Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses

4 O ataque inesperado e o carvalho em apuros


Notas iniciais
O capítulo ficou um pouco longo. Perdão por isso. Boa leitura! ^^

Os Lendários Guardiões

–Templo dos deuses-

Livro 1: Planta ........................................... Capítulo 4:

O ataque inesperado e o carvalho em apuros

Ainda era madrugada e Edward não estava conseguindo dormir direito. O garoto se virava de um lado para o outro tentando pegar no sono e continuar dormindo. Em sua mente, ele vira cenas horríveis de criaturas e pessoas sendo mortas que, mesmo não as conhecendo, lhe eram familiar. Foi quando viu uma mulher correndo desesperada em alguma lugar que pegava fogo. Viu um bosque, um povoado e uma enorme cortina de fumaça. Foi quando levantou-se rapidamente. Olhou para um lado, viu Caio dormindo. Olhou para o outro viu Nataniel tendo um sonho estranho, onde ele parecia beijar o nada. As vezes ele sorria, as vezes falava sozinho. Vendo isso, Edward deu um sorriso de leve e ficou olhando para a janela. Da janela do quarto Edward tinha uma ampla visão da cidade. Podia ver os portões, a praça, a loja do ferreiro, a barraca de poções, e muitas outras coisas. Edward ficou olhando a cidade por longos minutos, até que finalmente pegou no sono.

Lockhaven era uma cidade muito grande. Comparando com a Metrópole, ela perderia apenas pelo fato de a Metrópole possuir grandes torres e um vasto território conquistado através de mortes e sangue derramado. Diferente da poderosa Metrópole, Lockhaven não entrava em guerras. Ao contrário de outras cidades ela era passífica e só possuia soldados e um grande exército para se proteger em caso de ataque. Além disso, ela realizava missões nas aldeias e cidades aliadas para arrecadar dinheiro e, ou alguma coisa em troca.

Cerca de 07: 00h da manhã, Caio acorda Edward.

–Cara, acorda. Temos que ir para a primeira aula.

Edward acorda com muito sono. Mas agradece pela ajuda e vai no banheiro escovar seus dentes. Logo em seguida, toma um rápido banho gelado e veste uma outra roupa. Esta era uma calça preta de algodão e uma camisa de mesmo tecido, somente sua bota era fina, feita de couro de bisonte.

–Temos que ir para a sala de ciencias e logo depois para a aula de campo. Onde vamos conhecer noso treinador.-disse Caio pegando sua mochila. –Sua mochila está no armário. Creio que viu ontem, né?

Edward não vira nenhuma mochila em seu armário. Mas quando foi ver direito, havia sim uma mochila. Era um pouco grande. Feita de um material resistente. Dentro dela havia sete pergaminhos e um livro médio. Haviam alguma penas e um pote de tinta. Havia mais coisas lá, só que todos estavam com pressa e, não querendo se atrasar para a primeira aula, já saíram do quarto em disparada.

–Precisamos ir para o 6º andar, corredor 12, sala 3.-disse Caio enquanto andava rapidamente para a escada. –Como estamos no andar número 17... Temos que nos apressar.

–Tá bom. Uma pergunta: você viu o Nataniel por aí?-perguntou Edward olhando para os corredores em que passava, afim de ver Helleonora.

–Ele se levantou cedo e saiu.-respondeu Caio descendo as escadas de dois em dois degraus.

–Você possui poderes?

Edward ficou meio receoso. Não sabia se podia falar ou não. Caio era uma boa pessoa e eles pareciam se dar muito bem. Foi quando respondeu:

–Tenho sim, e você?

–Também.-disse ele sorrindo. –Acho que a maioria das pessoas aqui possuem poderes. Mas não deixem que saibam seus poderes. Aqui eles fazem batalhas entre cada grupo, afim de saberem de seu desenvolvimento. Aí, se eles souberem seu poder, podem estudar uma maneira de vencê-lo.

–O. K. Entendi.-respondeu.

Nos corredores, muitas pessoas passavam. Era difícil encontrar algum corredor vazio. Os garotos já haviam chegado no 7º andar e estavam um pouco cansados pois eram muitos lances de escada. As pernas de Caio e Edward estavam doloridas. Eles desceram o último degrau e chegaram ao 6º andar. Procurando o corredor número doze, Caio estava visualizando diversas placas que estavam informando a que número pertencia.

–Achei!-disse Edward. –É aqui, Caio.

–Obrigado, Edward. Pronto para entrar e ver todos olhando para a nossa cara?

Edward riu e depois disse:

–Estou pronto! Vamos lá!-e entraram de uma vez só.

A sala era grande. Diversos alunos já estavam sentados em seus lugares. Edward tentou achar um lugar vazio. Mas por incrível que pareça, só haviam lugares vazios nas primeiras cadeiras da frente. Caio e Edward sentaram-se juntos. As mesas eram compartilhadas. Haviam no máximo três lugares. Em cima da mesa haviam alguns livros e pergaminhos já escritos. Eram as “apostilas”. Os livros em sí, eram em branco. O aluno quem fazia o seu. Tudo o que ele aprendia e via, ele escrevia no livro o que mais achava interessante. Após se sentarem, Edward deu uma olhada para a turma. Todos estavam segurando algum tipo de arma: espadas, arcos, flechas, umas armas que mais pareciam shurikens, adagas, foice entre outras. Cada uma estava presa de um jeito diferente: no ombro, nas costas ou até mesmo deixadas no chão. Foi quando Edward percebeu que esquecera seu arco.

–Que droga!-disse ele baixinho. –Pelo visto vou levar a maior bronca. E o pior é que se eu subir para pegar o arco, vou demorar muito.

Foi quando o professor chegou. Ele usava um tipo de vestimenta de pano preta e um sapato de mesma cor. Seus cabelos eram longos, até os ombros. Ele põe algumas coisas em cima da sua mesa e se apresenta:

–Bom dia a todos!-diz ele contente.

Alguns alunos respondem. Outros ficam calados. Edward e Caio responderam também.

–Eu sou Sohka (se fala “Sóca”). Eu lhes darei aula de ciências. Mas antes... Eu preciso saber qual o nome dos dois alunos que chegaram atrasados.-disse Profº Sohka olhando diretamente para Edward e Caio. –Poderiam me dizer?...

–Me chamo Caio Matthew, senhor Sohka.-respondeu Caio com a cabeça abaixada.

–E você? Posso saber seu nome?

Não te interessa!, pensou Edward. Mas respondeu ao contrário.

–Me chamo Edward Saint-Clair. Peço perdão pelo atraso. Estou arrependido.

Ele deu um suspiro longo e pegou um tipo de régua. Esta era feita de madeira e envernizada.

–Hoje estudaremos núcleos de energia. Alguém tem alguma coisa a dizer sobre núcleos de energia?

Ninguém se ofereceu a dizer nada. Então Sohka pôs-se a explicar. Olhando para os sessenta e quatro alunos da sala, ele escreveu no “quadro negro” alguns nomes.

–Abram seus pergaminhos no capítulo dois. –Os núcleos de energia se localizam dentro do corpo de cada um de vocês. É ele a energia fundamental para a vida. Todos o possuem.

Edward estava observando as figuras do livro e estava anotando tudo o que ouvira. Algumas coisas ele não conseguia anotar, outras sim.

–Com licença, professor Sohka.-disse Caio levantando a mão. –Tenho uma pergunta a fazer.

Sohka de repente parou de falar e olhou para Caio. Estava feliz.

–Ótimo! Uma pergunta!-disse Sohka enquanto chegava mais perto de Caio. –Isso significa que a conversa instimulou você. Pode perguntar.

–O senhor disse que eu e todos os alunos possuem um núcleo de energia. Certo? Agora me diga: para que serve esse núcleo?

–Eu disse isso sim.-respondeu Sohka. Os núcleos de energia servem para que você possa se locomover, usar um golpe, correr, usar algum poder ou habilidade especial. Me digam uma coisa: quem aqui nesta sala já sentiu alguma sensação estranha?

Todos levantaram as mãos.

–Acho que nãos estou usando os termos técnicos ou os elementos certos.-disse Sohka pensando. –Já sei! Quem aqui já me-di-tou?

Edward queria responder, mas ficou com vergonha. Mas resolveu encarar essa. Foi quando levantou as mãos.

–Nossa!-surpreendeu-se Sohka. –Só vocês dois?!

Dois?!!!, pensou Edward. Eu pensei que era só eu!

Edward olhou para trás, procurando quem era a alma que levantara a mão. Foi quando viu que quem levantara a mão foi Helleonora sentada ao lado de Nataniel e Ellira. Edward surpreendeu-se pois, quando entrara na sala, ela não estava.

–Quero que vocês dois se levantem.-disse Sohka olhando para Helleonora e para Edward. –E se dirijam para a frente da sala.

Helleonora estava, naquela manhã, vestindo uma blusa de manga azul e uma saia até o joelho. Por cima, ela vestia um tipo de blusa de manga. Era aberta e novamente estava com aquela tiara. Ela se levantou sem saber o que era para fazer. Edward estava com tanta vergonha, que não parava de tremer. Seus arrepiados cabelos ruivos estavam meio bagunçados. Umidecidos e com um extranho tom verde.

–Vocês irão meditar juntos.-disse Sohka enquanto levava a mão de Edward ao encontro da mão de Helleonora. –O que vocês vão ver agora é um exemplo de meditação. Ela é muito usada para se concentrar e acalmar o “eu” interior. Causar bem-estar físico e mental, entre outras coisas mais.-disse Porfº Sohka para a turma. –Comecem.

Edward olhou nos olhos de Helleonora e esta o olhava também. Então ela deu um leve sorriso e fechou os olhos. Nataniel os olhava com um ar de obsessão e ciúmes. Parecia não gostar do que estava vendo.

Helleonora então começa a emanar energia. Uma pequena quantidade, mas suficiente para fazer o que o professor mandara. Edward não estava conseguindo. Estava muito nervoso. Então Helleonora abre os olhos e diz bem baixinho: “Se acalma. Pensa na sensação que teve quando meditamos”. Ele pensou. Mas só de imaginar que estava sendo observado, ele acabou se desconcentrando. Foi quando ignorou todos e se concentrou só em Helleonora. O professor Sohka estava observando os dois. Quando estava para mandá-los se sentar, viu a forte energia de Edward emanar.

–Meu Deus! O que é isso?!-admirou.

Do corpo de Edward, uma forte quantidade de energia verde emanava. Novamente quando se encontrava com a energia lilás de Helleonora, ela produzia um efeito incrível. Fechando as cortinas da sala, Sohka e os alunos tinham uma ótima visualização dos dois. Edward estava gostando da enorme sensação de bem-estar. Helleonora também. Foi quando Edward começou a se lembrar das cenas de seu suposto sonho. Imediatamente a energia em seu corpo começou a se propagar fortemente. Caio observava constantemente, tentando imaginar como aquiIo podia estar acontecendo. A energia que saia do corpo de Edward estourara frascos de vidro que estavam na sala e estava fazendo diversos pergaminhos voarem, como se fosse um tipo de vento. Alguns alunos estavam com medo. Imediatamente Helleonora abriu os olhos. Surpresos, muitos alunos ficaram observando a forte energia que emanava do corpo do pequeno aluno. Foi quando o diretor da escola entrou na sala. Vendo o que acontecia, ficou “maravilhado”. Foi quando tudo acabou.

–Desculpe, senhor Sohka.-disse Edward indo se sentar. –Não consigo continuar.

–Tudo bem, meu caro Edward. Foi mais que o suficiente para um exemplo. Podem ir se sentar. Obrigado!

A maioria dos alunos ficaram surpresos. Grande quantidade deles olhavam para Edward, outros olhavam para Helleonora. Quando ela foi para seu lugar, deu um forte abraço em Edward e depois deu um beijo em seu rosto. Nataniel o olhou seriamente e Edward nem ligou.

–Aparece lá no quarto da gente mais vezes, tá bom?-disse Helleonora feliz.

–Tá bom. Vou sim-respondeu Edward indo para seu lugar.

Quando se sentaram, Nataniel deu um abraço em Helleonora e esta foi cumprimentada por Ellira. O diretor da escola se dirigiu à Sohka. Ele comentou alguma coisa sobre a aula de campo. Mas a maior parte do tempo foi sobre Edward. Como eu sei disso? Por dois motivos: eu sou o autor (claro!) e porque eles ficaram apontando para Edward. Este, por sinal, estava conversando com Caio sobre alguma coisa estranha. Depois de um longo período de conversas, o diretor cumprimenta a todos. E adivinha quem era o diretor?... Stwart. Na verdade ele era o vice, mas como o diretor verdadeiro estava numa missão, ele assumiu o poder. Foi quando ele sai da sala.

–Atenção à todos.-disse Sohka num tom alto e apressado. –Houve um imprevisto e a aula de campo será agora. Estudem o capítulo dois da apostila de vocês. Quero tudo para depois de amanhã, na primeira aula. Podem sair, cuidadosamente.

Como era o primeiro dia de aula, todos, exatamente todos os alunos, saíram devagar, dando preferencia para as meninas e ajudando algumas pessoas a carregar a mochila. Todos saíram sorridentes. Helleonora estava junto de Ellira. Elas iam esperar Edward e Caio para a aula de campo, mas Nataniel mentiu dizendo que eles estavam ocupados. Helleonora não podia ler os pensamentos de Nataniel pois, ele usava um helmo de metal e não podia rastrear Edward porque ele tinha uma proteção mental muito forte. Então elas andaram devagar. Desconfiando de Nataniel e sempre olhando para trás.

–... Cara, vai no seu quarto e pega o seu arco e flechas logo.-insistia Caio enquanto puxava de sua mochila, um casaco fino, preto de capuz. –Vem comigo.-disse ele puxando Eward para o corredor das escadas

–Cara, não vai dar tempo, não.-disse Edward preocupado com o horário da próxima aula. –Vamos logo para a aula.-disse ele descendo as escadas. –Não quero que se atrase por causa d... de mim... Caio?!

Caio não estava nos corredores. Quando olhou para o alto das escadas, que na sua maioria eram largas e entrelaças em espiral, pôde ver Caio subindo rapidamente os degraus.

–Caio!!!-disse Edward subindo as escadas e torcendo para não ser pêgo. –Ai, Céus!-disse Edward subindo as escadas de dois em dois degraus.

Chegando no 17º andar, muito cansado e nada bravio, Edward parou e recostou nas enormes paredes de concreto do ardar. Estava admirando a amizade de Caio e por isso, decidiu que sempre que pudesse iria ajudá-lo do mesmo jeito que ele o ajudou nesse momento. Foi quando chegou no quarto. Caio estava com o arco em mãos, mas não estava encontrando a “mochila de flechas” (é que eu esqueci o nome. Foi mal). Edward então começou a procurar. Foi quando lembrou-se que guardou no armário. Este tinha um pequeno cadeado de ferro, que servia para proteger de furtos etc... Eles pegaram tudo e Caio aproveitou e foi ao banheiro. Edward ficou olhando a grande árvore de mais de vinte metros de altura. Ele então começou a manipular as folhas e algumas vinhas. Havia uma outra árvore que conseguia chegar até a janela. Edward se inclinou, afim de tocá-la, foi quando se desequilibrou e caiu...

–Tá maluco, garoto?!!!-disse Caio usando sua magia para salvar Edward que estava prestes a cair de costas num forte ramo da árvore. Correndo o risco de fraturar a coluna ou até mesmo morrer! –Da proxima vez que quiser se matar, se jogue no Lago Ness.

O Lago Ness existe na fanfic. É um dos lugares que mais me fascinam no mundo. Assim como na vida real, aqui na fanfic também não se sabe se há monstros ou não, mas toda a lenda tem um pingo de verdade.

–Desculpe.-disse Edward já no quarto. –Eu estava tentando pegar uma coisa. Gostei dos seus poderes.-disse Edward feliz da vida.

–Tá. Agente tem que correr o mais rápido que pudermos. Já estamos muito atrasados.-disse Caio passando pela porta. –Não se esqueça de pegar o seu material.

Descendo as escadas, Edward e Caio estavam correndo o máximo que podiam. Mantendo, claro, o limite de velocidade permitido na escola: andar rápido, sem correr. Arrumando a mochila de flechas nas costas, Edward ficava imaginando os poderes de Caio e imaginando a diferença de poderes e experiênciaque eles tinham. Tomou para si uma meta: treinar o quanto puder, afim de ficar mais forte e não depender de ninguém para ser salvo.

Chegando no térreo e saindo do colégio, Edward e Caio estavam procurando a turma em meio aos trabalhadores. Como Caio havia lhe falado antes, as aulas de campo eram feitas no solo, fora da escola. A cidade de Lockhaven era muito grande, e eles já estavam um pouco atrasados. Caio estava perguntando a um ferreiro se ele havia visto os alunos fora da escola. Ele havia respondido que foram para o leste. Fora da cidade. Olhando além dos enormes portões de ferro, Edward viu a turma num campo que estava no limite territorial da cidade. Foram até lá. O campo era grande. Semelhante a um campo de futebol amador. Haviam alvos, diversos bonecos altos, que se mais se pareciam guerreiros, haviam diversas coisas no solo, tais como um campo arenoso, um gramado, um campo rochoso e um campo onde havia tudo misturado. Já dentro da cidade, havia uma grande piscina usada somente para uma turma específica da escola. Os outros alunos tinham que marcar horário para usar uma outra piscina da escola, se não virava bagunça.

–Olá, pessoal!-disse um homem semelhante ao Kakashi, a única diferença é que ele não possuia o Sharingan. O resto possuía: a mascara na face, o cabelo, a voz era um pouco mudada, pois esse homem tem aproximadamente 19 anos de idade. O que fez dele um alvo para as pessoas do sexo feminino. Não importando a idade. Principalmente para as garotas que estavam presentes.

Após a saudação, todos os alunos o cumprimentaram com um aperto de mão. Ele usava uma calça preta de couro, e uma blusa preta que vinha até a face. Por cima dessa blusa, vinha uma jaqueta mais preta ainda. Usava somente uma bota que fazia parte de uma armadura. Esta era preta, mas com um brilho metálico.

–Meu nome é Éric Allowízios. Sou do continente de Aisa.-apresentou-se Éric. –Tenho 19 anos de idade e vim aqui para ser o professor responsável de somente três alunos...-ele pegou um pequeno histórico e começou a ler silenciosamente, até que achou o que queria. –Quem é Edward Isaac Saint-Clair, Caio Matthew e Nataniel Stempford Charoux? Levantem a mão.

Eles levantaram. Quando as meninas viram que não seriam as alunas do professor Éric, elas ficaram imensamente tristes.

–Ótimo!-disse Éric visualizando todos os três. –Olha, pessoal. Eu sou o professor da aula de campo de vocês. Logo depois, virá um outro professor e irá selecionar três alunos até que não reste mais nenhum. E assim por diante.

–Mas o senhor vai dar aula para a agente?-disse Ellira olhando o professor de cima a baixo.

–Sim. Haverá um dia determinado pela direção.-respondeu Éric. –Mas como eu disse, eu sou o professor responsavél pela equipe... 17. E tenho que cuidar dela, preparar, treinar, fazer missões etc.

Esse papo de missão alegrou Edward e Caio. Nataniel ficava ao lado de Helleonora e estava se achando o maioral, só porque era mais velho que o professor. Mas a idade não é tudo...

–Agora, eu quero que vocês formem grupos de três pressoas. Como vamos ficar aqui fora, eu preciso que fiquem juntos. Entendido?

–Entendido!-disseram.

Após todos formarem os grupos, Edward, Caio e Ellira ficaram juntos. Helleonora, Larienne e Nataniel ficaram em outro grupo.

–Vocês terão a tarde livre.-disse Éric enquanto observava atentamente os alunos. –Façam o que quiserem, contando que fiquem nos limites territoriais da escola. Não quero que vão para algum outro lugar. Eu estarei de vigia.-disse ele anotando alguma coisa num bloco.

–Bem... Vamos fazer o que?-pergutou Caio ao lado de Edward. –O calor tá muito forte e eu não sou muito amigável do sol.

–Prazer, meu nome é Ellira.-disse Ellira notando que não foram apresentados e que Caio não olhava para ela.

–Ah?! Oh! Perdão.-disse Caio sem graça. –Não era a minha intenção fazer isso. Prazer em conhecê-la.

–Ellira...-chamou Edward enquanto olhava para Helleonora junto de Nataniel e Larienne.

–Sou eu. Fala.

Ele virou todo sem graça. Não sabia como dizer. Foi quando tomou coragem e, respirando fundo, disse:

–A Helleonora gosta do Nataniel?

Ellira deu um sorriso malicioso. Ela gostava muito de Edward desde sua infância. Na verdade eles cresceram juntos. Mas ele nunca lhe retribuiu o amor. Ela então foi morar com a avó, na cidade de Gorlan e quando voltou para Lockhaven, voltou com um amor diferente. Tentando transformar uma forte e grande paixão em uma simples amizade, Ellira tentava conquistar Edward através do que parecia ser o seu maior ponto fraco: a carência. Mas ela não queria ver Edward infeliz de jeito nenhum. Ela o amava e quem ama sempre quer o bem do amado ou amada. Foi quando disse a verdade.

–O Nataniel conversa muito com ela. Ele vai ao nosso quarto para ficar conversando e paquerando ela.-disse ela olhando para a cara de triste de Edward. Caio parecia entender tudo. –Ela nem dá atenção. Mas ele insiste em ficar perto dela.

–Então isso quer dizer que ela não gosta dele?-perguntou Edward indo para a sombra de uma árvore junto de Caio.

–Bem.... Eu acho que não.-responeu Ellira pensativa. –Nataniel vai tentar conquistar Helleonora até ELE não querer mais. E ela vai acabar cedendo algum dia.

Isso foi preciso para fazer Edward ficar tristonho. Foi quando ele sentiu uma forte sensação de que algo estava se aproximando velozmente.

–Tá sentindo isso.-disse Edward olhando para os lados várias vezes, procurando alguma coisa ou alguém.

–Edward, fica calmo.-disse Caio.

Foi quando um som parecido com o de um alto berrante soou no alto da muralha de Lockhaven e um guarda que estava com uma luneta gritou: –Setas voadoras!!!

Imediatamente Edward olhou para o alto. Éric imediatamente chamou os alunos para dentro da cidade. As flechas caíram no chão e não acertou ninguém, pareciam ser inofensias. Foi quando uma delas começou a pegar fogo e houve uma forte explosão.

Parecia tudo acabado. A força da explosão foi tão forte, que uma imensa cortina de fogo se formou no local, e dessa grande quantidade de fogo, uma espécie de gárgula saiu, atacando a grande cidade. Éric começou a atacá-la com seus campos de força. Mas antes que pudesse fazer alguma coisa, com o fogo da explosão da primeira flecha, outras vinte explodiram. Ellira estava desesperada. Quando o fogo passou, Edward e Ellira viram o motivo de não serem atingidos: um tipo de cúpula de energia escura protegeu os dois. Foi produzida por Caio. Ele, por causa do calor, estava fraco, mas Edward e Ellira o levaram para um lugar seguro.

–Obrigado por salvar a gente.-disse Edward. –Agora descança.

As gárgulas já estavam dentro da cidade, mas os guerreiros responsáveis pela proteção de Lockhaven estavam conseguindo vencê-las. As gárgulas atacaram de surpresa, e causaram um grande incêncio da cidade. Olhando novamente para o horiente, Edwatd pode ver que mais flechas vinham para atingir a cidade. Deixando Caio descansando, Edward correu ao encontro de Éric, este fez um grande campo de força na frente da cidade e evitou que a flecha os atingisse.

–Entre para a cidade.-ordenou Éric para Edward, que estava ao seu lado.

–Mas eu tenho que ajudar o meu companheiro de quarto.

–Entre que eu vou socorrê-lo.-disse Éric olhando Edward diretamente.

Foi quando Edward escutou um baixo pedido de socorro vindo da cidade. Ele imediatamente foi ajudar.

Quem é tá pedindo socorro?, pensava Edward vendo muitas pessoas correndo de um lado para o outro.

Quando procurou mais, viu que quem estava pedindo socorro era uma árvore!

–Você pediu socorro?!-perguntou Edward incrédulo. Foi quando ela começou a falar com ele, como se fosse um tipo de conexão telepática.

–Me ajude eu eu lhe ajudarei também. Eu prometo.

Parecia mentira, mas Edward estava falando com uma árvore. Mas o que ela precisava? Olhando em volta dela, Edward pôde ver que ela estava em chamas em sua copa. Provavelmente, esta árvore era um grande carvalho. Edward não sabia como ajudar, então pensou. Foi até a escola e, subindo rapidamente as escadas. Foi até o sétimo andar. Isso mesmo, a árvore tinha em torno de vinte metros e Edward só conseguia alcançar a copa do carvalho do sétimo andar. Pegou sua mochila de flechas, e colocando as flechas no chão, encheu a mochila de água. Dá janela de uma sala qualquer, ele jogou a água. Estava conseguindo apagar o fogo, mas alguns ramos ainda estavam acesos. Pegou mais água e jogou e até que conseguiu apagar totalmente o fogo. Mais calmo, ele desceu as escadas cansado, até que chegou ao térreo.

Obrigado por me ajudar, disse a árvore em conexão telepática. Eu pedi ajuda a muitas pessoas, mas mas elas não me ouviam. E nem me ajudaram

–De nada.-disse Edward com a mão no caule da árvore. Elas não conseguem te ouvir. Por incrível que pareça, só eu posso.-disse Edward agora pegando um pouco d'água e molhando as raízes da planta e das outras que estavam em volta.

Bem... Você me ajudou e eu tenho minha mercê. Chegue mais perto.

Edward estava com um pouco de medo. Mas tocou a árvore e uma forte energia cobriu Edward e este sentiu uma sensação “gostosa” tomar conta de seu corpo. Foi quando tudo acabou.

–Oque você fez?-perguntou Edward num sussurro.

Eu te dei um tipo de habilidade. Na verdade você já tinha, mas eu meio que a aperfeiçoei. Agora você pode interligar seus sentidos com os da planta.

–O que?-perguntou Edward confuso.

É como se você pudesse ver o que a planta viu. Conversar com a planta e saber seus sentimentos., explicou a planta. Lembra-se do salgueiro? Você usava essa habilidade com ele.

–Uau!-disse Edward. Você conhece o salgueiro...

–Edward, vamos subir.-disse Caio com a cabeça enfaixada. A gente te que subir. Acabou a nossa aula. E mais tarde o professor vai “tá” chamando a gente para uma reunião no nosso quarto.

–Tá bom.-respondeu Edward. –Tenho que ir, carvalho. Se cuida, tá?

Tá bom, respondeu a árvore. Ah! Vê se você aparece para conversarmos mais um pouco! É muito ruim ficar aqui só.

–Tá bom!-disse Edward. –Tchauzinho.-pegou seu arco e sUa mochila de flechas e foi junto de Caio.

Já era noite e a cidade estava meio que instável. Após o ataque a segurança foi triplicada e diversos guerreiros dotados de habilidades especiais foram convocados. No quarto, Edward, Caio e Nataniel estavam em suas respectivas camas. O professor ainda não estava presente, mas rapidamente chegou e já foi sendo objetivo:

–Boa noite a todos.-cumprimentou Éric aos alunos. –Eu só vim aqui para lhe avisar que eu não sou como aqueles professores que passam a mãos na cabeça do aluno quando fazem uma coisa errada.-disse ele recostando na parede. –Vocês agora vão para o salão de jantar e depois ficarão aqui. Não quero que saiam. Entendido, senhor Nataniel?

–Entendido, Éric.-respondeu Nataniel sorrindo, como se gostasse de inflingir regras.

–Ah! Amanhã vocês terão uma missão. Preparem suas armas e armaduras.-disse ele abrindo a porta. –E levem seus materiais. Alguma pergunta

–Como vai ser a missão?-perguntou Caio.

–Humm. Boa pergunta.-disse ele sorrindo. –Vocês irão fazer uma expedição na cidade. Por toda a cidade.-e se retirou.

Quando saiu do quarto, os alunos foram para o salão de jantar. Jantaram javali, frango, salada, feijão, arroz etc... Quando retornaram, Edward tomou um bom e demorado banho quente em um banheiro e Caio tomou banho em um banheiro diferente. Nataniel chegou entediado. Não podia sair do quarto. Chegou suado, tirou a armadura e foi dormir. O motivo para ele ficar com a armadura, era que ele era um guerreiro. E os guerreiros tinham que ficar preparados para qualquer tipo de ataque. Eles só podiam tirá-la à noite, ou renunciar ao título. Mas como as garotas gostavam de caras com armadura, ele usava todo dia.

Caio saiu do banheiro e deitou. Rapidamente dormiu. Quando Edward terminou seu banho, foi direto para a sua cama. A roupa suja era guardada num tipo de cesta individual e no final da semana era lavada pelo próprio aluno. Edward chegou da janela e a abriu. Disse boa noite para muitas árvores que estavam próximas e deitou-se. A princípio, ficou pensando em Helleonora e no dia de amanhã. Pensou em sua conversa com a árvore e no ataque à cidade. Mas no que estava pensando mesmo, era na missão que iria fazer no dia seguinte.

Continua

Notas finais
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