Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses
21 A busca pela Torre Part. 3 de 3
Notas iniciais
Gostaria de agradecer à Kirina pelos reviews. Muito obrigado. Ah! Também tem alguns leitores sumidos, mas eles têm seus motivos. Obrigado pessoal! Já estamos chegando ao review de número 70! ^^
Parabéns à vocês e para mim, sem contar a fic!
Eu achei o capítulo muito legal. Vocês vão gostar!
Boa leitura!
Livro 1: Planta .........................................................................Capítulo 21:
A busca pela Torre Part. 3 de 3
Ellira estava paralisada com o que estava vendo. Caio e Oliver não podiam acreditar.
–Edward...? Não é possível. -disse Ellira olhando a forte energia repelir a areia, cobrindo Nataniel e o corpo de Nilo.
–Eu não entendo... Como Edward falou que a morte é sua sobrinha? -perguntou Ellira enquanto Áquary estava imobilizado em um pilar de gelo. –Que energia é aquela?
–Segundo a mitologia a morte é a sobrinha dos seis deuses principais. -explicou Sophie. –Pela energia de Edward ser verde, diria que ele está sendo controlado por Pain, o deus das plantas.
–Isso é impossível! -disse Fléreri enquanto olhava para Edward parado. –Pain é um deus. Foi banido pelos titãs a muitos milhões de anos!
–Nilo... Meu amigo. Morto pelos aldasianos... –disse Edward enquanto videiras retiravam o corpo de Nilo da areia e o colocava em um tipo de altar produzido pelas raízes. –Terão que pagar o tributo antes que ela venha!
Quando acabou de dizer isso, Edward deu um granda salto e caiu mais perto dos outros. Estes correram para se salvar. Áquary ainda estava preso, por isso ficou.
–Socorro! -berrava Áquary. –Alguém me ajuda!!!
–Você. –Edward parou e andou na direção de Áquary, com suas mãos parecendo lanças de madeira, porém afiadas. –Foi você quem matou Nilo.
–Calma, carinha... Eu não tive culpa, pois foi ele que não fugiu. -Aquary estava suando frio. –Afinal, ninguém mandou ele ser tão fraco...
–Deixa ele em paz! -Fléreri lançou um poderoso lança-chamas em Edward, mas uma parede de raízes o protegeu.
De cima de um planalto, Oliver e os outros estavam olhando Fléreri proteger seu irmão.
–Ele é muito corajoso. -disse Larienne. –Além do mais, Edward tá muito estranho. Precisamos ajudá-los.
–Não podemos batalhar contra o Edward. -disse Ellira. –Ele é nosso amigo!
–Chega um tempo, Ellira. -disse Caio enquanto suas mãos se envolviam em uma energia escura. –Em que para salvar um inimigo precisamos batalhar contra um amigo. -Caio lançou um raio negro na areia, próximo do pilar de gelo que prendia Áquary.
–Quem ousou libertar Áquary, o assassino de Nilo?–Edward fez um tronco de árvore se erguer da areia e o tocou. –Caio... Até tu me trais?
–Estilo Áqua... -disse Áquary na frente de Edward. –Técnica do Vórtex: Água do Divino!
–Estilo Fogo... -disse Fléreri atrás de Edward. –Técnica do Vórtex: Fogo do Divino!
O ar começou a ficar pesado e rapidamenrte começou a girar, formando um grande vórtex de fogo. No mar foi a mesma coisa, só que em vez de vórtex de fogo, um grande vórtex de água se formou apartir do mar. Os dois vórtex, sendo massas opostas e direções opostas giraram rapidamente também em direções opostas.
–Nossa! Viram o que eles estão fazendo? -perguntou Caio olhando os grandes vórtex que mais se pareciam imensos portais. –Tá vendo as cores dos elementos?
–Tô sim. -disse Larienne. –A água é muito azul e brilha. E o fogo é verde!
–É muito lindo. -contemplou Sophie em cima de Vëloci. –Mas por que o Edward está parado, olhando o vórtex se formar?
–Não sei... -disse Caio. –Mas se ele ficar ali pode correr perigo. Ellira, vamos ajudar?
–Cadê Ellira?! -perguntou Nataniel olhando para os lados, procurando. –Alí! Ellira está indo para o altar onde está Nilo!
Áquary e Fléreri estavam começando a completar a formação dos vórtex. Em poucos segundos estariam completos. Ellira se ficasse no meio do ataque, seria fatalmente pêga. Sophie montou em Vëloci e desceu o planalto.
–Velocidade extrema, Vëloci!
Vëloci começou a correr velozmente. Infelizmente foi nesse momento em que os ataques foram concluídos.
–Veremos se você sai dessa! -disse Fléreri enquanto seu vórtex de fogo verde começava a girar, produzindo um calor intenso.
–Vamos lá, irmão! -disse Áquary enquanto seu vórtex girava na direção oposta do vórtex de Fléreri.
–Estilo fusão: Técnica dos fundamentos! -os dois disseram juntos.
Os dois vórtex começaram a girar fortemente e avançaram na direção um do outro, sendo que Edward estava no meio. Edward estava parado. Por uma questão de segundos, antes de ser pêgo pelos vórtex, sua energia começou a se intensificar mais e mais.
–Barreira de Balsa!–disse Edward com uma voz rouca enquanto fechava as mãos, com seus dedos entrelaçados, como se estivesse rezando. –Armação da madeira.
Do chão, quatro grandes telas de madeira cercaram Edward, formando um tipo de pirâmine. Os vórtex atingiram a pirâmide e por algum tempo ela resistiu. Mas, por pouco tempo. Quando os vórtex ganharam terreno, dislaceraram a pirâmide por completo. Edward foi atingido em cheio e ficou preso nas correntes opostas. Fogo e água estavam acabando com o pequeno garoto.
–Vëloci, cuidado! -gritou Sophie quando os dois vórtex se encontraram, produzindo uma energia incrível e tão forte, que fez a água do mar recuar por uns cinquenta metros.
–Tomara que eu consiga! -disse Ellira puxando a umidade do ar e a transformando numa cúpula que girava igual ao “jutsu rotação”, do Neji. –Aguenta, Sophie.
–Pessoal... -Caio não estava resistindo as ondas de energia produzida pelos vórtex. –Não tô conseguindo aguentar...
A barreira produzida por Caio não paravam o ataque, mas neutralizavam-no um pouco. Wave estava olhando o que acontecia com Edwad. Por um momento pensou em ajudar, mas não queria machucar ninguém.
–Temos que ajudar ele! -disse Sophie enquanto olhava para a barreira de água de Ellira perder cada vez mais a velocidade. –Você tem que conseguir Ellira.
–Eu sei... Temos que levar o corpo desse garoto para longe disso. -disse Ellira enquanto olhava a água de sua barreira começar a evaporar. –A minha barreira não tá aguentando o calor, embora tenha bastante água aqui.
Embora a “barreira aquática rotativa” de Ellira fosse de água, era bastante forte. Isso porque o ataque que vinha em qualquer direção era desviado, devido à grande velocidade. A quantidade de água que vinha do vórtex era tão grande que Ellira não conseguia fazer com que ela girasse e o calor do vórtex de fogo era tão forte que evaporava a água.
–Ellira, esse garoto tá ficando quente... Será que é o calor?-observou Sophie.
–Arg! Não sei... Eu não vou conseguir aguentar! -gritou Ellira vendo sua barreira de água ser atingida por grandes ondas de fogo. –Foge daqui, Sophie.
–Não vou sem você! -disse Sophie enquanto olhava para Edward no ar, sendo atacado pelos vórtex de massas opostas. –Como ele pode estar vivo?
Enquanto isso, em Lockhaven, Éric e Stwart faziam o planejamento de reconstrução da muralha, pois a cidade pediu auxílio à Aldeia de Owen e conseguiram reconstruir uma parte da cidade.
–O que acha de aumentar os muros? -perguntou Stwart à Éric. –Ou o que acha de colocarmos mais guardas nos portões?
–Faremos os dois. -disse Éric enquanto chamava Nora. –Lockhaven possui grandes minas de ferro, senhor Stwart. Funda-os aos muros e reforce os portões. Isso nos dará tempo para revidar aos ataques.
–Boa ideia, Éric. -alegrou-se Stwart enquanto, num jesto discreto, olhava para o castelo principal. –Se você fosse mais experiente poderia ser o diretor dessa escola ou então o rei de Lockhaven. Você seria um bom rei.
–Não, não... -respondeu Éric enquanto disfarçava enquanto Nora chegava. –Conseguiu reunir alguns alunos?
–Sim. -respondeu Nora com um sorriso discreto. –No primeiro dia de seleção dos alunos muitos não conseguiram a vaga. Agora, com os alunos na Ilha Orchcraft, precisamos muito deles.
–E quantos alunos vieram? -perguntou Stwart em um tom sarcástico.
–O mais incrível é que vieram mais da metade. -respondeu Nora após um momento de reflexão. –Só uma coisa: não dispensamos os alunos. Eles tinham total conhecimento do que poderia acontecer com eles. Ficar ou não.
–Não podemos ficar desprotegidos. -disse Éric enquanto olhava para os montes. –Agora que mandamos mais da metade de nossos instrutores e guerreiros para recuperar a população sequestrada, teremos que ter o máximo de caltela e cuidado.
Nora tem uma visão.
–O que viu, Nora? -perguntou Stwart esperançoso. –Alguma coisa boa?
Nora colocou a mão na cabeça.
–Não tô conseguindo interpretar direito... Parece ser em flashs. -Nora se apoiou numa torre de vigia. –Vi navios e um monstro... Num tipo de batalha contra um monstro vindo do mar.
–Monstros? Nessa visão há algum ponto que identifica o lugar de onde está acontecendo? -perguntou Éric surpreso. –Ou é mais uma daquelas visões que acontecem em diversos lugares, independentes de sua presença?
–É uma perda de tempo... -murmurou Stwart olhando para Nora com uma cara estranha. –Nora, mesmo sendo muito competente, é muito imprevisível. É difícil saber quando suas visões se realizarão.
–Éric! Éric! -um guerreiro novato chegou, bufando de cansaço.
–O que é, João? -perguntou Éric, virando depressa. –Parece cansado.
–E estou. -disse João, apoiando-se nos joelhos. –Tenho novidades da Aldeia Owen. Carther, pai de Edward, seu ex-aluno, disse que tem informações sobre a Metrópole.
–Metrópole... Essa não. -disse Stwart parecendo meio desapontado. –Vai me dizer que atacaram a aldeia?
–Pior. Vão atacar Lockhaven! -respondeu Nora após seus olhos brilharem.
–O que?! -Éric virou-se depressa. –É isso mesmo, João?
–Sim, senhor. -respondeu João enquanto colocava seu capacete e se retirava. –Carther pediu que, para a segurança dele e da esposa, Lockhaven disponha de alguns guardas para protegê-los. -João fez uma pausa. –Pois tem medo que aconteça alguma coisa após essa informação.
–Sim, claro. -disse Éric. –Mande dois guerreiros para a casa dele e avise que vou para lá mais tarde.
–Hospede-o em Lockhaven, Éric. -disse Stwart com um jesto de desprezo, mas na verdade era o jeito carinhoso de Stwart. –Essa informação é valiosa e se alguém souber quem a deu, vão querer se vingar. -Stwart olhou para João. –Não sabemos quem são os amigos... Ou nossos inimigos.
–João, leve-me à casa de Carther. -disse Nora pegando, de Éric, uma espada um pouco fina, mas longa. –Vou para lá e espero você. -Nora virou para Éric e deu-lhe um abraço. –Vou tentar conseguir informações.
–M-Mas e se algo acontecer no caminho? -perguntou Éric vendo Nora sair com João na direção de uma carroça de metal puxada por sete cavalos negros.
–Não se preocupe. -Nora levantou a mão, dando tchau, mas sem virar-se. –Eu vejo o futuro.
–O que faremos?! -perguntou Ellira enquanto olhava Áquary manipular o vórtex de água ainda com grande força, mesmo depois de trinta minutos. –Se você conseguisse tirar esse garoto daí, poderíamos tentar fugir.
–Eu acho que consigo levar ele junto com Vëloci. -disse Sophie enquanto tentava levantá-lo. –Mas ele é pesadinho.
–Ahhh! -agonizou Ellira quando foi atingida por uma rajada de água quente no rosto. –Vou contar até três. Quando disser já, eu vou fazer um tipo de escudo de água e você foje com Vëloci na mesma hora.
–E você? -perguntou Sophie levantando o garoto e colocando Nilo de bruços em Vëloci.
–Não se preocupe. -sorriu Ellira. –Eu vou junto.
–Acha que ele morreu, irmão? -perguntou Fléreri sorrindo.
–Acho que sim, maninho. -respondeu Áquary. –Vamos acabar com isso?
–Vamos!
Edward continuava no ar, sendo atingido bruscamente pelos dois vórtex que giravam em direções opostas e eram formados por massas opostas. Mesmo assim, uma luz verde era vísivel. Parecia protegê-lo, mas mesmo assim ele sentia uma dor horrível. Ellira e Sophie estavam prontas para saírem. “1, 2, 3 e já!” Foi o que Ellira disse antes de fazer uma parede de água e fugir com Sophie e Nilo que era carregado por Vëlloci.
–Técnica de Água! -disse Áquary.
–Técnica de Fogo! -disse Fléreri.
–Explosão Focalizada em Massa! -gritaram juntando as mãos.
Imediatamente cada gota de água do vórtex começaram a explodir. Uma explosão tão forte que devastou toda a praia e fez o mar recuar de tal forma que um tsunami se formou em direção à Metrópole. Natanael, Larienne, Caio, Oliver e Wave foram arremessados para trás com tanta força que, se não fosse a proteção repentina de Caio, todos teriam morrido quando bateram nas pedras e árvores. Ellira, Nilo, Vëloci e Sophie foram jogados na areia. Rolaram uns vinte e seis metros e pararam quando bateram no barco de metal.
–Vencemos! -gritaram os “irmãos”. –Vencemos mais um!
–Edward! -gritou Ellira tentando se levantar do chão, mas estava muito fraca. –Sophie... O Edward... -ela apaga.
–Oh... O que aconteceu? -perguntou Caio enquanto colocava a mão na cabeça e via que esta estava sangrando. –Pessoal!
Áquary olhava para o corpo de Edward caído na areia. Estava de costas para cima e face na areia. Não dava sinal de vida.
–Este aqui foi o mais fraco que agente batalhou. -disse Áquary pegando Edward pelos cabelos e levantando seu rosto. –Sangra mais que chuva em Oléia. -e começou a rir.
–Vamos terminar logo isso. -os punhos de Fléreri ficaram em chamas. –“Punhos de fogo!”.
Quando Fléreri ia dar um soco no rosto de Edward uma adaga branca com um papel branco caiu na frente. Fléreri parou o golpe e pegou o papel. Leu:
–O que tá escrito? -perguntou Áquary largando Edward e ficando na altura de Fléreri.
–Estranho. -disse Fléreri mostrando o papel e a adaga para Áquary. –Está escrito “Bum!”.
Imediatamente o papel pegou fogo e explodiu. Atingiu os dois, mas Fléreri tinha resistência a fogo. Quando a explosão passou, uma cortina de fumaça se formou e então a ação começou.
–Isso é pelo Edward!-disse Nataniel dando um soco em Fléreri!
–E isso é pela Ellira! -no ar, Oliver deu um chute em Áquary.
Caio cobriu os dois com uma energia escura e bateu um no outro.
–Isso é por ter me machucado!
Dando um salto apartir do planalto e usando o calor do fogo para amortecer a queda, Larienne e Wave foram para perto de Ellira, Sophie e Vëlloci. Sem contar Nilo.
–Nataniel! -Wave gritou. –Vem cá, rápido!
–O que foi?
–Nilo... Tá muito gelado, mas perto de seu peito, pode-se sentir um pouco quente. -respondeu Wave. –Acho que temos chance.
Fléreri estava cheio de hematomas. Sua pele clara estava roxa e ele sentia muita dor perto dos membros. Áquary ainda estava “sem dor”, pois se protegera com água.
–Não adianta. -disse Áquary. –Mesmo que nos mate seus dois amigos estão mortos!
–Pelo contrário! -disse Edward se levantando do chão. Sua voz estava muito rouca, parecendo a voz do Pain. –Nós estamos mais vivos do que nunca... Mas não posso dizer o mesmo de vocês.
–O que ele está dizendo? -perguntou Oliver enquanto olhava Edward nos olhos, vendo que aquele não era Edward.
–Oliver, sai daí. -cochichou Caio. –Ele está falando com Áquary e Fléreri.
–Não fará nada com a gente! -disse Fléreri usando um poderoso lança-chamas.
O lança-chamas cobriu Edward, mas quando tudo acabou, um pedaço grande de tronco apareceu no lugar do corpo.
–Ãh?! -perguntou-se Fléreri. –Mas como?
Do chão, duas grandes mãos feitas de raízes agarraram Fléreri no rosto. Outra saiu da areia e pegou Áquary, que estava na água. De uma das mãos, Edward lentamente saiu e, com seus olhos brilhando, fez a madeira de cada mão se espalhar pelo corpo deles.
–Vocês mataram Nilo!–Edward deu um soco em Fléreri e em Áquary. –Seus miseráveis!
Quando a mão de Edward focou coberta de energia, a essência de Pain sobre Edward acabou, fazendo com que ele voltasse ao normal.
–O que aconteceu aqui? -perguntou Edward vendo Áquary e Fléreri presos. –Nós ganhamos?
–Pelo visto sim. -respondeu Caio. –Que bom que você voltou!
–Está bem, pessoal. -disse Áquary preso. –Vocês ganharam. Podem ir, mas antes soltem a gente.
Edward ia começar a ficar feliz, quando olhou para trás e viu Nilo caído.
–Nilo? Nilo!
Edward correu até o corpo de Nilo. Quando chegou lá, olhou Wave e Nataniel triste.
–Não... -os olhos de Edward se encheram de lágrimas. –Tudo minha culpa.
“–Nem tudo está acabado”. –disse Pain para Edward.
–Como assim? -perguntou Edward do nada. Ninquém sabia o que estava acontecendo ali. –Você sabe como curá-lo?
“–Segundo foi ordenado, a Morte vem buscá-lo neste exato momento. Negocie com ela.”
–Eu negociar com a Morte?! -disse Edward. –Tá maluco? Não posso vê-la.
“–Mas eu posso.”
Os olhos de Edward começaram a brilhar e então foi possível ver uma fenda no ar se abrindo e uma mulher de branco, cabelos brancos e olhos brancos abrindo na direção do corpo. Por um segundo ela olhou para Edward estranha, mas logo voltou a sua função: buscar a alma de Nilo.
–Por favor, Morte. -disse Edward. –Como é da natureza de nós, humanos, morrermos, temos que aceitar a nossa hora. Mas deixe meu amigo aqui, conosco.
–Não posso. -ela respondeu. –É meu dever.
–O que você quer em troca? -perguntou Edward, vendo ela colocando a mão sobre o peito de Nilo e puxando sua alma. –Peça qualquer coisa...
A Morte recuou.
–Qualquer coisa? -ela perguntou.
–Qualquer coisa.
–Nesse momento, um de seus amigos possui um artefato místico que pode trazer à vida qualquer ser vivo já morto.
–O Caio só possui uma adaga que dá mais poder a um necromante. Ele não é necromante.
–O que é que tem eu? -perguntou Caio. –Com quem você tá falando?
–Eu sei que ele não é. -respondeu a Morte. –Posso ser uma pessoa fria, mas tenho sentimentos. Além do mais, meu tio habita em você. Eu tenho um pai, Trevor, o deus das sombras, que me controla e tem poder sobre mim. Ofereça dois sacrifícios humanos e eu deixarei seu amigo viver.
Edward olhou receosamente para Áquary e Fléreri. Pensou em sacrificá-los, mas então disse:
–Não posso fazer isso. Mesmo que Nilo seja uma pessoa que conheci hoje, ele já meu amigo. E mesmo que aqueles garotos quase me mataram hoje, eu ainda sim os perdoo. Sacrifícios não levam a nada, por que, mesmo sacrificando duas pessoas para salvar uma, esta pessoa não viverá para sempre. -explicou Edward, chorando. –Não sacrificarei ninguém. Leve-me com você e deixe-os viver.
–Você se deixaria levar por eles? -perguntou a Morte. –Sacrificaria sua vida, seus poderes e a existência de um deus por eles, meros mortais?
–Sim. -respondeu Edward.
–Sua atitude me surpreende, jovem Edward Saint-Clair. –A adaga que Caio possui reviverá seu amigo Nilo, mas você só poderá usá-la uma vez. Entre nove pessoas, incluindo você e o próprio Nilo, há um necromante. -todos ouviram o que a Morte falou. –Entre vocês, escolham um ou uma para usar a adaga. Se a escolha por certa, Nilo viverá. Caso a escolha seja a errada, levarei você, Edward e Nilo comigo.
Um momento de reflexão. Todos pensaram, pensaram e pensaram. Ellira e Sophie já estavam acordadas. Oliver pensou um pouco, até que chegou a uma conclusão:
–Pelos poderes, diria que Caio é o necromante... Ou Wave, pois ainda não vimos suas habilidades.
–Não, não... -disse Wave. –Meus poderes são outros. Não sou necromante.
–Acho que é o Nataniel. -disse Ellira. –Ele é bem misterioso.
–Eu não sou não. Tá maluca?! -riu Nataniel. –Eu não tenho poderes sem minha espada.
–Andem logo, pessoal. -disse Edward enquanto olhava a Morte ficar impaciente. –Vamos girar a adaga em alguma coisa reta e aquele que ela apontar é o necromante.
Eles giraram. A adaga girou por uns poucos segundos, até que parou na direção de Ellira.
–Ellira?! -todos se surpreenderam.
–Vamos girar de novo. -disse Ellira. –Porque eu não sou.
Eles giraram umas sete vezes e em todas elas a adaga apontou para Ellira. Esta já estava ficando com medo. Foi quando Oliver pegou a adaga.
–Toma, Ellira. -disse ele enquanto a olhava nos olhos, carinhosamente. –Você é a necromante do grupo, o que é bom.
–Por quê? -perguntou Ellira.
–É que os necromantes são pessoas branquelas e feias, mas você é linda.
–Tá me chamando de branquela?! -surpreendeu-se Ellira após pensar durante um bom tempo. –Tá bom... Mas como eu uso isso?
–Basta você pegar a adaga assim. -Oliver pegou a adaga pelo cabo. –Mirar para Nilo assim e concentrar sua energia na adaga. Agora é sua vez. Faz o que eu disse.
–Ai... Minha cabeça dói. -disse Nilo levantando do chão. –Parece que eu dormi dentro de um barco... O que foi, gente?!
Todos estavam olhando para Nilo com os olhos esbugalhados! Surpresos, olhavam também para Oliver. Este estava ainda mais surpreso.
“–O necromante foi revelado. -disse a Morte. –Tenho minhas obrigações e deveres. O destino me espera.”-ela sumiu no ar.
–O-Oliver... Você é um necromante?! -perguntou Ellira. –Por que não disse isso antes?
–Nem eu sabia. -disse Oliver sorridente, mas ao mesmo tempo perpléxo. –Eu, Eu... Nem sei o que dizer.
–Tá, gente. -disse Nilo se levantando depressa. –Fléreri e Áquary estão presos. Vamos atacá-los!
–Nilo... Acabou. -disse Edward calmamente. –Vencemos.
–Mas assim, do nada? -perguntou Nilo com os olhos piscando de vez em quando enquanto estava parado. –Puxa... Não aconteceu nada.
–Você é quem pensa! -disse Larienne enquanto olhava o estrago feito pelos vórtex sendo cobrido pela areia e pelas ondas. –Só não recomendo que você vá para o mar, pois se não vai se afogar.
Passados quinze minutos após todos estarem bem, os irmãos ainda estavam presos e todo o resto estava em cima do barco de metal. Por causa do sol, o metal estava quente, o que aquecia todos que estavam molhados e sentindo frio.
–Pessoal... Ainda temos que encontrar a Torre do Guardião e sair daqui logo. -disse Larienne enquanto olhava para o horizonte. –Quero sair pelo mundo afora e conhecer novas pessoas.
–E eu quero saber por que sou branquela! -disse Ellira fazendo um espelho de água e olhando para seu reflexo meio turvo. –Eu até sou coradinha.
–Poderia usar seu espelho, Ellira? -perguntou Edward enquanto limpava o seu nariz, que sangrava um pouco.
–Claro, meu lindo. -disse Ellira passando para Edward. –Só não toque na água, para não suja-la de sangue.
–Tá.
Edward estava olhando seu reflexo no espelho. Estava mostrando uma criança de 14 anos de idade, cabelos sujos, porém vermelhos e olhos laranja. Limpando seu nariz, Edward movimentava a cabeça algumas vezes, pois o espelho de água estava flutuando, pois Ellira o manipulava. Foi quando Ellira se animou e sem querer colocou o espelho para baixo. Edward levou um susto...
–Pessoal...
–O que foi, Edward. -perguntou Sophie encima de Vëloci.
–Acho que não precisamos procurar muito. -disse o Edward.
–Por quê? -perguntou Ellira. –Vamos fugir daqui agora e deixar o pessoal da prisão lá?
–Não é isso, não. -disse Edward virando-se e apontando para o alto. –Ali.
Olhando para cima, Edward apontou para a enorme torre do castelo de Plantmort. Era muito grande e larga. Os tijolos eram grandes, embora a torre fosse fundida na montanha.
–Não acredito! -disse Edward surpreso. –É a torre onde eu moro!
–E você sabe quem mais mora lá. -disse Caio com um pouco de medo. –Não sabe, Edward?
Continua
Notas finais
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