Notas iniciais
Yo!
Pessoal, aqui está o capítulo que desencadeia toda a história. Bem, espero que aproveitem, ok?
Não sei se reparam na "abertura", mas nesse capítulo começa o Livro 2: Sombra.
Boa leitura e até breve.

A paisagem muda para a imagem de uma cidade aparentemente tranquila, onde os moradores dormiam tranquilos e suas lojas estavam fechadas, após um duro dia de trabalho. A luz na noite penetrava entre as casas, os cães dormiam tranquilos. Tudo estava plenamente calmo quando um barulho corta o silêncio da noite. Uma pessoa corria e seus passos podiam ser ouvidos, a medida que a sola de metal de seus sapatos batiam no chão. Desesperada e com medo ela olhava para trás, não vendo ninguém, mas sentindo uma presença estranha e forte. Um puro? Sim. Anne Meonick é uma adolescente de 17 anos, pele clara, 1,70m de altura, cabelos loiros e que tem a habilidade de sentir os sentimentos das pessoas pelo tato. Naquela noite, seu maior sentimento era o medo e o terror.

Mudando o modo de visualização, agora vendo-a de cima, Anne correu entre os becos da cidade onde estava, atrás dela, sombras e vultos a perseguiam. Ela chorava, mas sem gritar. Anne correu mais um pouco, entrando em um beco, após derrubar sem querer uma lixeira. Ela se surpreende. O beco era sem saída e estava entre duas altas paredes lisas, com uma parede no seu final. A garota se desespera e quando virou-se para a saída onde entrara, viu que havia ali uma silhueta humana, encapuzada. Ainda de frente para a tal silhueta, Anne andava para trás, a medida que a silhueta dava passos para frente, até que a garota bateu com as costas na parede fria. Com medo, ela foi caindo, até se abaixar por completo, encolhendo-se, mas olhando para a silhueta, agora a sua frente. A pessoa que estava na frente de Anne a olha nos olhos por baixo do capuz, até que, da roupa que usava, ela ergue a mão direita para a frente da garota. Abrindo a mão para a garota, da palma de sua mão pode ser vista um tipo de boca, com dentes serrilhados que pareciam não acabar. A sombra da silhueta foi se aproximando, até que cobre Anne por completo e a silhueta cobre toda a garota.

–AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH...!-um grito alto e agudo, estridente foi ouvido à distância, sumindo de repente no ar, para nunca mais voltar.


Os Lendários Guardiões –Templo dos deuses-

Livro 2: Sombra ......................................................................... Capítulo 01:

No calar da noite

NOW

Callisto estava sendo segurada por Éric, que estava pegando em sua mão. A garota estava com um tipo de roupa, semelhante a um biquíni, tampando os seios e com umas faixas na barriga e em volta da cabeça, além de um tipo de short de tecido leve azul.

–... Não... Você não pode sair ainda...-Éric disse, sorrindo, segurando a mão esquerda de Callisto, que tentava sair do quarto, talvez uma enfermaria. –Só quando melhorar.

–Éric... Me deixar!-Callisto, também sorrindo, enquanto fazia esforço, contraindo o abdômen, na direção de sua ferida. –Ai!-ela se curva, Éric solta sua mão e ela a coloca na barriga.

–O que aconteceu?! Tá doendo?-Éric correu até a garota, que estava abaixada no chão. –Quer que eu chame a Minerva, ou a Icy...

–HÁ!-Callisto o surpreende. –Te peguei!-ela corre para a porta, Éric cruza os braços, com um sorriso meio que malicioso, como se já soubesse de alguma coisa.

Callisto corre para a porta e a abre, mas quando sai, bate com o rosto no “nada”. Ela faz uma massagem no nariz e olha para Éric que estava querendo rir.

–Fez um campo de força, né?-Callisto pergunta, já sabendo a resposta. –Seu bobo.-ela vai até ele lhe dando tapas. –Você se esquece que eu posso me teleportar...-ela dá três passos para a porta e então um tipo de redemoinho de vento surge e sobre rapidamente. Callisto se teleporta, e aparece no mesmo lugar. –O-O que aconteceu...?

–Você não pode se teletransportar por um tempo.-respondeu Éric sentado na maca onde Callisto estava. –O veneno de água-viva não foi removido totalmente de seu corpo pelo remédio da Minerva.-Éric bate na cama, ao seu lado, indicando Callisto para sentar-se ao seu lado. –O que o remédio fez, segundo Minerva, foi fortalecer seu corpo para que ele combata o veneno junto com os outros remédios que ela passou.-Éric se levanta, pegando um frasco com alguns palitos, semelhantes à canela-em-pau. –Você precisa tomar o de hoje...-ele pega um palito marrom. –Vamo lá, “Cacá”.-ele fala como se estivesse falando com um bebê. –Abre a boquinha, abre.

Callisto abriu a boca e mastigou o palito amargo com uma cara feia. Logo tomou uma jarra de água, mesmo assim o gosto ruim lhe dava uma cara estranha.

–O veneno só vai lhe causar algum mal se você não tomar isso.-Éric balançou o frasco. –Além do mais, o único mal que você tem agora é não poder se teletransportar, mas deve ser por algum tempo, porque o veneno que ainda resta está paralisando certas funções do seu corpo, que seria a sua habilidade de teleportar.

Callisto repousou sua cabeça nos ombros e Éric, que abaixou a sua cabeça, encostando-a em Callisto. Ficaram assim há um bom tempo, até que Icy bate na porta aberta.

–Posso entrar?

–Claro.-Éric sorriu para ela, levantando a cabeça e Callisto fazia o mesmo, indo ao encontro de Icy, abraçando-a.

–Como vai amiga?

–Eu vou bem.-ela sorriu de novo, mostrando os dentes.

–E você Éric.-perguntou Icy. –Sem nada pra fazer, sem alunos?-ela sorriu.

–Uhum!-Éric concorda, balançando a cabeça. –Pode crer!

–Te invejo!-Icy, parecendo estressada. –Depois que meus alunos voltaram das geleiras do Mar Ártico eu ando pirada!

Todos riram, Callisto gargalhou.

–Ai, ai! Sorte que não sou professora.-ela sorrindo, dançando até o banheiro. –Nem aluna daqui eu sou!

Icy e Éric se olharam, concordando com Callisto que trocava de roupa.

–Minha sorte é que eu os liberei para descansarem com os os amigos e pais... Se não estaria derretendo de raiva.

Éric sorriu, e eles ouviram o barulho de água caindo no chão, o que indicava que Callisto tomava banho. Ninguém disse mais nada. Até que depois de alguns minutos ela sai do banheiro.

–Nossa...-Icy olhou Callisto com uma de suas roupas. –Deram perfeitamente em você.

Callisto vestia uma blusa regata azul, com tecidos leves que voavam ao mínimo vento. O tecido era meio transparente, mas Callisto usava um tipo de “top” azul por baixo. Usava também um short azulado meio de couro, coberto por uma tira de algodão, o que dava a impressão de que era um short saia. Callisto foi até a cama e lá sentou, ao lado de Éric. Estava segurando a blusa, mostrando a barriga bronzeada com uma cicatriz um pouco feia, onde Nigazat havia lhe aplicado o golpe de veneno.

–Pode colocar o remédio aqui.-ela pediu para Icy que pegou uma pomada numa estante. –Não sei porque, mas quando eu passo o remédio dói muito...

–Claro que passo!-ela sorriu, pegando a pomada. –Quando eu passo o remédio não dói porque eu refresco ele. Sabe como é, né. Gelo...

Callisto sorriu e agradeceu quando Icy terminou de passar o remédio.

–Eu queria ter poderes de gelo.-Callisto ficou triste.

–E quais são os seus poderes?-Icy.

–Ah...-suspirou Callisto. –Não sei se é poder, mas manejo perfeitamente a espada, além de saber lutar e me teletransporto... Mas não consigo proteger nem uma amiga...-Callisto chora, parando de amarrar as bandagens e ataduras.

–Não chora, Callisto...-Icy a abraça, logo depois Éric também. –Pelo menos você está aqui, com agente, e se não fosse por você, não teríamos vencido a luta contra a Metrópole...

–É, minha flor.-Éric acariciou Callisto. –Você é super talentosa!

–E a sua amiga... É a Helleonora?

–Sim, Icy.-respondeu Callisto, pegando sua espada. –Éric, já to pronta...

–Vão pra onde?-perguntou Icy, surpresa. –Já é a quarta vez que vocês saem depois da batalha... Hum, hum, hum... To sentindo um clima....

Éric começou a rir.

–Não tem nada haver.-falou Éric, rindo para Callisto, que também ria para ele. Eles se olharam durante alguns instantes, até que Callisto começa:

–Não temos nada não...-ele puxa a amiga. –Ele só me leva para conhecer a cidade, só isso.

–Aham.

–É verdade.-respondeu Éric, colocando o braço entre as costas de Callisto, puxando-a pra fora. –A Callisto se apaixonou pelos Campos Suspensos... Ainda quero levá-la à Gorlan... Vai amar!

Éric saía abraçando Callisto, acompanhado de Icy. Passaram por alguns andares até que eles passam pela Sala de Reuniões, onde Stwart e Minerva conversavam com Adolph.

–Nossa!-surpreendeu-se Callisto. –Ainda estão conversando sobre o acordo?!

–Sim.-disse Icy. –Você tem sorte de não ser professora daqui, viu.

–É!-desabafou Éric. –Depois que você dormiu, após a batalha, tivemos um conselho de membros para decidir se o tal Adolph poderia ficar na cidade.

–Durou a noite e madrugada toda!-disse Icy. –Foi o primeiro conselho feito as pressas e o primeiro conselho feito de noite.

–Nossa...-surpreendeu-se Callisto. –E como ficou tudo?

–Eh...-Icy não soube responder. –Após a batalha, Adolph apareceu e se rendeu, junto com uma parte do exército dele em troca de proteção...

–É.-concordou Éric. –Ele disse que, se nós o aceitarmos, mesmo que mantendo-os como prisioneiros ou mantendo-os separados da gente, ele pode ensinar o nosso exército a ficar melhor.

–Ah...-disse Callisto, sorrindo. –E pra onde vamos agora?

Éric e Icy não falaram nada, somente levaram Callisto até uma janela grande, com uma grande varanda, onde Callisto e Éric entraram, sendo deixados por Icy.

–Toda a cidade quer te agradecer!-Éric levou Callisto até o final da varanda, onde uma grande quantidade de gente estava localizada. –Todos querem te agradecer por ter salvado a cidade!

Muitas pessoas estavam sendo localizadas na frente de Callisto. Naquele dia estava sendo fundado um dia livre (feriado), onde ninguém precisaria trabalhar e muito menos dar aula. As pessoas pulavam e gritavam de alegria. Todos os professores, exceto Minerva, o diretor, o vice-diretor e alguns alunos estavam lá, comendo e bebendo. Callisto estava emocionada.

–Você me disse que íamos passear...-sussurrou Callisto, querendo não mexer a boca. –Se me dissesse que era algo como isso, teria me vestido a rigor.

–Mas você está a rigor.-disse Éric sorrindo. –Tirando a espada e a bota... Agora vamos curtir!

Éric faz uma plataforma invisível da varanda até o chão, onde Callisto e ele descem. Lá, eles dançam e comem bastante. Stwart e Minerva continuavam conversando com o Adolph. Para proteger a cidade, foi construída uma grande ponte em cima do buraco da última batalha e junto com os dobradores de terra, um grande fosso circular cercou a cidade. Agora Lockhaven tinha somente três entradas, e não 6 como antes: a entrada do norte, de frente para o mar; a entrada do sul, perto dos Campos Suspensos e a do leste, que dava para uns morros. O fosso ficou muito maior e então foi construído um tipo de canal, que levou água do mar até o fosso, cobrindo-o de água. O exército vencido estava preso numa prisão localizada num alto morro. Era feita de ferro e pedras.

A festa durou a manhã e uma parte da tarde. Foi aí que novamente um berrante tocou. Era um berrante grande que dava muitas curvas. Todos tinham medo do berrante.

–Ai não!-decepcionou-se Éric, levando Callisto para o portão do norte, de frente para o mar.

–Tenho um medo desse berrante!-falou Icy, no meio de todo mundo que parou de dançar. Ninguém fugiu, mas estavam parados. –Toda vez que ele toca uma coisa ruim acontece.

–O que há agora?!-perguntou Stwart saindo do castelo acompanhado de Minerva e Adolph. –Outro ataque?!

–Navio metropolitano!-gritou um dos vigias. –Está sozinho, acho que podemos vencê-lo daqui!

–Ótimo!-gritou Stwart para o vigia. –Vamos atacá-lo de longe.

O grande portão da cidade se abriu e muitos já estavam se preparando para atacar, quando Ghor emerge das águas, mostrando sua imponência que nenhum monstro, exceto um, em especial, jamais teve. Uma grande quantidade de água estava escorrendo sobre ela, por causa das suas árvores. Ghor em si é mais alta que a cidade, equiparando-se somente para o castelo da EPM. Todos ficaram perplexos, vendo o enorme monstro puxar o navio e chegar cada vez mais perto da cidade.

–Será difícil matar um monstro desse!-falou Icy. –Mas vamos lá...

–É. Vamos!-Callisto pegou sua espada.

–Não!-Éric a segurou. –Você não vai batalhar!

–Preparar!-gritou Stwart para os arqueiros. –Apontar...

Foi aí que Ghor pisou na areia com sua grande pata dianteira que mais se assemelhava à pata de um leão, porém ao invés de pelos tinha um tipo de casca de árvore que tinha o formato de escamas, porém tinham garras retráteis e quatro dedos. Cada pata dianteira media cerca de 2 metros, pra mais. Os arqueiros já iam disparar as flechas, quando Edward pula de Ghor para o chão, caindo na areia fofa e levantando calmamente, olhando Callisto apontando sua espada para ele.

–Nossa! Essa é a recepção?-Edward se assusta com Callisto. –Éric!

Callisto já ia correndo para a ponte, empunhando sua espada ao encontro de Edward, quando Éric grita:

–Não Callisto! Esse é o Edward!

Callisto para de repente.

–Edward?!-Callisto olha para Edward, um garoto de olhos laranjas, cabelos vermelhos voltados para trás. –Você me disse que a maioria dos dobradores de fogo tinham ido para os vulcões...

–E quem é você por acaso, fia?-perguntou Edward olhando Callisto olhar para Éric.

–Edward!!!-gritou Éric correndo ao encontro de seu aluno. –Que saudades!

Edward e Éric se abraçaram.

–Edward, esta é Callisto.-apresentou Éric. –Callisto, esse é Edward.

–Muito prazer.-disse Callisto, meio que sem graça. –Não sabia...

–Tá maneiro!-falou Edward, com a mão na nuca, sorrindo. –O prazer é meu e...

–ESQUECEU DA GENTE AQUI?-gritou Ellira acenando.

–Ah... Desculpa.-Edward deu um sorriso rápido. –Ah! Essa aqui é Ghor, a Ilha Orchcraft.

–O QUE?!-surpreendeu-se Éric olhando para o monstro quadrúpede sobre a areia. –A ILHA?!

–Sim.-respondeu Ghor andando sobre a areia, puxando o navio para o lado seco. –Argh! Nadar é bem mais leve!

Quando Ghor colocou o navio na praia, os outros jogaram uma corda e muitos desceram por ela. Ellira foi até os outros, acompanhada de Oliver. Toda as pessoas da cidade haviam saído para ver Ghor.

–Aqui estamos professor.-disse Oliver apertando sua mão, olhando para Callisto.

–Quem é essa?-perguntou Ellira, curiosa.

–Sou Callisto.-apresentou-se a garota, inclinando a cabeça, fazendo um sorriso bonito. –E vocês são...?

–Oliver e eu, Ellira.-falou Ellira. – Eh... Com licença.-ela puxou Oliver. –Vamos ver os outros, ok?

–Tudo bem.-disse Callisto despedindo-se de Ellira e Oliver, até que, atrás dela, ouve-se uma voz conhecida. Imediatamente Callisto virou-se, vendo Helleonora pular de Ghor, com a ajuda de Edward. –HELLEONORA?!

–Callisto?-surpreendeu-se Helleonora. –Callisto!

As duas correram ao encontro da outra, quando abraçaram-se por um bom tempo. Helleonora não se lembrava muito de onde era, mas se lembrava perfeitamente de Callisto.

–Como você tá, Callisto...?-perguntou Helleonora olhando a garota de cima a baixo. –Está linda!

–Eu estou bem.-respondeu Callisto. –Pelo visto, você casou, né?

Helleonora deu uma risada.

–É uma longa história... Mas e aê, qual o motivo de vir pra cá, por onde veio?

Callisto receou-se, não sabendo como dar a notícia.

–É sobre o seu irm...-ela é interrompida.

Stwart corre ao encontro dos alunos.

–Pessoal, nossos alunos chegaram depois de tanto tempo.-ele grita, enquanto todos o ouviam. –Vamos juntar a festa de Callisto com a chegada de todos! Aproveitem!

Todos gritaram de alegria. Callisto preferiu não dizer nada à Helleonora por enquanto, já que ela devia estar exausta da viagem. Foram curtir a festa por um bom tempo, já que o dia estava dando lugar a noite e a festa não acabaria tão cedo.

–Senhor Stwart.-chamou Edward. –Tem um segundo?

–Claro.-Stwart foi com Edward até a entrada da escola, onde Áquary e Fléreri estavam esperando.

–Estes garotos não são da escola e eu queria saber se eles podem ficar por aqui.

–Hum...-pensou Stwart. –Não temos mais quartos disponíveis.-avaliou Stwart. –Muitos estão lotados.

–E...?-pediu Edward.

–Só se você, Edward, ceder seu quarto a eles.-pensou Stwart. –Assim, Natanael, Oliver, Caio e eles dormirão no mesmo quarto.

–Poutz!-disse Áquary. –Isso é o que, a prisão?

–Vamos fazer assim: vocês curtem a festa e nós resolvemos isso depois, ok?-sugeriu Stwart.

–Ok.-disseram Edward e os dois irmãos.

Stwart então subiu num tipo de palanque e, pedindo atenção, gritou:

–Depois de longos dias, nossos alunos chegaram à nossa cidade, após de longo treinamento na ilha.-Stwart olha para um grupo de pessoas. –Nesse período tivemos dois ataques à cidade e ela ainda está de pé, graças aos nossos alunos.

Uns alunos começaram a gritar, em alegria.

–Agora, temos um novo tipo de aula.-Stwart chama Adolph. –A partir de amanhã, começarão as aulas de Defesa e Combate em Batalha, dadas pelo professor Adolph!

Todos começaram a festejar, incluindo Natanael e Oliver, mas muitos ficaram com raiva, pois Adolph era um tipo de inimigo.

–Tudo bem, tudo bem...-Stwart pede silêncio. –Agora, queremos agradecer à Callisto, que salvou nossa cidade do pior ataque que já tivemos.

–Nossa...-Helleonora, surpresa. –Callisto é boa mesmo...

Callisto andou até o palanque e, olhando a multidão ficou com muita vergonha.

–Vai gata!-gritou alguém anônimo.

–Eh... Tudo bem.-começou Callisto. –Quando vim para cá, eu era um tipo de intrusa e aos poucos fui ganhando a confiança de muitas pessoas, em especial, Icy e Éric.-eles levantaram-se, Callisto sorriu e continuou. –Eles e a EPM me acolheram e me deram um lar e eu serei muito grata a eles por isso...-ela é interrompida por uns gritos de horror.

Quando olharam para ver o que era, viram uma garota seca, se arrastando pelo chão, tentando se firmar nos braços e da perna esquerda. Ela chorava e agoniava de dor, a medida que se arrastava em direção aos professores. Natanael correu para ajudá-la, levantando-a e trazendo-a até uma parte do chão.

–O que aconteceu?-correu Edward com seus amigos até a garota. –Nossa?!-o cheiro era horrível. –O que aconteceu com ela?

–Com licença, com licença.-Icy pedia passagem, entre os curiosos que formavam um círculo até a garota. –AH!-ela se aterrorizou quando viraram a garota.

–O que aconteceu?!... Nossa!-Éric. –É quem eu to pensando?

–É minha aluna... Anne Meonick.-disse Icy, chorando, enquanto pessoas da enfermaria pegavam Anne e a colocavam em uma maca.

A garota estava com a blusa rasgada e suja. Na sua barriga se encontrava um tipo de buraco fundo, escurecido e podre, com alguns bichos andando por ele. O cheiro forte penetrava pelo nariz das pessoas e lhes davam ânsia. A garota estava pálida, e um estranho símbolo, marcado a ferro em brasado estava em seu peito. A ferida de Anne, por causa da poeira e terra que ela arrastou estava horrível.

–Me ajudem.-disse Anne estendendo a mão, enquanto era levada para a enfermaria. –Por favor.

–Eu vou te ajudar!-prometeu Icy, chorando, enquanto pegava a mão de Anne. –Eu prometo.

Todos estavam parados, comentando sobre a garota. Callisto estava horrorizada, junto Helleonora. Stwart, Minerva estavam conversando a respeito, quando Sohka se dirige a eles, junto de Éric:

–Stwart, Minerva.-chama Sohka. –Preciso falar com você.

–Sim.-diz Stwart, levando-o até um lugar privado, onde Edward estava conversando com Ícaro, Áquary e Fléreri, mas se escondem quando eles veem.

–É sobre a garota, a Anne.

–Sim, o que é?

–O que aconteceu com ela, nunca vi algo parecido antes.-Sohka, perplexo.

–Seja breve, Sohka.-pediu Minerva.

–Todo ser que possui poderem nasce com um tipo de fonte de poder permanente.-começa Éric. –Essa fonte é o que chamados de núcleo de energia.

–E...?-pede Stwart.

–Anne Meonick não tem.-começou Sohka, sendo direto. –Roubaram dela.


Continua.

Notas finais
Desculpem... O capítulo ficou desse tamanho, mas o próximo será menor, bem menor.
Obrigado pela leitura e até mais.