Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses
57 Os Jogos de Gardênia!
Os Lendários Guardiões–Templo dos deuses-
Livro 2: Sombra ......................................................................... Capítulo 57:
Os Jogos de Garênia!
–Cuidado!-Edward faz um movimento com os dedos presos, então do chão, as raízes das árvores do manguezal crescem, formando uma barreira que bloqueou o ataque de um grande caranguejo. –Cuidado, Caio!
Caio estava caído no não do manguezal. Suas pernas afundaram na lama e ele estava fazendo um tipo de corda com sua energia e agarrado no alto de uma árvore. O caranguejo tinha uma grande pinça, medindo meio metro de comprimento. Ícaro então lançou penas afiadas na direção do caranguejo, que se defendeu com seu braço.
–Ícaro, vamos atacar dos dois lados.
–Edward, se você não notou, esse bicho tem esqueleto externo. -falou Caio subindo até uma árvore. –Suas plantas não vão conseguir perfurar. Além do mais esse lugar está alagado... Você está quase afundando e Ícaro está mais no alto.
–Então ataca você!-Edward gritou meio impaciente. –Tem lesmas em meu corpo. Eu dou cobertura.
Caio então lançou um raio de energia no caranguejo que estava se defendendo com a pinça. Caio concentrava sua energia, que lançava sem parar. Ícaro então lançou penas cortantes no caranguejo que não tinha como se defender, mas como Caio havia dito, não teve muito efeito.
–Tomara que dê certo... -Edward levanta seus braços imobilizados e então controla as plantas dos mangues, que eram magras e muito longa, de um jeito que suas raízes se entrelaçavam entre as outras. As raízes prenderam o caranguejo pelas patas e pinça, então Caio o golpeou no olho. –É... Quase deu certo.
Caio então viu o caranguejo se debater um pouco, até que afunda na água. Edward então vai para as raízes.
–Ufa! Por pouco, hein. -Caio. –Vamos indo.
Quando Edward se jogou na água lamacenta do mangue, o caranguejo dela surgiu e prendeu Edward com a pinça, pela cintura, e começou a apertar. Edward estava imobilizado pelos braços e estava sentindo dor.
–Edward!-Caio pulou dentro da água e começou a bater no caranguejo com a mão envolta de energia. –Solta ele!
Ícaro pulou em cima do caranguejo também e tentava abrir a pinça dele. Ícaro não estava conseguindo, até que o caranguejo começa a bater com Edward na água e nas plantas. Com a pinça menor, o caranguejo começou a puxar a asa de Edward. A pressão foi tão forte, que arrebentou a “corrente” que aprisionava Edward e seus braços conseguiram se movimentar normalmente.
–Me langa!-Edward junta seus braços e bate com toda a força nas costas do caranguejo e provoca uma rachadura. Logo, dá outro soco.
–Incrível... O que os braços de Edward fazem, as asas dele também... -Caio, enquanto olhava o caranguejo morto afundar na água. Edward, você tá bem?
–Estou... -Edward falou, caindo na água que chegava na altura de seu peito. –Pessoal... Precisamos chegar à Nória. Vamos!
...
Eles então caminham um pouco, até que avistam um grande, mas um grande muro verde. Não era um muro de tijolos, mas sim um muro feito de folhas enroladas naturalmente. Haviam árvores por todos os lados, que podiam ser vistam acima do muro. Parecia que a cidade era feita em um jardim gigante. O mais belo jardim do mundo. Edward e Caio correm até ela, enquanto Ícaro começa a voar em sua direção. Eles chegam até um grande portão de madeira.
–O que querem?-perguntou um homem, um goblim, na verdade.
–Queremos desafiar o líder da Academia de Nohria, senhor. -falou Ícaro mostrando seu cartão. –Para o torneio em Lockhaven.
–Hum... -falou o goblim, que dele só podiam se ver os olhos por uma brecha do portão. –Podem entrar...
E o portão se abriu. A cidade de Nória era grande e como disse, parecia mais um tipo de jardim gigante. Haviam insetos e criaturas mágicas por todo lado, inclusive algumas pessoas. Haviam duendes, elfos e uma finidade de seres. Edward estava maravilhado com o lugar. Nele, ninguém reparava na aparência de Edward. Nem prestavam atenção nele. Ele se dirige até um homem. Um goblim vestido com um tipo de blusão e calça de linho.
–Com licença, senhor. -Edward. –Onde posso encontrar a Academia de Nohria?
–Logo à frente, rapazes. -ele apontou para um lugar. Uma casa que mais se parecia com uma caixa entrelaçada de plantas. –Chegando lá, digam, só entrar.
Edward e os outros agradeceram e se dirigiram até a academia. No caminho, Ícaro viu uma garota com asas de borboleta, que usava tranças presas com cipós coloridos e uma tiara de rosas na cabeça conversando com umas amigas.
–Pessoal, vão indo... -ele desviou o rumo e foi até as garotas. –Daqui a pouco eu vou.
–Ok... -Caio começou a rir. –O que aconteceria se o Ícaro se casasse com aquela garota?
–Nasceria um inseto com penas. -Edward, tentando fazer piadas. –Olha, é aqui. -ele abriu a porta que nada mais era que uma folha.
–Ora, ora!-uma mulher muito bonita, com orelhas longas e cabelos castanhos veio os receber. –Tenho aqui desafiantes ou admiradores?
–Admiradores, com certeza!-Ícaro, antes dela chegar. –Digo, desafiantes, senhorita.
A mulher tinha um corpo muito bonito e as curvas estavam a mostra. Vestia um tipo de vestido de plantas e folhas e sues cabelos estavam enfeitados por botões de flores. Sua pele era clara e seus olhos eram castanhos. Estava descalça naquele terreno de terra batida, com grama verdinha.
–Viemos desafiá-la. -falou Edward não podendo deixar de olhar suas curvas. –Ai meu Pain... -ele falou baixinho.
–E quem são vocês?-perguntou a mulher colocando a mão em sua cintura.
–Caio Matthew. -falou Caio.
–Edward Élrick.
–Hum... Eu me chamo Gardênia. -falou a mulher. –Sou líder daqui... Usando o elemento planta. -ela fala olhando para os lados do lugar.
–Eu também. -falou Edward. –Mas então, batalhará conosco ou não?
–Por que não batalharia?-perguntou Gardênia olhando para os garotos. –Vamos fazer assim: é a primeira vez que vocês vêm aqui?
–Sim. -Edward eCaio juntos.
–Pois bem, acabei de sair de uma batalha e estou acabada!-Gardênia estava se abanando. –Que tal batalharmos amanhã? Enquanto isso, vão conhecer a cidade. Há um lugar ótimo para treinarem.
–Treinar...?-perguntou caio.
–É. Já jogaram resta um?-perguntou Gardênia. –É um jogo de estratégia, onde você tem que eliminar os inimigos usando somente uma habilidade por rodada, de modo a ficar no lugar dele quando ganha. Um xadrez de puro.
–Hum... -Edward se interessou. –E onde é?
...
Edward e Caio, junto de mais 18 pessoas incluindo Ícaro e as garotas estavam em um terreno grande, em cima de 65 troncos muito altos e a baixo deles havia um lago com umas placas redondas de madeira, que flutuavam. Eles eram separados a uma distância suficiente de ataque e defesa e os troncos variavam de altura e distância, sendo que nenhum deles tinha a distância e altura iguais. Onde estavam ventava. Haviam plantas no solo que giravam e refrescavam o lugar e, como a cidade era toda cercada, o vento saia por cima e encontrava com os ventos do alto. Estavam a uns 20 metros de altura.
–O jogo é o seguinte. -começou Gardênia. –Cada um de vocês vai se posicionar em dois grupos de 10 pessoas e irão se distribuir por todo o tronco. -Gardênia mostrou que, onde estava, bem no centro, havia um tronco pintado de vermelho. –Poderão andar por todo o tronco, mas recomendo um tronco por vez na diagonal, vertical e horizontal e quem chegar até aqui, na marca vermelha, ganha. -ela boceja. –Poderão pisar aqui a vontade, mas só será bem vinda a vitória, quando só restar um.
–E o que acontece se alguém cair?-perguntou Edward olhando para baixo.
–Bem... Se cair, poderá voltar. Apenas se cair nas boias. -Gardênia apontou para uns duendes que olhavam do chão. –Eles são os juízes.
–E como saberemos se é nossa vez de atacar?-perguntou Ícaro enquanto recebia, junto com os outros, um bracelete coberto por folhas. –O que é isso?
–Cada bracelete tem um número e uma cor. De 1 a 20, cores verde e azul.
–Eu sou verde. -Edward. –E você?
–Azul. -Caio, apreensivo. –Pelo visto o Ícaro também.
Edward ficou quieto.
–Só poderão atacar na ordem dos braceletes. Por dentro, há um número. O número 1 é o primeiro. O 20 é o último. Se por exemplo o 1 ataca o 20, e o 20 não conseguir se defender, deve ceder o lugar para o 1. Como num jogo de xadrez.
–Dois. -falou Caio feliz. – E você?
–Putz! Sou o 20!-falou Edward mostrando o bracelete para Caio e o colocava no braço. –Ah! Deixa pra lá!
–Estão prontos?!-perguntou Gardênia. –Boa sorte e comecem!
Gardênia então ficou em cima do tronco vermelho. Edward estava ao lado de Caio e um duende de machado florido. Um homem alto, o número um, deu um soco no ar e um soco de vento atingiu o número 13, que estava abaixo dele, caiu no lago. Ele então deu um salto até o tronco de baixo e caiu em pé.
–Minha vez... -Caio respirou fundo e observou quem poderia atacar. Poderia facilmente atacar Edward, mas preferiu atacar um homem de número 17, com um rajada de energia negra. O homem se defendeu usando uma espada, mas cambaleou um pouco e caiu. –Agora tenho que ir pra lá... -Caio pensou como poderia dar um salto de 12m. Caio então fez uma placa e a controlou até o outro lado. –Bem útil. -ele foi para o tronco.
E assim foi. Muitas pessoas conseguiam se defender dos golpes, mas se desequilibravam e caiam. Ícaro atacou um goblim com uma ventania. Ele permaneceu no lugar e a vez do garoto pássaro passou. Na vez do número 18, um garoto que podia produzir pedaços de pedra, atacou Edward do tronco do alto. As pedras eram pequenas, não mediam nem 2cm. Edward se defendeu com suas asas, colocando-as na frente dele e se protegeu. Enfim, todos atacaram e a vez de Edward chegou.
–Não tem muitas plantas soltas por aqui, e minha magia talvez não funcione com troncos... -Edward levantou a mão, pedindo ajuda.
–Sim. -falou Gardênia.
–O que eu não posso fazer?-perguntou ele, e muitos riram.
–Bem... Não pode atacar mais de uma pessoa. O resto pode. -respondeu Gardênia.
–Obrigado. -Edward abriu suas asas e absorveu a madeira do tronco com a mão. –E os troncos que não foram utilizados. Há 63 troncos disponíveis, para 12 pessoas.
–Podem ser utilizados por qualquer um. -Gardênia rindo, afinal, Edward foi o único que fez perguntas.
Edward se concentrou e deu um salto para um tronco mais baixo que os outros, porém mais pertos de outros troncos e longe de Caio e Ícaro. Se eles o atacassem, pegaria nele e mais de uma pessoa. Assim que Edward deu um salto para cair em um tronco de 15 metros de distância, ele retirou a madeira de seu corpo e abriu suas asas e planou até o tronco, encerrando sua rodada.
Bem criativo. -pensou Gardênia.
Após ver que podem pular troncos sem precisar atacar os outros, muitas pessoas fizeram como Edward, que estava num tronco mais baixo que todos os outros. Então chegou a vez do número 3, que era de fogo. Ele observa que muitos atacam a distância e então, ao ver que Edward praticamente só absorvia plantas, lançou um poderoso lança chamas. Caio, do time dele, estava em sua frente, mas então o lança chamas desviou de Caio e foi para Edward.
–Agora sim!-Edward fez uma posição de mãos e a ponta do tronco de onde estava ficou verde. – Columnas Truncus!
Os troncos cresceram numa altura suficiente para Edward se abaixar e se proteger do fogo. Gardênia ficou um tanto admirada ao ver sete pilares erguidos do chão. Não eram tão altos assim, mas davam para uma boa defesa.
–Há doze participantes, sendo 4 do time verde e 8 do time azul. Só restara Edward e mais três goblins, contra Ícaro, Caio, a garota de asas de borboleta, o número um, do vento, e mais três desconhecidos.
–Edward... -Caio, olhando Edward se preocupar com os goblins. –Desculpe, mas a hora de eu te atacar vai chegar, amigão... -ele falou baixinho.
Os goblins não tinham poderes à distância, portanto eram presas fáceis. Só restara agora um goblim e Edward, contra os oito do time azul.
–O que acontece se só restar o time azul?-perguntou caio, antes de Edward jogar.
–Continuará o jogo. -falou Gardênia. –A divisão de times foi feita para facilitar o jogo. Vocês podem se atacar, independente de time.
Edward olhou para o goblim que restara. Era bem visível seu medo. Ele então pula na direção do goblim, caindo em um pilar a sua frente.
–Obrigado... -falou o goblim.
–De nada. -falou Edward virando.
O homem do vento atacou o companheiro de time tão forte, que ele não caiu na água e sim no chão. Na vez de Caio, atingiu um colega de time e ele também caiu. Restavam agora Caio, Ícaro, a garota de asas de borboleta, Edward e Caio, além do homem de fogo e de vento.
–Não tenho como vencer aqui... -falou o goblim. –Adeus, amigo. -ele então pula na água, deixando Edward sozinho.
Todos acharam graça. Até Caio.
–Bem, agora é minha vez... -Edward olha para Caio e os olhos. –Desculpe... -Edward estende a mão para a garota de asas de borboleta, que só olha para Edward, esperando alguma coisa acontecer.
–O que ele está fazendo?-perguntou Ícaro. Ele começa a olhar para a garota.
De repente ela começa a ficar impaciente. Então suas tranças e cabeça começam a apertar e ela cai no tronco e tenta tirar a tiara de rosas presas por galhos de plantas finas da cabeça, sem sucesso. Edward, a distância, tenta fazer ela desistir, até que ele joga ela para baixo, controlando a rosa para atrapalhar seu voo. Ela cai na água. Ícaro fica com um pouco de Edward.
–Minha vez. -o homem de vento ataca Edward, que é jogado para fora do tronco. –Tchau!
Edward estava caindo, até que manipula a boia para ir para debaixo dele. Ele cai em cima dela, com dores nas costas. Ele então escala o tronco e com dificuldades, sobe nele.
–Desculpa ai, cara. -Caio prende o cara de vendo numa cúpula e o solta na água.
Ícaro, na sua vez, ataca o cara de fogo, que se defende usando um tipo de parede que pulveriza suas penas cortantes. Na vez de Edward, já que os três caras que disse haviam perdido, foi para cima do tronco vermelho e lá podia ver todo mundo.
–Desculpe, Edward. -Caio lançou um raio escuro na direção de Edward, que abriu suas asas e a corrente de vento o jogou para cima, caindo num outro tronco. Mal Edward acabou de se firmar em um tronco, um tipo de serpente de fogo atingiu Edward, que caiu do tronco, batendo de costas em um de seus pilares.
Edward se segurava nos pilares com as mãos. Ícaro voou até o tronco vermelho. Caio atacou o cara de fogo usando sua magia escura como um tipo de ponte para a sua sombra. Então Caio pulou do tronco e se segurou em sua placa de energia, mas o cara não.
–Agora é sua vez. -Gardênia, para o Edward.
–Ok... -Edward falou, com muito esforço subindo no tronco onde estava. –Vou pular aqui... -Edward pulou no tronco mais próximo.
Gardênia olhou os três participantes. Haviam restado Ícaro, Edward e Caio, e agora chegara a rodada final.
–Bem, como sobraram 3 participantes para 64 troncos e sete pilares... -Gardênia começou a falar, olhando para o goblim juiz que lhe fez um sinal. –As regras são bem claras. Haverá uma batalha aqui e desses três, restará apenas um.
–O QUE?!-Ícaro olhou para Gardênia. –Batalhar...?
–Sim. Vocês sabiam que em algum momento batalhariam. Avisei desde o ínico que batalhariam entre si. -Gardênia. –Só não sabia que iriam ser amigos. -os braceletes se desfizeram.
–Está bem, pessoal. -falou Caio. –Podemos continuar.
–É, podemos. -falou Edward.
–Então, que comecem a batalha!-falou Gardênia feliz, ansiosa.
Edward se abaixou e absorveu a madeira do tronco. Gardênia então deu um salto e, de tronco em tronco, chegou ao chão.
–Estamos prontos?-perguntou Ícaro, sem jeito. –Podem começar.
–Vamos fazer o seguinte: imaginem que estamos no torneio de Lockhaven. -sugeriu Edward.
–Isso mesmo!-Caio. –Boa ideia!
–Então vamos lá!-Ícaro deu um salto e levantou voo.
–Que o jogo começe!-Gardênia, ansiosa.
Continua
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