Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses
8 O processo de seleção e a Floresta da Desilusão
Notas iniciais
Quero pedir desculpas pelo atraso e gostaria de agradecer aos reviews recebidos!
Boa leitura e deixem reviews!
Os Lendários Guardiões
–Templo dos deuses-
Livro 1: Planta ….................................................................... Capítulo 8:
O processo de seleção e a Floresta da Desilusão
–Narração de Edward-
O dia estava ótimo! Eu levantei cedo e fui tomar meu banho quente. Dentro do banheiro, antes de tirar as roupas, eu tive que conferir se não havia ninguém lá. Como, por exemplo, um professor que pudesse ficar invisível. Confirmado. Só eu no banheiro e mais ninguém. Quando terminei de tomar o banho eu fui no quarto da Helleonora para ver como ela estava. Chegando lá, eu encontrei ela, o professor, e as meninas.
–Bom dia, Edward!-respondeu aquele professorzinho na maior cara de pau.
Eu respondi meio sem graça, querendo ir embora, mas o profesor se adiantou, entregou uns papéis para a Helleonora e saiu. Eu tava curioso para saber, mas não queria perguntar. Ellira me olhava de cima a baixo. Com isso eu fiquei muito corado. Vai que minha calça tava suja ou eu tinha colocado a roupa ao contrário. Foi quando ela disse:
–Meu querido.-ela veio para cima de mim. –Você tá bonito hoje. Vai namorar, é?
Eu fiquei mais corado ainda! É que a Ellira disse isso olhando para mim e para Helleonora. Mas eu fui decidido e disse o que queria:
–Não, querida.-disse apertando as bochechas dela. –Eu só vim ver como a Helleonora tá depois de ontem.
–Eu tô bem, sim.-disse ela guardando os papéis em seu armário. –Tô com uns machucadinhos no joelho, mas depois sara. E você, como tá?
Eu tava bem. Muito anciosos para ter aula com uma pessoa que realmente sabia sobre meus poderes. Eu respondi que eu estava bem. Poucos segundos depois de nossa conversa, um homem um pouco forte com cabelos pretos na altura dos ombros chega no quarto das meninas. Eu nunca tinha visto mais gordo, mas não podia falar nada. Só o cumprimentei e pronto.
–Olá, professor Tomas.-disse Larienne que sempre ficava quieta quando eu chegava. –Esse é nosso amigo Edward. Aquele de ontem.
–Oh! É você, é?-disse Tomas. Ele tinha uma voz meio fina, desproporcional ao tamanho. –Gostei do que você fez ontem. Até mesmo Éric ficou com medo.
Minha popularidade na escola subiu depois da missão de ontem. Eu realmente estava conhecido, mas isso me custou caro...
~Flashback de Edward (on)~
Eu levantei cedo e fui entregar o livro sobre plantas na biblioteca. Só que ela estava fechada para catalogação de livros e para a limpeza e troca dos mesmos. Eu, então, trouxe o livro comigo pelo corredor. Como eu tava usando muito os portais, eu decidi me exercitar um pouco e subir as escadas. Quando eu as subi me deu uma vontade louca de ir ao banheiro. Fazer o número 1, gente. Calma. Então eu usei um banheiro que fica nos corredores, caso alguém esteje longe de seu quarto e não esteja se aguentando. Como eu. Quando eu entrei no banheiro, eu entrei no boxque estava mais limpo e cheiroso e fiz o que tinha que fazer. Quando estava para sair, um grupo de garotos considerados os chefões da escoa (como o Joe Caruso, de “Todo mundo odeia o Chris”) entra no banheiro falando sobre o que aconteceu ontem.
–... Mas se eu visse aquele menino-árvore na minha frente... Eu mataria ele.-disse um dos garotos. Eu não os vi, pois estava escondido.
–Mas Splash, ele não te fez nada.-disse um outro garoto. –Por que você quer bater nele?
–Por que você quer bater nele?-debochou o garoto que parecia ser o chefe. –Porque ele parece ser mais conhecido que eu. E também porque ele fica se achando, mostrando seu poder para o povo.
Nessa hora ele tentou usar o box onde eu estava. Mas como tava trancado, ele tentou por a porta abaixo.
Esse garoto é maluco, pensei. E o pior é que eles são um monte e eu sou apenas um.
–Saem da frente.-disse o garoto. –Se essa porta não sair por bem. Ela vai sair por mal.
Foi quando uma esfera de água saiu de suas mãos. Embora fosse somente água, a porta ficou muito amassada em espiral. Foi quando ele entrou no box.
–Ué. Como o box tá trancado com o trinco se não tem ninguém aqui dentro?-disse o garoto. Por um momento eu só pude ver seus cabelos azuis. Ele era alto. –Procurem em cada box. Seja quem for deve estar aqui ainda.
Os capangas do Splash abriram a porta de todos os boxs. Eu estava na última, abaixado e com os pés para cima. Quando abriram a porta, um garoto gordo e com as bochechas rosas me dedurou e logo e eu tive que fugir. Mas estava cercado...
–Olha ele aí. O menino-árvore.-disse Splash com os braços cruzados.
A princípio eles me bateram. Depois, quando eles iam me fazer lavar a privada com a língua, ele dei chute onde doi no Splash e saí correndo. Logo eles saíram atrás de mim. Eu corri e corri. Mas eles me alcançaram e começaram a me bater. A sorte é que muito tempo depois eu encontrei o professor Sohka e ele separou a briga.
~Flashback de Edward (off)~
Eu ainda estava um pouco dolorido, mas garanto que o Splash tá mais. Não sei o porquê, mas minhas dores estão passando rápido.
–Edward? Edward?!
–Oi.
–Tá pensando no que?-perguntou Ellira. –A gente está te chamando e você não atende.
Eu estava tão distraído que nem ouvi as meninas falarem comigo. É que eu tava ancioso para treinar com Minerva e ainda tinha que trabalhar com o ferreiro!
–Gente, tenho que ir.-disse já saindo da quarto. –Mais tarde eu volto.
Eu percorri os corredores e fui até o meu quarto. Lá estavam Nataniel e Caio dormindo, enquanto minha libélula estava voando por todo o quarto. Eu não sei se ela se alimentava, mas eu sabia que ela voava. Por enquanto ela não me obedecia (não confundam com Pokémon e nem Digimon). É que ela obedecia ao Éric. Eu peguei meu arco e minha aljava e desci as escadas. Fui até o 9º andar onde se encontrava a estufa de Minerva.
–Bom dia, meu jovem.-disse ela antes de eu entrar na sala.
Já era costume ela chamar todo mundo de jovem. A pessoa que mais se aproximava da idade dela aqui na escola era o atual diretor. Dizem que ele era um bruxo e conseguiu a fórmula da imortalidade. Outros dizem que ele é apenas uma pessoa normal cuja a hora ainda não chegou. Mas eu nem quero saber de nada. Só do meu treino.
Ela pegou um potinho com uma semente e me deu. Ela disse que era para eu me concentrar muito e fazer a semente germinar. Mas era para ter calma, pois essa semente ia ficar comigo como dever de casa.
–Eu tenho que entregar essa plantinha quando, para a senhora?
–Daqui a três dias a partir de agora.-disse Minerva com um outro potinho. –Você só precisa se concentrar...
Foi quando a semente começou a se mover. Ela crescia lentamente, até que desenvolveu pequenas raízes e folhas. Era legal fazer isso. Por um momento a semente que eu tinha que germinar começou a se mover quando eu me concentrei, mas estourava como aqueles milhos de pipoca em panela sem tampa.
–Não, meu jovem.-disse Minerva calmamente. –Você precisa se concentrar e usar a medida certa de energia para o desenvolvimento dela. Essas plantas são únicas. As únicas plantas que existem em todo mundo estão aqui, nesse pote de sementes e elas não realizam a polinização como as outras. Por isso os cuidados.
Eu peguei meu “livro virgem” que guardava dentro da aljava e escrevi tudinho. Tudo o que ela me dizia. Eu me concentrava mais e mais. Minerva dizia que eu aprendia as coisas muito rápido por causa da minha energia. Mas isso era ruim, porque eu tinha que estar regulando os fluxos de energia que iria usar regularmente. Finalmente eu consegui fazer a planta criar pequenas raízes. Depois eu descancei um pouco enquanto ela continuou seu trabalho.
–Você manipula as plantas, não manipula?-perguntou Minerva enquanto regava as plantas.
–Um pouco.-respondi. –Eu só consigo manipular poucas plantas.
Minerva riu por longos segundos. Foi quando ela manipulou rapidamente uma roseira que me enrolou. Seus espinhos cresciam gradativamente segundo a vontade de Minerva.
–Isso é uma manipulação. Você não pode ser manipulado pela planta. Ela quem tem que ser manipulada por você.
Eu não conseguia sair. Os espinhos estavam machucando principalmente meus braços e uma parte da minha nuca. Não estava sangrando, mas doía muito.
–Tente se soltar.-disse ela enquanto mexia os dedos. –Você precisa se salvar sozinho.
A roseira era forte. Parecia que Minerva fortificou a roseira apenas com a manipulação. Eu tentei manipular a roseira, mas a única coisa que eu conseguia fazer era paralizá-la, impedindo que ela me aperte de novo, mas Minerva era forte e eu estava quase perdendo.
–Eu não consigo!-disse eu com os espinhos na altura da garganta. Eu consegui paralizar a roseira, mas como eram diversos espinhos que cresciam aleatóriamente, eu não conseguia controlar todos. Eu respirava vagarosamente pois, se eu respirasse fundo, os espinhos me furavam.
Foi quando Minerva parou de manipular a roseira. Ela chegou perto de mim e olhou nos meus olhos.
–Meu jovem... Nem tudo na vida é meditação. Você não possui poderes mentais. Você precisa manipular as plantas e não apenas conversar com elas ou coisa do tipo.
–Mas eu me sinto forte fazendo isso.-disse enquanto sentava numa cadeira. –Eu não sei por onde começar.
Minerva parou de repente. Por um momento eu me preparei para outra “luta”, mas vi que ela não queria lutar.
–Eu, nos meus 100 anos de vida, já vi muita coisa, meu jovem. Mas nunca vi uma pessoa como você, que parece desistir muito fácil. Você é forte sim, mas apenas quando age compulsivamente. E mesmo assim, você quase não tem controle de seus poderes.
Minerva estava certa. Quase todas as vezes que me dei bem em batalhas e outras coisas foram por causa dos meus poderes descontrolados. Então eu decidi jogar a toalha e começar tudo de novo. Irei parar de meditar e assim começarei a treinar o meu lado físico.
–Meu jovem, tome isto.-Minerva entregou-me um pergaminho verde. –Treine baseando-se nisto. Mas agora, você treinará as noções complementares da manipulação de plantas.
Eu, a princípio, não estava querendo treinar mais. Porém, eu queria ficar mais forte.
–O movimento de manipulação de plantas...-disse Minerva pegando um outro pergaminho, semelhante ao que ela tinha me dado porém, esse era azul. –É quase igual ao movimento de manipulação da água.-ela abriu o enorme pergaminho. Só que a planta é sólida e mais densa que a água.
Quando Minerva desenrolou o pergaminho azul, eu vi uma série de complexos movimentos aos quais um tipo de homem manipulava a água. O modo de escrita era antigo, mas haviam algumas partes em que era possível ver traduções. As técnicas tinham diversos nomes: chicote d'água, parede simples de água, manipulação leve entre outros. Foi quando Minerva acenou com as mãos para o pergaminho verde, ao qual ela me dara anteriormente. Eu o abri. Quando eu o visualizei por completo, os desenhos eram praticamente os mesmos. Os movimentos eram muitos parecidos, porém a linguagem era antiga e eu não conseguia ler.
–Parecem iguais.-disse para Minerva. –Se são manipulações diferentes, como podem ter movimentos iguais?
Minerva deu um largo sorriso. Embora fosse uma velha de mais de 100 anos, sua arcada dentária estava completa e seus dentes só não eram praticamente brancos por causa da falta de higiene da população.
–É que a manipulação de plantas é tão parecida com a da água que os movimentos são os mesmos porém, necessitam de mais esforço. Você só precisa saber mais algumas coisas e aperfeiçoar as que sabe. E é isso que o pergaminho vai te ensinar.
–Narração de Edward-
Minerva estava anciosa para começar a aula. Mas Edward estava confuso com o que vira. Foi quando ela deu uma boa distância, ainda na sala, e manipulou novamente a roseira. Desta vez Edward estava preparado e contra-atacou manipulando algumas videiras que estavam entrelaçadas em uma cerca artesanal.
–Vejo que não foi surpreendido desta vez.-disse Minerva vendo as videiras enroscarem na roseira brava. –Mas quem será que vai vencer?
Foi quando Minerva manipulou os espinhos da roseira, fazendo ficarem maiores e mais afiados. As videiras eram fortes para aguentarem os espinhos, porém a manipulação de Edward era fraca em comparação à Minerva. A roseira lentamente seguia na direção de Edward e este tentava manipular as videiras para pará-la.
–Nunca pensei que um dia seria atacado por uma roseira.-disse Edward suando enquanto chegava cada vez mais para trás. –Mas não vou desistir.
Ainda manipulando a roseira, Minerva estendeu sua mão para algumas sementes que estavam na mesa. Elas começaram a se levitar e foram lançadas na direção de Edward. Quando chegaram mais perto, elas começaram a explodir. Edward se desconcentrou e as videiras caíram. A roseira subiu rapidamente na perna direita de Edward e foram em direção ao braço. O garoto tentava controlá-las, mas ela prosseguia a seu destino. Quando chegou, seus espinhos se fixaram na pele de Edward que, com a dor, gritou.
–Contróle-os!-disse Minerva. –Esta é uma roseira do Líbrio. Seu veneno é tão forte que paralisa e mata um homem em menos de dois minutos. Além do mais a roseira em si, é tão tóxica que usamos sua seiva para envenenar as armas de nosso exércio para usá-las em batalha. Se você não se soltar a tempo, você morre.
Tempo: 01 min: 59 seg.
Edward estava manipulando a roseira o mais rápido que podia. Só que tinha um problema: a roseira estava presa em forma de espiral e parecia mais dura que uma pedra. Para se soltar, Edward teria de “amolecê-la” e depois manipulá-la para se soltar. Caso continuasse forçando a roseira, ela encravaria de um lado e soltaria de um outro.
Meu Deus... Me ajuda, pensou Edward sentindo a dor causada pelos espinhos pontiagudos.
Tempo: 01 min: 09 seg.
Minerva olhava para Edward caído no chão. Agora, a perna esquerda do garoto estava dormente e seus braços estavam começando a perder os movimentos. Seus dedos estavam com seus movimentos lentos e quase não se mexiam. Edward estava meio sonolento, mas tentava manipular a roseira, de modo que ela se amolesça. Aos poucos ela começava a perder a cor: de marrom-rocha para verde planta.
–Vamos lá.-disse Edward bocejando. –Eu controlo você e não o contrário.
–Vamos! Só falta poucos segundos.
Tempo: 00 min: 41 seg.
Edward estava muito sonolento. Seus olhos não se aguentavam abertos. Todo seu corpo estava pesado e tudo em sua volta parecia estar duplicado. Quando olhou para Minerva, viu ela parada, olhando fixamente para seus olhos. Sua expressão era calma e ela estava em pé. Num momento de ajuda, estendeu sua mão para ela, mas ela não o atendeu. Parecia tudo acabado. Cada vez que Edward piscava seus olhos, demorava cada vez mais para abrí-los...
Tempo: 00 min: 00 seg.
Edward estava caído no chão. A roseira estava começando a desprender de seu braço e de sua perna, voltando a sua posição de origem. Minerva abaixou seu rosto e, desapontada, saiu da sala, deixando o corpo do garoto alí, no centro da sala.
Não acredito que o herdeiro de um dos mais fortes clães de todo o continente, portador de três núcleos de energia e com uma habilidade única pôde perder para uma simples roseira, pensou Minerva indo em direção à Sala dos Professores, onde praticamente todos treinadores estavam reunídos. Abriu a porta e chamou Éric em particular.
–Em que posso ajudá-la, Minerva?-perguntou Éric enquanto tomava um pouco de bebida a base de álcool. –Como está indo o Edward?
Minerva saiu da sala acompanhada de Éric. Enquanto andava em direção à estufa, ela respondeu às perguntas de Éric.
–Ele foi reprovado na aula. Não conseguiu manipular uma roseira!
–Mas como?!-disse Éric surpreso. –IEle manipula bem as plantas. Isso quer dizer que...
–Isso mesmo. Farei o que nós combinamos.-disse Minerva abrindo a porta de sua estufa. –Se ele não quer aprender por bem... Deverá aprender da forma mais difícil...
Enquanto isso, numa dimensão alternativa...
–Peguem-no!!!-gritaram uns guardas que estavam perseguindo um garoto que acabara de roubar um anel de uma loja.
–Não vão me pegar, seus velhos gordos.-disse o garoto correndo rapidamente, dando um salto bem grande e correndo em cima do telhado das casas. Os guardas começaram a atirar flechas, mas ele desviava de todas, mesmo não conseguindo vê-las.
Seu nome era Maxwell Daniells, tinha 14 anos e acabara de cometer seu 46º furto. Isso é considerado um recorde pois, todos esses furtos ocorreram em menos de uma semana. Naquela tarde de outono Max, como gosta de ser chamado, usava uma jaqueta vermelha de algodão, uma blusa cinza e uma bermuda preta. Suas botas eram de algodão também, mas sua sola era de couro resistente. Graças às botas leves e macias e a sua grande flexibilidade, agilidade e resistencia, Max dava saltos explêndidos. Nenhuma pessoa do reino de Azeroth conseguia imitá-lo. O garoto não roubava para vender ou sequer tomar para si. Ele apenas pegava o objeto e devolvia horas depois, sem que ninguém percebesse.
–Vocês não vão me pegar.-gritou Max para os homens. –HÁ, há, há, há!!!...
A cidade era calma. Muito calma, por sinal. Desde quando Max chegou na cidade, mas precisamente na aldeia de Noveuspring, ao leste da capital Squared, a cidade passou a ficar mais “alegre”. O povo de lá era gordo, desunido aborrecido com tudo. Além de muito mal educado. Pelo menos, com a chegada de Max, eles começaram a se unir para pegá-lo.
–Epa!-disse o garoto olhando para trás e para os lados do telhado. –Não acredito que eles se cansaram. Esse povo não aproveita a vida que tem.-ele se deitou no telhado.
Embora o telhado fosse duro e bastante irregular, Max se acomodou muito bem nele. Com sua tolca de algodão, que protegia seus cabelos loiros, ele fez um mini-travesseiro e ficou olhando para as nuvens. O céu estava com uma coloração alaranjada que era muito linda por sinal.
–Já é tarde e eu preciso descançar. Eu queria ter mais diversão nesse lugar.-disse Max tirando um cochilo. –Boa noite, gente. Amanhã tem mais.
–Amanhã tem mais?!!!-gritou um homem com uma pequena foice na mãos. –Isso se você viver até o amanhã!
Max levantou-se e levou um grande susto. O homem era alto e muito forte.
–Uai! Quem é você?
–Não te enteressa!-disse o homem desferindo um golpe em Max.
A foice não acertou Max em sua barriga somente porque ele deu um salto para trás. Quando caiu no chão, Max jogou pequenas abelhas que começaram a explodir.
–Então esse pivete tem poderes!-surpreendeu-se o homem. –Mas não por muito tempo! Tempestade de Vento!
Lançando, com sua foice, um golpe no ar, o homem criou um pequeno rodamoinho de vento. Só que este era diferente: as ondas de vento eram cortantes.
–Essa não!-disse Max correndo do rodamoinho. –Tenho que sair daqui rápido!
Indo em direção à beira do telhado de uma igreja, onde estava antes, o garoto deu um salto bem alto e de sua mão uma espécie de teia saiu, agarrando no sino da capela.
–Imbecil!-disse o homem lançando umas rajadas de vento. –Não vai escapar de mim.
A lâmina de vento acertou a teia e fez com que Max caísse de uma altura de 12 metros. A sua sorte é, que antes de cair no chão, bateu em uma barraca de melancias e logo depois caiu no chão. Não estava machucado, mas cheio de dor. O homem deu um grande salto e caiu no chão em pé. Segurou Max pelo pescoço e quando ia esmagar sua cabeça contra a parede da igreja, sentiu algo penetrar em suas costas.
–Arg! O que é isso?-disse o homem largando Max e olhando para trás. –Como pode existir dois de vocês...
–Fácil!-disse Max enquanto uníasse com seu clone. –Os insetos se multiplicam rapidamente. Mas você não precisa se preocupar com isso. Você está paralisado por cinco minutos. Além do mais, eu não entendo porque você queria me matar. Eu não fiz nada com você.
O homem estava paradão. O comerciante de melancias estava avaliando o prejuízo que tomara naquela tarde. Quando estava revirando as melancias para ver se sobrara alguma inteira, ele achou um saquinho de pano. Dentro dele havia um anel todo de ouro e com uma pedra de rubi no centro. Quando ia tomar para si, uma teia se prendeu no anel.
–Obrigado por achar o meu anel, senhor.-disse Max puxando a teia e pegando o anel. –Eu preciso entregá-lo. Quando tiver dinheiro eu te pago as melancias.-pegou ele um pedaço e saiu andando.
Silenciosamente, Max subiu no telhado da joalheria e, ainda preso na teia, colocou o anel no lugar onde estava. Quando o joalheiro chegou, estava com muita raiva, mas estava chorando muito pois, o anel não era seu. Era apenas um simples anel que ele demorou dois anos para fazer, a pedido do rei. Quando o homem ia fechar a loja, encontrou o anel lá. Parecia intácto, apenas um pouco melado e com cheio de malancia. O homem deu um largo sorriso e foi lavar o anel. Estava pensando em quem roubaria um anel todo em ouro e entregaria?
Aquele filho da mãe!
Enquanto isso em alguma floresta do continente de Ankara...
–Ai, minha cabeça...-disse Edward acordando. –Minerva?
Quando olhou para a sua volta, Edward deparou-se com o inacreditável: estava em uma floresta escura, onde nem mesmo a luz conseguia passar entre os galhos da copa das árvores. Estas eram altas e pareciam não terem fim.
–Éric?! Caio?! Mãe....-disse Edward enquanto lágrimas corriam pelo seu rosto. –Pai... Cadê vocês?
A sua volta, não tinha ninguém, apenas mato e árvores. Foi quando olhou para trás. Lá estava seu pergaminho, sua mochila, seu arco e sua aljava carregada de flechas. Presa numa árvore estava um bilhete:
Olá, Edward Élrick Isaac Saint-Clair!
Você está na Floresta da Desilusão e só sairá
daí caso aperfeiçoe e domine seus poderes. Para lhe
auxiliar enquanto estiver na floresta, estão aí seu livro e o pergaminho.
Para lhe proteger estão seu arco e sua aljava.
Sugiro que você aprenda seus poderes e o melhor de tudo, sobreviva.
Mas aqui vai as instruções: no meio da floresta há uma grande torre ao qual
existe um guardião que protege um mapa. Sua missão é derrotar esse guardião e,
com o auxílio do mapa, encontrar a saída da floresta. Veja pelo
lado bom: isso não aconteceu só com você.
Mas antes de sair, você precisa me trazer um prova de que derrotu o guardião. Boa sorte!
Minerva Luvsclair
Edward estava encolhido junto de uma árvore. Chorava muito. Cada vez que olhava para entre as árvores, tinha a sensação de não estar sozinho. Foi quando ele viu um par de ohos laranja vindo entre as árvores.
–Q-quem é você?-perguntou Edward tirando uma flecha da aljava.
–Calma! Não quero machucá-lo!-disse a criatura ainda nas sombras. –Eu também estou perdida.
Quando saiu das sombras, a criatura se revelou. Era uma garota com cabelos longos, loiros e pele clara. Suas orelhas eram pontudas. Usava blusa de algoão e uma calça do mesmo tecido. Eram verdes.
–Eu me chamo Sophie Vega, a elfa. Posso saber seu nome?
Elfos? Aqui?!, pensou Eward surpreso.
–Edward. Meu nome é Edward.
Sophie deu um largo sorriso. Ela aparentava ter uns 11 ou 12 anos de idade.
–Ótimo ter te conhecido, Edward!-disse ela pegando nas mãos de Edward. –Agora não estamos mais sozinhos. Me ajuda a encontrar minha casa?
–Onde é sua casa?-perguntou Edward.
Sophie estava com um pouco de medo da floresta. Estava de noite e não se podia ver muita coisa. Somente o luar.
–É dentro das árvores. Só que eu já tentei, mas eu não consigo encontrar a aldeia sem meus pais.
Edward estava confuso, mas seguiu Sophie entre a escuridão da floresta. Ela parecia saber o caminho. Ambos estavam com medo, mas Sophie lhe dera uma coragem muito grande e a mesma coisa aconteceu com Sophie.
Agora, no coração da floresta da Desilusão, Edward Élrick e Sophie vagam por lá, tentando enfim achar a misteriosa aldeia que vive dentro de árvores. O caminho seria tranquilo se criaturas horríveis da escuridão não estivessem vigiando os dois viajantes, prevendo cada passo que eles dariam nessa grande floresta.
Continua
Notas finais
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