Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses
45 Que a aventura começe!
Notas iniciais
Mas um capítulo de OLG pra vocês!
Esse tem ação e claro, surpresas.
Boa leitura.
Os Lendários Guardiões
–Templo dos deuses-
Livro 2: Sombra ......................................................................... Capítulo 45:
Que a aventura comece!
O dia em Lockhaven havia amanhecido depressa, araras voavam de um canto ao outro, migrando para lugares mais quentes, em direção ao leste. Os trabalhadores da cidade já estavam em seus ofícios enquanto alguns alunos ainda estavam acordando, como Edward e Caio.
–WOW!-Edward acordou feliz, levantando-se depressa e olhando para Caio, ainda despertando e Natanael jogado na cama. –Bom dia a todos! -ele falou com as plantas, logo falou com Caio.
Edward foi ao banheiro e tomou seu banho. Assim que saiu, Caio já estava de pé, de banho tomado também. Eles se cumprimentaram e foram tomar café, descendo as escadas em passo firme, Caio vestido de uma camisa preta e branca, bermuda de algodão e chinelos pretos.
–E ai, já arrumou suas coisas?-perguntou Caio um tanto quanto ansioso.
–Já. -respondeu Edward. –Arrumei minhas coisas ontem de noite. Não vejo a hora de sair daqui e viajar.
–É... -falou Caio. –Um dia acho que vou também.
–Por que não vai hoje?
–Não... Aqui é mais confortável.
Edward sorriu.
–Eu também acho, mas vê pelo lado ruim: você está preso aqui, mesmo podendo sair. -Edward olhou para uns alunos que o encaravam. –Só os alunos do segundo ano fazem missões de campo, a gente do primeiro não.
Caio concordou. Eles desceram as escadas e passaram pelo portão. O calor não estava tão quente, mas Caio sempre ia pela sombra. Eox Lucsilver chega até Edward e o cumprimenta.
–Ai, Edward, boa sorte lá. -Eox deu uma força. –To sabendo que você vai lutar contra o Éric...
–Valeu cara. -agradeceu Edward. –Sabe se ele já está lá?
–Sim. -respondeu Eox. –Chegou ainda de manhã. Muitos alunos estão lá.
Edward ficou tímido. Agradeceu e foi embora, para o local da batalha.
Caio e Edward enfim passaram por um grupo de pessoas que estavam em fileiras, até que Nilo acena para os dois, indicando o lugar de Caio. Todos os amigos de Edward estavam ali. Edward olha Éric esperando seu aluno. Não tinham muitos alunos lá, mas uma quantidade razoável de pessoas sim.
–Desculpe a quantidade de pessoas. -Éric, indo até Edward. –Em Lockhaven, batalhas são raras, então quando tem, o povo aproveita.
–Tá maneiro. -Edward.
–Então tá. -disse Éric caminhando até um lado do campo onde estavam indo até Nora e alguns professores com tempo livre, incluindo Adolph.
–Se importa se meus alunos virem sua luta?-perguntou Adolph. –Estamos em tempo de aula e vi que ninguém vai querer estudar mesmo...
–Claro que não. -falou Éric sorrindo. –Você sabe muito bem de lutas e pode nos avaliar também.
–Vamos lá, pessoal!-gritou Nora assim que um sino tocou. –Peço que se afastem e sentem em uma das bancadas. A luta já vai começar e não interfiram.
Edward então recebeu um abraço de Sophie e um apoio dos outros e foi até Éric, aonde apertaram as mãos, se preparando. Muitos torciam para Éric, um professor AG, e uma minoria torcia para Edward.
–Você está pronto?-perguntou Éric a Edward, enquanto olhava seu aluno se posicionando, equilibrando-se em suas pernas com três dedos nos pés.
–Eu já estou pronto. -respondeu Edward, enquanto seu verde notavelmente ficava mais nítido, mais forte, à medida que estava à luz do sol.
–COMECEM!-gritou Nora batendo em um tipo de sinete.
Éric correu até Edward, que estava a uma boa distância dele, parado, olhando os movimentos de Éric. Éric então dá um salto, com a perna esquerda esticada, tenta dar um chute no ar em Edward, que dá um mortal para trás.
–A agilidade dele melhorou muito. -notou Éric. –Você terá que me atacar alguma hora.
–E vou atacar. -disse Edward correndo na direção de Éric, até que a grama enrola nos pés de Éric, que se defende com campos de força, até que recebe um soco rápido de Edward, que correu depressa.
–Ai... -Edward chacoalhou a mão. –Doeu...
–Seu soco também... -Éric. –Sorte que estou com campo de força em volta.
Foi quando alguma coisa prende Edward pelas mãos, como se fosse uma algema ou coisa assim e o puxa para Éric.
–Epa!-Edward tentava se firmar no chão, mas o que o puxava era muito forte. –Plantinhas... -ele disse, para uma árvore, que puxou Edward com cipós.
Estavam como um cabo de guerra, onde Éric puxava Edward com seu campo de força e Edward e os cipós o puxavam de volta, até que Éric, aproveitando o impulso, salta até Edward, que defende um chute no ar, recebendo um soco que o vai recuar alguns metros.
–Você tem que se preocupar com todos os elementos existentes na batalha. -aconselhou Éric enquanto dava socos em Edward. –Se prestar atenção em um só... -Éric dá um soco em Edward na boca do estômago, fazendo-o perder um pouco do ar, caindo no chão. –Vai ser surpreendido por outro.
–Como... -Edward tentava engolir o ar. –Como você me bateu...
–Foi uma pergunta isso?-perguntou Éric, não obtendo resposta. –Se sim, eu posso fazer com que meus campos invisíveis tomem a forma que eu quiser. -Éric gesticulou como se estivesse empunhando uma espada. –E isso me faz ser um dos professores mais temidos... -Éric ficou invisível. –Não pela minha proteção. -Edward tomou um chute em alguma direção. –Mas por ficar invisível.
Edward fez uma força e se pôs de pé, em posição de defesa, até que recebe um chute nas costas. Não sabia onde Éric estava, até porque, com seus campos invisíveis, poderia estar em qualquer direção, golpeando Edward de longe.
“Mantenha a calma...”–aconselhou Pain.
–Eu sei, mas como eu vou manter a calma se ele me golpeia a cada momento, sem uma sequencia definida?-perguntou Edward baixinho. –Eu não posso... -Edward recebe um soco no rosto. –Ai...
–Por que ele tá parado?!-questionou Natanael já cansado de ver Edward recebendo golpes sem fazer nada.
–O cara tá invisível... -lembrou Oliver. –É difícil, sabia?!
–Mais mesmo assim, se ele tentasse encontrar ele... -Natanael colocou a mão no rosto, ao ver Edward receber outro soco. –Edward é muito burro!
Edward estava caído, até que a grama a sua volta começa a crescer rapidamente. A jaqueira que estava no lado esquerdo de Edward começa a movimentar seus galhos, dispensando muitas folhas, que, sendo manipuladas por Edward, começaram a girar ao seu redor, como se fossem dois cinturões, ou anéis de saturno. Giravam no mesmo sentido, na diagonal.
–Boa ideia. -falou Éric próximo de Edward, que deu um chute, que foi segurado por Éric, que retribuiu com uma rasteira. –Não chute muito alto, a menos que esteja com o outro pé no ar também.
–Arg!–Edward levantou-se do chão com agilidade e então manipulou chicotes, golpeando Éric, que fez um escudo, na verdade uma tela. –Técnica de Planta. -Edward juntou as mãos, como se fosse fazer uma oração, algumas folhas de árvore caíram. –Corte das Folhas Razors!
Foi ai que as folhas pararam no ar. Centenas de folhas ficaram imóveis, até que ganham um aspecto metálico, então parecem disparar na direção de Éric, que teve de fazer uma cúpula mais dura para defender, pois as folhas cortavam a cúpula. Éric se surpreendeu. Éric saiu da cúpula e então deu um salto na direção de Edward, que deu um salto giratório para trás, envolvendo os pés de Éric com a grama.
Éric então disparou pequenos discos de campo de força.
–Gross murus radices!-Edward caiu no chão e uma parede de raízes, misturada com pedras e terra subiu do chão, defendendo o garoto dos discos de campo de força.
–Não sabia que proferia encantamentos, Edward. -Éric, vendo a parede um pouco destruída.
–E não profiro. -respondeu Edward. –São técnicas de plantas que vi em um livro. -Edward, lembrando-se de uma vez estando na biblioteca da Aldeia. –De alguma forma meio confusa, consigo usar magia com a minha energia.
Caio ouviu isso.
Ele consegue conjurar magia... E não tem mana!
–Ótimo! -falou Éric. –Você melhorou muito. -ele deu meia volta, até que cipós seguraram seu punho esquerdo.
–Não vai não. -Edward.
–Ele tá brincando com fogo. -suspirou Hajad. –Se eu fosse o Éric terminava com isso agora.
–O que?! Quer continuar batalhando?-
–Sim. -Edward respondeu em formação de batalha. –Não vai me dizer que já cansou?
Éric então correu na direção de Edward, que fez uns gestos com a mão e um círculo verde de energia se formou no chão, ao redor de Edward.
–Trap Arbor Aranea!-Edward falou, como se fosse a coisa mais normal do mundo e então uma árvore pequena com galhos entrelaçados cresceu rapidamente, prendendo Éric. Edward então deu um salto e golpeou Éric com um chute, mas ele acabou dentro de uma caixa.
–Essa magia eu conheço. -Éric sorriu irônico. –Armadilha da árvore aranha. Cria uma árvore que prende o adversário... Muito usada por caçadores.
Éric então usou seu campo de força para cortar a grama, deixando-a rasteira, revelando muitos círculos de energia. Isso chocou a todos. Oliver ficou impressionado, ainda mais Stwart.
–Então é por isso que ele não andava muito?-perguntou Carther. –Se ele saísse do lugar, poderia desfazer muitos círculos.
–Exato!-disse Nora. –Além do mais, ele precisava esconder aqueles círculos de Éric, por isso a grama alta. Seu filho evoluiu muito.
–E é por isso que eu o prendi. -disse Éric com Edward dentro do cubo, a alguns metros do chão. –Você precisa estar com os pés no chão ou um pouco acima do solo para controlar a energia. Se eu te levantar muito do chão os círculos somem.
–Brilhante!-admirou Natanael.
– Corte das Folhas Razors!-as folhas que giravam ao redor de Edward ganharam um aspecto metálico e então começaram a girar mais forte, porém não surtiram efeito algum, apenas cansaram Edward.
Éric o colocou no chão, soltando-o na frente dos outros.
–Você tá liberado, Edward. -falou Éric, vendo a felicidade ganhar o rosto de Edward, que correu ao encontro do pai.
–To tão orgulhoso de você, meu filho... -Carther chorando.
–Mas... Por que não me liberou antes, já que nem batalhamos direito?-perguntou Edward.
–Precisava saber se você tinha condições para ir viajar. -respondeu Éric indo ao encontro de Nora. –Você está sim, preparado. Mostrou-me isso hoje, quando preparou aquelas armadilhas.
–Isso mesmo, Edward. -Minerva se levantou e foi até ele. –Agora, só tenho uma coisa pra dizer: aproveite!
Edward comemorou muito, abraçando seus amigos. Correu mais ainda até o castelo e então foi para o seu quarto, se preparar.
...
Logo após se arrumar, Edward já estava saindo da cidade, junto com sua libélula e seu arco. Estava terminando de se despedir e então ele abraça seu pai, quando se prepara para sair Caio aparece, de mochila e tudo. Estava vestido com uma calça preta e uma camisa também preta.
–Vai pra onde?-perguntou Edward surpreso.
–Você me convidou pra sair em aventura contigo, não lembra?
–É, lembro!-Edward, após uns risos. –E ai, tá preparado?
–Preparado é meu nome do meio.
–Então tá. -Edward saiu dos portões. –Até mais, gente.
–Edward... -chamou Minerva, acompanhada de Stwart. –Só quero te dizer umas palavras...
–Quais?
–Esse mundo é cheio de lugares incríveis e rodeado de lendas e fantasias. -Minerva. –Há coisas nesse mundo que ninguém sabe explicar. Há mitos que não são tão mitos e monstros que podem derrotar um de nossos professores facilmente. Cuidado.
–Obrigado.
–Há um pedido que tenho que fazer. -Minerva inclinou-se para falar com Edward. –Segundo nossos estudos e informações de outras escolas e lugares, há uma série de sequestros e relatos de pessoas puras ou não que estão tendo seus núcleos de energia roubados. -Edward e Caio se surpreenderam. –A missão de vocês é tentar evitar que isso acabe em destruição e evitar que o mal tome esse mundo, mais uma vez. Vocês, meus jovens, estão prontos para isso?
Caio e Edward se olharam?
–Sim. -responderam.
–Nós também ajudaremos. -Natanael e alguns professores se juntaram. –Só não se esqueçam de voltar para o torneio.
–Ok. -disseram. –Bem... -Edward se preparou. –Vamos lá. -Edward olhou pra Caio, que confirmou.
–Boa viajem, meninos. -disse Stwart.
–Ah! Já ia me esquecendo. -Sophie correu até os dois, dando-lhes um abraço. –Aqui. -ela deu-lhes um mapa. –Eu achei isso numa parte do navio que vocês vieram. Eles têm umas cinco ou seis páginas e parece estarem completos...
–Se vocês forem para o norte, chegarão a Gorlan. -sugeriu Ellira. –Sua mãe e minha mãe estão lá.
–Tudo bem!-Edward sorriu. –Agora temos que ir, vamos?
–Sim. -respondeu Caio pegando o caminho do norte, despedindo-se de todos por lá.
E eles partiram para Gorlan, onde começaram uma nova aventura e uma nova vida, onde vão enfrentar juntos grandes perigos.
...
–Senhor Baal. -falou uma sombra grande, num portal dentro de um espelho. –Consegui informações claras sobre o “Olhos Laranja”.
“–Ah... Ótimo.” -falou um ser negro dentro do espelho. De tão grande, só aparecia no portal seus quatro olhos. “–Ele é o que pensei?”
–Sim. -respondeu a “sombra” com um caderno de anotações feitas por Sohka. –Ele tem 14 anos e por incrível que pareça, possui três núcleos ativos funcionando dentro de seu corpo.
“–Esplêndido!”-Baal respondeu. “–Nenhuma das cobaias que você tem consegue suportar mais de um núcleo... Esse garoto é especial e pode nos servir...”.
–Quer que eu o capture agora?
“–Não, não.”–respondeu Baal. “–Lhe mandarei informações em breve sobre isso. Por enquanto, quero que o mestre dele me sirva... Quem escreveu o caderno.”
–Entendido, milorde. -respondeu a “sombra.” –Farei isso.
“–Muito bem... Aguardo informações. Em breve minha vingança estará completa.”–Baal fechou os olhos e o portal se fechou. “Ainda mais com um hospedeiro tão misterioso, que de alguma forma estranha me chama tanta atenção...”.
Continua.
Notas finais
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