227 SORVETE DE POBRE

Camila entra na cozinha e sua nova avó está na mesa escolhendo o feijão que se espalha em cima de uma toalha de plástico...

C- Posso te ajudar vovó?

T- Claro minha filha...

Camila senta e separa um pouco do feijão... dona Terezinha sorri para a neta...

T- Mas isso não é coisa de uma linda jovem como você fazer em um domingo...

C- Meu amor está conversando com o avô sobre todo o sucesso que a fundação está fazendo na Colômbia... ele já é muito respeitado por lá.

T- Eu sei... não tem idéia de como ficamos orgulhosos do nosso neto aparecendo na tv... Ruth colocou tv por assinatura e passa um canal com as coisas de seu país.

C- Eu também fiquei... vovó porque saiu da Colômbia? Não era feliz lá?

T- Minha filha... nós fomos para lá porque aqui a coisa estava difícil para trabalho e ele conseguiu esse trabalho lá e fomos... na verdade voltaríamos logo depois que essa obra terminou, mas sua sogra se apaixonou por Edgar ai começou a choradeira... dizia que queria morrer sem ele... (sorri)

Camila sorri também...

T- Eu amo o Edgar mamãe! Gritava pela casa... então ficamos um pouco mais... mas não podíamos deixar nossa casa aqui... havíamos alugado a casa e os inquilinos já estavam para sair...

C- Tadinha... ela deve ter sofrido muito minha sogra...

T- Parecia um cadáver pela casa... e ele também... morria só de pensar que não a veria mais...

C- Tadinho do meu sogro que coisa triste ficar separado de quem se ama... eu morreria se ficasse longe do meu amor... (com olhos cheios de lagrimas)

Terezinha sorri com a delicadeza da neta.

T- Não morre... a gente quase morre... mas não morre. Não morri todos esses anos que ela mora em outro país.

C- É verdade... deve ser duro para vocês também... mas ele morou um tempo com vocês não foi?

T- Sim... primeiro ele fugiu... apareceu aqui com a roupa do corpo... então conversei com a mãe dele e ele viveu aqui por uns tempos, mas não agüentou o calor, ele é branquinho como você... então ficamos com medo de mossa filha fazer o mesmo, ou seja, fugir... voltamos para a Colômbia e fizemos o casamento... não minto... antes ela disse que estava grávida!

C- Não sabia que minha sogra casou grávida... (pasma)

T- Mas ela não casou... inventou isso! Ai que a coisa ficou preta... eu já sabia que ela não era mais virgem... passava os dias e noites agarrando o rapaz não tinha condições de ele agüentar...

Camila fica vermelha...

C- É verdade... (sem graça)

T- Mas grávida eu sabia que não estava... conheço minhas filhas... mas o pai descobriu que ela já estava tendo relações com ele quis fazer o casamento.

C- Não imagino minha sogra fazendo essas coisas... ela é sempre tão seria e braba.

T- Camila... você era uma ameaça... estava levando o único filho dela... agora que ela te conhece melhor e a família a aumentou vai mudar.

C- Na verdade ela já mudou... estou gostando tanto desses dias que estou passando aqui vovó... é tudo tão novo.

T- Tão fora da sua realidade... não é mesmo?

C- Devo confessar que sim... mas não sou uma menina rica alienada que só pensa em gastar a fortuna do meu pai... fui educada com os pés no chão.

T- Tenho certeza disso... nem precisa dizer, porque sei que jamais meu neto estaria tão apaixonado por você se não fosse dessa forma. (sorrindo)

O rosto de Camila se ilumina...

C- A senhora acha que ele me ama tanto assim?

T- Eu tenho certeza não acho! (sorri) Você é uma jóia rara!

Camila sorri e beija a avó na testa...

C- Não... a senhora que é...

Nisso Ruth está na sala ouvindo o filho contar para o avô sua vida na Colômbia... ele tem um ano de assunto para conversar... ela sorri, pois seu pai realmente presta a atenção em tudo... nisso o celular dela toca...

R- Oi Betty...

Betty está deitada na rede em frente sua linda praia...

B- Como vai?

R- Feliz e triste... feliz por estar com a minha família, mas triste porque meu marido não está aqui e que vocês ai estão sem a sua Camila...

B- Aiii nem me fala... (coloca a mão no peito) estou me fazendo de forte aqui porque se desmontar meu amor morre...

R- Eu sei querida... estou cuidando muito bem dela, fique certa disso!

B- Tenho certeza disso Ruth... eu liguei para saber como ela está se comportando ai... ela é muito ciumenta, você sabe...

Ruth sorri, ela prometeu que não falaria com Betty sobre a briga na praia...

B- Me conte... como ela está com sua família? Eu sei que minha filha é educada, mas fico preocupada... é um mundo novo para ela Ruth, eu fui criada neste mundo, mas ela não.

R- Não se preocupe Betty! Todos estão apaixonados por ela! Sua filha é preciosa, está tudo bem aqui.

B- Que bom... (sem graça) bem... eu quero te fazer outra pergunta e sei que me entenderá...

R- Já imagino o que seja... pode perguntar!

B- Eles dormiram juntos?

R- Sim Betty... dormiram juntos no quartinho... mas Betty eles estão dormindo juntos quase uma semana... esqueceu que ficaram juntos na sua lua de mel?

B- Mas é diferente... eles dormiram todos juntos.

R- Bem... meu filho me disse que ela estava como entrou por essa porta ontem e eu acredito nele...

B- Eu também... você tem um filho maravilhoso Ruth.

R- Eu sei... como a sua filha também querida.

B- Somos felizardas!

Betty vê que seu lindo marido sai do mar com uma linda sunguinha Box branca tirando os cabelos molhado do rosto... seu rosto queima ao olhar o corpo perfeito dele, suas coxas roliças, seu lindo peito... ela esquece completamente que Ruth fala ao telefone...

R- Betty?? Ouve algo querida? Betty?

B- Me desculpe... mas meu marido está voltando do mar... eu... eu... preciso desligar... não diga que eu liguei, por favor.

R- Sim... (risos)

Betty desliga o telefone e levanta indo até seu marido com olhar de fome...

B- Estava ligando para a Ruth... estão apaixonados por nossa filha.

A- E porque não estaria?

Armando se estica todo, abrindo os braços e levando para o alto... Betty acompanha uma gota de água salgada que percorre seu corpo...

A- Quer ir ao mar? Eu fico com você.

B- Não meu amor... quero ir lá para dentro... para o quarto. (risos de assanhamento)

A- Porque essa risadinha assanhada? (cruza os braços)

B- Nada... (risos) só estou cansada e queria deitar...

A- Hummmm fazer o que? (se fazendo de difícil)

B- Quero te mostrar uma coisa lá dentro! (risos)

A- Aquela coisa que não me mostrou ontem à noite?

B- (risos) Sim...

A- Não sei se quero agora... (fazendo beiçinho) me desprezou ontem...

B- Não desprezei não... você demorou e eu adormeci... vamos aproveitar que os meninos não estão e dona Adriana está por ai com Aninha...

A- Éeee não tenho nada para fazer mesmo...

Betty ri e arrasta o marido para o quarto

Ruth vai até a cozinha e encontra as duas ainda conversando...

R- O que faz aqui nessa cozinha? Pensei que estaria com suas primas! (senta ao lado dela)

C- Elas foram namorar...

R- E você não vai?

C- Estou sempre namorando minha sogra... mas agora ele está com o avô...

Nisso ele chega...

L- Meu amor vamos a praça tomar um sorvete?

C- Não sei... (olhando para a sogra) eu posso minha sogra?

R- Camila... está livre aqui não precisa pedir nada a ninguém!

C- Não gosto de estar livre... e não estou...

R- Pode ir então... mas meu filho... volte logo.

L- Não se preocupe mamãe ainda é cedo.

Em Cartagena, Betty e Armando se amam naquela cama enorme... ela o ama por cima como uma louca... ele a segura pelos quadris tentando controlar os movimentos dela sem o menor sucesso... eles deliram em gemidos e palavras de amor...

A- Meu amor... não faça assim... (desesperado de desejo) de vagar... você está grávida... deixa-meeu fazer...

B- Sobe as pernas meu amor... levanta.

A- Não... assim vai ir tudo e não pode... deixa-meeu fazer...

Betty se movimenta ainda com mais volúpia enlouquecendo esse homem que vê sua esposa fervendo descendo e subindo...

B- Levanta!! Eu quero tudo!!

A- Mas que fogo é esse?? Assim vai me matar!!

Armando levanta as pernas dobrando... Betty escorregar seu corpo se encaixando ainda mais... ela se segura no peito dele sentindo seu marido inteiro dentro dela... o prazer é tão grande que chega sentir seu coração queimar ainda mais...

A- Mais de... assim... eu não agüento mais... se for... eu...

Os dois fecham os olhos ao sentir o fabuloso orgasmo... Betty sente seu corpo mole e deita em cima do marido que a coloca na cama com todo cuidado beijando sua esposa...

A- Meu amor... esquece que não pode ser assim?

B- Você faz muito pior... sempre judia de mim... (risos)

A- Judio sim, mas eu sei a aonde ir... você não... estava louca... nossa... meu coração quase saiu pelo peito.

Betty se aninha no peito do homem amado como uma gatinha, nada lembrava a mulher dominadora de minutos atrás...

B- Meu amor... estamos com fome...

A- Estamos? (sorri) Mas o estamos já fizeram um lanche antes de vir para o quarto...

B- Sim... mas estamos com mais fome... meu amor... quero comer algo... não quero lanchinho...

A- Betty... já conversamos... não pode engordar muito agora... lembre-se como ficou com os meninos? Não consiga andar.

B- Mas o que faço com esses meninos me chutando querendo comida?

A- Está bem... vamos tomar um baozinho e te faço uma saladinha.

B- Armando! Eu quero comida!!! Quero uma lasanha, um bife!

Armando ri assustado com a cara de desespero da esposa.

A- Meu amor... o que é isso?

B- É fome meu amor! Preciso de comida!!

A- Vamos ver o que consigo!

B- Armando não me venha com essa! Somos milionários! O que não tiver nessa casa você manda buscar! (cara fechada)

A- Está bem! (risos) Porem antes vamos ao banho... mas nada de me morder senhora milionária!

Betty ri sendo levada para o banheiro...

Camila e Leandro andam de mãos dadas tomando sorvetes felizes, pelas ruas do subúrbio quente do Rio...

L- E aí meu amor, está gostando de sorvete de pobre?

C- (sem graça) É gostoso... um pouco aguado, né meu amor?

Leandro ri alto...

L- Sim meu amor... acho que economizam no leite... meu amor... estou tão feliz por você está aqui no meu mundo...

C- Aqui não é seu mundo... seu mundo é na Colômbia do meu lado... aqui é um pedaço de você e eu estou muito feliz em estar aqui com você.

L- É verdade... meu mundo está cada vez mais perto do seu... nossa vida melhorou muito depois que papai foi trabalhar com o seu e agora com minha mãe... trocamos de casa, estamos cada vez mais no seu mundo... minha família deve muito a sua.

C- Não... vocês só vieram para melhorar a nossa... a minha principalmente.

Ela o beija...

Eles chegam à casa da avó e vão sentar no murinho da pequena varandinha... Leandro se encosta-se à parede e ela ao lado dele...

L- Finalmente sozinhos longe das primas.

C- Eu gostei delas meu amor... é uma pena elas morarem tão longe... elas são engraçadas... descoladas... tão diferentes de mim.

L- Você é tudo isso meu amor.

C- Não mesmo... elas falam o que querem...

L- E você não fala o que quer? Meu amor, não conheço ninguém tão sincera!

C- Pois eu não sou tanto assim... minha mãe me pediu para eu não te agarrar, mas eu menti! (risos)

Camila suja o nariz de seu amado de sorvete e se joga em cima dele beijando o sorvete... Leandro ri tentando não cair do muro segurando sua noiva...

Ruth observa os dois na porta sorrindo, sente a cada dia que seu filho escolheu muito bem a namorada quando sua mãe chega...

T- Tem certeza de que ela não é a sua filha Ruth? (sorrindo)

Ruth percebe o deboche da mãe...

R- Mamãe... ele é o meu filho! Porque esse deboche?

T- Porque parece que foi ontem você agarrando o pai dele pela casa... um inferno... o pobre mal respirava com você em cima.

R- Que isso mamãe!! Não fala isso alto!!

Ruth arrasta a mãe para dentro...

R- Para com isso mamãe!!

T- Já notou como ela não o chama pelo nome? E sim meu amor como você? Era só meu amor para cá... meu amor para lá... só ficamos sabendo o nome dele quando o rapaz chegou aqui em casa e falou sou Edgar... porque todos na casa o conheciam por meu amor! (rindo alto)

R- Meu Deus mamãe... depois de velha ficou debochada... espero que não tenha contado nada para ela... porque eu tenho uma moral para zelar.

T- Bem minha filha... espero que seja por ser uma boa mãe e uma boa esposa... porque seu tempo de namoro eu contei tudo catando feijão com ela essa tarde...

Ruth se desespera... colocando a mão na cabeça enquanto a mãe ri indo para a cozinha...

R- Mamãeeee... que coisa!!

Ruth vai atrás da mãe pensando em um jeito de conseguir sua honra de volta.