Notas iniciais
Olá! Aí está um novo capítulo!
Boa leitura! ^^
Por favor, respondam a enquete no final do capítulo, por favor!

Os Lendários Guardiões

–Templo dos deuses-

Livro 1: Planta ......................................................................... Capítulo 15:

Um dia com Sophie

Aldeia Orchcraft, Floresta Orchcraft

Quarto de Edward Élrick, manhã.

Edward havia acordado cedo e treinado um pouco em seu quarto. A princípio estava impaciente. Olhava diversas vezes para o corredor, a espera de Plantmort, pois ele iria leva-lo para conhecer a prisão da aldeia. Agora, Edward estava treinando a sua manipulação de plantas, quando alguém bate à porta.

–Quem é?-perguntou, enquanto colocava as plantas da parede.

–Sou eu, Silas. -respondeu a voz do outro lado da porta. –Posso entrar?

Engraçado... Ele raramente fala comigo... –pensou Edward. –Pode entrar.

–Com licença. -disse Silas abrindo à porta, com um leve sorriso no rosto. –Bom dia, senhor Edward. Venho lhe pedir um grande favor. -ele levemente se curvou.

–Eu já disse Silas. Não se curve... -disse Edward se auto-interrompendo. –Qual é esse “grande favor”?

Silas pegou um pergaminho. Era meio rosado e tinha algumas flores pintadas. Silas entregou para Edward, que o abriu. Dizia assim:

Oi, Edward! É a Sophie.

Se você não tiver nada pra fazer aí no castelo, será que você gostaria de brincar comigo?

É que a gente nunca mais se viu e hoje é o meu aniversário.

Eu ia ficar muito feliz se você viesse. Vai ter docinhos e um bolo muito gostoso. Minha mãe que fez. Então é isso. Tchau!

–Sophie... Nunca mais a vi... -disse Edward fechando o pergaminho. –Posso ficar com ele pra mim?

–Pode sim. Claro. -disse Silas com um sorriso um pouo maior em seu rosto um pouco barbado. –Então... Qual a sua resposta?

Edward queria fazer a sua missão, mas não queria desapontar Sophie. Ela era bastante legal e ele ficou feliz por ela ter lembrado de convidá-lo para sua festa de aniversário. Pensou um pouco e chegou à conclusão de que não teria problema algum em ir a uma simples festa.

–Eu vou sim. -disse Edward enquanto enrolava o pergminho e o guardara. –Pode me informar que horas é a festinha?

­–É ao anoitecer. -disse Silas. –Obrigado, senhor Edward.

Quando Silas ia sair do quarto, Edward teve um momento de desconfiaça. Então, resolveu investigar.

–Silas, posso lhe fazer uma pergunta?

–Sim, senhor Edward. Claro.

–Geralmente você só me dirige a palavra a mando de Plantmort. Nos últimos dois dias eu notei que você está mais “solto”. -disse Edward enquanto pegava o pergaminho. –Hoje você bateu à minha porta e me entregou isso com um sorriso que, pela primeira vez, vejo em seu rosto.

–Desculpe, mas não estou entendendo. -disse Silas enquanto olhava para um canto do quarto.

–Você é alguma coisa de Sophie?-perguntou Edward na lata.

O coração de Silas bateu um pouco mais acelerado quando ouviu isso.

–Ehh... Ela é minha filha... -disse Silas.

–Ah! Então está bem. -disse Edward pensando um pouco. –Silas!

–Pois não, senhor Edward.

–Posso ir com você até a casa da Sophie?

–Ela iria adorar, senhor Edward!-disse Silas sorrindo.


–Será que ela vai gostar de me ver?-perguntou Edward tentando acompanhar os passos largos de Silas enquanto desciam as escadas da torre do castelo. –Eu tô bem arrumado?

–Está sim, Senhor Edward.-disse Silas. –Só não entendi o porquê de ter trazido sua aljava.

–É que eu vou, se o senhor e sua esposa deixarem, levar a Sophie para caçar.

–A minha resposta é “sim”, senhor Edward.-disse Silas enquanto abria a porta e a luz entrava no castelo. –A aldeia o espera...

A aldeia era muito grande! Havia diversas ruas e muitas pessoas estavam passando por ela com sacos de batatas, legumes, verduras etc... Havia carroças puxadas por bisontes, lojas comerciais, casas e uma finidade de coisas legais. Edward estava meio perdido com aquilo tudo. Desta vez as pessoas não o estavam vendo como um garoto estranho, mas como um habitante da aldeia. Silas estava parado, esperando Edward terminar de observar a aldeia que, embora estivesse naquele local durante muitos dias, ainda não tinha visto.

–Podemos ir?-perguntou Silas.

–Sim, claro.-disse Edward.

O caminho que estavam indo era de terra batida, como todas as ruas da aldeia. As casas eram feitas dentro das árvores e o mais incrível: elas não morriam. Havia casas de dois, três andares que posuiam escadas e tudo mais. A energia não era elétrica, mas armazenavam energia solar dentro de um tipo de planta, semelhante a um girassol, que, se muito exposta ao sol, brilhava muito no escuro, substituindo as tochas e nossas lâmpadas elétricas.

–A cidade é muito bonita... E verde!-disse Edward enquanto seus cabelos adquiriam uma coloração esverdeada, devido à luz do sol. –Vocês devem ser muito felizes aqui, não é?

–Muito!-disse Silas. –Sabe... Não estavam muito longe da minha casa, mas sabe qual é a melhor forma de ir para ela?

–Não.-disse Edward enquanto mechia em seus cabelos. –Qual é?

–Pelo teto das casas!-disse Silas dando um grande salto e indo parar num “telhado”. –Ninguém consegue me acompanhar assim!

–Ah, é?-disse Edward subindo numa árvore e correndo atrás de Silas, que por sinal era bem rápido. –Eu consigo!

Os dois correram bastante. Edward era meio desastrado, devido ser sua primeira experiência no assunto. Não demorou muito até que eles chegaram a uma pequena vila, composta por algumas casas. Uma delas, em especial, estaca toda decorada com flores multicoloridas e com pedrinhas de diversas cores.

–Aposto que a sua casa é aquela ali.-disse Edward enquanto descia de uma árvore. –Acertei?

–Sim, senhor Edward.-disse Silas enquanto andava até a porta.

–Ah! Silas...-disse Edward. –Posso te pedir uma coisa?

–Sim, senhor Edward.

–Não me chama de senhor mais não, por favor.

–Mas são ordens de Lord Plantmort e...

–Por favor, Silas.-disse Edward olhando nos olhos de Silas.

–Está bem... Edward.-disse Silas, meio sem jeito. –Podemos entrar agora?

–Sim.-disse Edward sorrindo, enquanto Silas abria a porta e ele entrava.

–Sophie, cheguei!

–Papai!!!-disse Sophie correndo ao encontro de Silas. –O Edward aceitou o meu convite... Edward!!!

Sophie correu ao encontro do pai, lhe deu um forte abraço e correu para Edward.

–Você vai vir para a minha festinha?

–Vou sim! Ia perder o aniversário da minha melhor amiguinha?

–Filhinha... Adivinha quem vai te levar para caçar?-perguntou Silas, sorindo.

–O Edward?!

–É. Sou eu!

–Mas você é tão fraquinho... Vou ter que te defender toda hora...

Edward caiu no chão!

–Eu fiquei mais forte, sabia?!-disse Edward bagunçando os cabelos loiros de Sophie. –Mas antes, feliz aniversário.

–Obrigado!-agradeceu Sophie ajeitando seus cabelos. –Bem... Quer ver minha mamãe?

Edward olhou para Silas, que, com a cabeça, disse “sim”. Edward foi para a cozinha, junto de Sophie. Chegando lá, viu Ana preparando uns quitutes.

–Olha, mamãe! O Edward vai vir para a aminha festinha.

Dona Ana era uma mulher de 29 anos de idade. Cabelos cinza naturalmente voltados para trás, não grisalhos, orelhas pontudas e uma pele clara. Seus olhos eram castalhos e seus lábios eram avermelhados. Era um pouco alta.

–Olá, Edward.-disse Ana, pegando uns docinhos. –Quer alguns doces?

–Não, dona Ana. Obrigado.-disse Edward enquanto segurava a alça de sua aljava. –A senhora me deixa levar a Sophie para caçar na floresta?

–Deixo sim.-disse Ana. –Você é responsável e confio em você.

–Obrigado, dona Ana.-agradeceu Edward. –Então vamos, Sophie?

Sophie se preparou. Pegou apenas uma bota, um casaco e uma bandana de pano azulado. Despedindo-se de seus pais, ela e Edward saíram. Tomando o rumo para a árvore-principal, Edward deu as mãos à Sophie e entraram nela, saindo no outo lado, na floresta.

–O que vamos caçar?-perguntou Sophie enquanto corria para uma flor na árvore.

–Nada.-disse Edward enquanto corria para uma árvore. –Se eu te mostrar uma coisa... Você promete que não conta para ninguém?

–Oh! Um segredo!-disse Sophie lambendo o néctar que escorria das pétalas da flor. –Prometo que não conto. Minha boca é um túmulo e só abre para comer.

–Eu vou te levar para outro lado da floresta.-disse Edward enquanto colocava as mãos numa árvore e via se estavam sendo vigiados. –Já que é o seu aniversário, vou te levar para conhecer meus amigos.

–Uau!!! Vou conhecer seus amigos?!-disse Sophie muito feliz. –Vamos logo!


Sophie e Edward corriam por cima dos galhos altos das árvores. Como se fossem macacos ou ninjas. Sophie corria dando saltos de um galho para o outro, mas Edward corria e, em certos pontos das árvores, preferia escorregar entre os lodos. A libélula dourada de Edward o perseguia em todos os lugares que ele ia. Todos estavam indo bem, quando chegam a uma parte da floresta onde as árvores terminavam.

–Agora vamos a pé.-disse Edward enquanto olhava para Sophie correr entre uma parte do solo onde ele havia coberto com grama. –Cuidado, hein.

–Isso aqui é muito bom!!!-disse Sophie correndo na direção de Edward. –Quando vamos chegar à casa dos seus amigos?

–Não falta muito.-disse Edward correndo. –Mas vou chegar primeiro que você!

–Não vai não!-disse Sophie correndo. –Eu vou te pegar!

Edward e Sophie correram durante nove minutos até que chegaram ao pomar que Edward criara. Vendo que Edward estava colhendo muitas frutas, Sophie ficou curiosa.

–Vamos fazer um piquenique?-perguntou a menina vendo Edward “levitar” as frutas.

–Não. Vamos levar para os meus amigos.

Novamente Edward deu a mão a Sophie e entrou em outra árvore.

–Pessoal!-disse Edward enquanto aparecia no tronco da árvore. –Cheguei!

–Até que enfim, não é, Edward.-disse Oliver sem camisa, enquanto cultivava algumas sementes. –Demorou, hein.

–Pois é!-disse Edward. –Cadê o pessoal?

Oliver acenou na direção da piscina. Edward caminhou para lá e viu Caio e Ellira tomando banho de piscina.

–Edward!!!-disseram Ellira e Caio ao mesmo tempo. –Que bom te ver.

Edward deu um abraço forte em Ellira e apertou a mão de Caio e Oliver.

–Trouxe uma visita muito especial para conhecer vocês.

–Quem é? Helleonora?-perguntou Ellira.

–Não é não.-disse Caio. –É a Mary?

–Nananinanão!-disse Edward. –­É uma amiguinha minha. Pode entrar, Sophie.

A princípio Sophie estava com medo de Oliver, Ellira e Caio. Apareceu da porta, mas se escondeu. Com o tempo foi ganhando coragem até que se mostrou de vez. Estava corada.

–Ela é uma elfa?!-sussurrou Oliver para Edward, que confirmou. –Não sabia que existiam elfos aqui!

–Oh, que fofinha!-disse Ellira indo ao encontro de Sophie e a abraçando. –Você é uma gracinha, Sophie!

–Obrigada.-disse Sophie sorrindo. –Você também é!

Ellira estava usando um biquini com tons de verde e azul bebê. Notável que, como uma dobradora de água, Ellira não iria nadar de roupa. Caio, mesmo estando perto de Ellira de biquini, não estava pensando em nenhuma besteira. Apenas pensava em Mary, sua namorada. Oliver estava sem camisa. Seu corpo era definido e seus braços eram “meio musculosos”. Vendo que Sophie tinha chegado, como forma de respeito, colocou uma blusa que estava escrito na manga direita: “7 Seven”.

–Gente, da licença para eu ir colocar uma roupa.-disse Ellia enquanto ia para uma sala onde suas roupas secavam. –Não demoro.

–Olá, garotinha.-disse Caio abaixando-se e ficando na mesma altura de Sophie. –Quantos anos você tem?

–Doze anos.-respondeu Sophie, tímida. –Hoje é o meu aniversário.

–Meus parabéns, pequena.-disse Caio enquanto pegava uma fruta. –Quer uma fruta?

Sophie aceitou.

–De onde você é garotinha?-perguntou Ellira saindo do quarto.

–Da Aldeia Orchcraft, e vocês?

–De Lockhaven.-respondeu Caio. –Acho que não conhece, não é?

Sophie deu de ombros. Não conhecia Lockhaven e muito menos qualquer coisa que se encontrasse fora da floresta. Ela estava achando os amigos de Edward legais, mas ainda estava envergonhada.

–Vamos brincar lá fora?-pediu Sophie. –Por favor...

–Vamos!-disse Edward entusiasmado.

–Vamos?!-questionaram todos, menos Caio. –Não podemos ir lá para fora, esqueceu?-sussurrou Ellira.

–Não faz mal não.-disse Edward enquanto corria para as plantinhas que cultivara. –Olá, meninas!!!

As plantas se mexiam involuntariamente, como se, de certo modo, estivessem vivas. Edward as molhou e as colocou perto da luz do sol. Indo em direção à árvore que viera com Sophie, Edward parou e olhou para seus amigos.

–Eu vou brincar lá fora... No ar puro e fresquinho.-disse Edward querendo provocar. –Enquanto eu e Sophie estamos brincando lá fora, fiquem aí nessa caverna.

–Eu vou!-disse Ellira enchendo uma garrafa de metal com água e prendendo na cintura. –Eu quero ir um pouco lá fora.

–Nós também!-disseram Oliver e Caio.


Do lado de fora, num gramado verdinho, Oliver estava deitado. Respirava com vontade, tentando aproveitar aquele momento. Ellira estava comendo frutas e Sophie estava parada, junto de Edward. Foi quando Caio teve uma ideia. Levitando um pouco de lama com seu poder de sombras, jogou no rosto de Ellira.

–Ai, seu...-Ellira começou a correr atrás de Caio, que corria rindo da cara enlamaçada de Ellira. –Você vai ver uma coisa!

Dobrando a água do pote de metal, Ellira fez um tipo de chicote d’água, que prendeu no pé esquerdo de Caio. Este levitou, com seus poderes de sombra, a grama e tacou nela. Vendo que Caio e Ellira estava se divertindo, Edward levitou um pouco de grama com raiz e tacou no rosto de Oliver e Sophie.

–Até tu, Edward?-disse Sophie sorrindo enquanto fazia umas bolhas de grama. –Toma!

–Não vai me acertar com grama!-disse Edward manipulando a bolha de grama para Oliver. –Foi Sophie!

–Eu?! Quando, que eu não vi?

–Então foi a Sophie...-disse Oliver pegando uma porção de lama e jogando em Sophie, que ficou toda suja. –Sophie... Foi mal. Eu queria jogar no Edward e...

–Cuidado!!!...-gritou Caio enquanto uma bola de água, do tamanho de uma bola de basquete, caía em Sophie, pois Oliver rapidamente havia desviado.

Edward começou a rir muito! Caía no chão de tanta votade de rir, foi quando Sophie pegou lama e tacou em sua boca.

–Oh! Desculpe, Edward.-disse Sophie colocando a mão no rosto, como se estivesse enganada. –Eu queria tacar no Oliver e...

–Ah, é?!-disse Oliver pegando mais lama e tacando em Sophie.

Ellira vinha correndo, junto de Caio. Os dois pareciam desesperados. Oliver, Edward e Sophie pareciam não entender bulhufas do que estava acontecendo.

–O que aconteceu?-perguntou Edward para Caio e Ellira, que se esconderam atrás de Sophie e Oliver.

–A Ellira correu atrás de mim até uma parte onde começava a floresta, mas lá estava cheio de um bando de bichos estranhos.-disse Caio.

–...Só que eles estavam aceitando a gente numa boa, quando esse tonto do Caio jogou uma rajada de sombra que atingiu uma árvore e a derrubou.

Nesse momento o chão começou a tremer. Olhando para uma parte do campo onde estavam, era possível ver uma grande cortina de poeira surgir do horizonte.

–Oh, não!-disse Sophie enquanto dava alguns passos para trás. –São Velocifoots.

–O que são Velocifoots?-perguntou Edward e Caio. –São perigosos?

–Uhum! Bastante.-disse Sophie enquanto manipulava a aljava e o arco de Edward. –Lembra dos Guls? São piores...

–Então vamos fugir rápido!-disse Ellira vendo que as criaturas estavam chegando mais perto.

–Não podemos fugir agora.-disse Sophie segurando a mão de Ellira. –Se fugirmos, como estamos em menor número, eles vão nos atacar. Mas eles não querem nos atacar!

–Como você sabe?-perguntou Caio fazendo uma barreira de sombras, por causa da poeira. –Vai me dizer que conversa com eles igual o Edward conversa com plantas!

–Olhe mais uma vez...-disse Sophie se encolhendo no chão e sendo protegida por Ellira que estava sendo protegida por Edward que por sua vez estava sendo protegido por Oliver. Caio estava protegendo a todos, por isso só foi citado agora. –Eles não estão querendo lutar e sim sobreviver. Estão fugindo.

Olhando da proteção, Caio pode ver que centenas de Velocifoots estavam fugindo, juntos, de um grupo de oito grandes “dinossauros”. Quando o bando de velocifoots começaram a correr entre a grande cúpula de sombra, a mesma começou a tremer. Parecia um terremoto.

–Gente, eu consigo aguentar só mais um pouco.-disse Caio vendo que muitos velocifoots batiam de cabeça na cúpula, que estava no caminho deles. –Temos que fugir!

–Temos que ajudar!-disse Edward prendendo a cúpula no chão, com raízes firmes e fortes. –Eu vou sair por trás da cúpula. Quem vem comigo?

Ninguém se candidatou.

–Então está bem.-disse Edward sem graça. –Eu vou sozinho. Caio...

Caio rapidamente fez uma abertura atrás da cúpula. Os velocifoots eram pequenos “dinossauros” de mais ou menos 1, 62 metros de altura, patas fortes, com garras de até 5 centímetros. Eram bípedes. Edward estava querendo coragem para sair, mas caso caísse no chão seria com, certeza, pisoteado até a morte.

–É um, é dois, é três e já!-deu um salto e caiu em cima de um velocifoot jovem. Tinha a pele meio azulada e seus olhos eram rápidos, numa coloração meio verde. –Vamos lá, garoto.

Fazendo uma proteção para segurar no velocifoot com firmeza, Edward o conduziu até um planalto, onde era mais alto. O velocifoot, vendo que era seguro, deu um grunhido agudo, que fez com que os demais o seguissem.

–Isso, meu jovem!-disse Edward o acariciando. –Agora é minha vez!

Ainda em cima no velocifoot, Edward manipulou as videiras, raízes e galhos das árvores que estavam próximas dos enormotauros, que estavam quase alcançando alguns velocifoots menos experientes. As fortes vinhas se misturaram, formando grandes correntes que enrolaram em quatro enormotauros. Os outros quatros estavam correndo atrás dos volocifoots, mas as “correntes de madeira” não chegavam até eles.

Os velocifoots estavam indo para a floresta, na direção onde Edward estava. Ao contrário do que estava acontecendo com a cúpula de Caio, os velocifoots não atropelavam o Edward, pelo contrário, estavam desviando.

Quando todos entraram na floresta, Edward uniu as videiras que estavam entre os galhos e caules, formando grandes muros. Isso fez com que os enormotauros não perseguissem os velocifoots. Caio desfez a cúpula quando viu que a situação estava boa, mas aí que ela piorou. Os enormotauros estava indo em sua direção e dispostos a batalhar. Para fortalecer o “muro de raízes”, Edward teve que soltar a corrente de madeira, pois, se todas as raízes de uma planta ficarem longe do solo, elas morreriam.

–Teremos que batalhar, meu caro Vëloci.-disse Edward para o velocifoot, que correu em direção aos amigos de Edward. –Teremos que nos separar.

–Tudo bem!-disseram Sophie, Oliver, Ellira e Caio, todos ao mesmo tempo.


–Narração de Caio-

Eu não queria batalhar com ninguém, mas, como eu preciso treinar para ficar mais forte, vou cuidar desse daqui. O grande touro bípede de mais de cinco metros veio em minha direção pegando uma grande pedra. Girando enquanto dava impulso, o enormotauro me jogou, numa velocidade tremenda, a pedra que segurava. Se eu ousasse defender, eu não iria ter sucesso, então eu me esquivei. Eu, num rápido movimento, lhe joguei um poderoso raio de energia, que bateu em seu peito e o fez cair no chão. Parecia vencido, se o touro gigante não tivesse pêgo um troco e me jogado. Eu defendi, mas fui jogado para longe.

Então lancei minha rajada de sombra mais uma vez, o que o fez sair correndo.


–Narração de Ellira-

Estava tudo sobre controle. Eu tinha pêgo para batalhar com um enormotauro menor que os outros. Com minha garrafa de água cheia, eu era invencível. Tá bom, não tãaaaao invencível, mas fortinha. O enormotaurinho de uns 3 metros de altura veio em minha direção, sem nada nas mãos e então começou a batalhar. Eu estava atacando-o com água, mas eram as minhas famosas estacas líquidas de água. Estas não foram para machucá-lo ou coisa do tipo e sim para a afungentá-lo. Eu peguei as minhas estacas e comecei a passar entre o monstro. Quado ví que estava bastante molhado, a congelei.


–Narração de Sophie-

O meu adversário foi fácil de derrotar...

~ Flashback de Sophie (on) ~

–Não vai demorar muito.-disse enquanto dava um salto para cima do enormotauro e uma grande raiz saia do solo e segurava em sua cabeça, o puxando para baixo. –Não disse? Agora é só imobilizá-lo.

Algumas raízes finas saíram do solo e imobilizaçao os membros do enormotauros de 4 metros de altura, fazendo com que ele ficasse parado.

~ Flashback de Sophie (off) ~

–Narração de Oliver –

Eu fiz a mesma coisa que Sophie, só que eu fiquei com dois enormotauros. Mas foi fácil. Eu pude notar que os enormotauros agiam por impulso e não prensavam em uma estratégia para vencer. O que eu fiz? Usei a força de um contra o outro. Quando um enormotauro vinha me bater, eu apenas esquivava e o golpe de um pegava no outro. Fiz isso até eles se nocautearem.


–Narração de Edward-

Eu e Vëloci estávamos batalhando bem contra três enormotauros. Eu havia me separado de Vëloci e estávamos atacando em total sincronismo. Usei a estratégia de Sophie e venci. Quer dizer, vencemos, pois Vëloci me ajudou.

–Viva!-disseram todos, comemorando com beijos e abraços.

Isso mesmo! Oliver, o insurpreendível, foi surpreendido por um beijo de Ellira. O beijo foi um pouquinho demorado, mas pareceu ter sido bom. Eu não fiquei com ciúmes de Ellira e nem de Oliver. Como amigo de todos, eu apoio o namoro dos dois. Isso se eles forem namorar. Sophie ficou um pouco sem graça, mas no final aceitou. Quando terminaram de se beijar, Ellira e Oliver começaram a rir do não sei o quê. Mas foi engraçado. Só queria ver a cara de Caio quando ficar segurando vela dentro da caverna.

–Bom trabalho, equipe 17.-disse enquanto olhava para os enormotauros imobilizados no chão.

–Equipe 17? O que é?-perguntou Sophie.

–É o nosso número da sorte.-disse Ellira abraçada de Oliver. –Desculpe por essa confusão toda no dia do seu aniversário, tá?

–Confusão? Foi o melhor dia da minha vida!-disse Sophie enquanto começava a se animar. –Eu fiz um monte de coisas legais. Brinquei com gente nova, batalhei, quase morri e ainda ganhei mais amigos!

–Que bom, Sophie.-disse Oliver. –E eu ganhei uma amiguinha sábia e baixinha.


–Narração do Autor-

E todos começaram a se abraçar. Não muito tempo depois, Edward deixou os enormotauros soltos e eles correram para seus devidos lugares. Agora, na caverna, Edward e Sophie estavam se despedindo. Já era noitinha e hora das plantinhas brilharem, iluminando a caverna.

–Té amanhã, Edward. Gostei de te conhecer, Sophie.-disse Ellira despedindo-se.

–Eu também gostei de conhecer todos vocês!-disse Sophie rindo. –Cuide bem dela, Oliver.

–Pode deixar, pequena.

–Não se esqueça do meu bolo amanhã, hein.-disse Caio sentado num banquinho.

–Pronto, gente.-disse Edward enquanto colocava Sophie em cima de Vëloci. Ele havia decidido ficar com Edward. –Juízo, hein, Ellira e Oliver.

–Tchau...-disseram Caio, Ellira e Oliver vendo Edward e Sophie sumirem dentro das árvores.

–Gostei muito de conhecer seus amigos.-disse Sophie acariciando Vëloci. –Os seus também, Vëloci. Queria, Edward, que seus amigos fossem para a minha festinha.

Vëloci levantou a cabeça, como se estivesse entendendo.

–Pois,é.-disse Edward. –Eu também. Mas amanhã agente vai ver eles de novo.

–É mesmo!

E Edward foi junto de Sophie até a árvore principal, onde entraram junto de Vëloci. Os habitantes da áldeia acharam estranho um animal daquele tipo, tanto herbívoro quanto carnívoro, ficar na aldeia. Mas Edward nem ligava. Deixou Sophie sã e salva em casa. Sophie pediu para seu pai que deixasse Vëloci em sua casa, como um presente de aniversário. Ele e sua esposa deixaram. Despedindo-se de Vëloci, Sophie, Silas e Ana, Edward foi para casa, tomou um banho e se arrumou para a festa. Era uma festa simples onde só havia muitos docinhos e bebidas diversas. O bolo era muito grande e era de morango com a cobertura do néctar das flores da árvore-principal! Imagine que delícia que ficou. Após comer muito, Edward se despediu de todos da festa e foi dormir satisfeito em seu quarto.

Quando a festa acabou, Sophie pediu para sua mãe uma faca e então cortou três grandes pedaços de bolo juntos com muitos docinhos. Sua mãe, Ana, estranhou.

–Ué, Sophie, por que está guardando estes três pedaços de bolo?

–São para meus amigos, mamãe.

–Não vieram todos?

–Infelizmente não, mamãe.-disse Sophie com lágrimas nos olhos. –Infelizmente não...


Continua

Notas finais
Gostaram?
Votação:
Vëloci, um predador domesticado, deve ficar com Edward, com Sophie ou com os de sua espécie?
A opinião mais votada será usada no capítulo 16. Deixe seu voto! Colabore! ^^
Té mais, gente!