Notas iniciais
Olá pessoal!
Bem, desculpe pela demora. O capítulo estava pronto há dias, se não for semanas, mas não postei por causa das datas comemorativas, sabe.
Bem, o capítulo tá ai, leiam, e se divirtam!
Os Lendários Guardiões -Templo dos deuses-

Livro 2: Sombra ......................................................................... Capítulo 53:

Conhecendo amigos

Epson acorda em uma cama. Sua cabeça estava zonza e ele sentia um tipo de ardor na barriga. Ele se levanta e olha para a sua volta. Estava num quarto de pensão, com cortinas rosada cobrindo uma parede branca. Havia uma janela grande a sua frente. Ele caminha até ela, percebendo que estava de tardinha.

–Preciso sair daqui... -Epson caminha até a porta, saindo em um corredor pequeno, que levava até uma escada.

–Já melhorou meu jovem?-perguntou uma senhora com um lenço na cabeça, vestidos rosados. –Parece bem disposto.

–E estou. -Epson respondeu, caminhando até a porta da escada. –Preciso ir. Tchau!

–Mas... -a senhora ia falar, mas Epson saiu de lá rapidamente.

...

Epson estava caminhando do lado de fora, com cuidado para Tacker não vê-lo. Ele anda até um poste, onde havia um cartaz.

–“Torneio do Coliseu. Inscrições na prefeitura.” -Epson leu, estranhando. –Ué... Coliseu?! Aqui?! -ele retornou a ler. –“Teste sua força, lutando contra os melhores dos melhores. Prêmio: Espada Escalibur e Manopla de Ferro, para os primeiro e segundo colocados.”-Epson olhou mais pra baixo, próximo do Rodapé. –“Local: Coliseu de Lockhaven.”.

Epson pensou um pouco. Deveria ele participar ou não. Com certeza seu irmão participaria como também seria uma possibilidade de capturar o tal garoto do monstro, já que ele é de Lockhaven.

–Vou participar! -Epson procurou a prefeitura, vendo que estava a poucos metros dele. –Achei...

Epson adentra a prefeitura. Um lugar coberto de gente para batalhar. Havia nove fileiras para o cadastramento do pessoal e Epson entrou na mais vazia, que só tinha 3 pessoas. Ele espera um pouco e recebe o cartão, com seus dados. Era branco e retangular, com as pontas quadradas.

–Preciso encontrar uma academia de combate... -ele fala baixinho, procurando a sua volta. –Acho que aqui não tem...

Epson procura pelo caminho, resolvendo assim, perguntar a alguém.

–Tem na cidade Nória, há alguns quilômetros daqui. -respondeu um senhor. –Há também na Aldeia das Minas, uma academia de pedra. -respondeu o senhor, saindo de lá.

–Obrigado... -Epson. –Bem... Já que estou aqui... -ele foi até o outro lado de Lancost, saindo dela.

Epson estava agora próximo de um campo aberto, onde ainda dava para ver o mar. Ele sentou na grama verde, onde olhou para o céu, até que algo o chama a atenção.

–O que é aquilo?! -Epson olha para o céu onde enxerga duas silhuetas humanas parecendo voar, aparecendo do nada. –Uau... -Epson se levanta, mas elas haviam sumido. –Será que eram daqui? Ah! Vou andar mais um pouco.

...

–Hey! Ícaro!-Edward grita, olhando uma pessoa de asas voar em direção ao oeste. –Acho que é o Ícaro!-ele olha para Caio, que corre até Edward para ver também.

–Temos que chamar ele... -Caio lançou um raio de energia para o alto, mas Ícaro estava bem alto.

–Vai lá! -Edward fala para a libélula, que voa para o alto.

A libélula alcança Ícaro e ele a reconhece, olhando em volta e vendo duas pessoas pequeninas pulando feito malucas. Ele retorna rapidamente.

–Que bom vê-los por aqui! -Ícaro cumprimentando Edward e Caio, após aterrissar e levantar um pouco de poeira. –Como estão?

–Estamos bem... -Caio responde. –E você, não estava em Lockhaven?

–Estava... -falou Ícaro. –Até que avisaram sobre o torneio e vim participar... Preciso de 9 medalhas...

–Já tenho uma... -cantarolou Caio, puxando seu cartão do bolso da jaqueta. –Ganhei nas Minas.

–Que massa! -Ícaro se surpreendeu. –E você, Edward?

–Só tenho o cartão. -Edward começou a rir. –To indo para Nória!

–Eu também. -disse Ícaro. –Fiz meu cartão nas Minas também, e não pude batalhar lá...

–Eu to é com medo da cidade Oblivia. -comentou Edward. –Dizem que lá não tem chão...

–Eu sou de lá, praticamente... -Ícaro ficou meio triste. –Ter chão até tem, nas casas e tal, mas nas ruas e praças, não tem não.

–Por quê?-perguntou Caio. –São todos como você, têm asas?

–Sim... -Ícaro. –No meio dos montes há grandes pilares, separados entre si, onde as pessoas constroem suas casas. As ruas são os espaços entre uma casa e outra. Uma defesa natural. Os ventos são tão fortes que até eu tenho medo de ir lá.

–Nossa... -Edward, apreensivo. –Vou ter que ficar sem uma medalha.

–É... Os montes são só um tipo de segunda casa. A aldeia é muito acima, e era chamada de Ícaro, antes de se tornar Oblivia.

–Por isso seu nome? -Edward perguntou, parecendo saber a resposta. –Bem, mas de todo jeito, como que se chega lá, tipo, para batalhar?

–Você só precisa desenvolver alguma técnica de voo ou que te faz ficar suspenso no ar.

–Ah! -Caio fez algumas plataformas. –Tipo isso. -ele subiu em uma placa, levantando-se do chão.

–Isso mesmo. -respondeu Ícaro. –O ruim é o Edward, já que nenhuma planta voa...

Edward ficou meio triste. Ícaro ficou olhando para ele, até que teve uma ideia.

–Edward, com licença. -Ícaro coloca a mão no manto de Edward, abrindo-o. –Cara, tem certeza de que isso não é uma asa?!

O manto de Edward, quando aberto, media cerca de 2, 5 metros de uma ponta a outra. Era ligado às costas de Edward e não tinha nenhum tipo de osso. Era mais fino que a pele de Edward, e mais leve também. Era dividido em duas partes grandes e duas pequenas.

–É... -começou Caio. –Pensando bem, parece mesmo.

–Tenta mexer, Edward. -sugeriu Ícaro, largando o manto de Edward.

Edward ficou um pouco parado, concentrando no manto, até que ele se levanta e se fecha, voltando a parecer um manto.

–Isso é um caso sério. -falou Ícaro tentando pensar em alguma coisa. –Cara, tenta mexer isso, só que de um lado para o outro. -Ícaro abriu suas asas e começou a batê-las. –Como isso.

Edward, por mais que tentava, não conseguia. Os únicos movimentos que podia fazer era o de se cobrir com a membrana e abrir a membrana, de modo a fazê-la cair no chão.

–Parece que seus movimentos estão limitados a abrir e fechar o manto... -Ícaro abriu e fechou suas asas. –Tem que tentar controla-lo.

Ícaro então começou a bater suas asas de um modo a criar uma forte cortina de vento que levantava terra e algumas gramas, mas iam em direção a Edward, que se defendia com os braços.

–Tenta se defender só com o manto! -gritou Ícaro, já que não dava para falar baixo.

–Não dá... -gritou Edward tentando se defender, mas não conseguia. Ele estava se desconcentrando, e o manto estava se abrindo. Só não caía no chão por causa da ventania. –Vou tentar fechá-lo... -Edward conseguiu manter o manto em pé, e seu tamanho era incrível. Foi quando um par de antenas apareceu.

–É... -Ícaro parou. –Desisto. -ele parou, sentindo que estavam sendo vigiados.

–Quem é você? -perguntou Ícaro olhando o garoto olhá-los atrás de uma árvore. –Não vamos fazer mal algum.

–Eu sou Epson... -respondeu o garoto saindo da árvore e indo até Ícaro, com asas abertas, Caio olhando para ele e “um monstro” verde. –Quem são vocês?

–Eu sou Ícaro, ele é Edward e o outro, de preto é Caio. -apresentou Ícaro. –Muito prazer em conhecê-lo.

–O prazer é todo meu... -Epson se sentiu mais a vontade. –O que estavam fazendo?

–Achamos que nosso amigo tem asas e queríamos fazê-lo voar... -respondeu Caio. –Ele vai participar do torneio e está com receio da cidade Oblivia.

–Participar? Eu também. -falou Epson. –Então, será que seremos rivais?

–Esse é o meu medo. -Ícaro.

–O meu também. -Caio

–Ah... Eu nem pensei nisso! -Edward, sorrindo. –Estava treinando aqui... Vamos continuar?

–Se importam se eu vir? -Epson.

–Não.

E eles ficaram treinando Edward, que não tinha nenhuma conquista em mexer suas supostas asas.

–Pessoal, desisto. -Ícaro, cansado, caindo no chão.

–Arg! Eu nunca vou poder voar...

–Ninguém é perfeito... -falou Caio, tentando deixar Edward melhor. –Eu não voo.

–Edward. -chamou Epson. –Qual o seu poder?

Edward se receou. Epson seria seu rival, então não seria bom falar. Ele olhou para Ícaro que acenou um “sim” discretamente.

–É de plantas. -respondeu Edward.

–Se importa se eu tentar ajudar? -perguntou Epson a ele.

–Não sei como, mas pode. -Edward respondeu.

–Mas vai ter que obedecer direitinho, hein. -Epson abriu o manto de Edward, e colocou a mão bem no meio das costas dele. –Tenta mexer o braço. -Edward mexeu. –Agora, gira os dois braços. -Edward girou.

Ninguém, além de Epson, estava entendendo alguma coisa.

–Agora, tenta mexer o manto. -Edward abriu o manto. –Tenta fechar. -Edward fechou.

–E ai, o que cê fez? -perguntou Edward.

–Nada de mais. -Epson tirou seus cordões de ouro. –Só umas observações.

–Nossa! -Edward ironizou.

–Alguém tem uma corda? -perguntou Epson, vendo Caio dizer que sim e deu-lhe. Epson trançou a corda e o cordão, fundindo-os. –Dá seu braço aqui. -Epson amarrou os braços de Edward, imobilizando-os por completo.

–Ah! Entendi o que quer fazer. -falou Ícaro se levantando, contente. –Meu pai, quando eu não consegui voar, fez isso comigo. A mesma coisa.

–Ai só poderia mexer as asas, não é?-perguntou Epson.

–Sim. -respondeu Ícaro. –Aprendi a mexer rapidinho. -sorriu Ícaro.

–Então tá, pessoal. -falou Epson saindo de lá. –Preciso ir para a aldeia das Minas... Tenho uma medalha para ganhar.

–Não pode. -Caio falou. –Rock está no Palácio das Águas.

–Então vou treinar por aqui... -falou Epson. –Lá na frente tem uma cidade, Lancost. Podem ficar lá.

–Por quê...? -Caio. –Vem com a gente, então.

–Sinto muito, mas... Seremos rivais e não quero criar vínculo... -Epson se virou, caminhando por um caminho.

–Ele é bem sério... -notou Edward, com os braços presos. –Mas ele está meio certo...

–Ah! Tá nada... -Caio começou a bagunçar o cabelo de Edward. –Xi... Notei que você não tem mais cabelo...

–É... É difícil esquecer certos hábitos. -falou Ícaro. –Edward, tá sentindo algo estranho, com os braços?

–Não... -Edward respondeu, se levantando e indo até suas coisas. –Gente, vamos para Lancost.

–Vou passar a noite lá e vou andar sozinho... -Ícaro se levantou e pôs-se a caminhar com Edward e Caio. –Preciso treinar, e gosto de fazer isso por cima do mar.

–Deve ser maneiro! -Edward se surpreendeu, e seu manto deu uma agitada.

–E você mexeu seu manto. -Caio, que levou um susto. –Vamos para Lancost!

E eles andaram até Lancost. Passando por um caminho de mar. Edward estava tentando mexer seu manto, mas não mexia tanto. Eles chegam até Lancost, onde todo mundo começa a olhar surpreso para um garoto de asas e um monstro verde. Todo mundo parava seus afazeres, olhando surpresos para as duas criaturas estranhas.

–Parabéns... -começou Caio. –Ficaram populares...

–To percebendo. -falou Edward. –Eles olham mais para mim...

–Caminhem sem encará-los. -aconselhou Ícaro.

Eles caminham pela cidade, até que ouvem uns gritos.

–Príncipe Tacker! Príncipe Tacker! Volte!

–Me solte, vovô! -Tacker saiu de um restaurante, apressado, ficando na frente de Edward, Caio e Ícaro. –Vocês! Parem.

–Por quê? -perguntou Caio com raiva.

–Eu não deixarei vocês passarem! -Tacker gritou. –Não veem que deixaram o povo com medo, aberrações.

–Não vou sair daqui. -Edward, com raiva. –E não me importa se você é príncipe ou princesa!

–Eu sou príncipe da Metrópole! -falou Tacker. –E olhe bem o que você fala!

–Não! -Ícaro, abrindo as asas, com raiva. –Não nos interessa se é príncipe de Metrópole alguma.

Edward estava com um pouco de receio, mas Tacker não parecia ser tão forte assim.

–Não vamos ir embora. -Edward deu um passo a frente. –Você está naquela pensão ali?

–Estou sim, por quê?! -Tacker, raivoso.

–Pois é ali que eu vou passar a noite! -Edward se dirigiu até lá, com os braços imobilizados. –Vocês vão vir? -ele se referiu à Ícaro e à Caio, que ficaram quietos.

–Ahhh! Não vai não!!! -Tacker correu até Edward, que logo virou e bateu com seu braço no rosto de Tacker, lhe fazendo cair.

–Não me interessa de quem você é filho ou se é uma pessoa famosa ou não. Mexeu comigo, não perdoo.

–Caramba... -Caio, olhando Edward vendo Tacker se levantar, sem nem ajudar. –Ele pegou pesado...

–Mas foi provocado. -Ícaro foi em direção à Tacker, ajudando-o a levantar, mas o garoto não quis. –Vamos embora, Edward.

–Não! Eu não vou ir embora. -Edward foi até a moça da pensão, que estava do lado de fora. –Eu quero um quarto até amanhã.

–Não! -Tacker gritou. –Eu te desafio, uma batalha. -Tacker, com raiva, vendo Edward virar. –Se eu vencer irá embora. Se eu perder, poderão fazer o que quiser.

–Não vamos batalhar. -Ícaro, já irritado.

–Eu não sei. -falou Caio. –Se ele provocar...

–Eu aceito. -Edward descendo as escadas. –Já estou irritado por algum motivo, ainda que esse garoto me fez lembrar aquele cara, da ilha...

–Do que você está falando? -Tacker, com raiva, enquanto tentava assimilar o que Edward estava falando.

–Não te interessa! -Edward, enquanto se dirigia para o outro lado da rua, esperando Tacker se posicionar. –E então, o que está esperando?

–Príncipe Tacker... -aconselhou Hiro, tio de Tacker.

–Não se intrometa vovô! -Tacker foi para o seu lugar e imediatamente as pessoas deram um bom espaço para a luta, de modo que Caio e Ícaro ficaram no canto.

Epson que estava indo para a cidade se surpreendeu com o tumulto e então correu para ver. Quando percebeu que Edward estava lá, se escondeu, olhando a tudo bem no fundo, entre muitas pessoas.

–Esse Tacker... Só apronta.

–Pode começar. -Tacker, olhando para Edward.

–Eu contarei... -Ícaro, dando um passo para a frente. –3, 2, 1... COMECEM!

Continua

Notas finais
Bem, como OLG já está há um tempo no Nyah!, estou disposto a responder algumas perguntas, caso tenham. Perguntem, após o review, o que querem saber e eu lhe responderei.
Obrigado e deixem reviews!