Os Mendozas, 16 anos depois

285 Capítulo 287 UM DIA NORMAL EM FAMÍLIA


287 UM DIA NORMAL EM FAMÍLIA

A noite cai em Cartagena e estão todos sentados na varanda sentindo a brisa que vem do mar... Armando está olhando os gêmeos que estão no carrinho... Ruth e Edgar brincam com os filhos e os adolescentes conversam animadamente sentados na grama em frente à varanda...
Armando observa Betty falando animadamente ao celular e imagina com quem a esposa fala... Camila vê os olhos do pai olhando a esposa e chega perto dele...

C- Ela fala com o tio Nicolas.
A- Como você sabe?
C- Ela ao mesmo tempo briga e ri... só pode ser ele.
A- Hum... ele some... ela sente falta dele.

Nisso ela se aproxima ainda mais animada...

B- Que tal um rodízio de pizza hoje?
R- Eu acho bom... o que você acha Edgar?
E- Para mim está ótimo!
B- Então está certo.
A- Vai pedir para aqui meu amor?
B- Claro que não! Vamos sair! (sai toda animadinha)
A- Hummm
C- Ela está assanhada hoje não é papai? Achei que quando foram dormir teria resolvido isso. (risos)
A- Tentei... mas seus irmãos... (pensa) Camila isso não é assunto seu! É a nossa intimidade e não fala da sua mãe assim.
C- (risos) Como não tenho nada a ver com isso, já que por um momento dessa intimidade que estou aqui papai.

Camila senta no colo dele tentando se encaixar, já que é bem grande.

C- Papai.. sinto saudades de ficar no seu colo... não sente minha falta?
A- Sinto... (sorrindo e abraçando a filha)
C- Não parece... só faz brigar comigo e passa os dias com Aninha e os gêmeos no colo.

Ruth observa os dois sorrindo...

C- Papai estamos muito afastados... não gosto disso.
A- Você que se afastou... já me prometeu que isso não aconteceria, mas continua distante.
C- Porque meus assuntos são os mesmos... meu casamento e o meu amor... mas o senhor não quer saber de nenhum dos dois...
A- Hummm
C- Está vendo... não posso falar mais nada...
A- Está bem... fale-me do seu casamento.
C- Jura? (feliz)
A- Sim... pode falar.
C- Papai eu estava pensando em uma super festa... com muitos convidados.
A- Ué... mas não quis festa nos seus 15 anos... teve forçada.
C- Mas se não fizer uma grande festa como as meninas vão saber que o meu amor é meu???
A- E qual menina em sã consciência quer a criatura? Minha filha... foi um milagre ele arrumar uma menina linda como você.
C- Mulher papai! Uma mulher... pois saiba que ele tem muitas pretendentes.
A- Acho difícil... (sorrindo)
C- Não fale assim dele papai... e sobre as minhas tri gêmeas andei pensando...
A- O que têm elas?
C- Tenho que casar logo para ter tempo de cuidar bem delas porque se não como vou fazer faculdade?
A- Pois se case depois da faculdade ai vai ter tempo de brincar com suas filhas.
C- Boa tentativa, papai! (risos)

Betty chega e vê sua filha no colo do pai toda feliz e se emociona, tem muito tempo que não via isso, mas logo se preocupa com alguém que não ia gostar de ver essa tão linda cena... ela procura por todos os lados e logo encontra Aninha chegando com dona Adriana. A geniosa menina quando vê a irmã no colo do pai coloca as mãozinhas na cintura e chega perto do pai... Armando logo se desespera...

AN- Papai!! Papai é do neném!!!
A- Calma meu amorzinho... sai minha filha...
C- E porque que tenho que sair papai? Eu também sou sua filha!

Aninha não quer saber e começa a tirar a irmã...

A- Aninha... filhinha...
C- Me solta Aninha!!
AN- Larga papai Mila!!! Larga!!

Ruth e Edgar olham pasmos... sua nora brigando com uma menina de 3 anos... vendo a confusão Betty resolve intervir...

B- Vem bonequinha... vamos pintar.
AN- Não!! Aninha quer colinho do papai da neném!!
A- Sai Camila... ela é pequeninha... (atordoado)
C- E eu já sou uma girafa que não preciso de colo? Papai eu tenho direitos!
A- Eu sei... mas... (com a cabeça quente com os gritos de Aninha)
B- Vem neném... vem com a mamãe...

Betty pega sua filha no colo, mas ela se joga em cima do pai ficando em cima da Camila, porem Betty não larga a filha.

B- Meu Deus Aninha! Solta sua irmã!
C- Papai ela está me machucando! (chorando)
A- Meu Deus!! (mais atordoado ainda)

Leandro vendo isso chega perto com suas primas e os meninos e ficam olhando o acontecido... um pai desesperado com duas filhas se estapeando.

L- Meu amor... sai daí...
C- Nada disso!! Eu tenho direito!
JO- Eu te falei criatura que ela é assim! Vai casar com uma criançinha ainda!
AL- Com certeza!
C- Nada disso!! Sou uma mulher que conhece os seus direitos!! (tirando a mãozinha de Aninha dos seus cabelos)
K- Prima... vamos passear?
B- Por favor, minha filha... deixe sua irmã... olha como seu pai está desesperado!

Caminha olha para o desespero do pai e sai do colo dele... logo que faz isso Armando toma sua Aninha nos braços...

A- Obrigada minha filha... ela é pequenininha ainda.
C- Sei... (limpando as lagrimas) apanhei e ninguém liga.
A- Eu ligo... (beija os cabelos dela) eu ligo...
C- Hum...
L- Vamos meu amor... por favor?
B- Vão para a onde?
LU- Vamos passear tia... sua casa é muito bonita, mas ficar trancada aqui não dá.
B- Mas Lurdinha... vamos a um rodízio de pizza... não querem ir?
K- Não tia... vamos comer algo colombiano por ai.
A- Nada de sair por ai!!
K- Que isso tio? Não somos prisioneiras!
R- Deixa Armando... eles estão todos juntos... não vai acontecer nada.
A- Está bem... (não muito seguro)
K- Obrigada tio.
L- Vamos nos arrumar logo!

Todos disparam para dentro da casa e com essa agitação Aninha desce do colo do pai querendo ir também.

AN- Solta papai!!
A- Não Aninha! Você não vai sair minha bonequinha.
AN- Vai sim! (de carinha fechada)
E- Deixa que a leve.... Cristina dormiu.
B- A deixe com a dona Adriana, por favor.
A- Não a leve no colo Edgar!!
E- Jamais faria isso Armando. (sorrindo)
A- Vai com o Edgar bonequinha. (a beija)

Edgar pega na mão de Aninha e a leva junto com Cristina...

B- Armando... (senta ao lado dele) você tem que parar com isso.
A- Hummm não gosto quando me chama de Armando.
B- Meu amor... eu já te falei que não pode fazer todas as vontades de Ana... não poderia ter tirado Camila do seu colo para ela ficar.
A- Mas Betty... você não viu como ela estava?
R- Estava machucando a irmã... Aninha é muito novinha para ter um gênio tão forte assim.
A- Por acaso está falando mal da minha filha Ruth?
B- Armando não seja indelicado!
R- Não estou falando mal e sim achando estranho.
A- Pois saiba que minha filha é perfeita!
B- Meu amor... ela não é perfeita e sim por sua culpa ela é geniosa...
A- Vai dizer que puxou a mim? Não sou genioso!
R- Rummm jamais! (debochando)

Armando revira os olhos revoltados com o deboche de Ruth.

B- Meu amor... você não pode fazer essas coisas... temos mais duas crianças em casa e como você vai resolver?
A- Eu dou conta meu amor...
B- Não vai dar conta se continuar fazendo as vontades de sua filha.
A- Sabe Betty... se eu não estivesse ali na sala de parto diria que essa menina é filha da Lety... é geniosa como ela.
B- Agora é culpa da Lety?
R- Lety... sua amiga? (pasma) Mas ela não mora mo México? Como pode ser culpa dela?
A- Pois é sim... a Lety tem um gênio do cão... minha Betty não... é um doce... mas ela é braba... o Fernando sofre com ela.
B- Nunca o ouvi reclamar dela...
A- Porque ele tem medo dela! Meu amor até bater nele ela já bateu! Ela é cruel com ele.
R- Que horror!! Não me parece uma megera desse jeito...
B- Mas não é! Armando não fale assim dela... sabe que não gosto!
A- Pois é ele quem me fala de tudo que sofre com aquela baixinha abusada e braba! Pobre homem...
R- Sei... mas ainda não entendi o que Ana Maria tem a ver com isso...
A- Porque o Fernando é um banana com os filhos... a Angel faz o que com ele e minha bonequinha vê isso e pensa que pode tudo... é inútil como pai... não tem voz altiva com os filhos... mas também com uma mulher como aquela.

Ruth olha para Betty pasma com a conversa de doido de Armando.

B- E você é um pai perfeito com seus filhos?
A- Sou sim... o melhor pai do mundo... você mesmo me disse.
R- Então a culpa é sua Betty... não dele. (sorrindo)

Betty sorri para a amiga e para o marido...

B- Sim meu amor... a culpa é de como o Fernando trata sua filhinha.
A- Claro!
B- Mesmo ele estando a milhares de quilômetros de sua bonequinha.
A- Claro meu amor... ela guarda na cabeçinha dela... muito inteligente minha filha.
B- Sim meu amor... (o beija)
A- Não gosto que falem mal dos meus filhos... (fazendo biquinho)
B- Não falaremos, não é Ruth?
R- Jamais! (levantando a mão sorrindo)
B- Vamos nos arrumar? Já que parece que vamos a essa pizzaria sozinhos...
R- Pelo jeito sim... será que as babás ficariam com as crianças.
A- Não existem babás nessa casa!
R- Sim... esqueci dessa sua loucura...
A- Betty ela está me chamando de louco mais uma vez!!
B- Meu amor... Ruth eu peço a dona Leia e dona Adriana para cuidar de todos.
A- Eu quero levar os gêmeos... elas são sabem cuidar de bebes...
B- Sei... então... nós levamos os gêmeos... vai levar-los para ver se estão molhados.
A- É verdade, já estamos bastante tempo aqui. (sai levando o carrinho)
R- Betty... elas não são babás?
B- Não ligue para ele... vamos nos arrumar.
R- Mas para que levar os gêmeos?
B- Eu também acho... vamos ver...

Elas sobem para se arrumar... enquanto isso as meninas elas se aglomeram no quarto de Camila se maquiando...

K- Que conhecer um colombiano bem lindo.
LU- Que conversa é essa? E seu namorado?
K- Eu disse que queria conhecer e não namorar! (risos)
C- Pois eu já peguei o meu colombiano lindo. (risos)

As primas se olham e sorriem para a prima.

C- Hummm vai dizer que não é?
AL- Prima... você vê com outros olhos... o olhar do amor por isso que acha o primo lindo, mas na verdade ele é bem feinho.
C- Não fala assim dele não. (já querendo chorar)
K- Prima... já te falamos isso... que amamos o primo, mas tenta olhar para ele direto... e verá...
C- Pois eu sempre o verei com amor por isso ele sempre vai estar lindo para mim.

Nisso ele bate a porta e entra... Camila olha para seu noivo que está todo arrumadinho com os cabelos molhados de ladinho...

L- Vamos?

Camila chega perto dele e observa cada detalhe daquele menino e não consegue achar nada de feio... para ela... aos olhos dela ele é perfeito...

C- Você é perfeito meu amor... para mim você é lindo.

Leandro sorri e a beija... sendo observados pelas meninas.

L- Se você acha, eu sou. (sorrindo)
C- E olha que eu já te vi pelado. (rindo e falando baixinho no ouvido dele)

Leandro fica ruborizado com a carinha da noiva e as primas riem imaginando o que ela falou...
Nisso os meninos chegam todos perfumados...
JO/AL Vamos?
JO- Estamos com dinheiro... papai recheou a nossa carteira sem a mamãe ver!
K- (risos) Nossa... vamos sair com homens de dinheiro?
JO/AL- Vai! Podem pedir o que quiserem!
LU- Me animei agora. (risos)
L- Vamos embora homens do dinheiro antes que seu pai desista de nos deixar ir.

No quarto de Betty... Armando veste os gêmeos enquanto ela se arruma.

B- Meu amor... porque não deixa os gêmeos com a dona Leia... está frio lá fora.
A- Não está Betty e além do mais todos os dois estão de toquinhas.
B- Sim eu sei... mas eles não vão levar os filhos e fica chato nós levarmos o nosso... entende?
A- Fica chato? E se eles querem um mamazinho... como vai fazer?
B- Eu tiro leite e deixo ai... meu amor...
A- Bettyyy não faça isso comigo... quero levar meus filhos.
B- Está bem meu amor... mas queria aproveitar um pouquinho.
A- Oras... e meus filhos te atrapalham em que??
B- Nada meu amor... não está mais aqui quem falou.
A- Meu amor... eu irei pensar nos meus filhos o tempo todo.
B- Está bem... (o beija)

Nisso os adolescentes entram para o beijinho da saída.

C- Mamãe já estamos indo.
B- Fiquem todos juntos... as meninas não conhecem nada daqui.
K- Não se preocupe tia... seus filhos irão cuidar de nós! (olhando para os meninos)
JO/AL- Sim!
B- Meu amor... de dinheiro a eles...

Armando sorri sem graça...

A- Meu amor... eles têm a mesada deles... (olhando para os filhos)

Betty conhece quando o marido mente...

B- Já deu dinheiro a ales?
A- Sim...
B- Deu quanto?
A- Meu amor... que vergonha... eles precisam de dinheiro para pagar para as meninas...
B- Está bem... está certo... são meus homenzinhos. (risos)
JO/AL- Somos homens mamãe!!
B- Sim... esqueço-me disso!
L- Já estamos indo minha sogra! (a beija)
B- Fiquem todos juntos.

Todos se despedem com beijos em Betty e Armando e saem...

A- Ainda acho que não deveriam sair.
B- Meu amor não tem perigo... eles estão juntos. Vamos então?
A- Sim... (a beija) depois quando voltarmos quero resolver esse seu assanhamento. (da uma palmadinha nela)
B- Acho bom. (risos)

Eles se beijam e vão para a sala e lá encontram o casal Aguilar...

R- Mas o que fazem com essas crianças? Realmente vai levar?
A- Claro são meus filhos! Não quero deixar aqui.
B- Vamos, por favor...
E- Sim... estou com fome. (sorrindo)

Armando olha para Ruth como se não gostasse do que ela disse, mas resolve não falar nada...
Todos vão até o carro... lá Armando coloca os gêmeos nas cadeirinhas...

B- Já que não vamos com as crianças... poderíamos ir a outro restaurante... o que acham?
A- Não sendo no restaurante de seu amigo, tudo bem. (com deboche)
B- Meu amor... não precisamos encontrar com Michel cada vez que viemos em Cartagena.
E- Se fosse assim Armando venderia essa casa. (sorrindo)
A- Não... não venderia... mas não a deixava de sair sozinha. (a beija)

Eles entram no carro e vão para um lindo restaurante... lá eles têm que arrumar uma mesa maior para caber os carrinhos de gêmeos dos filhos... Ruth olha para Edgar indignada por esse homem ter trago os filhos... Edgar com o olhar pede para ela não falar nada, mas Armando percebe os olhares e senta irritado, sem antes tirar a cadeira para a esposa.

Eles jantam e conversam animadamente até que Armandinho acorda ranhetando...

A- Hummm sabia que você ia fazer isso meu filho. (pegando o filho no colo)
B- Por isso que não queria trazer... mas você teimou em trazer... não sei por quê? Sabe que eles são bem cuidados.
A- Eu cuido dele Betty!
B- Mas não precisava hoje meu amor... mas é muito teimoso!
A- Betty não fale mal de mim na frente da Ruth... sabe que ela só sabe falar mal de mim!
R- Pois está enganado! Eu te acho um neurótico mesmo!!
A- Eu não falei!! (apontando para ela)
R- Mas também te admiro como o estrategista que é... você é um executivo brilhante... a frente do seu tempo... de grande visão... mas quando se trata dos seus filhos e da sua mulher tudo isso desaparece e você se torna um ogro!
A- Esta vendo!!!!Você não vai falar nada??? Ela está falando mal do seu marido!!
B- Meu amor... Ruth...
R- Mas eu não entendo seu marido Betty... porque não deixou os bebes?
A- Porque são meus filhos!
R- Porem eu confiei os meus filhos à suas empregadas... ou elas não são de confiança, já que não deixa seus filhos com ela!
B- Não Ruth... elas são as melhores... mas o meu amor é assim mesmo...
A- E você não vai falar nada??? (olhando para Edgar que quer que a terra o coma de vergonha)
E- Sim... tenho algo a dizer... eu preciso falar com vocês sobre o meu salário...
B- O que houve?
A- A algo errado? Marcela fez alguma besteira? (sacudindo o filho)
E- Sim... não... não foi ela, com certeza!
A- O que foi? (dando a chupetinha ao filho)
E- Tem dinheiro a mais na minha conta...
B- Mas deve ser a porcentagem das franquias Edgar.
E- Sim... eu sei que tem a comissão, mas não é... fiz os cálculos... Ruth me ensinou... (a beija que sorri)
R- Sim... Armando a diferença é grande.
B- Deve ser um erro desse mês... não precisa devolver.
E- Não... já tem 2 meses isso.
R- Não gastamos a diferença para poder devolver.
E- Queria ter falado antes, mas tanta coisa aconteceu... não tive uma brecha.
A- Não houve erro nenhum.
R- Como não?
A- Você recebeu um aumento!
E- Aumento? Mas não houve memorando sobre isso.
A- Sim... não houve. Mas eu dei o aumento... você sabe... sou um grande executivo... de grande visão e sei reconhecer um grande trabalho. (sorrindo)

Edgar sorri emocionado e Ruth beija o marido.

E- Obrigado Armando.
A- Eu que te agradeço por fazer mais do que o seu trabalho... eu e Mario reconhecemos tudo que você fez pela nossa empresa.
E- Eu só faço o meu trabalho.
A- Não... você faz muito além do seu trabalho e com muito carinho... os clientes te adoram... não querem mais falar comigo, ou com o Mario e nem com o Fred.
B- As franquias nunca tiveram melhor Edgar...
R- Meu marido, um executivo brilhante! (o beija toda orgulhosa)
A- Ele é mesmo.
E- Obrigado Armando... Betty...
B- Eu não tenho nada a ver com isso... nem sabia.... isso é coisa do meu marido lindo e inteligente. (o beija que sorri para ela)

Os adolescentes comem comidinhas tipicamente colombianas sentados nos bancos da praça...

Ana Lucia- Muito bom essa comidinha meninos.
JO- Mas eu não conhecia direito... pesquisei na internet para saber.
AL- Papai nunca nos deixa sair.
K- É muito triste ser prisioneiros dentro da própria casa.
C- Somos prisioneiros da nossa fortuna... um dinheiro que nem temos ainda... mas desde conheci o meu amor tudo mudou... sempre fugimos não é meninos?
JO- Sim... é verdade.
LU- Estou gostando muito desses dias na linda Colômbia...
C- E nós estamos muito felizes por vocês estarem aqui meninas... pena que não morem aqui.
K- Ah prima... o Rio tem muitos problemas eu sei... mas não me vejo morando longe de lá.
LU- Nem nós.
L- Eu imagino... lá é muito lindo mesmo.
K- Não é pela beleza do lugar, mas por ser o meu país... a minha cidade.
C- Entendo... por isso que não quis estudar fora como meus avôs queriam.

Camila que está ao lado de seu noivo deita sua cabeça no seu peito.

C- É tão bom quando passeamos sozinhos...
L- Não estamos sozinhos. (sorrindo)
C- Eu digo sem meus pais... desde nossas idas ao apartamento que isso não acontece... estamos sempre com um adulto a bordo.
L- Isso é verdade minha jóia preciosa.
C- Jóia preciosa? (sorrindo) Há muito tempo que não me chama assim... achei que não era mais.
L- Sempre será... (beija a cabeça dela) me lembro quando te conheci que seu pai te chamou assim... te achei tão linda... e tão amada por aquele pai que me apaixonei também.
C- Você não se apaixonou pela primeira vista, mas eu sim.
L- Quem te disse isso? Pegava-me pensando naquela linda menina de olhos verdes e vivos... o jeito que você me olhava era diferente... deve ter pensando... quem esse menino magro e feio está pensando que é?.
C- Eu não pensava... só sentia meu peito queimar em ficar perto de você e também me pegava pensando em você... até meu pai percebeu isso.... pensava em você o tempo inteiro... às vezes fico pensando se não tivesse te encontrado? Não seria tão feliz como sou agora.
L- Nascemos um para o outro meu amor... se não tivesse nos encontrado naquela lanchonete seria em outro lugar.
C- Sim meu amor... (o beija) somos feito um para o outro.
L- Acho melhor voltarmos... seu pai já ligou duas vezes.
C- Puxa... passou tão rápido...
LU- Mas ta muito cedo!
K- Sim... que isso prima.
C- Eu sei, mas se não formos logo papai vai aparecer aqui e nos tranca o resto desses dias.
LU- Como é chato seu pai prima.
L- Nem me fale...
C- Que isso meu amor... ele não é chato Lurdinha... é que ele anda estressado esses dias comigo... não podemos abusar.
L- Aprontamos muito e isso o deixa estressado.

Nisso o celular de Leandro toca...

L- É ele mais uma vez... (atende) alô meu sogro.

Armando está na varanda da sua casa junto com Edgar...

A- Criatura preciso ir até ai???
L- Já estamos indo meu sogro... fique calmo!
A- Como posso ficar calmo se já tem uma hora que me disse que estaria aqui? Quer que eu confie em você?
L- Sim meu sogro... (colocando todos em taxi desesperado) já estamos no taxi... não demoraremos... pode confiar.
A- Quero ver! (desliga)
E- Precisa realmente se estressar tanto assim? O que pode acontecer? Estão todos juntos.
A- Não gosto da minha filha por aí...
E- Porque está tão estressado hoje?
A- Sua mulher que me deixa assim... não vê como ela fala mal de mim... e isso não pode na frente de Betty... assim ela saberá o quanto sou imperfeito.
E- Mas ela sabe (sorrindo) Armando ela te ama e quem ama... ama também os defeitos... as imperfeições.
A- Mas ela vive dizendo que sou perfeito... que sou o marido perfeito... o pai perfeito e com sua mulher falando mal de mim não dá.
E- Tudo bem... eu peço para ela parar com a implicância... mas você tem que parar de chamar o filho dela de criatura... afinal foi ela quem escolheu o nome e você simplesmente ignora isso.
A- Vou tentar...

Nisso os adolescentes chegam fazendo farra e falando todos de uma vez deixando Edgar atordoado...

L- Viu meu sogro... cumpro com as minhas promessas!
A- Acho muito bom... agora todo mundo para dentro de casa quero dormir e quero todo mundo na cama.
K- Está bem tio... vamos nos falar com a tia e já vamos dormir.

Armando beija cada um na cabeça e começa a empurrar todos para que subam a escada.

A- Vamos! Vamos!
K- Estamos indo tio!
L- Sim meu sogro... calma.

Armando os deixa em paz e vai para seu quarto... Betty está amamentando seu Fernando.

A- Ele acordou? Desculpe-me não estava aqui para te ajudar.
B- Está tudo bem meu amor... (levando o filho para o berço) o encrenqueiro não acordou. (risos)

Armando se joga na cama ficando de lado vendo a esposa e começa a matutar nessa cabeçinha neurótica...

A- Meu amor... você não presta atenção no que a Ruth fala de mim, não é? Não leva em conta... afinal ela é louca.
B- Quando ela fala mal de você? (deitando ao lado dele)
A- Sim...
B- Claro que não meu amor...
A- Você ainda acha que sou seu marido perfeito? (fazendo biquinho)
B- Sim meu amor... você é um marido perfeito, um pai perfeito e um homem perfeito... maravilhoso em todos os sentidos. (o beija)
A- Que bom... (sorrindo) bem... agora vou te amar muito... (a beija) e depois vou...
B- Vai a ande? Vai dormir?

Armando percebe o tom nervoso de sua esposa.

A- Bem... meu amor...
B- Você não vai subir... meu amor o que quer? Às vezes penso que quer pegar sua filha em fragrante! Que coisa chata isso!
A- Não quero pegar nada... eu vou lá para que não aconteça nada! Estou impedindo!
B- Meu amor você não está impedindo nada, porque nada acontece... não vê que a casa está cheia... com os pais dele aqui e o que imagina? Que ele vai invadir o quarto dela? Que horror!
A- Não... (pensando...), mas...
B- Mas nada! Não vai subir!
A- Mas se ela invadir o quarto dele... sabe que ela...
B- Ela não vai fazer nada... Armando... você não vai subir, entendeu?
A- Hummm não precisa brigar comigo meu amor... (dando beijinhos nela)
B- Não estou brigando e não quero brigar por isso não vou fazer amor.
A- E o que tem uma coisa com a outra? (arrasado)
B- Porque você vai fazer amor comigo até me esgotar e depois vai subir... eu te conheço.
A- Mas Betty você ficou o dia todo nesse assanhamento todo me tentando e agora que estamos aqui você não quer fazer amor?
B- Não quero é me aborrecer contigo homem que amo... não quero ser usada.
A- E desde quando que amar você é te usar?
B- Eu te conheço meu amor... vou me trocar. (o beija e sai)

Armando encosta sua cabeça no travesseiro atordoado... não pode vigiar e filha e nem pode amar a mulher... essa noite vai ser longa pensa o pobre homem.
A noite acontece e esse pobre homem tinha razão e conhece a filha que tem... sua assanhada filha está em seu quarto entediada e resolve levantar olha a lua...

C- Hummm como pode ser isso? Ele não vem mesmo... então vou até ele. (risos)

Camila vai até o quarto de seu noivo dorme no maior ronco... ela sorri e deita ao lado dele...

C- Meu amor... dorme tão lindo... meu amor... (o beija)

Ele acorda atordoado.

L- O que faz aqui?
C- Vim dormir aqui, mas antes quero fazer aquilo. (risos assanhados)
L- Nem pensa!! (se levantando e se cobrindo com o lençol) Vai para o seu quarto meu amor!
C- Mas por quê? Meu amor vem aqui!

Camila levanta e tenta agarrar seu noivo, mas ele se desvia dela subindo na cama.

L- Meu amor... já fizemos o nosso amor hoje, lembra? Fica quietinha... vai para o seu quarto!
C- Não... quero mais! (subindo na cama atrás dele)
L- Nem pensar!! Eu tenho que ter a confiança do seu pai de novo e como farei isso se ele te pegar aqui!

Leandro solta o lençol e segura sua noiva pelo braço e a leva pelo quarto indo para fora... Camila por sua vez resiste se segurando nos moveis.

C- Me solta meu amor!!! Eu não quero ir!
L- Por favor, meu amor!! Vamos! Não fale alto... seu pai tem um radar.

Ele consegue levá-la para fora... ela quando se vê do lado de fora se joga no chão sentando ficando ainda mais pesada.

C- Eu não vou para lugar nenhum! Meu amor me solta! Vamos para o meu quarto então?
L- Nada disso Mila... vai para o seu quarto! (arrastando a noiva pelo corredor)

Nisso Ruth escuta um burburinho vindo do corredor e resolve ir até lá e se espanta com a cena.. seu filho arrastando a noiva pelo corredor a fora, mas para a cabeça dessa mãe, ele está a obrigando a ir para o seu quarto.

R- O que é isso? Meu filho que horror está obrigando essa menina a ir para o seu quarto?
L- O que?? Não é isso não mamãe!
R- Como não é isso?? A pobre menina está sendo arrastada por você... jamais imaginei que seria assim!

Camila vê que seu noivo está difamado e fica com pena...

C- Minha sogra não é assim...
R- Claro que é! Não tem vergonha Leandro? E se fosse o pai dela aqui?
L- Mamãe não é minha culpa!
R- Então é culpa dela ser arrastada por você?
L- Sim... ela invadiu o meu quarto e eu a trouxe para fora! Mamãe não sou nenhum tarado!
R- O que? (pasma)
C- É verdade minha sogra... não gosto que fale mal do meu amor (da um beijinho nele)... ele estava me tirando do quarto dele porque queria namorar com ele... apenas isso... não aconteceu nada... ele me respeita muito.. não pensei mal dele.
R- Namorar essa hora da noite Camila?
C- E o amor tem hora?
R- Claro que tem e não é essa hora! Vai para o seu quarto e, por favor, fique por lá!
C- Desculpe minha sogra. (beija a sogra) Não faço mais. (beija o noivo e entra no seu quarto)
L- Como sempre não acredita em mim, não é mamãe?
R- Eu não acredito no que vi hoje... e depois não a quer que chame de assanhada!
L- Pois não gosto que fale assim dela... ela é impulsiva apenas.
R- Vai dormir... (beija o filho e entra no seu quarto)

Leandro entra no quarto dele e Ruth chega a seu quarto e encontra seu marido sentado na cama...

E- O que houve? Que confusão foi aquela?
R- Rummm sua nora invadindo o quarto do seu filho e eu não posso falar nada que ainda estou errada. (deitando ao lado dele)
E- Ruth... será que essa menina ficou sabendo da sua vida na no Rio de ta te copiando. (sorrindo)
R- Que vida? Do que ta falando?
E- Das inúmeras vezes que entrou no meu quarto no meio da noite... quem sabe sua mãe não falou com ela e ela achou uma boa idéia?
R- Vamos parar com isso porque é muito diferente.
E- Não vejo como! (risos)
R- Vamos dormir que preciso esquecer a cena de seu filho arrastando aquela menina enorme pelo corredor!

Edgar ri e abraça a esposa.
No quarto de Betty... Armando ainda não conseguiu dormir olhando para o teto imaginando o que o safado daquele moleque feio está fazendo com sua casta filha.