Os Marotos: É agora ou nunca.
2 A plataforma 9 3/4
Notas iniciais
O primeiro de Setembro havia chegado muito mais rápido do que eu pensei que chegaria, mas isso era bom, eu estava há semanas sonhando com Hogwarts, e era fato: Eu realmente iria.
Meus pais estavam realmente felizes com a notícia, achavam demais ter uma bruxa na família, diziam que isso nos tornava especiais, mas minha irmã era outra coisa, ela odiava minha escola, odiava eu ir pra lá e me odiava acima de tudo, acho que era inveja, afinal, ela me reprendia quando eu fazia magia quando criança, mas sempre me perguntava como fazer.
O dia estava triste, mais triste do que de costume, o céu estava cinza, nunca gostei muito dessa cor, mesmo sendo a cor de meus olhos, eu a acho deplorável, como um enterro, sabe? Acho que não. E eu estava com uma sensação estranha, como se algo fosse mudar, mas ia mesmo, eu iria ser oficialmente bruxa.
Lá para às 9:00 estava comprovado que eu estava feliz demais para dormir, então eu acordei e fui tomar banho, olhei, então para o lado direito do meu quarto, onde ficavam as coisas que eu pedi a Severo que comprasse para mim, pois meu tio estava doente e eu precisava vê-lo. Ele, meu tio, morreu no dia seguinte, mamãe está inconsolável.
Às 10:00 saímos de casa, eu e meus pais estávamos felizes da vida, quase unicórnios saltitantes, mas Petúnia estava mais para um Dementador, um grande e chato. Mas ela foi, isso é o que importa.
Chegamos lá às 10:45, estava cheia de trouxas, e eu não encontrava a coluna que indicava a plataforma "9 3/4" só via a coluna 9 e a 10, as colunas comuns. Petúnia dava murmúrios de felicidade e de maldade dizendo que eu havia sido enganada por Severo e que era tudo uma mentira, meus pais a reprenderam, mas eu não escutei nada além de coisas vagas, eu estava ocupada demais, sentindo meus sonhos morrerem por dentro, e imaginando minha vida sem Hogwarts.
Foi quando eu vi uma família de quatro pessoas, conversando animadamente sobre algo que eu percebia envolver muito a palavra "Dragão." , além desses papos diferentes eles também se vestiam diferente, cores muito exóticas, quase desagradáveis, mas ainda assim pareciam bruxos... E simpáticos.
Eu resolvi me aproximar, sem dar ouvidos a minha mãe eu fui, até que uma menina incrivelmente loira, com olhos pretos muito bonitos se virou e me fez umas mil perguntas:
– Oi! Tudo bem? Seu primeiro ano? E como vai? Ah, nossa, como é seu nome? Você tem que idade? Que cor de cabelo bonita, é de magia? São seus pais? Sua irmã não vai? Ela é sua irmã não é?
–Oi! Tudo bem. Sim é meu primeiro ano. Vou bem... Acho. Meu nome é Lílian, mas me chame de lily ou lilis, tenho 11 para 12 anos. Não, é natural. São sim. Não ela não vai. É ela é minha irmã mesmo.
– Eles não me parecem bruxos, são trouxas?
– São... — Respondi meio sem-graça.
– Legal. Não saia por ai dizendo que é nascida-trouxa, pois, nosso mundo está passando por tempos difíceis, e vocês não estão seguros... Bem...
– XELLENA LOVEGOOD!- A mãe dela parecia irritada- Não assuste a menina com esses assuntos.
– Mas é verdade!- Ela questionou e virou para mim- Isso é realmente verdade.
– Nã... Não tem problema.- Tentei acalmar elas. — O.K, então, vamos.
Meus pais foram se aproximando de vagar e logo ela, a mãe de Xelle explicou como se chegava a plataforma, meus pais iam ficando admiráveis, minha irmã... Fazia um voto de ódio eterno a mais.
Quando eu entrei na plataforma com Xelle, eu me senti feliz, afinal, já tinha uma amiga, e falávamos de tudo: Petúnia, Hogwarts, Meu outro mundo. Ela parecia entender, não tinha nada contra eu ser trouxa, ela dizia que adorava o comportamento trouxal, e que o achava encantador, menos é claro, quando se trata de coisas sérias.
Ela me contou tudo sobre sua família: Seu pai, um auror, vive encrencado e escapando das garras de Voldemort. sua mãe, fica em casa cuidando dela e do irmão. Seu irmão é monitor-chefe era da Lufa-Lufa e estava num estágio do Pasquim, um jornal, e ela disse que os pais dela e ela estavam orgulhosos pois eles odeiam o "Profeta Diário" o acham um jornal para tolos.
Xelle falava rápido, mas era divertida, vivia sorrindo, e quando eu perguntei o motivo, ela disse:
– Prefiro morrer a ser vista chorando por qualquer coisa. Gosto de ser feliz.
Eu sorri, entendi o que ela quis dizer com aquilo, eu também odiava ser vista chorando e pensava que isso, para os outros significasse que eu era fraca, mas é claro que não. Mas do mesmo jeito eu procuro não chorar pois me deixa irritada.
Eu disse que procurava um amigo bruxo, e ela disse que poderia me ajudar a acha-lo, então fomos atrás de Severo, que para minha surpresa, estava numa cabine com três meninos, que ao ver de quem está de fora, ele não gostava muito e os achava irritantes ou sentia medo.
– Oi, Severo!- Eu o cumprimentei feliz, e logo em seguido um garoto alto, magro com cabelos pretos e olhos castanhos-esverdeados virou para me ver, e logo em seguida acabou sorrindo marotamente para mim. Xelle olhava ele com cautela e logo em seguida disse:
– Oi Tiago.
– Olá, Xelle Querida.
Ela fez uma careta e virou para Severo, ele a olhou com medo como se esperasse uma Avada Kedavra ou um crucio, mas ela sorriu e disse calmamente:
– Minha mãe conhece a sua, estudaram juntas aqui em Hogwarts, sabe? Ela está bem, sua mãe, elas perderam o contato, faz uns.... 3 anos, acho, deve ser. Soube que ela casou-se com um trouxa, ele é legal? Acho que sim....
– Ela fala MUITO rápido.
– Nota-se- Severo me respondeu, mas logo mudou totalmente de assunto- Que casa vocês querem ir? Eu quero ir para a Sonserina! Xelle, o olhou avaliando cuidadosamente cada detalhe de Severo, não sei bem o que ela estava pensando, mas não acho que ir para Sonserina seja assinar um contrato com Voldemort, mas acho que seja perto.
Eu, com um pouco de vergonha e meio sem-graça pelos risos sarcásticos do outro lado da cabine afundei minha cabeça no livro extra que minha mãe me comprou " Como se defender da Arte das Trevas". Severo revirou os olhos e o garoto que me olhava antes veio a comentar:
– Quem é o estúpido que quer ir para Sonserina? Se eu fosse deixaria a escola e nunca mais voltaria. Severo deu um murmurio de desgosto e o menino tornou a falar:
– Algum problema?
– Não, se você deseja ter mais músculos do que cérebro...
– E para onde você vai, uma vez que não tem nenhum dos dois- Rebateu rapidamente o garoto.
– Pra qualquer lugar onde você estaja bem longe, seu ignorante.- Respondi e virei a cara, saindo da cabine, Xelle me olhava totalmente concentrada e depois disse:
– Ele não vai deixar barato, o James.
– E o que ele pode fazer contra mim? Me matar?- Respondi ironica.
– É quase isso.
Não tinha entendido bem, mas deixei pra lá, não queria ficar remoendo esse assunto.
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