Notas iniciais
Olá pessoal!
Gente, esse capítulo não foi muito bem planejado não, mas preciso logo fazer essa parte, pro futuro.
Bem, sem mais delongas, boa leitura.
Os Lendários Guardiões -Templo dos deuses-

Livro 2: Sombra ......................................................................... Capítulo 45:

Regresso inesperado

Era noite em Versailles e Max estava numa festa no castelo, onde deveria se infiltrar entre os convidados. Estavam num enorme salão, no térreo do castelo. Um salão de quase 50m², com uma farta mesa dourada de 19m. Nas paredes, um tema vitoriano a decorava e no teto, um espelho servia para dar mais volume ao salão. As 50 janelas rodeavam o salão, deixando a luz da lua entrar no castelo. O que impressionava mais eram os três grandes lustres de cristal que decoravam o salão, dando mais vida ao local. Max estava próximo da escada, sentado, tomando um suco de grosélia. O rei Kiren e a rainha Ellira estavam em seus tronos, cumprimentando os convidados. Havia uma mulher cantando uma ópera e algumas donzelas tocando harpas.

–Está se divertindo, Maxwell?-perguntou Chronnos aparecendo ao lado de Max, dando um susto no garoto que quase se suja com o suco.

–Pior que não. -respondeu Max, já acostumado com os aparecimentos repentinos de Chronnos. –Estou com sono e cansado... Sabia que já são 3 da manhã?!

–O tempo não existe pra mim...-lembrou Chronnos. –Sabe o que é legal?

–O que é legal?-perguntou Max.

–É que aos meus olhos.-Chronnos estalou o dedo. –Todos estão dançando em câmera lenta...

Max então viu as pessoas no grande salão se movendo lentamente, sem perceber. Até que Chronnos estala os dedos e tudo volta ao normal.

–WOW!-Max se surpreendeu.

–Sugiro que fique mais um pouco.-Chronnos tocou o ombro esquerdo de Max. –Uma garota chamada Vanessa vai te chamar pra dançar assim que eu me retirar.

Max gostou do que ouviu.

–Assim... Você não se relaciona não?-perguntou Max. –Você é sempre tão sério, tão fechado...

Chronnos sorriu.

–Ora, Maxwell. Todas as garotas de Versailles querem ter alguma coisa com o filho do Rei, o Ser do Tempo!-Chronnos mostrou algumas garotas. –Não posso fazer a vontade de todas...

–Mas então você não vai sair com ninguém. -falou Max na lata.

–Errado, Max. -Chronnos virou outro garoto, de olhos castanhos avelã e cabelos negros, roupas formais. –Eu posso mudar de forma, esqueceu?

–Mas você continua sendo o Ser do Tempo. -Max, irônico. –Caso algo de ruim aconteça, tipo, você deixar um herdeiro, terá um segundo ser do tempo, e uma garota rica.

–E põe rica nisso. -brincou Chronnos. –Contudo, embora a cidade de Versailles seja conhecida mundialmente, ainda posso me relacionar com pessoas que não conhecem Chronnos, o ser do tempo.

–É... Tem isso.

–Max aproveite a festa... — Chronnos se retirou. –A noite ainda não acabou.

E Chronnos saiu de perto de Max, indo até a mesa e pegando uma bebida. Logo, uma garota apareceu.

–Esse lugar está vago? -perguntou a garota com dois copos na mão.

–Não... -falou Max olhando a garota morena a sua frente. –Prazer, meu nome é Max.

–O prazer é todo meu. -disse a garota servindo um copo a Max. –Me chamo Vanessa.

Em Lockhaven, Sohka estava em sua sala de aula. Já estava de madrugada, mas ele estava preparando a aula, pois estava sem sono e não queria perder tempo. Para ver se o sono viria, ele estava trabalhando à luz mortiça, já que enxergava bem e conhecia sua sala de cor.

–Ué... Cadê meu caderno de anotações...? -ele procurou seu caderno em todo lugar, e estava verificando dentro das gavetas da mesa. –Eu deixei ele aqui... -ele olha em sua mesa. –Ah! Achei!

Ele pegou o caderno de anotações que, mesmo tendo umas fivelas de tranca, estava aberto na página que começava a falar de Edward. –Estranho... Eu havia procurado aqui...

Sohka pegou o caderno e ia pegar as chaves da sala de aula, prestes a sair dela, quando ouviu um barulho no fundo da sala, na direção da porta.

–Quem está ai?-perguntou ele, trancando o seu caderno. Ninguém respondeu. –Ah... Deve ser o vento...

Ele foi em direção à porta e então saiu dela. Quando ia trancar a porta, sentiu algo a segurando do lado de dentro. Ele olhou para os corredores e não viu ninguém. Então ele fez mais força pra fechar e nada. Até que desistiu e a deixou encostada. Quando estava caminhando para as escadas, algo escuro saiu de dentro da sala de ciência e então cobriu todo o corredor. Sohka percebeu isso e começou a correr. A sombra parecia estar perseguindo Sohka, que correu mais, dobrando o corredor e entrando na sala do almoxarifado, onde ficam os itens de limpeza.

–O que é isso...? -ele viu que uma sombra passou direto. Dava pra perceber por causa da claridade que entrava por debaixo da porta.

Tudo estava tranquilo até que a sombra passa pelo corredor e então para na frente da porta amarela do almoxarifado. Sohka dá uns passos pra trás, deixando cair uma pá de limpeza. Ele se assusta e a sombra some.

–Ufa! -Sohka, baixinho. –Que alívio.

Quando ele se vira pra pegar a pá, um monstro negro, alto estava atrás dele, vestindo um manto negros que parecia se desfazer em sombras. O monstro abre o manto e então uma força começa a sugar Sohka, que grita pedindo ajuda e se segura na maçaneta da porta. Ninguém o ouve.

“–Socorroooo!”-esta foi a ultima coisa a ser dita por Sohka antes de sumir dentro do monstro, que se ocultou nas sombras, indo para um lugar desconhecido.

–Pessoal! Ouçam todos!-gritou o rei Kiren, pedindo atenção, com uma taça de cristal com vinho na mão. –Quero fazer um brinde!

Todos bateram palmas e depois ficaram calados. Estavam no local o rei e a rainha, Chronnos ao lado do pai, com uma taça na mão e Max, próximo as escadas junto de Vanessa. Além de todos os outros convidados. Quando o rei pediu atenção, a música parou e um espaço se abriu na frente do rei, de modo que pudesse ter uma visão ótima dos dois gigantescos portões em forma de portais que davam para a rua. Estavam fechados.

–Quero fazer um brinde a minha família, formada por Chronnos, minha esposa, Ellira, e minha filha, embora ausente, Helleonora Valquíria e ao nosso novo convidado, escudeiro de Chronnos, Maxwell Daniells!

Max ficou surpreso, além de Vanessa e Chronnos, que não gostaria de ter um escudeiro. E eles brindam.

–Quero dizer algumas palavras. -Chronnos se auto levita. –Quero oferecer um brinde a todos aqui. E quero oferece-los à rainha Ellira, ao rei Kiren e à minha meia-irmã. -Chronnos enfatizou o MEIA com vontade. –Helleonora Valquíria. Uma pessoa que eu gosto muito, mesmo não sendo irmãos de verdade, apenas de mãe.-ele chorou, para demostrar que estava “preocupado”, mas era mentira. –Que mesmo não estando aqui e podendo acontecer alguma coisa com ela, eu quero dizer que eu a amo como se fosse minha irmã de verdade. Um brinde à princesa!

E todos brindaram, até que os dois portões da entrada do castelo abrem fortemente e todos se viram para ver quem poderia fazer aquilo, já que seriam necessários 2 guardas para abrir um só.

–Não é possível!-disse Chronnos, voltando ao chão.

Quando Max se virou, viu que uma garota de cabelos negros e duas franjas laterais vermelhas e pele clara abrir os portões de uma só vez com os braços. Estava um pouco suja, mas sua tiara clara ainda brilhava. Sua aparência expressão era de raiva. Ela se surpreendeu ao ver uma festa. Olhou a todos: os convidados e seus pais e parou sua visão em Chronnos, que segurava uma taça de vinho na mão, mas ele continua olhando pra ela. Todos os convidados a olham com espanto e começam a se curvar diante dela e a garota adentra o salão dando um passo, somente, até que, para a surpresa de Chronnos, Callisto aparece também no salão, com um pequeno teleporte. Um guarda de imediato leva uma espécie de manto vermelho pra ela (semelhante aquelas capas que reis usam) e a coloca uma coroa. Ela sorri. Agora, confiante, ela caminha em direção ao rei Kiren e a rainha Ellira que a olham com surpresa, e ao passar pro Chronnos, nota que ele está ainda mais surpreso e parado.

–Boa noite a todos. –cumprimentou passando pela fileira de pessoas curvadas para ela. ­–Espero não estar incomodando...

–Como incomodar, Helleonora?-Chronnos, disfarçando. –Aqui é sua casa...

–Ótimo!-ela diz e todos se levantam. –Pra quem não me conhece, ou ainda vai conhecer, sou Helleonora Valquíria. -ela olhou para Chronnos, que a olhava com seus olhos prateados e cabelos prateados que flutuavam. –Princesa. -ela enfatizou a palavra “princesa”. –Princesa de toda a Versailles.

Max a olhava, admirando a garota que mesmo estando suja irradiava uma imponência e beleza tão fortes. Todos os convidados estavam olhando para ela.

–É...-Max se lembrou da foto que vira. –Essa é o ser do espaço. Fruto do acordo entre titãs e deuses, criada pelo próprio titã Gaia.

Helleonora...-Chronnos pensa, com raiva, até que a taça de vinho quebra em sua mão e os pedaços de vinho, junto com o vinho caem lentamente no chão.

Continua

Notas finais
E ai, gostaram?
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