Notas iniciais
Olá pessoa!
Primeiramente, gostaria de agradecer a todos pela colaboração. Com muito carinho e esforço, vocês ajudaram para que eu chegue ao review #100. Não sabem o quanto eu estou feliz.
Boa leitura.
Os Lendários Guardiões -Templo dos deuses-

Livro 1: Planta .........................................................................Capítulo 29:

301

Bloco 1: Lockhaven

As bestas-rinocerontes estavam proceguindo para o que restou da muralha de Lockhaven. As bestas mediam cerca de 3m de largura e uns 6m de altura, com aproximadamente 300kl de peso, batiam com força no chão ao correr. Os guerreiros estavam querendo batalhar com elas, mas tinham ordens somente para atacar à distância, o que era ruim, pois muitos deles somente tinham habilidades físicas.

–Estilo Árabe: tempestade de areia! -gritou Hajad, produzindo apartir do chão, uma forte tempestade de areia. –Vamos ver se isso os pára.

–Acho que não. -disse um garoto que estava ao seu lado. –As bestas-rinocerontes são marcadas por seu temperamento ruim. Se algo os incomoda, ficam loucas.

–Não há problema... -disse Hajad olhando para três guerreiros que vestiam uma roupa, semelhante a daqueles homens do deserto, pularem da torre do castelo do rei. –“Importamos” agentes do deserto... Domadores de tempestades!

Os guerreiros do deserto manipularam a areia da tempestade e, transformando-a em uma espécie de furacão horizontal, atacaram os rinocerontes. Estes estavam parando as bestas. Os guerreiros estavam atacando as bestas à distância, no portão de Lockhaven.

–Argh! -disse Éric ajoelhado no chão, com as mãos na cabeça. –Tá muito pesado... Eu acho que não vou aguentar por muito tempo.

–Aguente mais um pouco, Éric. -recomendou Stwart ajoelhado também, enquanto tocava o ombro de Éric. –Minerva!

Minerva demorou um tempo para chegar, até que finalmente chegou com um pote de água e algumas sementes. Ela entregou à Éric e ele melhorou um pouco a dor. As bestas estavam ainda paradas, até que novamente as embarcações da Metrópole atiram mais bolas de metal.

–Olhe lá! -gritou Stwart, olhando do portão destruído de Lockhaven uma enorme esfera incandescente de metal, banhada em um líquido totalmente inflamável. –Cuidado!

A esfera vinha na direção de Minerva, Éric e Stwart, quando Callisto pula do castelo e, correndo em cima de uns telhados, arrastando sua espada nas telhas, pula na direção da esfera incandescente e começa a adquirir uns detalhes azuis, golpeando com sua espada a esfera, contando-a no meio e caindo na tempestade de areia.

–De onde Callisto saiu? -perguntou surpresa Minerva. –Ela nos salvou... Que os deuses a protejam!

–Sim. -disse Stwart enquanto ajudava Éric a se levantar.

Callisto corria em meio à tempestade, golpeando as bestas na altura do pescoço e sobre as patas, fazendo com que caíssem. Ela era rápida, e parecia sumir na areia, à medida que corria. Hajad e todos os outros professores estavam impressionados. Além do mais, Nigazat não estava acreditando que Callisto sozinha derrotou as bestas. Callisto corria na direção das embarcações, até que Nigazat dá um sinal para Adolph. Ele o recebe e dá outro sinal para um cara que estava manuseando os mecanismos das embarcações. Então, todas as outras embarcações se abrem e um imponente exército sai de suas “garagens”. Callisto pára e então joga alguma coisa entre duas embarcações. Ninguém percebe.

–Agora eu vou lá! -disse Nigazat com uma cara de psicopata, enquanto empunhava dois grandes machados de metal vermelho. –Aquela garota me atrai!

Rapidamente, marchando, ao todo, cerca de três mil homens sairam das embarcações e marcharam até a praia. Nigazat estava comandando-os na frente, até que ele dá um sinal e todos param.

–Não pode ser... -disse Callisto olhando os guerreiros andarem em fila, cercando a cidade e à praia. –Que os deuses me ajudem... -ela sumiu no ar, deixando um bocado de areia pairar no vento, aparecendo perto de Éric e os outros.

–Minha nossa! -falou Stwart observando todos os soldados. –Eles realmente são soldados!

–Nós não temos chances contra eles... -disse Minerva. –Nossos guerreiros são crianças e adolescentes, fracos contra o imponente exército deles. Aliás... -Minerva olhou para Stwart e Hajad, que havia entrado pelo portão lateral da cidade. –Quantos guerreiros nós temos?

–300. -respondeu Éric, com seu nariz começando a sangrar. –Exatos 300!

–Minha nossa... -Minerva começou a chorar.

–Não têm 300. -disse Callisto olhando para todos, com sua espada em punho. –Vocês têm 301!-ela começou a correr até o exército deles, assim que o exército metropolitano começou a avançar, com lanças longas, espadas e escudos.

–Ela tem um coração incrível! -disse Minerva. –Seu espírito é guerreiro.

Callisto rapidamente avançou contra o exército e quando chegou à frente de Nigazat ainda correndo, teleportou-se, deixando na frente do homem apenas o vendo e a areia.

–Como?! -todos se perguntaram.

Aparecendo no meio do exército, Callisto começou a atacá-los, com sua espada elemental – o segundo item mais raro do mundo – estocava nos guerreiros, retirando a espada sangrenta do corpo do inimigo e já depositando em outro.

–Queremos atacar! -disse um guerreiro que estava ao lado de Stwart. –Não queremos ficar esperando!

–Esperem garotos... -disse Stwart olhando Éric com se nariz escorrendo um pouco de sangue. –Já estão quase lá, Éric. Calma...

Callisto estava batalhando em cada ponto, teleportando-se de modo que fizesse os soldados ficarem juntos. Foi quando teleportou-se para alguns metros a frente do portão da cidade. Estava um pouco cansada, mas estava de pé.

–O que estão esperando?! -perguntou irônico Nigazat olhando para seu exército. –Ataquem a cidade... Mas deixem a garota comigo!

Callisto empunhou sua espada e ela brilhou, virando um tipo de bastão. Ela ficou em formação.

–Agora não... Agora não... -disse Stwart olhando para o exército e para Callisto. A garota estava se preparando para pular... –Agora!

Foi quando o chão começou a tremer e o improvável aconteceu: uma espécie de abismo se abriu e muitos guerreiros caíram nele.

–Deu certo! -comemorou Stwart, enquanto Éric caía no chão, descançando e quase dormindo, com a barriga para cima enquanto Minerva lhe jogava um pouco de água. –Foi ótima a sua ideia, Éric, de construir um grande buraco e cobrí-lo com seu campo de força, camuflando-o com terra e firmando-o com as raízes de Minerva.

Éric levantou o braço, levantando o dedo, sorrindo, mas de olhos fechados.

–A ideia não foi minha... -ele abaixou o dedo e o braço. –Foi da Callisto.

Quando o “abismo” se abriu, Callisto deu um salto e, girando o bastão, fez um tipo de planador e, ainda o girando, manipulando o vento, tentou planar até a outra margem. Foi quando uma corda enrolou-se em seu tornozedo esquerdo, puxando-a para baixo.

–Não vai a lugar algum! -Nigazat a puxou, fazendo-a cair em cima dos guerreiros que caíram. –Você pagará por isso! -a corda começou a pegar fogo, mas Callisto cobriu-se de água, a partir de seu bastão, agora transformado em espada.

–Me deixe em paz! -Callisto deu um chute em Nigazat, mas este segurou seu pé.

Restando apenas 1000 soldados, os guerreiros de Lockhaven foram ao ataque. Minerva havia feito um tipo de passagem até a outra parte do abismo que não era muito fundo (apenas 50 metros de profundidade) e eles passaram por ali. Os guerreiros que atacaram as embarcações com terra e pedra, agora atacavam os outros guerreiros. Como o inimigo não possuía poderes, eles estavam vencendo, exceto pelas condições físicas e o bom preparo da Metrópole.

–Você pensa que eu sou que nem aqueles inúteis?! -perguntou Nigazat golpeado Callisto com seu machado esquerdo, ela defendendo com a espada. –Não sou!

Callisto deu um salto, teleportando-se para cima, na praia. Vendo que os guerreiros estavam cuidando bem dos soldados, ela já ia para a cidade, quando um machado de Nigazat se prende na ponte de Minerva.

–Você de novo? -Callisto levitando umas pedras, atirando-as em Nigazat.

–Pensa que vai me deter tão fácil assim? -perguntou Nigazat, após desviar das pedras e pular perto de Callisto. –Você é forte. A Metrópole lhe pagaria muito bem.

–Já me ofereceram ofertas muito melhores. -respondeu Callisto. –Não quero me tornar mais um capacho, sem ofenças.

Isso bastou para que Nigazat viesse com toda a fúria para cima da garota de detalhes azuis, por causa da água. Nara levantou seu grande machado em direção à Callisto e ela defendeu-se, logo, ele golpeou-a com um tipo de estocagem rápida na barriga, fazendo-a recuar alguns metros, com pulos.

–Como assim? -perguntou ironicamente Nigazat. –Já está fugindo?

Olhando para sua roupa meio suja, Callisto pode reparar que ela estava suja de sangue. Olhou para o machado de Nigazat. Nigazat estava rindo.

–Veneno de água-viva. -ele disse. –Meus machados possuem uma pequena lâmina e uma agulha imbutida que contém algumas doses de veneno. Ele te paralisa e te mata... Pelo ferimento e o seu cansaço, você estará envenenada em 7 minutos.

Callisto demostrou pavor, mas então começou a ficar com raiva. De sua espada, os detalhes azuis começaram a percorrer o seu corpo. Nizagat começou a envolver chamar em seus machados e os dois começaram a batalhar.

–Em seis minutos... -Callisto teleportou-se. –Eu te mato! -ela apareceu atrás de Nizagat, dando-lhe uma rasteira e fazendo com que ele caia. Ela tentou estocar a espada no peito dele, mas ele cruzou os machados e se defendeu, girando ainda no chão e dando uma banda em Callisto, que pulou.

Quando Callisto caiu do chão, de sua espada seis correntes de água começaram a ir na direção de Nigazat, enrolando-o. Callisto as controlou e o jogou contra os muros de Lockhaven, mas precisamente numa bola de metal que tava no muro. Nigazat, com a testa sangrando, golpeadou as correntes com seus machados e elas o soltaram.

–Não vai conseguir me matar tão fácil. -Nigazat olhou para Callisto, com seu corpo trêmulo. –O veneno já está começando a fazer efeito...

–Não... Não está. -Callisto teleportou-se, mas apareceu golpeando o vento. –Não está!

–Está tonta, é? -perguntou Nigazat, vendo Callisto cambalear, não conseguindo ficar parada. Foi quando ela vomitou na areia. –Começa com vômitos... Logo vem a morte.

Callisto levantou-se e então se concentrou bem na imagem de Nigazat Nara. Foi quando teleportou-se.

–Eu disse que não ia muito longe... -sussurrou Nara retirando uma faca ensanguentada da barriga de Callisto, que havia teleportado para sua frente. –É isso que acontece com quem entra no caminho da Metrópole. -ele limpa o sangue da faca na roupa de Callisto, que agora está parada, com o rosto apoiado no ombro de Nigazat.

Todos param para ver o que acontecia. Nigazat se afasta do corpo de Callisto e então começa a andar para a praia junto de seus machados.

–Vocês ouvirão uma coisa que nunca vão ouvir: eu perdi. Nós perdemos. -disse Nigazat olhando para o grande portão e vendo os professores da cidade olhando-o. –Vamos embora.

E o exército recuou, andando até os navios e partindo. Os professores foram até Callisto, que estava ajoelhava, com a mão pressionando a barriga. Seus detalhes azuis sumiram então sua pele voltou ao normal.

–Minerva! -gritou Hajad trazendo a garota e sua espada no colo. –A garota, Callisto está ferida.

Levando-a para dentro de uma parte da escola, a enfermaria, eles colocaram Callisto encima de uma cama estreita, mas confortável enquanto Minerva preparava uma poção e um antídoto. Rasgaram uma parte da camisa de Callisto e limparam seus ferimentos. Era uma ferida profunda e estreita, que perfurou três de seus órgãos.

Callisto vagamente ouvia uma voz, que podia ser de Éric e uma outra voz que parecia impedir Éric de ir vê-la. Mesmo que tentasse abrir os olhos ao máximo, o máximo que podia pareciam ser entreabertos. Foi quando sentiu rapidamente alguma coisa pegando sua mão, e um sussurro que se parecia mais um: “Eu sempre vou estar com você”. Então, um líquido gelado cai sobre sua boca e ela tenta engolí-lo, mas deixa um pouco escorrer por entre seus lábios. Ela adormece.

Lá fora, todos estavam tentando se reorganizar. Não comemoraram a vitória, pois concordaram de somente comemorar se Callisto melhorasse, pois ela quem planejou a maior parte de tudo e ainda batalhou mais. Os professores não acreditavam que em menos de um mês Lockhaven foi atacada duas vezes, mas estavam felizes por terem vencido. Éric estava triste, chorando por Callisto. Guerreiros foram mandados para os acampamentos onde a população da cidade estava e então, quando preparavam um tipo de festividade, uma silhueta pôde ser vista no que restou do portão.

–Quem está aí? -perguntou Curt James, o homem do corredor. –Apareça!

–Sou Adolph, general da Metrópole. -disse Adolph olhando todos encará-lo. –E vim em paz.

Continua

Notas finais
Gostaram? Eu queria fazer um especial, mas aí iria atrasar a fic. Obrigado pelo 100º review e deixem mais um review, tá bom?
Digam o que gostaram, o que não gostaram e o que precisa ser melhorado.
Valeu pessoal. Té mais! o/