Notas iniciais
Vamos conhecer um pouco sobre o clã Bennett.

Emilly se senta na beira da cama e olha a irmã que estava com a mão sobre a barriga e usava um vestido florido a moça não sabia o que falar para a irmã mais nova fazia sete anos que as duas não conversavam e Emilly sabia que não era por conta da proibição da mãe era porque ela no anseio de se afastar do clã acabou afastando também a irmã mais nova.

—Olha eu sinto muito. -disse Emily com os olhos marejados. -Eu sei que nada justifica eu ter ido embora.

—Emys, eu não sinto raiva pelo fato de você ter ido embora e me deixado. -explicou a irmã de forma calma. – Hoje eu entendo que eu ter ficado e você ter ido foi a melhor coisa para nós duas.

— Nossa Sarah que bom. Você não sabe o quanto eu sentir sua falta. – Emily se levantou se aproximando da irmã que levantou a mão para que ela parasse.

—Todavia, doeu o fato de você ter me abandonado. -disse Sarah havia dor em seus olhos como se ela esperasse a muito tempo para ter essa conversar.

—Eu não te abandonei Sarah... Eu... Eu só não queria mais o clã e o peso do sobrenome Benett. -Emily tentou se explicar.

—Não Emys, você foi embora e não voltou nem para me visitar, não ligou ou entrou em contato comigo nos últimos sete anos. Você era minha irmã mais velha eu te amava, te idolatrava, você era quem eu queria ser. E aí você vai embora e não olha para trás. Não ligo que tenha abandonado o clã eu te entendo, agora eu não entendo como diz que sentiu minha falta e passou sete anos sem entrar em contato comigo. E o pior é saber que você não estar aqui por mim ou pelo seu sobrinho que vai nascer, só voltou porque pode haver uma guerra. – A cada palavra que Sarah falava um lagrima caia de seus olhos como se a muito tempo aquilo estivesse entalado em sua garganta.

Emily agora também chorava, pois ela sabia que era verdade ela ficou tão ocupada tentando se livrar do peso do seu sobrenome e se esqueceu que sua irmãzinha estava no meio daquela situação. Ela pensou em procurar a irmã várias vezes ao longo daqueles sete anos, mas ela era covarde demais para encarar todo o clã de novo esse era um dos motivos dela quase não sair do quarto.

—Olha, eu sinto muito. Eu errei como irmã e como amiga e só posso dizer que sinto muito e pedir que você me perdoe por ter te abandonado. – Os olhos de Emily mostravam o seu arrependimento ela não tentaria se justificar, pois não havia justificativa só lhe restava pedir perdão para a irmã.

—Eu perdoo você Emys. Só me prometa que não vai me abandonar de novo você é minha única irmã e o seu sobrinho vai querer a tia favorita dele por perto e eu quero minha irmã perto de mim. – Sarah estava com os olhos vermelho pelas lagrimas, mas havia uma esperança ali de ver a família unida de novo.

—Eu prometo Sarah não irei se abandonar e vou cuidar do meu sobrinho. -disse Emilly com um sorriso simpático enquanto mais lagrimas caia dos seus olhos.

—Você quer sentir o bebê? -questionou Sarah passando a mão na barriga de forma carinhosa.

—Claro. -disse Emilly se ajoelhando ao lado da irmã e colocando a mão de forma meiga sobre a barriga da gravida.

A medida que Emilly fazia um carinho na barriga de Sarah ela sentiu um movimento sob sua mão o que fez a moça retirar a mão assustada.

-O bebê chutou. -explicou Sarah vendo a atitude assustada da irmã.

Emilly colocou a mão de novo sobre a barriga agora de uma maneira ainda mais carinhosa os olhos da moça estavam novamente marejados de emoção pelo movimento do bebê.

—Sarah você não está com medo? – questionou a moça imaginado que logo o bebê nasceria em um momento como aquele em que o clã estava sob uma ameaça que elas nem sabiam o que era.

—Medo de quer? Do parto? -questionou Sarah não entendo sobre o que a irmã falava.

—Não. Medo de trazer uma criança para o mundo em um momento como esse? Estamos em uma crise? Será que é o melhor momento para ter um filho?

Sarah tinha um sorriso amoroso no rosto ela olhava para a barriga.

—Acho que não existe o melhor momento para se ter filhos Emys. Eu sei que são tempo difíceis, mas a vida não é fácil para ninguém. Tenho duas escolhas eu posso me lamentar por estar em um momento difícil e ainda gravida ou posso ver essa gravidez como a resposta de que teremos dias melhores. Uma nova vida deve ser sempre motivo de festa irmã. – A moça olhava para a barriga de forma amorosa. – Ele ainda nem nasceu, mas eu e o pai dele faríamos qualquer coisa para mantê-lo a salvo. Eu vejo nesse bebê a esperança de dias melhores.

Emilly olhou para irmã e viu que a irmã não era mais a adolescente que ela havia deixado há sete anos atrás agora ela era uma mulher, uma mãe.

—Eu posso falar com o bebê? – questionou Emily.

—Claro, Robert conversa com o Antony toda noite. – disse Sarah feliz por ver a irmã interessada pelo sobrinho.

—Antony Bennett. -disse Emily achando o nome soar bonito.

—Não. Antony James Bennett von Borcke. -disse Sarah fazendo Emily arregalar os olhos ao reconhecer aquele sobrenome.

—Você se casou com um von Borcke? -disse Emily pasma.

Os dois clãs eram inimigos a três séculos numa das famílias sabiam ao certo o que tinha gerado a briga entre as duas, mas ela cresceu aprendendo que deveria odiar os von Borckes eles era eu família muito poderosa dentro do mundo bruxo e sobrenatural era uma família de bruxos caçadores a quase extinção dos lobisomens se devia muito a eles da mesma forma que o clã Bennett tinha em maioria mulher ou clã von Brocke era em maioria homens de acordo com as histórias eles era másculos, corajosos e leais, eles também tinham uma aliança com Niklaus, mas o clã residia no Alaska.

—Sim, irmã me casei com um von Brocke. Mamãe quase morreu quando soube de nosso namoro, ele veio aqui sozinho e pediu minha mão em casamento para nossa mãe. Ela ameaçou de esfola-lo vivo, mas ele disse que só sairia daqui com o consentimento dela para o nosso casamento. Niklaus conversou com ambas as famílias e conseguiu convence-los que nosso casamento poderia ser uma forma de unir as famílias e acabar com anos de intriga. Mas acho que ele convenceu ambos os lados quando falou que poderíamos ter um filho muito poderoso com a combinação dos sangues das duas famílias. -disse Sarah rindo sabendo o quanto as duas famílias tinham ambição por poder. – Como Niklaus nos ajudou eu e Robert o convidamos para ele ser padrinho do Anthony.

—Ele vai ensinar o que pro meu sobrinho? Como esfolar alguém vivo? -disse Emily com certo sarcasmo.

—Emys. -disse Sarah com um olhar de reprovação.

—Tudo bem, não falarei de seu preciso Nik. -disse Emilly sabendo que Sarah era a única pessoa que gostava de Niklaus. – Espera James é em homenagem ao papai?

Sarah somente assentiu em confirmação.

—Robert fez questão de homenagear nosso para James e o dele Antony. – explicou Sarah emocionada.

— Oi, James aqui é a sua tia favorita e eu prometo que vou cuidar e proteger você. -disse Emilly falando com o bebê agora com as duas mãos na barriga da irmã. – E você vai ser um homem bom e digno diferente da família do seu papai que são uns bárbaros.

—Até onde sei a barbárie é algo que vem da sua família. -disse uma voz masculina e grave que vinha de trás de Emys.

As duas moças olharam para a porta para encarar Robert que estava encosta no batente da porta vendo a interação das irmãs. O homem se aproximou das duas ele era alto, branco, tinhas cabelos cor de areia, olhos verdes e usava terno e o rapaz andava de uma maneira elegante o jovem sentou na cama de casal. Robert havia acabado de chegar do trabalho o rapaz trabalhava com imóveis em Nova Orleans ele olhava para a esposa com amor, no olhar tinha a felicidade pelo primeiro filho transbordava pelos olhos do homem ele estava trabalhando muito para poder mudar de casa com a esposa e o filho por mais que a matriarca da família não gostasse, mas o rapaz já tinha deixado claro que ele era o pai e marido e iria decidir o que era melhor para a sua família, tanto que o rapaz já trabalhava a dois dias seguidos vindo em casa para só para dormir.

—Eu tinha percebido que os pássaros tinham parado de cantar quando cheguei deveria adivinhar que você estava na casa Emys. – disse Robert com um sorriso de deboche.

—Essa piada está velha. -disse Emilly olhando para o cunhado e rival os dois jovens tiveram Niklaus como mentor e desenvolveram uma rivalidade desde a infância. -Me questiono o que minha irmã viu em você. Me responde uma coisa.

—O que? – questionou o homem educadamente enquanto Emilly se levantava para sair.

—Se você tá que ficou vigiando as portas do Hades. -disse Emily com um sorriso debochado e saindo do quarto deixando o casal.

Emily dividia seu dia entre estudo, os cuidados com a casa e ficar com sua irmã se passaram três dias desde que ela tinha voltado para a casa e nada de ataque ou de Niklaus ligar ou voltar, mas Emily estava amando ficar com a irmã e o sobrinho que sempre chutava quando ela tocava na barriga o que a deixava ela ainda mais apaixonada por aquele pessoa que ainda nem tinha nascido a moça estava no quarto da irmã e alguém bateu na porta.

—Pode entrar. -disse Sarah.

Uma das jovens bruxas abriu a porta e colocou somente a cabeça para dentro.

—Srta. Emily há uma pessoa lá embaixo querendo falar com você... – a moça hesitou um pouco em continuar. – Ela falou que o Sr. Niklaus a mandou.

As duas irmãs se entre olharam não sabendo ao certo o que aquilo poderia significar Emilly se levantou e saiu pela porta indo em direção ao andar de baixo a moça descendo a escada viu que a mãe e as outras seis bruxas partes do conselho já estava lá embaixo Emilly viu uma mala preta de rodinha no centro da sala de estar e moça analisou toda a sala estava tudo em seu devido lugar até que os olhos de encontraram os olhos verdes de uma amiga antiga.

—Valkyria. -disse Emily feliz em rever a amiga após dez anos.

Valkyria olhava para a amiga com um largo e intenso sorriso no rosto os seus olhos ficara um pouco fechando a mulher estava feliz em rever a amiga. Emilly pulou os dois degraus da escada que faltava e correu para abraçar a amiga que retribuiu.

—Quanto tempo. Desde de quando está na cidade? – perguntou Emily se separando da amiga para encara-la fazia dez anos.

—Acabei de chegar. Nik me mandou. -respondeu Valkyria. – Agora teria como alguém me explicar o que está havendo?

—Sinceramente nem eu sei ao certo. -Admitiu Emily encarando o chão ela não sabia como a amiga reagiria ao saber que ela tinha se negado a fazer as runas e proteger o seu clã. As demais mulheres na sala viam a interação das duas. – Mãe se a senhora e as demais líder do conselho aceitarem eu poderia explicar para a nossa convidada o que está se passando?

A mãe de Emily assentiu que sim para filha e saiu indo para o escritório seguida pelas demais bruxas deixando as moças mais novas sozinhas.

—Por que não leva suas coisas para o meu quarto? – questionou Emily pegando a mala da amiga.

—Que legal, vamos fazer uma festa do pijama? – disse Valkyria de maneira irônica.

— Valk, só será mais fácil de conversarmos assim. – explicou Emilly.

—Claro, vamos conversar enquanto fazemos traças uma no cabelo da outra. – disse Valkiria sorrindo e seguindo Emily até o seu quarto.

Valkyria se sentou na cama enquanto Emilly colocava a mala em qualquer canto indo se sentar depois de frente para a amiga que era uma mulher de pele avermelhada tinha cabelos pretos na altura do ombro havia uma mecha de cabelo vermelha caindo sobre o seu rosto os olhos da moça era verdes e Emilly sentia o calor que saia da moça, era tão bom para Emilly estar ali com a amiga, Valk viu Emilly crescer e também a treinou e era como se ela fosse uma irmã mais velha para a moça por mais que agora Emilly e a moça tivesse a mesma idade.

—Agora poderia me explicar em que confusão o seu clã e Nik se meteram? -perguntou Valkyria curiosa pois fazia muito tempo que ela não via as Benetts e muito menos Nik ligar para lhe pedir um favor.

Notas finais
Boa leitura