é uma reunião é claro que são demoradas e chatas!
S- Essas reuniões não poderiam ser na sua casa?
C- Bem que eu gostaria... mas ele tem que conduzir as reuniões aqui... e papai não gosta de gente na casa dele!
S- Sim... é um ermitão!
C- Bem... vou indo! (sai do carro)
Camila é recebida pela empregada que a leva para a sala de jantar a onde estão vários jovens, mas nenhum que ela conhecia. Leandro quando a vê a beija.
L- Veio meu amor... gente essa é minha noiva... Camila.
C- Boa tarde a todos!
Camila percebe que esse grupo não é como o outro... que todos sorriem para ela, especialmente uma loirinha de lindos olhos verdes com um jeitinho de sapeca.
V- Senta aqui Camila!
Camila a olha sem graça.
L- Vai meu amor! Camila essa é Verônica!
Verônica se agita toda na cadeira, arrastando uma para que fiquem mais próximas... então Camila chega perto dela.
C- Prazer sou Camila Pinzon Mendoza!
Camila estende a mão, mas Verônica a abraça.
V- Sou Verônica Cortez! Senta!
Camila senta ainda sem graça.
V- E aquele lindo menino ali...
Aponta para um lindo rapaz moreninho de cabelos baixinhos e pretos, com um lindo sorriso.
V-... é o meu namorado, não é lindo?
C- Bem... pode ser bonito, mas o meu é muito mais lindo! (sorrindo)
V- (risos) Sempre são! Ai Camila estava louca para te conhecer, Leandro fala muito de você.
C- E vocês se conhecem da onde? (ciumenta) Do colégio? Odeio aquele colégio! Só tem gente nojenta!
V- Não... eu o conheci através o meu pai... ele é terapeuta e o Leandro o convenceu a trabalhar de graça para ele na fundação! Logo meu pai que tem muito amor ao dinheiro! (risos) Então ele me disse para eu ajudar também... e para ficar mais perto do meu gatinho o trouxe junto.
C- Meu pai não entende como ele convence todo mundo a mandar dinheiro para ele... ele me disse que o meu Dindo está disposto a dar todos os cavalos que ele precisar e também mais dinheiro.
V- Seu Dindo é um cara muito legal... meu pai é um mão de vaca!
C- Isso que o papai fala da Dinda... que ela adora pedir dinheiro para a fundação dela! Sabe ela é economista como a minha mãe e elas só gostam de ganhar! (risos)
V- A minha só sabe gastar! (risos) Mas Camila é você que faz aqueles vestidos maravilhosos?
C- Sim... sou eu. (sorrindo envergonhada)
V- Já fiz um monte!
Leandro observa as duas conversando e fica feliz finalmente sua noiva gostou de outra menina.
Armando chega ao parque e começa a procurar sua esposa.
A- Não está aqui! Será que já foi?
Ele procura e acha o carro.
A- O carro está aqui... então está por perto.
Ele procura até achar o café a onde eles estão. Armando não acredita no que vê... aquele homem é o mesmo que esteve tantas vezes atrás de sua mulher e porque ela estaria ali com ele? O sangue desse lindo homem ferve e chega mais perto querendo quebrar todo o bar.
No café...
B- Eu vou embora... me demorei demais! (agoniada)
E- Por favor... não vá ainda. (segura a mão dela)
Armando quando vê isso sente que vai morrer... o sangue some do corpo dele se sentindo tonto... aquela não poderia ser a sua mulher com um homem e de mãos dadas... ele não consegue pensar em mais nada... entra no seu carro e sai.
Betty no bar se levanta.
B- Me perdoe... mas não posso mais ficar aqui com você! Não é correto com o meu marido... ele é muito importante na minha vida e jamais poderia magoá-lo... quando chegar lá vou falar com ele sobre esse encontro.
E- Se sentir melhor... espero que não tenha problemas com ele.
B- Adeus Eduardo!
E- Eu te levo até o carro!
B- Não precisa!
Betty sai nervosa indo para o seu carro.
Armando chega a Ecomoda como uma bala...
Continua...
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