Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses

31 Batalhando contra um mestre


Notas iniciais
Olá pessoal!
O capítulo está ai pra vocês. Desfrute. Gostei muito dele e achei muito bom. Peço que usem um pouco mais a imaginação, porque não sou bom em fazer cenas de ação, ok?
Boa leitura.
Os Lendários Guardiões –Templo dos deuses-

Livro 1: Planta ......................................................................... Capítulo 31:

Batalhando contra um mestre!



–O que?!-grita Plantmort enquanto soltava Helleonora, fazendo-a cair no chão e ralar o joelho. –Eu te criei, te treinei e resolve retribuir-me com rebeldia?!

–Plantmort, você não é assim.-Edward gesticula, pedindo que ele se acalme. –Isso é influência do equinócio... Se acalma.

Plantmort estava com raiva. Não podia se controlar.

–Plantmort, por favor.-pede Helleonora. –Me deixa ir.-ela tenta levantar, mas sua perna dói muito.

–Até tu, Helleonora?-Plantmort olha para ela, com desprezo. –Não! Você não vai com ele. Você é minha mulher.

–Está errado, Plantmort.-Helleonora se equilibrou numa parede e tentou levantar. –O padre não nos abençoou.-Helleonora caiu de novo. –Além do mais, ontem, eu entrei na mente do padre e fiz ele se confundir. Olhe os papéis do casamento. São apenas papiros de receitas de bolos.

Plantmort não estava acreditando. O padre havia morrido por causa do impacto da pedra e seu corpo estava em cima de uma mesinha longa, que continha os papéis que supostamente seriam do casamento. Plantmort segurou o corpo do padre, jogando o corpo pela janela e pegando os papéis. Ficou com muita raiva quando leu a primeira linha: “Bolo de Ambrósia”.

–Como vê, Plantmort, tudo não passou de uma farsa.-Helleonora se levanta. –Agora me deixe em paz, por favor.

–Jamais!-Plantmort pulou na direção de Helleonora, mas Edward deu-lhe um chute, que o fez cair no chão.

–Corre!-Edward grita para Helleonora. –Se vir alguém lá fora, fala pra todos saírem!

Helleonora ficou, por um momento vendo a luta de Plantmort e Edward enquanto chorava. Até que saiu daquele salão destruído.

–Mas deixe em paz, Edward.-grita Plantmort, com raiva. –Com o poder do equinócio eu sou invencível! Posso esmagar até um verme como você.

–Aé? Tenta!-grita Edward enquanto, manipulando as plantas da parede, fazem penetrar o corpo de Plantmort, puxando-o para a parede. Com as mãos, Edward estava tentando manter Plantmort ainda na parede, enquanto controlava as plantas do local. –Se esqueceu que eu sou um manipulador de plantas?

–Se esqueceu que eu também sou?-Plantmort, com o corpo, deu um impulso para frente, saindo da parede e esticando seu braço, segurou Edward pela cabeça rapidamente. –Seu mortal inútil!-ele o joga no chão, pressionando Edward contra o chão.

Edward usava uma “armadura” de madeira em seu corpo. Madeira suficiente para não sentir tanta dor por causa do que Plantmort estava fazendo. O ruim é que Edward, por baixo da pele de madeira, ainda tinha seu corpo humano, que estava dolorido por causa do impacto. Edward tentava controlar a planta no local, mas Plantmort era forte. Até que sente seu corpo mais leve e um forte impacto em suas costas. Abrindo os olhos, estava na parede.

–Não!-Edward correu de presa, fugindo de um enorme soco que iria tomar de Plantmort, que aumentou o volume de sua mão. –Preciso sair daqui!

–Não fuja, Edward...-Plantmort correu atrás dele. –Este é o meu castelo. Será difícil fugir de mim aqui.


Helleonora corria pelos corredores do castelo procurando ajuda. Sabia que Edward era forte, mas Plantmort era mais ainda. Após o acidente no casamento, diversas pessoas fugiram, deixando apelas os três no salão.

–Me ajuda!-gritou Helleonora correndo, enquanto tropeçava em seu vestido e caía no chão. –Droga!-ela pegou a calda de seu vestido e o rasgou na altura dos joelhos. –Por que não vesti uma roupa por baixo!

Acima dela era possível ouvir o barulho de pedras e paredes sendo quebradas. A cada passo que Edward corria fugindo de Plantmort dois paredões de raízes se fechavam atrás dele, então Edward tinha que ser rápido. Helleonora começou a correr, até que ouve alguns passos vindos pelos corredores a sua frente. Tomou coragem e resolveu enfrentar o que estaria vindo. Pegou uma tocha apagada que estava no chão e esperou. Quando estava quase chegando, dobrou o corredor e então avançou em quem estava lá, levando um susto.

–Calma...-disse Natanael tomando um susto ainda maior enquanto deixava sua espada simples cair no chão. –Helleonora?

–Natanael?-Helleonora começou a chorar, enquanto abraçava-o forte. –Como você tá?

–To bem e você?-eles continuam abraçados.

–Eu to bem, mas o Edward tá lá em cima com o Plantmort.

–Ai não!-disse Natanael preocupado, enquanto, em outro corredor, Larienne e Sophie viraram. –Ah! Essa daqui vocês já conhecem, né?

Helleonora então abraçou Larienne e olhou para Sophie.

–Essa daqui eu conheço... Você não, mas você é a garota que me ajudou, não é?-perguntou Helleonora enquanto abaixava-se na altura de Sophie. –Mesmo não nos conhecendo você me ajudou muito.-ela a abraçou forte.

–Sabe, o Edward me pediu pra interromper o casório e eu então fiz o que podia...-Sophie olhou para Helleonora. –Eu nunca te vi, mas senti que o Edward estava falando de você.

Natanael ia falar alguma coisa, mas quando ouviu um alto estrondo vindo de cima, se calou.

–Eu e Larienne havíamos saído da prisão junto com o Silas, o prisioneiro, pois Plantmort queria que tudo corresse “bem”: você aceitava, ele nos soltava; você negava, ele nos mataria primeiro, na sua frente. Aí, quando algumas pessoas correram desesperadas eu consegui escapar e encontrei Sophie, que nos trouxe aqui.

–Pessoal, não temos tempo pra conversa...-Sophie pegou nas mãos de Helleonora. –Vou levar vocês daqui. O Edward pode se cuidar contra o Plantmort.

–Acha mesmo?-perguntou Larienne, com ceticismo. –Edward pode ser forte, mas nunca vi um aprendiz superar o mestre.

–Eu confio no Edward.-Helleonora juntou as mãos, como se estivesse orando. –Vamos sair daqui.

–Podem ir.-disse Natanael. –Eu vou ver se alguém, como nós, ainda tá no castelo.

–Mas se cuida, tá bom?-pediu Helleonora.


Edward estava fugindo de Plantmort, correndo pelos corredores. Não queria lutar contra um amigo, mesmo sabendo que ele podia fazer alguma coisa de ruim com ele...


Flashback de Edward (on)

Edward havia ido ao Templo de Pain de manhã bem cedo. Estava já em contato com ele, até que Edward pergunta:

–... E o que acontece no equinócio de primavera?

–“O equinócio de primavera foi um período em que eu ficava mais ativo, com raiva. Durante muito tempo esse período foi marcado por muita destruição, pois nesse período eu não me controlava direito e provocava desastres ambientais.”-Pain coloca a mão na cabeça. “–Os manipuladores de planta ganham uma força extra, dobrada, por causa do meu efeito no equinócio.”

–Mas e o Plantmort, também?

“–Sim, mas o Plantmort e você são diferentes.”–continua Pain. “–No equinócio vocês adquirem um tipo de raiva, como todas as plantas do mundo todo. Plantmort pode ficar enfurecido e ignorante, mas não é culpa dele.”

–E eu também?

“–Isso é relativo.”-diz Pain. “–Você é um tipo de 'planta' e consequentemente vai ficar sobre os efeitos do equinócio, sim, mas você também é um humano, então pode se controlar.”

–E quando isso tudo acaba?-perguntou Edward vendo que uma luz forte estava começando a acender.

“–Os tempos mudaram e, como eu to aprisionado em você, meu poder está meio fraco. Os efeitos do equinócio durarão até as seis da noite.”


Flashback de Edward (off)

Edward estava com medo, pois Plantmort o estava atacando com toda fúria. Pensara em reagir, afinal, Plantmort é o guardião do local. Resolveu esperar um pouco.

–Deve ser 1 e pouca da tarde, quase duas horas...-Edward olhou para trás, não vendo ninguém. –Ufa...-ele diminuiu o passo. –Agora eu só preciso distrair o Plantmort até umas cinco horas e ele voltará ao normal...-Edward sentou-se no chão, enquanto tentava imaginar um jeito de sair do castelo sem o pessoal saber e resolver ajudar o Plantmort. Quando sentou-se e colocou a mão no chão, sentiu algo meio úmido e gosmento tocar sua mão. –Eca... Que troço é isso? Pera aí, é lodo?!

Olhando a sua volta, Edward viu que todo o corredor estava começando a ficar meio verde e uma camada de lodo estava cobrindo tudo. Controlando o lodo que cobria as paredes, Edward conseguiu fazê-los parar, ficando apenas num pequeno círculo de rocha abaixo de si.

–Não to gostando nada disso.-falou Edward enquanto tentava enxergar no local, que estava começando a ficar escuro. As raízes do lugar estavam tampando as janelas e o lodo estava vedando tudo. –Ali. Tem uma porta...

Edward correu para a enorme porta em formato de portal que ficava no final do corredor. Com esforço, abriu a porta que estava coberta de lodo, manipulando a madeira de que era produzida. O local estava escuro, Edward entrou na sala e, com um pouco de medo, fechou a porta. Dando um suspiro de alívio, Edward deu alguns passos para trás, quando virou-se, Plantmort estava em sua frente.

–Ah!-Edward gritou, olhando os olhos de Plantmort reluzirem com a pouca iluminação de plantas que brilhavam, até que leva um tapa em seu rosto, com as “costas da mão” de Plantmort, que o fez cair.

Plantmort, mostrando sua mão esquerda, mostrou uma espada para Edward.

–Sabe o que é isso?-perguntou Plantmort para Edward.

A espada de engrenagens de Natanael, pensou Edward olhando-a nas mãos de Plantmort. Estava com ele esse tempo todo...-Edward voltou a si. –Não. Não sei.

–Este é um dos mais raros objetos que podem nos matar, Edward.-Plantmort disse, com um tom raivoso. –Esse artefato tem o poder de absorver, drenar, anular e até mesmo romper núcleos e qualquer fonte de energia. Segundo lendas, essa foi a principal causa da morte do nosso clã, Edward.

–Sei... Mas porque você está com ela?-perguntou Edward, enquanto olhava para as plantas que estava começando a perder o brilho.

–Por que eu sinto que, mesmo sendo um objeto tão valioso e destruidor de clãs, essa espada pode ser muito útil.-Plantmort a empunhou. –Como destruir nossos inimigos!-ele golpeou Edward, mas esse deu um salto para trás, manipulando algumas cadeiras e jogando-as contra Plantmort, que as cortou com a espada. Sabendo que não pode usar muito o contato físico com Plantmort por causa da espada, Edward então lhe jogou algumas sementes que Minerva lhe dera. Não era mais as mesmas sementes, e sim melhoradas, a partir da polinização com outras plantas.

Quando mantiveram o contato com Plantmort, elas logo enrolaram-no, prendendo-o com muita força, dando mais espaço para Edward correr.

–Não pode fugir de mim.-falou Plantmort enquanto estalava os dedos e o lodo começava a endurecer, fechando a passagem de Edward.

–Já chega!-falou Edward enquanto paralisava o lodo, que deixou uma passagem para que ele passasse. –Eu preciso sair daqui!



–Por que isso não sai?-perguntou Oliver enquanto limpava o suor, ouvindo a moça gritar de dor no parto. –Como faremos isso?!

–Não sei, Oliver!-gritou Ellira, enquanto ficava nervosa. –EU NUNCA FIZ UM PARTO ANTES!

–Calma, calma.-Caio estava se posicionando no chão. –Podiam ter colocado ela num sofá, né? Olha.-ele falou para a mulher. –Você precisa se concentrar e quando eu disser “já”, você grita e faz força, tá legal?

–Não é melhor cortamos um pouco com uma adaga?-perguntou Oliver. –Seria mais fácil e …

–Não!-gritaram todos, exceto Nilo e a mulher, que já gritava.

–Aqui.-disse Nilo com uma panela com água quente. –Demorei porque não sei como fazer fogo.

–Obrigado, Nilo.-disse Caio. –Moça, agora vamos lá... Respira, respira... Já.

–AAAAAAAAAHHHHHHHH!!!-gritou ela, fazendo mais força. –Arf, arf, arf. AAAAAHHHHHHHHH!!!

–Tá nascendo, tá nascendo!-disse Caio feliz, em meio as gritos da mulher.

–Sério?-disse Oliver debruçando-se para ver. –Deixa eu ver isso. Ai meu pai...-Bum!-Oliver desmaia.

–Não acredito que ele desmaiou!-disse Ellira tirando Oliver do colo dela. –Como tá por aí?

–BUUUAA.. Buá!-choros podiam ser ouvidos assim que Ellira parou de falar.

–Ele é lindo.-disse Caio enrolando o bebê num pano limpo, dando-lhe um tapinha em seu bumbum e entregando pra mão. –Aqui ele.-a mãe o pegou.

–Que fofo.-Ellira debruçou-se sobre o ombro de Caio, apoiando seu queixo no ombro esquerdo do garoto. –É lindo.

–Obrigada.-agradeceu a mãe, já amamentando-o. –Muito obrigada a todos vocês.

–Que nada.-disse Caio manipulando uma toalha e molhando na água quente e depois limpando suas mãos. –Foi o mínimo que eu podia fazer.

–E qual vai ser o nome do pequeno?-perguntou Ellira. –Na minha cidade, quando uma pessoa nasce, colocamos logo o nome nela, para que os deuses já a reconheçam e lhes preparem o futuro.

–Hum... Não sei ainda...-disse a mulher olhando o garoto em seus braços. –Qual o seu nome, meu jovem?

–Meu?-perguntou Caio, vendo logo em seguida a mulher acenar com a cabeça um “sim”. –É Caio.

–Então já está decidido.-disse a mulher levantando o bebê um pouco. –Pain e os outros deuses, aqui está meu filho, Caio Benjamim.

Todos se olharam, menos o Oliver que estava desmaiado. –Logo em seguida, foram embora.


Enquanto fugia de Plantmort que corria atrás dele, Edward sentiu uma sensação de bem-estar, não sabendo o porquê. Foi quando o lodo que estava no chão começou a ficar grudento, e ele cai no chão, sendo preso na camada de lodo escuro. Imediatamente suas mãos foram enroladas por vinhas, impedindo Edward de dobrar.

–Me solta!-gritou Edward, com seus olhos normais, com coloração alaranjada. –Me tira daqui!

–Você sairá daí, Edward.-Plantmort encostou a espada reta na perna de Edward, deixando que o peso dela perfurasse a camada de madeira que já estava começando a ficar fraca. –Logo depois que retirarem seu corpo!-Plantmort ergueu a espada e fortemente ia golpear Edward, quando um tipo de esfera brilhosa atingiu as mãos de Plantmort, que largou a espada, que caiu bem próxima de Edward.

Edward tentava se soltar, não sabendo o que acabara de atacar Plantmort. Respirou fundo e meteu a boca no lodo que o prendia. Passou-se alguns segundos e ele conseguiu escapar. Pegou a espada que estava ao seu lado e, tentando levantá-la, apontou-a para Plantmort.

–Eu podia te matar agora!-Edward, com seus olhos alaranjados, manipulou a porta do quarto em que estava alguns minutos antes e pressionou Plantmort contra a parede. –Mas eu vou fazer isso!

Dando um giro para obter impulso, Edward levantou a grande espada de Natanael e golpeou a parede três vezes.

–Não!-Plantmort deu um grito e correu até Edward, mas esse havia quebrado uma janela, recebendo uma boa quantidade de sol.

–Agora é entre nós Plantmort.-o cabelo de Edward, antes ruivo, estava ganhando uma forte coloração verde e seus olhos laranjas, estavam com um tom esverdeado também. Sua pele de madeira estava ganhando uma coloração mais rígida, parecendo com pele de carvalho. Sua voz estava grossa, parecendo a voz de Pain. –E prepare-se, pois eu não terei dó nem piedade.


Continua



Notas finais
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