Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses

23 A decepção, Edward, Jéssica e Fauno!


Notas iniciais
Olá pessoal!
Desculpe-me pela demora.
Gostei muito de fazer o capítulo e acho que vocês vão gostar de lê-lo, também.
Boa leitura... ^^
Os Lendários Guardiões –Templo dos deuses-

Livro 1: Planta .........................................................................Capítulo 23:

A decepção, Edward, Jéssica e Fauno!



–O que?! -surpreendeu-se Éric. –Helleonora é o ser do espaço?!

–Conhece a princesa Valquíria? -perguntou Callisto com esperanças. –Onde ela está?

–Ela estuda aqui. -disse Éric enquanto fechava a porta, para ficarem a sós. –Ela está fazendo uma missão numa ilha.

–Missão?! Vocês a colocaram para fazer uma missão? -Callisto desembanhou sua espada rapidamente e colocou sua lâmina no queixo de Éric. –Se alguma coisa acontecer com ela... Eu juro que...

–Nós não sabíamos que ela era o ser do espaço, Callisto. -defendeu-se Éric. –Ela veio para cá junto com a família de um de nossos alunos, Edward Élrick, e não disse nada.

–Típico dela. -disse Callisto guardando a espada, dando uma volta até a janela. –Ela não gosta de dizer que é um membro da Família Real. Tem medo de gostarem dela por interesse.

–Entendo. -disse Éric enquanto chegava perto de Callisto e colocava sua mão esquerda em seu ombro. –Ela está bem, Callisto.

Callisto deu um suspiro molhado, informando que estava chorando.

–Você não entende. Se Chronnos conseguir tomar posse da coroa real ele se tornará muito poderoso. -Callisto abriu a janela, parecendo que iria pular. –Somente Helleonora pode detê-lo e eu preciso encontrá-la.

–Espere! -Éric segurou sua mão. Callisto olhou para ele, dócil. –Se é tão importante assim, eu vou com você.

–Faria isso mesmo? -Callisto desceu da janela. –Onde fica essa ilha?

–Fica do outro lado do oceano. Chama-se Ilha Orchcraft. -disse Éric pegando um mapa. –Se pegarmos uma caravela, chegaremos lá em três dias.

–Obrigado Éric. -Callisto deu-lhe um abraço, chorando.

–Éric, Stwart está lhe... Chamando... -disse Nora entrando no quarto e vendo Éric e Callisto abraçados. –Então é isso? -Nora saiu chorando da sala.

–Um momento, Callisto. -disse Éric enquanto saía do quarto. –NORA!



–Não me siga, Éric! -disse Nora chorando enquanto entrava num portal do corredor.

–Nora! -Éric parou na parede, dando socos nela, também chorando.

–Ela vai ficar bem? -perguntou Callisto aparecendo de repente ao lado de Éric. –Ela pensou que estávamos...?

–Acho que sim. -disse Éric. –Venha. Lhe mostrarei onde vai ficar.

Éric andou um pouco.

–Ah! Se for possível, poderia ficar onde Helleonora ficava?-perguntou Callisto, receosa.

–Está bem...



Algumas horas depois, na Aldeia Orchcraft...

Edward treinava numa parte da floresta junto de Sophie e os outros. Wave, Larienne, Nataniel, Vëlloci e Nilo estavam descançando em seu esconderijo, quando Ícaro grita:

–Edward! -gritou Ícaro voando em direção ao local onde eles estavam. –Navios. Muitos navios estão se dirigindo ao sudeste!

–O que tem no sudeste? -perguntou Sophie para Edward e os outros, que vieram para o campo quando ouviram Ícaro.

–Não sei. -respondeu Edward pensando. –Não sei nem em que direção nós estamos. Wave consegue nos dizer?

–Acho que sim. -respondeu Wave com seu sotaque inglês. –Geralmente me baseio pelo sol... -ele olhou para o alto e depois para a sombra de Caio e a de Edward. –Estranho...

–O que é estranho? -perguntou Oliver.

–O sol... Ele está na sua direita, Edward. E sua sombra Caio, ela está para a direita também... Na direção da luz e não contra ela!

Caio sorriu.

–Foi mal... Tava treinando uma habilidade aqui e nem percebi que você tava me observando. -disse Caio, com a mão na cabeça, meio bobo.

–Está bem. -disse Wave. –Realmente para lá é o sudeste. -disse Wave apontando para uma direção qualquer. –Mas eu não vim de lá.

–Não? -surpreendeu-se Nilo. –Veio de onde, cara?

–Vim da cidade de Crócia, no norte das Ilhas Vermelhas. -Wave responde, com os olhos reluzentes. –Fui para Lockhaven há uns dois anos e resolvi participar dessa missão. Aí fui preso e o resto vocês sabem.

–É verdade. -alguém concordou.

Edward pegou sua aljava e, decepcionado, falou para todos.

–Pessoal, nós vamos para o castelo de volta. Ellira, Oliver, Nilo, Caio e Ícaro, fiquem aqui e treinem o máximo que puderem. Já está escurecendo e tivemos um dia cheio hoje.

–Por que só a Larienne, Wave, Nataniel e você terão que voltar Edward? -perguntou Ellira.

–É que amanhã eles terão que dar início a missão. -respondeu Edward enquanto olhava para o céu. –Além do mais, eles não podem ficar muito tempo fora da aldeia. -Edward suspirou. –Depois do que aconteceu, não quero mais problemas. Ícaro precisa voar para exercitar suas asas, por isso ficará aqui.

–Está bem... -disse Caio. –Eu vou aproveitar e treinar na praia junto com ele.

–Bom... Agora nós precisamos ir. -disse Edward sentindo seu corpo começar a doer. –Preciso levá-los para a prisão.

–Tchau, gente.

–Até daqui a dois dias.

E saíram.

Ícaro foi para a praia junto de Caio, Ellira foi treinar com Oliver e namorar um pouco. Sophie foi treinar a velocidade de Vëloci, deixando a caverna vazia. Enquanto isso, Edward e os outros chegaram à aldeia. O problema seria levá-los para a prisão sem serem percebidos, o que era quase impossível.

–Se comportem normalmente. -disse Edward andando na frente deles. –Eles são bastante detalhistas. Saberão se estão com medo.

Não precisou. A notícia do casamento foi tão grande, que eles nem olharam para o Edward. As casas estavam enfeitadas com flores, havia lamparinas como postes, a grama estava mais verde do que nunca e isso deixou Edward um pouco com raiva.


Depois de algum tempo, chegaram ao castelo. Edward, de fininho, levou-os para a prisão e lhes deu roupas novas. Percebeu que Helleonora não estava lá.

–Té mais, gente! -disse Edward com pressa. –Preciso ir. Fui!

Correndo pelo corredor, Edward absorveu a madeira escura das paredes do castelo e tentou, tocando-a, saber onde Helleonora estava. Enfim, não o fez, pois o castelo era muito grande e a “visão” de Edward era muito pequena para isso. Correu mais ainda e subiu as escadas do castelo com tanta pressa, que não falou com ninguém. Passou-se cerca de uma hora inteira e Edward não a encontrou.

Não pode ser..., pensou Edward. Onde eles estão...?

Edward parou e pensou um pouco. Havia revistado uma grande parte do castelo e não encontrou nada. Nem o próprio Plantmort estava.

–Eles devem estar em apenas três lugares... -disse Edward “pensando alto”. –Sendo um deles, bobagem.

Mais calmo Edward se dirige a seu quarto. Nada. Foi para o quarto de Plantmort, nada. Agradeceu aos céus por isso. Só restava um lugar.

–... E mais um pontinho aqui...-disse a custureira com a agulha enquanto apertava um pouco o lindo vestido branco de Helleonora. –E ficará bem em você.

–Ficará mesmo. -disse Edward enquanto olhava da janela Helleonora vestindo um lindo vestido branco, com pedras precisoas de diversos tipos. –Nem posso acreditar que é você.

–Edward! -Helleonora correu ao encontro do garoto, abraçando-o com força, enquanto chorava. –Que bom que você está aqui.

–Vocês se conhecem? -perguntou a custureira. –Parecem velhos amigos.

–Nos conhecemos sim. -disse Helleonora. –Este é Edward, Gabi. Edward, esta é Gabi.

–Olá. -disse Edward. –Somos velhos amigos.

Gabi era uma custureira de pele escura e cabelos presos em forma de coque (aqueles cabelos que ficam presos e enrolados), sua aparência é humilde, mas ela é a melhor custureira da aldeia. Não a melhor no ato de custurar, mas sim na parte de enfeitar o material custurado. Ela olhou Helleonora e Edward abraçados. Não pareciam amigos.

–Vocês parecem até que foram feitos um para o outro, sabiam? -disse Gabi. –Nunca vi algo parecido.

–Você acha? -perguntou Helleonora olhando para Edward e sorrindo lhe dá um abraço.

–Claro! Se eu pudesse dar minha opinião, diria que você ficou mais feliz em vê-lo, do que no seu casamento com o Plant...

–Olá! -Plantmort bateu na porta. –Gabi?

Edward ficou desesperado.

–Um momento, senhor Plantmort. -Gabi tentou esconder Edward atrás de uma curtina. –Helleonora está tirando vestido, para não dar azar.

Edward correu para uma curtina mais escura e ficou lá. Da direção que estava, podia ver com dificuldade Gabi e Helleonora. Helleonora estava tirando o vestido. Calma, ela estava com uma roupa por baixo. Eu sei que têm menores lendo isso. ^^'. Plantmort entrou na sala. Edward viu que a sua direita, mais ou menos a uns dois metros de distância, havia uma janela. Só que Plantmort estava virado justamente para a janela.

–E então, Leonora. -começou Plantmort. –Está anciosa para o grande dia?

–Ehr... -Helleonora virou a cabeça, triste. –Posso ir embora?

–Tenho que chegar na janela... -disse Edward baixinho, enquanto tentava ir para a janela. Só que à medida que ele andava para a direção da janela, a curtina balançava e, por causa da claridade, sua silhueta ficava cada vez mais visível.

Plantmort tentava puxar assunto com Helleonora e esta o evitava cada vez mais. Até que Plantmort virou-se para janela.

–O que é aquilo...? -disse Plantmort vendo a silhueta de alguém atrás da curtina.

Edward...!, pensou Helleonora. Preciso fazer alguma coisa.

–Você! Pare aí... -Plantmort, quando ia manipular as plantas para prender Edward, foi puxado por Helleonora, que lhe deu um beijo na boca, surpreendo a si mesma, a Gabi, a Plantmort e principalmente a Edward, que chorando, pulou da janela do “35º andar” do castelo.

Vendo que Edward já se salvou, Helleonora soltou Plantmort com força, e com os olhos lacrimejosos saiu da sala, limpando a boca. Gabi ficou olhando para Plantmort, que estava parado, surpreso, enquanto dava um sorriso.

Antes de se espatifar no chão de pedras e cascalhos, Edward fechou os olhos e manipulou uma grande quantidade de cipós, que o parou no ar. Não sabia o que fazer. Estava sem rumo, sem chão. Chorando, correu pela aldeia até encontrar sua saída. Andou por uns bons quilômetros até que chegou ao Bosque de Pan. Olhou mais um pouco e viu o Labirinto do Fauno.



Éric anda pelo corredor da E. P. M. (Escola de Preparação e Magia) procurando Callisto. Nada. A princípio pensou que ela teria ido embora, ou até mesmo estivesse conhecendo mais a escola, porém decidiu encerrar sua busca e ir ver como as coisas estavam na cidade. Desceu três andares e chegou ao portão principal. Dirigiu-se até a torre de vigia do norte, onde havia uma grande tenda, e então encontrou Stwart. Ele estava feliz.

–Olá Éric!-Stwart dirigiu-se até ele, com os braços abertos. –Você está cada vez melhor, hein!

–Ehhh... Do que você está falando?-perguntou Éric pensando no que teria feito de tão bom.

–Aquela garota, a Callisto, está abalando mais um coração. -disse Stwart. –Nora está cheia de ciúmes dela. Ontem a encontrei pelos corredores e ela desabafou comigo e com Minerva.

–Aai... Vocês estão entendendo tudo errado! -disse Éric com a mão na cabeça, desesperado. –Callisto e eu não temos nada a ver um com o outro. Ela só me abraçou, Nora me viu e deu nisso.

Stwart deu uma gargalhada alta e com vontade.

–Sabemos disso, Éric. -ele balançou, ainda sorrindo. –Nora nos contou o que aconteceu e depois Callisto apareceu na sala, e então ela e Nora discutiram durante um bom tempo. -Stwart deu um suspiro e passou a mão na testa, como se estivesse limpando o suor. –Se não estivéssemos lá, não sei o que teria acontecido.

–E elas se acertaram? -perguntou Éric.

–Não sei. -respondeu Stwart dando um sorrisinho. –Numa discussão as duas foram cada uma para um canto, e depois não a vimos.

–E quando foi isso?

–Na noite passada, faz umas quinze horas.

Éric pensou durante um tempo.

–Não sei o porquê, mas eu não me dou bem com nenhuma garota, Stwart.

–Isso é verdade. -confirmou Stwart. –Na verdade, você se dá bem com todas, mas o problema é quando você quer entrar num relacionamento sério.

–É verdade. -disse Éric. –Mas as coisas por aqui estão bem?

–Estão sim. -disse Stwart. –Carther foi para a casa cuidar de seu sítio, acompanhado de seis guerreiros, os outros alunos estão nas aulas de combate, nos Campos Suspensos, algumas alunas estão nas aulas de medicina... Acho que é só isso.

–Está bem, então. -disse Éric se retirando. –Vou procurar as garotas... Se vir-las, peço que me chame.

–Está bem.



Edward desceu o grande planalto e chegou até um grande campo verde. Seus piores sentimentos haviam acabado, ou melhor, haviam diminuído de intensidade e agora a única coisa que estava nele era a vontade de conhecer o labirinto. Correu mais um pouco até chegar à grande entrada do labirinto. Este era enorme e parecia ser feito de árvores ou raízes entrelaçadas, que junto de terras e pedras escuras, formavam seus corredores e paredes. A entrada do labirinto era uma alta abóboda. Edward não estava com seu arco e nem sua aljava, mas manipulou uma madeira que estava no chão e entrou no labirinto. Naquele dia, Edward usava uma camisa de manga longa, vermelha, uma jaqueta de algoão, preta e calça preta que vinha até a “canela”, dobrada até o joelho. Usava uma bota, parte de uma armadura, prateada.

Quando deu exatos sete passos para frente, o labirinto começou a se mover bruscamente, entrelaçando-se e fechando a entrada. Edward estava preso.

–É... Agora é tudo ou nada. -disse Edward correndo pelo corredor do labirinto. –Fauno, me aguarde.

Dentro do labirinto era possível ouvir o barulho das paredes se movendo e os corredores trocando suas posições. Sem dúvida nenhuma, o labirinto não era bobo. De repente o barulho parou. Edward estava tentando manipular as paredes do labirinto para abrir sua própria passagem, mas havia uma força maior do outro lado. Não conseguia nem mesmo olhar através dele. Então ele pôs-se a correr. Os corredores do labirinto mediam cerca de 1, 50m de largura e quase dez metros de altura! Suas paredes mediam cerca de 20 centímetros de espessura e eram muito resistentes.

Isso não acaba nunca, pensou Edward correndo entre os corredores, virando para esquerda e chegando a uma passagem sem saída.

–Ótimo! -disse ele sorrindo. –Achei o fim... Mas eu não procuro esse tipo de fim.

E começou a correr novamente. Já haviam se passado meia-hora que estava alí e não havia chegado nem na metade da metado do caminho. Ele correu durante um bom tempo, até que começou a ouvir uns ruídos.

–De onde está vindo isso? -disse Edward correndo até o final do corredor, onde o som ficava mais forte. –AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH! O que é isso?!

–Me ajuda...! -disse uma garota que estava sendo puxada por um monde de vinhas. –Por favor...

–Eh... Eu... Eu... -desesperou-se Edward. –Está bem!

Edward abaixou-se e segurou as videiras com força. As videiras eram muito finas, mas eram muito resistentes. Elas seguravam a garota e a estavam puxando para dentro das paredes do labirinto. Edward pegou sua madeira e a absorveu, fazendo um tipo de lâmina de madeira, que cortou as vinhas e soltou a garota.

–Obrigado... -disse a garota. Esta era morena com mechas loiras. Usava uma camiseta justa suja de terra. –Muito obrigado. -ela começou a chorar, inocentemente.

–Calma... Calma. -Edward a abraçou, consolando-a. –Precisamos sair daqui.

Quando disse isso, o caminho por onde Edward havia passado começou a se mover bruscamente e as raízes começaram a se juntar umas as outras, fechando o labirinto.

–Vamos! -disse Edward, com medo. –Corre!

–Não consigo... -disse a garota, abaixada no chão. –Meu corpo dói... Não consigo me mexer.

–Está bem... -disse Edward ficando perto da garota e a colocando em suas costas. –Se segura firme!

Correndo pelo corredor com a garota nas costas, Edward começou a entrar nos corredores do labirinto, a fim de encontrar a saída. A cada passo que dava, o labirinto se fechava.

–Eu conheço essa parte do labirinto... -disse a garota. –Eu já estive aqui. -ela apontou para um local. –Vai por alí, tá.

–Tá bem. -disse Edward sentindo a garota ficar meio quente. –Você tá melhor?

–Tô sim... -respondeu ela. –Meio fraca e dolorida. Mas tô bem.

Indo pelo caminho apontado pela garota, Edward correu por um bom tempo. Vendo que sua pele amadeirada, à medida que corria, machucava o rosto da garota, retirou sua proteção de madeira, fazendo com que corresse mais lentamente e ficava mais fraco. Edward correu durante alguns minutos, entrando nos corredores indicados pela garota até que chegou numa parte do labirinto calçada com pedras e blocos. Notou que o labirinto não mais se movia, então colocou a garota no chão cuidadosamente.

–Tá melhor? -perguntou ele.

–Tô sim, obrigada. -respondeu ela, sorrindo para ele.

–Me acharia um intrometido se perguntasse seu nome?

–Não. -respondeu a garota mais próxima. –De jeito nenhum.

–Então... -começou Edward. –Qual o seu nome?

–Jéssica. -respondeu ela. –E o seu?

–Élrick. -respondeu Edward.

Os dois começaram a se aproximar um do outro e os narizes de ambos já iam se encostar quando a libélula de Edward entrou no meio.

–Eh... Então é isso, né. -Edward disfarçou, corado.

–Pois é. -Jéssica corou.

–Não querendo ser intrometido, mas o que fazia aqui? -perguntou Edward. –Não é uma coisa normal uma garota num labirinto tão perigoso.

–Eu estava fugindo de casa quando entrei no labirinto. -contou Jéssica. –Ninguém me viu entrar aqui, então eu resolvi ver o que era. Foi quando aconteceu isso comigo.

–Sei... -disse Edward. –Já que estamos aqui, que tal vermos o labirinto juntos? -Edward pegou a mão de Jéssia e ela se levantou.

Edward e Jéssica estavam no centro do labirinto. Havia uma escada de madeira, meio bruta, que levava para o subsolo. Edward conduziu Jéssica até a escada e eles desceram-na juntos.

–Pronto. -disse Jéssica no meio de um desenho arredondado no chão, que lembrava um tipo de paisagem escura e estrelada. –Aqui não tem saída... E é escuro.

–E cadê o Fauno?!

Quando Edward acabou de falar, o lugar onde estavam começou a se mover. Uma energia verde-ocre começou a emanar pelo labirinto, este estava meio que brilhando. Tanta energia junta começou a se acumular no meio do desenho onde Edward e Jéssica estavam. Não estavam mais, já que Jéssica puxou Edward para o canto. O tempo estava mudando, até que uma grande quantidade de energia caiu sobre o desenho, misturando-se com a energia que ali já estava, transformando o chão em uma lagoa, semelhante a um pântano cheio de lodo. Desse lodo, uma criatura se levantou. Era grande, media três metros de altura, seu corpo era semelhante ao de um bode, porém era bípede e com feições humanas. Seu corpo parecia com o de uma casca de árvore seca. Ela se dirigiu à Jéssica, que estava abraçada junto de Edward. Analisou-os bem, seu corpo estalara quando andava.

–Bzzz Quem ousas me acordar de meu sono profundo? Quem ousas acordar o Fauno?!


Continua


Notas finais
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