Os Marotos - Love Is In The Air.
65 Planos e Mais Planos
Notas iniciais
POV Autora:
– Muito bem... – O professor Valentin dizia aos “jurados”. – Estão todos prontos?
Era o primeiro dia de audições e o professor Valentin, a professora Joanne, Dumbledore e os professores Margaret e David, de Artes. Eles iam decidir quem faria parte da peça, e qual personagem seria cada um.
Uma semana antes, eles entregaram algumas folhas, com alguns textos da peça, em que os alunos deveriam decorar e interpretar na frente deles.
– Para qual papel vamos decidir hoje? – Margaret perguntou ajeitando alguns papéis. Ela era baixinha, magra, cabelos Chanel pretos e olhos azuis escuros.
– Ahn... Os papeis que não são tão principais assim. Amanhã veremos os protagonistas e antagonistas. – David disse.
Ele era um típico cara americano que se mudou para a Europa recentemente. Cabelos cacheados na cor castanho claro, e olhos extremamente azuis.
– Tudo bem. – Joanne disse pegando a primeira ficha. – Que entre o primeiro, ou a primeira.
A loira entrou com passos duros, e parou em frente aos cinco.
– Oi. – Ela sorriu discretamente.
– Olá. – Margaret respondeu sorrindo.
– Como vai? – David perguntou.
– Eu... – Ela iria responder, se não fosse um gritinho estridente do professor François.
– Vamos logo com isso! Não tenho o dia todo! – Ele disse arrumando alguns papéis.
– Qual o texto que você irá interpretar? – A professora Joanne perguntou pacientemente.
O texto que os professores passaram não era nenhum trecho da peça de Romeu e Julieta. Eles colocaram pequenos textos de pessoas famosas, ou até de obras famosas, e os alunos tinham que interpretar isso, como se eles estivessem realmente sentindo o que eles estavam falando.
Afinal, é para isso que o teatro serve, não é mesmo?
– Eu vou interpretar um texto de Antoine de Saint-Exupéry. – Ela disse sorrindo docemente.
– Bom... – Dumbledore falou olhando com doçura para a garota. – Assim que se sentir preparada.
– Ou melhor... O mais rápido possível. Estamos sem tempo, ma chérie. – Adivinha quem falou isso?
– Ok. – Dorcas abaixou a cabeça e respirou fundo. E levantou a cabeça, com o mesmo semblante de antes. Mas dessa vez, a voz dela ficou mais firme, e ela falou alto o suficiente para todos ouvirem. — As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas.
“ Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas e estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu.
Todos olhavam para ela.
– Lindo. – Margaret falou sorrindo, e com seus olhos negros brilhando.
– Você foi muito bem. – Joanne falou.
– Vamos anotar seu nome, e depois ver em qual personagem você se encaixa. – Dumbledore falou e Dorcas saiu de cena.
– Bem... O PRÓXIMO! – Valentin gritou e um garoto moreno dos olhos azuis apareceu sorrindo marotamente, causando um susto nos professores, já que ele era a ultima pessoa que eles esperavam ver.
– Sirius Black. – Dumbledore sorriu para Sirius. – Não sabia que é interessado por Artes Cênicas.
– Eu fiquei um pouco interessado logo depois que acabei de varrer o que você chama de teatro. – Ele disse sorrindo de canto. – E também... Porque preciso provar a uma pessoa que ela está errada sobre algumas coisas. – Ele disse mais sério. – E claro, preciso das notas.
– Quem escreveu o texto que irá interpretar? – David perguntou.
– Albert Einstein. – Ele disse serio.
– Você recitando Albert Einstein? – Professor Valentin olhou-o surpreso. – Vai chover canivete hoje...
– Certo... – Margaret falou. – Pode começar, Sirius.
Ele olhou para os lados, e em seguida começou.
– Pode ser que um dia deixemos de nos falar... Mas, enquanto houver amizade, faremos as pazes de novo. Pode ser que um dia o tempo passe... Mas, se a amizade permanecer, um de outro se há-de lembrar. Pode ser que um dia nos afastemos... Mas, se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará. Pode ser que um dia não mais existamos... Mas, se ainda sobrar amizade, nasceremos de novo, um para o outro.
“Pode ser que um dia tudo acabe... Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, cada vez de forma diferente. Sendo único e inesquecível cada momento que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre. Há duas formas para viver a sua vida: Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Todos olhavam de boca aberta para ele.
– Uau. – Joanne disse sorrindo.
Acho que ela já entendeu quem Sirius que provar que ele mudou. E essa mesma garota estava olhando maravilhada para ele no canto do palco.
– Ahn... Fui bem? – Sirius perguntou sério.
– Você foi fantástico. – David disse sorrindo amigavelmente.
– Obrigado. – Ele sorriu “daquele jeito” e foi embora.
– PRÓXIMO! – Dumbledore gritou e uma moça morena, dos olhos castanhos apareceu sorrindo.
– Seu nome? – O professor Valentin perguntou.
– Alice Jackson. – Ela sorriu.
– Certo... – Ele anotou alguma coisa. – Pode começar.
Ela respirou fundo.
– Esse texto fui em que escrevi. – Ela encarou todos eles. — “Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas, minha vida. Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas. Amo teu jogo triste. As tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo. Eu amo a tua alegria. Mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência. Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo, quando sozinha bordo mais uma toalha de fim de semana. Eu te amo pelas crianças e futuras rugas. Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis. Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual. Eu te amo desde os teus pés até o que te escapa. Eu te amo de alma para alma. E mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defenda, quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis, quando o próprio amor vacila.”
Digamos que Alice é muito boa em fazer interpretações, e fazer textos também.
– Nossa. – Margaret olhava para ela com água nos olhos. – Fantástico!
– Obrigada. – A morena falou e saiu do palco.
– Que texto clichê... – Valentin comentou, recebendo olhares fuzilantes dos colegas.
Depois de duas horas, todos os alunos da escola (ou quase) já tinham se apresentado.
– O próximo teste vai ser amanha, no mesmo horário. – Dumbledore disse se levantando e saindo do teatro.
POV James:
– Marlene! Cadê você? – Eu gritava pra meio mundo ouvir. Ela simplesmente sumiu quando o Sirius acabou de se apresentar.
– James! Tem alunos em aula, sabia? – Percebi que Pedro estava atrás de mim, e sorria maniacamente. – Por que tá procurando a Mckinnon?
– Eu pedi um favor a ela. – Eu disse.
– Ah. O CCLE... Entendi.
– O Almofadinhas inventou isso... – Eu disse voltando a procura-la.
– Eu a vi indo para os banheiros. – Ele disse. — Tenho que ir.
– Vai ver a Mary? – Eu perguntei já adivinhando o que ele iria fazer.
– Sim. – Ele disse com os olhos brilhando.
– Boa sorte, papai. – Eu brinquei com ele.
Todos os marotos ainda estavam processando a ideia de que o Pedro iria ser pai. Mas não estava dando muito certo.
Fala sério! Ele não consegue cuidar nem do hamster dele de estimação, quem dirá de um filho?
POV Lilian:
Eu estava saindo da biblioteca sozinha, claro. Já que todo mundo quis ver ou fazer os testes... Então...
– Ai! – Eu disse quando alguém literalmente passou por cima de mim.
– Oh, me desculpe, Lil’s! – Marlene disse me ajudando a levantar. – Eu estava meio distraída...
– Mas a minha cabeça não tem culpa disso! – Eu disse me levantando, e o máximo que ela conseguiu fazer é rir.
– Lily... Estou com pressa porque o professor me escalou para ajudar na confecção das roupas da peça! – Ela disse pegando um livro meu no chão. – Devia estar feliz por mim.
– E estou... –Eu disse meio atordoada, ainda me recuperando da queda. – Lene, parabéns! – Eu falei esboçando um sorriso.
– E você? Quando vai largar essa teimosia e tentar fazer o papel de Julieta? – Ela disse pegando sua bolsa.
– Marlene! Eu não estou sendo teimosa! – Eu disse brava. Digamos que a Marlene tem o dom de apontar o defeito dos outros, mas sempre por uma causa. Vocês vão entender...
– Está sim! Não me venha com essa conversa de “medo de palco”, porque você não tem.
– Lene! – Eu falei parecendo uma criança birrenta. Ela não iria entender se eu explicasse.
Não é que eu tenho medo do palco. Eu tenho medo de quem eu vou encontrar no palco. Digamos que eu sou bem... Transparente nas minhas emoções, o que faz de mim uma péssima atriz. E eu tenho medo de que eu estrague a peça por causa disso.
– Eu sei por que você não quer fazer a peça. – Marlene disse sorrindo maliciosamente. – Você não quer beijar o Romeu. Você está com vergonha, é isso? – Ela perguntou.
– Não, Lene... Olha... Eu... – Eu não conseguia achar palavras pra isso, o que me parece bem claro.
A Lene, apesar de todas as qualidades... Sabe ser teimosa quando quer. Isso é o que ela e o Sirius têm em comum.
– Lily! – Ela segurou meus ombros com as mãos, me forçando a encara-la. – Não seja uma covarde! – Ela falou sorrindo. Ela sabe o que ela está falando?
– Lene! O que você está falando? Eu não acredito! Você deveria ser minha amiga e me apoiar! Não... Ficar falando que sou covarde! O que aconteceu? – Eu perguntei preocupada.
Marlene não era de falar isso para todo mundo, principalmente pra mim. Aconteceu alguma coisa. Ela não estava sendo ela mesma comigo.
– Aconteceu sim, Lilian. Minha amiga é uma covarde! Ela está com medo! – Marlene estava quase... Chorando?
– Lene...
– Lily! Não vê? Você pode mudar isso! – Ela começou a falar coisas sem sentido.
– Lene, você está bem? – Eu me aproximei dela, mas ela se esquivou.
– Não! Não acredito que está assim por medo de quem vai ser o Romeu. Agora eu entendi! Você não quer beijar qualquer um, é isso? – Ela disse séria.
Certo... Não estou entendendo mais nada.
– Marlene Mckinnon! Que história é essa?! – Eu falei brava.
Ela respirou fundo, e eu pensei que ela tinha voltado a ser ela.
– Eu juro que estava tentando abrir seu olho, Lily... Mas Esse foi o pior jeito. – Ela disse meio triste.
Mas o que está acontecendo?!
– Lene... – Eu disse, mas ela já estava indo embora.
Certo... Ela meio que brigou comigo para falar que eu sou uma covarde por não fazer o teste.
Mas por que ela estaria tão preocupada justo com isso?
Eu ainda não entendi o que aconteceu...
– Lily? – Eu ouço Dorcas me chamando. – Está tudo bem?
– Não... – Eu disse e percebi que minha voz estava embargada pelo choro.
– Vem... Vamos conversar. – Ela disse me abraçando pelos ombros e me levando para dentro de biblioteca de novo.
Nos sentamos em uma mesa mais afastada do pessoal que estavam estudando ali.
– Pode me contar o que aconteceu? – Ela perguntou. Dorcas serve para ser psicóloga. Ela é uma boa ouvinte.
– A Lene está achando que eu sou uma covarde, por simplesmente não querer fazer o teste. – Eu disse.
– Mas... O que ela te disse? – Dorcas perguntou.
– Ela disse que... – Que ela tinha adivinhado o porque de eu não querer participar da festa. – Que eu estou com medo de quem eu possa beijar, caso eu fosse escolhida para ser a Julieta. Pode isso?
– E você está? – Ela perguntou com aquela voz doce que amolece o Remo.
– Eu? Bem... – Ela me encarou. – É, eu estou. – Disse derrotada. – Só não achei que seria uma covarde por isso...
– Lily... Se você não quisesse, até entenderíamos. Mas você nunca falou disso para nós. A Lene descobriu isso da pior maneira. E... Cá entre nós, você está sim fugindo de um problema. Seu medo de palco, e seu Romeu. – Ela disse com um pequeno sorriso no rosto.
– Mas... Ela não precisava ter feito isso. Estou preocupada com ela. Preciso falar com a Lene. – Eu disse me levantando, mas Dorcas segurou minha mão.
– Não. Você sabe como a Marlene é mais do que ninguém. Ela explode, e depois se arrepende. Ela vai vir falar com você, fica tranquila. – Dorcas sorriu.
– Como pode ter certeza disso? – Eu disse pegando minhas coisas e levantando.
– Porque você é especial pra ela. E pessoas assim não devem ficar separadas por muito tempo. – Dorcas falou sorrindo tristemente. E tenho quase certeza que ela pensou na mãe dela quando disse isso.
– Então... Que eu devo fazer? – Eu perguntei para ela.
– Lene não gosta de estar errada, não é? – Dorcas disse pensativa. – Prova pra ela que o que ela disse sobre você não é verdade. Assim ela vai vir fala com você. – Ela disse. – Tenho que ir encontrar Remo. Até mais. – Ela disse saindo da biblioteca.
Então... Para eu conseguir que a Lene volte a falar comigo, eu tenho que decepciona-la?
A Mckinnon é um mistério, cá entre nós...
Então é isso... Vou fazer o teste para a Julieta.
Nem credito que falei isso...
POV Dorcas:
Como eu sou boa em interpretação...
E não estou falando do meu teste para a peça.
Estava procurando Remo, quando alguém me puxa para um corredor vazio.
– Deu certo? – Os dois perguntaram de uma vez.
– Deu sim. Acho que ela acreditou. – Eu disse para os dois que me olhavam esperançosos.
– Certeza? – Marlene perguntou para mim.
– Absoluta. Ela estava triste pela “briga” de vocês. – Eu disse preocupada. Poderia ser uma briga falsa para a Lene, mas para a Lilian não foi.
– Foi o único jeito que eu achei de tentar convencer ela a fazer esse maldito teste. – Ela disse desanimada. – Só espero que ela me perdoe.
– Ela vai te perdoar, Lene. – James disse colocando uma mão em seu ombro.
– Espero mesmo, Potter. Senão tudo isso que acabou de acontecer não valeu de nada. – Ela resmungou.
– Agora, esperamos. – Eu disse calmamente.
– E rezamos. – James completou. – E ela achou realmente que eu iria desistir tão fácil assim?
– A Lily não é tão idiota assim. Ela vai tentar me convencer ao contrário, e vai provar pra mim que ela consegue interpretar Julieta. Os jurados vão escolhe-la, e você... – Marlene apontou para James. – Vai fazer o possível e o impossível para conseguir esse papel de Romeu.
– Calma... Já tenho tudo preparado. Por mais que me doa falar isso, mas Benjamin me ajudou muito a entender o que é Romeu e Julieta. – Ele disse rindo nervoso. Também... Com o olhar que a Marlene estava...
– Certo... Eu já fiz meu teste. Marlene conseguiu, graças ao James, entrar para a equipe de costura, e James vai tentar (e conseguir) o papel do Romeu. E depois? – Eu perguntei nervosa. Sabia que tinha mais alguma coisa no plano desses dois, e também sabia que não era uma coisa muito santa a se fazer.
– Depois eu vou conquistar a Lilian. Do meu jeito. Do jeito que não tem como falhar. – Ele disse com os olhos brilhando.
– James... É melhor se lembrar que eu e a Dorcas só topamos isso, porque sabemos que ela também gosta de você. Só damos uma forcinha. Então... – Marlene o fuzilou de novo. – Tenta não estragar tudo.
– O-Ok. – Ele engoliu seco. — Mas sei que vocês entraram por um preço... – James disse desconfiado.
– Eu quero que vocês deem certo logo. Não aguento mais esse vai e volta de vocês! – Reclamei. (E acho que os leitores também já estão...)
– E eu... Quero que me ajude. – Marlene falou para James. – Vou fazer Sirius provar do próprio veneno de uma vez por todas.
– Quando? E como? – Eu perguntei.
– Ainda não sei... Precisamos de algum lugar em que ele pode ficar distraído...
– Um hotel fazenda. – James falou quase que automaticamente.
– James... Estamos falando de coisas possíveis. Não posso simplesmente achar um hotel fazenda do outro lado da rua! – Marlene reclamou, e ela tinha razão.
– Não precisamos... Meus pais são donos de mais da metade das ações de um hotel fazenda não muito longe da cidade. Podemos passar um final de semana lá, e não precisamos pagar nada.
Ora, não é que é mesmo possível achar um hotel fazenda rápido?
– E como sabe que vou conseguir o que quero lá? – Marlene... Desconfiada como sempre...
– Ele AMA cavalos, assim como você. E quando ele, meus pais e eu vamos para lá com os cachorros, ele fica praticamente o dia todo entre andar a cavalo e piscina. – James falou.
– Então está perfeito. – Marlene falou sorridente.
– Mas só tem um probleminha nisso... – Eu disse os interrompendo do seu “momento de boas ideias”.
– O que? – Os dois perguntaram ao mesmo tempo.
– Como vamos fazer todo mundo ir para lá em um mesmo final de semana?
– Isso é fácil. – Marlene disse confiante. Digamos que ela é muito boa em convencer pessoas.
– Então não precisamos de mais nada, certo? – Eu disse respirando fundo. Era muita coisa para muito pouco tempo.
– Vamos precisar de muita sorte... – James falou e... Isso foi um James inseguro?
– Não precisamos de sorte. – Marlene disse sorrindo vitoriosa. – Precisamos de um bom plano. – Ela disse saindo do corredor rebolando.
– E depois dizem que são diferentes... – Eu resmunguei.
– O que disse? – Ele perguntou.
– Ela e o Sirius. Eles falam que não são iguais em nada. Mas tem a mesma confiança que o outro. E o mesmo ego inflado também. E pensando bem... Isso pode ser ruim.
– Como isso pode ser ruim? – O moreno perguntou.
– Isso faz eles serem perigosos juntos. – Eu disse preocupada. – Eles nunca vão perder a razão em si, e isso faz com que eles discutam o tempo todo, e fiquem tristes o tempo todo. É o que acontece. Talvez seja melhor se eles ficassem...
– Separados? – James perguntou sorrindo de canto. – Eles não foram feitos para ficarem juntos... Mas principalmente separados. Sirius precisa do que a Marlene tem de sobra.
– Que é?
– Amor. Ela o ama, e ele precisa disso. Sei que isso não é uma coisa que James Potter fala todo dia, mas é verdade. Sirius precisa da Marlene, e eu sei que ela o quer. – Ele falou sorrindo maliciosamente.
– Mas é meio que impossível eles ficarem juntos... E você sabe disso. – Eu disse séria.
– Eu sei que eles dão certo. Sei que não tem nenhuma garota igual a Lene por aqui, porque se tivesse, eu sei que ele já teria achado. Sirius fica com metade da Inglaterra pra isso, ele quer alguém que realmente o entenda como ele é. Mas como o Pads é orgulhoso, ele nunca conseguiu...
– Até a Lene aparecer... – Eu o cortei. – Bem... Você me convenceu, Potter. – Eu disse sorrindo.
– E eu poderia ter falado desse hotel fazenda para meio que aproximar os dois ainda mais... – Ele disse sorrindo. Como ele conseguiu pensar em tudo isso, e não consegue tirar um dez em Química?!
– Sabe, James... Eu tenho que admitir... Você realmente pensou em tudo. – Eu falei.
– Mas isso é segredo. – Ele disse. – Se a Lene souber que eu quero que ela vá para esse hotel por causa do Sirius... Ela me mata. E eu não estou brincando quando eu digo que ela vai esfolar minha pele. – Ele disse assustado, o que me fez rir.
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