Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses

50 Quando o aviso antecede a visão!


Notas iniciais
Yeeeeeeee! Capítulo 50! Preciso de imediato agradecer a todos que comentaram em OLG, e dizer que sem vocês, sinceramente, essa fic não seria nada, só um monte de palavras organizadas em um site.
Obrigado a todos!!!
Os Lendários Guardiões –Templo dos deuses-

Livro 2: Sombra ......................................................................... Capítulo 50:

Quando o aviso antecede a visão!


–O que...-Sohka abre os olhos, buscando claridade num lugar escuro. –Onde... Ai! -ele percebe que há agulhas apontadas para sua pele, imobilizando seu rosto. –O que eu to fazendo aqui?! Onde eu estou!

Algumas tochas começam a acender. A luz das chamas não clareia muito, mas Sohka consegue ver que está em um tipo de laboratório. Ele tenta mexer o rosto para a direita, mas cinco agulhas lhe espetam. Ele para. Foi ai que um tipo de sombra explode no ar, como se fosse poeira dentro d’água e aparece um tipo de monstro de aparência corcunda, com um longo manto preto que parece ser feito de sombras. Ele caminha na direção de Sohka, que tenta se mexer, mas as agulhas o furam, restando assim ficar parado, com medo.

–Me solta... Quem é você?! -Sohka grita, o monstro chega até Sohka.

–Meu mestre precisa falar com você... -um monstro pálido, de olhos vermelhos penetrantes olha nos olhos de Sohka e então puxa um tipo de cadeira, onde Sohka estava. –Ele tem pressa.

A cadeira era de metal e estava sendo arrastada por um braço magro e raquítico. Enquanto arrastava no chão, pressionando as agulhas na pele do rosto de Sohka. Ele é arrastado um pouco mais até um cômodo e então chega até um tipo de sala grande, com uma pedra em formato de altar no centro. O monstro, que não era muito impaciente, solta Sohka da cadeira.

–O que é você?-perguntou Sohka, olhando o monstro o levar até o altar. –Me tira daqui, seu...

–Deixe ele... -um sussurro pôde ser ouvido naquela sala. –Ele virá até mim...

Sohka então foi solto pelo monstro. Ele caminha até o centro do altar e se debruça para ver o que tinha. Quando olhou, uma onda de assombro tomou conta de seu corpo, ao ver o que estava diante dele. Um tipo de altar, com uma abertura quadrada no meio, forrada de um material macio. Dentro havia um corpo magro e encolhido, mergulhado num tipo de líquido especial. Um corpo escuro, que emanava um tipo de energia vermelho-escura.

–Quem é esse? -perguntou Sohka com nojo, pois o corpo encolhido era pequeno, mas parecia sujo de sangue, como uma criança recém-nascida.

–É meu mestre... -o monstro sussurrou, andando até o altar. –Ele quer falar com você...

–Então porque ele não aparece? -perguntou Sohka. –Ele nem se meche...

Então a energia do corpo encolhido começa a emanar forte e vai para o alto, começando a girar, formando um portal. Nesse portal pode ser visto um tipo de silhueta negra com quatro olhos brilhantes de cor amarela ao fundo.

–Olá, Sohka... -o monstro do portal fala, com uma voz tenebrosa e estrondosa. –Feliz em me ver?

–Q-Quem é você? -perguntou Sohka com medo, olhando a sua volta o lugar escuro.

–Não importa... -falou o monstro. –Mas para início de conversa, sou Trevor, o deus das trevas. -disse o monstro após uma risada. –Agora chamado de... Baal!

Sohka engoliu a seco.

–O que quer?

–Nada de mais... Só seus olhos... -Baal responde. –Você é o puro capaz de ver núcleos de energia, uma habilidade que me surpreende. E é justamente disso que eu preciso.

–Esqueça!-Sohka andava para trás, até que esbarra em Cabal que o olhou seriamente.

–Você vai me ajudar. -sorriu Baal, Cabal levantou o braço raquítico, com um tipo de bisturi. –Seu núcleo é o movente... Núcleos que se deslocam de seu centro original para exercer determinada atividade. No seu caso, graças a ele, você pode ver outros núcleos.

–Eu ajudo. -falou Sohka não querendo perder os dois olhos.


...

Max estava treinando sua agilidade em um campo próximo de Versailles. Usava seu bastão para golpear um tronco quebrado que estava no campo. Não havia ninguém ali, além dele e o tronco.

–Atrapalho?-Helleonora, atrás de Max, que levou um susto e no reflexo, jogou o bastão em sua direção.

Helleonora então juntou os braços para se defender, então o bastão parou no ar, de imediato. Depois caiu no chão.

–Desculpa!!!-Max correu até Helleonora, que estava olhando para o bastão, que virou logo um cilindro. –Tudo bem com você?

–Nossa... Se quiser que eu vá embora é só falar. -brincou Helleonora. –Eu to bem e você?

–Também. -Max sorriu, olhando para Helleonora, até que reparou que ele estava segurando as mãos dela. –Desculpa... -ele se distanciou.

Helleonora riu.

–Pelo que pude reparar, estava treinando, não? -perguntou Helleonora ajeitando sua tiara. –Se importa se nós treinarmos?

–Claro que não... -disse Max indo até o chão e pegando seu cilindro, que logo virou um bastão. –Mas você não tem arma...

Helleonora sorriu.

–Bem, não gosto de lutar, também não sou muito boa em combates corpo a corpo... -falou Helleonora firmando seus dois braceletes brancos, feitos de prata. –Já sei! -ela foi até uma loja que estava na cidade e voltou com um pedaço de madeira de tamanho médio, cerca de 150 cm de altura e 6 cm de circunferência. –Acho que isso serve...

–Serve... -falou Max, tomando a posição. –Podemos começar?

–Claro. -falou Helleonora, se preparando, até que Max dá o sinal.

Max correu até Helleonora, que estava usando o pedaço de madeira como se fosse um bastão. Ele dá um salto e então a golpeia com o bastão. Ela se defende, girando o corpo em seguida e lhe dando uma rasteira. Ele caiu no chão, se levantando em seguida.

–Você tem certeza que não gosta de lutar? -perguntou Max surpreso.

–Tenho. -Helleonora foi na direção de Max e então levantou o pedaço de madeira, ameaçando golpeá-lo com ele, mas acabando por dar um chute. Max vai para trás, mas revida com um golpe de bastão, que quebra o pedaço de madeira de Helleonora. Ela joga-os fora.

–Uau... -diz Helleonora. –Posso usar meus poderes?-ela usa a formação de batalha.

–Claro que pode. Estamos treinando, lembra? -Max fala, pressionando a manga de sua camisa e se envolvendo com o espírito de um besouro-tigre. –Além do Max, vou usar o meu também.

Max correu rapidamente na direção de Helleonora, que muito limitado podia ver seus movimentos. Helleonora só olhava para ele. Aproveitando a velocidade, Max dá impulso e salta, golpeando no ar Helleonora com dois chutes, em sequencia, mas ela se defende com os dois braceletes.

–Segura essa!-Max estende a mão, produzindo um enxame de abelhas que foram na direção de Helleonora, que com um só gesto fez com que todas elas caíssem no chão, sendo esmagadas. –WOW!

–Você não é o único com truques. -ela sorri, vendo Max correr em sua direção, com bastão em mãos. –Pode mandar o que quiser contra mim.

Max então se envolve com o espírito do gafanhoto e dá um longo salto para cima e, girando o bastão, se prepara para golpear Helleonora de cima. Então o bastão se envolve com uma energia vermelha-explosiva e ele golpeia Helleonora que se defende usando os braceletes em X. Max para no chão, medindo força com Helleonora.

–Você não é a única que possui truques. -ele ri e a energia vermelha passa para os braços de Helleonora, que não se surpreende nem nada. –Essa energia é explosiva. Se eu fosse você desistia.

Helleonora sorri.

–Anular. -diz Helleonora séria, então a energia explosiva de Max se despedaçava, sumindo.

–O QUE?!-Max se choca, se distanciando. –Como você fez isso...?

–Técnica de anulação... -respondeu Helleonora. –Não sei se outras pessoas a possuem, mas aprendi sozinha, aos 7 anos...-ela sorri. –Mas então, vai tremer ou batalhar?

–Então está bem!-falou Max pressionando a manga do casaco e sendo envolvido por um espírito de cigarra.

–Anular. -Helleonora disse, e o espírito que estava envolvendo Max girando envolta dele quebra no ar.

Max então solta um monte de abelhas que explodem no ar, produzindo um tipo de fumaça que logo se dissipou em campo aberto. Helleonora estava abanando a fumaça, até que Max salta e a golpeia nos braços, mas com o braço esquerdo ela segura o bastão, mesmo sentindo dor.

–Quero ver sair dessa. -Max se envolve com a energia, passando para Helleonora também. Eles estavam bem próximos um do outro, rostos quase se tocando. –Abelhas explosivas, que vão explodir logo, logo. Ou você anula a energia ou anula as abelhas...

–Sabia que sou o ser do espaço. -perguntou Helleonora para Max que disse “sim”. –Então saberá por que sou bastante temida!

Assim que Helleonora termina de falar, uma rajada psíquica joga Max para uns 5 metros de distância, fazendo-o rolar no chão, cair desmaiado. Helleonora olha bem para Max.

–Estranho... -ela diz, se preparando para ir atrás de Max. –A energia dele... Ainda está em mim...-ela leva uma rasteira, caindo no chão de costas, então Max tropeçou na madeira que Helleonora havia jogado no chão e cai sem querer em cima dela, os rostos novamente quase se tocando. A respiração de Helleonora estava forte e os dois – Max e ela – estavam ofegantes. Helleonora olha para o corpo de Max a cinco metros de distância, que de repente some, virando uma nuvem de insetos que some no ar. Ela vira para Max que estava em cima dela.

–Como conseguiu fazer isso?-Helleonora, olhando para Max, tentando sair, mas ele a segurou pelos braços.

–Eu tenho meus truques. -ele sorri, mas quando ia falar de novo eles ouvem barulhos e palmas.

–Não sabia que a princesa de Versailles e meu escudeiro estavam tão próximos, literalmente!

Max e Helleonora se levantam do chão rapidamente.

–Olá, Chronnos. -Helleonora, com raiva. –Estava a sua procura.

–Não parecia, maninha. -ironizou Chronnos no ar. –Parecia mais que estava à procura de certo alguém. Não é, Maxwell?

Max olhou para Helleonora e para Chronnos.

–Epa! Não é nada disso!-falou ele. –Nós estávamos só treinando e... -ele é interrompido.

–Não é da sua conta!-falou Helleonora estendendo a mão e o cilindro de Max vai para ela. –Toma! Isto é seu. -ela dá o cilindro a Max.

Max fica sem jeito.

–Bem, já que eu não sou da família... -ele anda até a cidade. –Eu vou sair daqui.

–VOCÊ FICA!-falaram Chronnos e Helleonora juntos.

–Tá bom. -diz ele.

–O que quer Helleonora?-perguntou Chronnos.

–Ué, pensei que como ser do tempo saberia o que vou perguntar. -ironizou Helleonora.

–Não posso interferir no tempo. -Chronnos franziu o cenho, cruzando os braços. –Você sabe muito bem disso, filha de Gaia. Mas fale logo. Não sou telepata como você.

–Só quero te avisar uma coisa: caso alguma coisa aconteça com meu pai ou minha mãe... -Helleonora apontou o dedo para Chronnos. –Prepare-se, pois eu o atacarei com toda a fúria. E não vai ter deus do Tempo nenhum para te salvar!-um tipo de portal se abre na frente dela. –O recado está avisado. Passar bem.-ela entra no portal. –E saiba que o que você fez com Callisto vai ter volta. -o portal se fecha.

–WOW!-Max suspira e vai em direção à cidade. –Com licença, preciso de um banho. Vai querer alguma coisa?

–Não... -respondeu Chronnos. –Quero só que esteja preparado para hoje a noite fazer uma missão. Só isso.

–Então tá. -falou Max indo para a cidade, deixando Chronnos no campo.

Chronnos materializa sua foice e então abre uma fenda no tempo. Quando ia entrar nela, tem uma visão involuntária...

“–Chronnos! Chronnos! -toda a população de Versailles vibra, clamando seu nome.”

“Chronnos estava de pé, com os braços levantados, sorrindo vitorioso. Olhando para trás, viu Helleonora chorando acudindo seu pai, que estava caído no chão. Ele vira-se para eles e logo Helleonora retira a coroa de seu pai e entrega para ele, que materializa uma foice como forma de poder.”

–Eh... -Chronnos sorri confiante. –Já não era sem tempo. -e ele entra na fenda, sumindo log em seguida.


Continua


Notas finais
E ai, gostaram??
NÃO PROMETO NADA, mas o próximo talvez seja um ESPECIAL.
Obrigado a todos!