Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses

7 A primeira missão e a decisão inesperada!!!


Notas iniciais
Olá! ^^ Primeiramente quero agradecer aos mais de 20 comentários que essa fanfic recebeu!!! Obrigado, leitores. Sem vocês eu não estaria aqui. Boa leitura! ^^ O autor!

Os Lendários Guardiões

–Templo dos deuses-

Livro 1: Planta …........................................................... Capítulo 7:

A primeira missão e a decisão inesperada!!!

A cidade de Lockhaven era grande e possuía diversas praças. Praticamente, esta era a primeira missão: “Descobrir a praça escolhida”.

–O professor Éric é um professor misterioso...-disse Caio. –Ele deve ser um ótimo estrategista.

–Ou um ótimo cara que só quer que andemos pela cidade afim de gastar a sola dos sapatos enquanto ele dá em cima de garotas mais novas.-disse Edward indo na direção de uma árvore. –Ele pode ser um estrategista... Mas eu tenho a minha estratégia de localização.

Tocando uma árvore que mais se parecia uma jabuticabeira, Edward entrou em contato e então perguntou para ela se alguém com as características de Éric havia passado por alí. Ela disse que sim, mas que ele havia passado direto.

–Obrigado.-agradeceu Edward à planta.

–Você fala com árvores?-perguntou Caio surpreso.

–Falo sim.-respondeu Edward pegando sua aljava e retirando dela uma flecha e armando o arco. –Como a equipe de três é só nós dois, teremos que nos separar. Se não agente nunca vai realizar a missão.

Caio pareceu concordar com a medida tomada por Edward.

–Mas o que faremos se algum de nós encontrar o professor enquanto o outro estiver procurando?

Nisso Edward não havia pensado. Foi quando colocou a flecha sobre os dois ombros de Caio e disse num tom de voz como se fosse de um rei.

–Eu, Edward Élrick, te nomeio líder da equipe 17.

Caio deu uma risada e então bolou um plano. Parecia ser a melhor coisa a se fazer no momento.

–Primeiro, nós teremos que encontrar o professor.-disse ele escrevendo no chão. –Meus poderes são de sombra, mas são fracos ainda e, com a luz forte do sol, eu não poderei soltar raios de energia para avisar que eu o achei.

–Certo!-disse Edward enquanto avistava Nataniel saindo da escola e indo para algum lugar. –Olha lá. Nataniel já saiu. Temos que nos apressar.

–Certo. Sei que pode demorar muito, mas nós vamos juntos procurá-lo.

Edward sabia que Caio tinha razão. Então foram os dois procurar pelo professor. Em cada árvore que Edward passava, ele pedia informações as mesmas. Procuraram durante um bom tempo e nada. Foi quando viram que a loja de um ferreiro estava sendo roubada.

–Temos que ajudar!-disse Edward armando o arco. –Ele pode estar correndo perigo.

–Tudo bem.-disse Caio levitando algumas pedras e objetos pequenos com seu poder de sombra.

Na verdade o poder de Caio é um tipo de magia. Só que ele prefere dizer que são apenas sombras. As pedras acertaram os ladrões e com raiva alguns ficaram para batalhar enquanto dois outros fugiram.

–Eu fico com os que fugiram.-disse Caio entrando em um beco.

–E eu enfrentarei estes cinco sozinho.-disse Edward olhando para os homens que vinham para o combate. –Obrigado, Caio.

Edward mirou a flecha no ladrão que se encontrava no meio dos homens e atirou, acertando apenas o escudo dele. Com certeza Edward não tinha boa pontaria. Foi quando um dos ladrões direcionou as mãos para Edward, que estava armando seu arco e dando distância, e disse em alta voz:

–Flaming spears!

Das mãos do bandido saíram várias lanças banhadas em fogo. Imediatamente Edward se escondeu em um beco. Mas não seria o bastante para fugir.

Não posso combater planta com fogo.–pensou Edward armando novamente o arco.

–Saia daí, garoto.-disse um dos bandidos. –Prometo que te matarei beeem lentamente.

–É mesmo, garoto.-riu outro bandido que segurada um machado em cada mão. –Se você se entregar eu te prometo que não vou deixar você sofrer muito...

Edward se escondeu atrás de uma grande lata de lixo. Foi quando os bandidos entraram no beco. Vendo que não tinha ninguém lá, os bandidos tomaram a rota do beco. Passaram por Edward e ninguém o viu. Foi quando Edward mirou a flecha em qualquer um deles... E lançou. A flecha acertou o ombro do ladrão que se encontrava a direita. Este segurava um grande saco de dinheiro e, com a dor que estava sentindo, deixou o mesmo cair. Foi quando o “chefão” olhou para ele. Abrindo novamente as mãos, ele gritou “Flaming spears” mais uma vez e muitas lanças de fogo surgiram do nada. Vindo na direção de Edward, o garoto não tinha como fugir. Primeiro que o beco era longo e ele estava no meio dele. Segundo, por que atrás de Edward se encontrava a lixeira e isso iria atrasá-lo se ele tentasse pulá-la. Vindo rapidamente na direção de Edward, as lanças estavam prestes a fazer contato, quando uma “parede invisível” o protege.

–O que?!-disse o “bandido chefe”. –Ele tem poderes! Vamos logo acabar com isso!-ele estendeu a mão para o alto. –Rain of embers!

De cima da mão do bandido uma nuvem de pedras cintilantes começaram a se formar. Foi quando começaram a se mover velozmente e foram em direção a Edward. Novamente a parede invisível o protegeu. Por mais que o ataque fosse forte. Edward não sabia o que estava acontecendo e muito menos quem o estara protegendo. Foi quando os bandidos começaram a ser golpeados por nada. Foi quando todos caíram. No final do beco, Caio apareceu puxando os dois ladrões pela camisa e junto dele, dois enormes sacos de dinheiro estavam flutuando envoltos de uma energia escura.

–Acredita se eu disser que eles queria me pagar metade do dinheiro deles só para eu deixar eles fugirem?-disse Caio sorrindo. –Sorte que eu não aceitei.

–Ótimo.-disse Éric do nada.

O único problema é que ele não estava no beco. Foi quando ele começou a aparecer do nada. Ele estava invisível!

–Perdão pela demora.-disse Éric com a mão na cabeça. –Estava ocupado e não consegui chegar a tempo.

Ocupado?, pensou Edward. Tava é com a Helleonora. Seu...

–Bom trabalho, Caio!-disse Éric envolvendo os bandidos numa cúpula e levando-os até a cadeia. –Só não esperava que Edward ia amarelar desse jeito.

Edward se sentiu humilhado. Por mais que tentasse esquecer aquela frase, ele se lembrava mais e mais. Entregando o dinheiro ao ferreiro, Caio e os outros foram recompensados com o dinheiro que foi roubado e com o direiro de escolherem a arma que quisessem. O ferreiro era Richester (em homenagem ao biscoito), um senhor velho, muito musculoso cuja as mãos estavam queimadas e cortadas de tanto trabalhar com diversos materiais cortantes. Era um dos melhores ferreiros que Lockhaven já tivera e sua marca registrada eram suas armas de grande resistência, pesadas e com propriedades mágicas e preços extremamente altos, mas que valiam a mercadoria.

–Eu quero esse sabre.-disse Caio que observava todos os itens. –O nome é Divinity of the Shaman. O nome parece maneiro.

–E é.-disse Richester. –Ele aumenta a força de criaturas controladas por necromantes.

–Eu quero essas adagas brancas.-disse Éric que não gostava muito de armas. –Poderão ser úteis algum dia. Agora é você, Edward.

–Narração de Edward-

Eu não conseguia prestar atenção em nada. A minha mente só pensava na seguinte frase: “Só não esperava que Edward ia amarelar desse jeito”. A minha vontade era de sumir de perto deles e nunca mais voltar. Mas eu não podia fazer isso. Foi quando disse para Richester.

–Se importa de me oferecer trabalho em vez de arma?

Todos ficaram calados e surpresos. Éric foi um deles. Mas não demostrou isso claramente. Foi quando Richester sorriu.

–É claro que sim, meu garoto. Você foi o único que me pediu trabalho em vez de alguma de minhas caras armas. Por causa disso, pode escolher o dia que começará a trabalhar. Caso não interfira em seus estudos e suas missões.

–E por sinal...-disse Caio. –Temos uma missão agora. Não é professor Éric?

Eu tinha me esquecido da missão. Com tanta coisa para pensar, a missão ficou por último. Foi quando o professor Éric se despediu de Richester e nos levou para a praça. Lá estava Nataniel. Sentado ao lado de umas meninas que estavam abraçadas com ele e acariciavam seu rosto e sua armadura.

–Vejo que estão atrasados.-disse Nataniel enquanto dava um beijo de despedida em cada uma das cinco garotas que estavam próximas a ele.

Eu não sabia se ficava aliviado com isso. Se ele estava com um monte de garotas sinal de que ele não estava namorando Helleonora. Mas ele podia estar com as meninas e com Helleonora ao mesmo tempo. Isso me deixou com um pouco de receio e raiva.

–Pronto!-disse Éric se achando o tal enquanto segurava uma adaga nas mãos. –A missão era para ser uma expedição pela cidade. Mas como já está tarde e eu não tenho o direito de deixar os alunos fora da escola por muito tempo... Eu farei uma pequena missão de resistência.

–Resistência?!!!-dissemos todos juntos. Parecia até telepatia.

–Nós estamos cansados. Eu lutei hoje e ainda tive que arrastar dois pesados bandidos por cinco quarteirões.-reclamou Caio.

–E eu? Fiquei aqui parado nesse calor que faz dentro desta maldita armadura esperando vocês e agora eu ainda tenho que fazer uma missão de resistência? Espero que valha a pena.

Foi quando Éric olhou para mim. Pensando bem, era a minha vez de protestar. Mas o de que eu reclamaria? Para meu professor eu era um covarde. Não posso reclamar. Essa é a minha chance de mostrar que sou forte. Olhei bem para todos e então disse:

–Eu quero fazer essa missão!

–Essa é sua última palavra?-perguntou Éric me olhando com aqueles olhos hipnotizantes que me dão medo.

–Sim.

Ele então dirigiu-se até uma área da cidade, não muito longe dalí, que era mais uma praça. Tinha um campo, um lago e muitas árvores.

–Acho que ele quer que a gente siga ele.-disse Caio enquanto estávamos parados no mesmo lugar de antes. Nós o seguimos.

–A missão de vocês será a seguinte.-ele meteu a mão no bolso da calça e pegou uma libélula dourada. –Vocês só precisam capturá-la e me entregar. Só isso.

–E o que acontece se ninguém conseguir?-perguntou Nataniel nem querendo tentar.

–Vocês automaticamente serão expulsos da escola e todo tipo de lembrança pertencente a ela será apagada.

Isso não era tão ruim para mim. Eu só teria que dar uma boa razão para meus pais caso eles perguntassem o motivo para eu estar vagabundando na rua.

–E o que é que a gente ganha se conseguirmos.-perguntei.

–Primeiro: não tem esse negócio de “a gente” ganha.-disse o professor olhando para cada um lentamente. –A missão é individual e não tem prêmio para o segundo e nem para o terceiro lugar. Somente o primeiro ganha.

Essas palavras pareceram chocar a todos. Eu não podia deixar de ganhar essa missão, mas não queria lutar contra Caio, meu amigo na escola. Mas não tinha nenhuma opção. Estava decidido.

–O vencedor ganhará um dia na Biblioteca do Guardião. E terá a chance de ir para a casa além do período de férias. Caso não queiram fazer a missão, serão banidos da Escola e não terão volta. Comecem!!!

Eu quase não conseguia ver a libélula voando no céu. Embora fosse um simples inseto, seu corpo era transparente e o brilho da luz do sol era potencializado quando passava por seu corpo dourado. O que prejudicava a nossa visão. Além do mais a bicha era rápida e voava em zigue-zague. Quando eu consegui alcançar o ritmo do pequeno inseto de ouro, só senti o impácto de uma forte rajada de energia sobre meu rosto. O que me fez dar um giro no ar e me fazer rolar no chão até cair no lago. Não sei o porquê, mas eu sempre caio num lago.

–Narração do Autor-

Edward não sabia quem havia mandando a forte rajada de energia. Mas sabia que não podia confiar mais em ninguém. Concentrando sua energia por todo o corpo, Edward subiu rapidamente em uma árvore. Não queria fazer nada, apenas se camuflar e atacar seus “companheiros” do alto. Quando estava em cima da árvore e prepadado para atacar Nataniel, Edward olha para o lado. E adivinha só quem estava repousando na árvore? A libélula. Edward rapidamente deu um bote certeiro e enfim pegou-a. Muito animado, ele desce da árvore e quando estava prestes a tocar o chão para entregá-la a Éric, ele é atingido por uma outra rajada de energia. Esta porém não o machucou. Apenas imobilizou sua mão, fazendo a abrir lentamente.

–Me desculpe, Edward.-disse Caio enquanto suas mãos estavam envoltas por uma energia nergra. –Eu preciso ganhar essa missão.

–Caio, cuidado!!!!-gritou Edward enquanto via Nataniel dar um forte chute em Caio.

O aviso chegou tarde. Nataniel levava vantagem nessa missão pois, ele era um guerreiro treinado para combate corpo a corpo e pertencia a classe “C”, enquanto Edward e Caio pertenciam a classe “D-” e não tinham preparo nenhum. Se fosse colocar uma espécie de medidor de força Nataniel ficaria em primeiro pois, sua espaça de engrenagens repele e anula o poder de energias. As mesmas energias de Caio. Este ficaria em segundo. É que Caio tinha uma pequena destreza sobre ataques a distância e seu nível de experiência é bem maior que Edward, que por sua vez ficaria em terceiro lugar. Seu poder é forte, mas veja por esse lado: Edward manipula bem as plantas, mas seu poder varia de planta em planta. Se ele for manipular uma árvore, demorará mais tempo do que manipular grama. O tamanho e a densidade das plantas variam e além do mais a grama e algumas plantas do local são frágeis e fracas. Não dá para fazer muita coisa, tipo enrolar e prender alguém.

Nataniel não queria nem saber se Caio era da mesma equipe que ele. O chute que deu nas costas de Caio fez com que o mesmo caísse no chão sem um pouco de ar. Não estava morto, mas ficaria fora do caminho por um bom tempo. Agora Nataniel vinha na direção de Edward. Este por sinal estava bastante machucado e dolorido. Seu corpo parecia cintilar enquanto estivesse molhado e na direção dos raios de sol. Manipulando algumas videiras, Edward tentava atingir Nataniel que continuava andando. É que a armadura que usava protegia de ataques. Foi quando pegou seu arco e armou. Atirou uma flecha, mas errou. A flecha foi parar numa árvore. Foi quando Edward teve uma rápida lembrança de quando estava meditando com Helleonora em sua casa e colocou a mão no salgueiro e absorveu um pouco do caule. Bem, não custa nada tentar de novo.

Éric visualizava tudo de longe. Estava anotando numa prancheta de metal tudo o que acontecia na missão que mais se parecia uma guerra entre um único grupo. Muitas pessoas pararam seus afazeres e estavam observando eles batalharem. É que era raro acontecer aquele tipo de coisa. Para que o povo não fosse atingido por alguma coisa vinda do campo, Éric fez uma grande cúpula apartir de seu campo de força e colocou em volta do campo. Dentro da cúpula, Edward corria em direção a uma árvore, enquanto Nataniel preparava para atacar. Pondo rapidamente a mão na planta, uma jaqueira centenária que nunca deu se quer um fruto, Edward começou a se concentrar. Nataniel andava em sua direção como se soubesse claramente o que queria fazer: com a espada em punho, ele vinha na direção de Edward. Mesmo com a libélula voando ao seu lado.

–Vai, Edward.-disse Edward enquanto sua mão direita tocava numa árvore grande, cuja a casca era muito dura. –Absorve, vai. Por favor, plantinha. Sei que não te conheço, mas deixa, vai. É caso de vida ou morte. A minha morte.

Os moradores e trabalhadores que viam a cena não sabia o que Edward estava fazendo.

–Ele tá rezando, uai!-disse um velho que estava por lá.

–Cala a boca, velho pinguço.-disse uma mulher já idosa. –Não vê que ele tá cansado? Ele tá descançando.

Edward lentamente começava a absorver a planta. A “casca” da árvore estava começando a cobrir a mao de Edward. Foi quando Nataniel começou a correr.

Edward tentou fugir, mas sua mão colara na planta e não conseguia se soltar. Puxando sua mão contra a árvore, Edward estava desesperado. Foi quando escutou uma voz feminina vinda da planta.

Venha! Vamos ser um só.

Edward começara a ficar com muito medo. Foi quando viu que sua mão não saía do caule da árvore, mas entrava. Respirou fundo e prendeu a respiração. Foi quando mergulhou dentro da planta.

Todos ficaram perplexos. Éric parou de escrever na prancheta e ficou somente observando. Os moradores que viam tudo calaram-se do nada. Helleonora e alguns alunos que estavam alí a poucos minutos pararam e começaram a imaginar se Edward estava vivo dentro da árvore.

–Ele morreu?!-disse Nataniel passando a mão na casca da árvore, intácta.

Caio se levantou do chão com as costas doendo e não conseguia imaginar como Edward fez aquilo.

–Continuem a missão de vocês.-disse Éric enquanto escrevia alguma coisa na prancheta. –A libélula voa e vocês precisam pegá-la.

–Mas o Edward pode estar em perigo.-disse Caio quase chorando. –Eu não vou fazer a missão. Eu desist....

Foi quando a árvore começou a brilhar fortemente. Um brilho tão forte que Caio e Nataniel precisaram se abrigar atrás de uma árvore para que não ficassem “cegos”. Algumas pessoas da cidade ainda estavam em suas tarefas, mas quando viram a claridade vinda da cúpula, foram ver. Quando o clarão passou, tudo parecia estar como antes. Até que o chão começa a tremer e a árvore começa a se mover...

–Incrível!-disse Éric deixando a prancheta cair no chão. –Até parece a história do livro.

Minerva olhava tudo da janela da escola. Ela chorava de emoção e não parecia surpresa com o que vira: a árvore pareceu criar vida e suas raízes desafixaram no chão. Como ela já era alta dentro da terra, fora dela ela era imensa, o que desfez a cúpula. Dando um rugido grosso e alto, a árvore começou a atacar a Nataniel e Caio. Éric não sabia se aquilo era apenas a manifestação da raiva de Edward contra Nataniel ou se era a planta apoderando-se de Edward. Correndo para ajudar, Éric começou a atirar pequenas esferas de campo de força na árvore. Mas esta era muito grande e, por não ter nenhum tipo de emoção, sistema nervoso e etc, o ataque não teve efeito.

–Edward!-gritou Helleonora correndo para onde estava a planta. –Se acalma, Edward.

Atirando pequenas “estrelas cadentes”, Helleonora atingiu a base da planta. Mas ela se firmou nos galhos. E começou a atacar Helleonora também.

–O Edward tá lá dentro.-disse Helleonora voando enquanto desviava dos ramos e vinhas que a árvore aparentemente inofenciva lançava. –A gente precisa ajudar ele.

–Eu não sei como.-disse Nataniel enquanto cortava algumas raízes que sobrara. –O “sangue e músculos” dessa planta parecem ser a energia que o Edward tem. E minha espada repele esse tipo de energia.

–Só que tem uma coisa.-disse Caio enquanto defendia-se dos ramos que eram lançados. –A árvore está TE atacando por que VOCÊ atacou Edward.

Foi quando Nataniel lembrou-se da seguinte frase: “É caso de vida ou morte. A minha morte”.

A planta só quer proteger o Edward... De mim., pensou Nataniel.

Foi quando os ramos da árvore acertaram Helleonora e a arremessaram no chão. Ela bateu com tudo e desmaiou.

–Narração de Edward-

–Helleonora!!!!!-gritei dentro do que parecia ser a planta.

Eu sei que sou eu. Mas parece que não tenho controle de mim mesmo. Quando eu entrei na planta, eu senti meu espírito se juntar com o dela e desde então eu só comecei a batalhar com Nataniel. Quando os outros vieram, eu só queria mantê-los longe e não queria machucar ninguém. Agora, Helleonora estava caída no chão.

Será que ela está morta?

Viu, Edward? Estamos ganhando!–disse a planta.

Ganhando o que? Estamos machucando pessoas inocentes.-disse eu para a árvore. Na verdade EU parecia ser a árvore. Apenas não tinha o controle de mim.

Estamos ganhando a batalha. Eu vi quando eles atacaram você. Vi quando você caiu no chão e ninguém te ajudou. Agora estamos aqui para nos vingar. Vamos matá-los e absorveremos seus corpos como sinal de nossa vitória!

Em certo ponto a árvore estava coberta de razão.

Se nós éramos uma equipe, por que me atacaram? Nós tínhamos que pegar uma simples libélula dourada e só. Não atacar um ao outro.

–Edward!-gritou Nataniel que estava subindo na árvore perfurando o tronco com duas de minhas flechas. –Para com isso.

Foi quando a árvore envolveu Caio em vinhas e começou a apertar.

–Pára.-ordenei para a árvore. –Tá machucando ele.

Ele está nos ferindo, Edward. Você não sente, mas eu estou muito machucada. Eles me queimaram, me cortaram e uma vez jogaram veneno em mim só para que eu morresse. Sorte que a Minerva me salvou. Agora, eu posso me vingar dos que me maltrataram sem motivo. Você é a chave para isso.

Não. Você não entende. Eles são pessoas boas e não querem o meu mal.

Mas eles atacaram você. Como você ainda quer salvá-los

Eu fiquei calado durante um bom tempo. Não sabia o que dizer. Olhando para Helleonora inconsciente nos braços de Éric eu sabia o que dizer.

Eu a amo.

Amor? O que é amor?, perguntou a planta.

É um sentimento que todos sentem. Eu não sei explicar. Só sei que eu sinto.

Mas por que eu não sinto? Eu quero sentí-lo também.

Você pode sentir sim. Esses humanos te machucaram muito. Eu sei como é. Mas eu te prometo que não vai se repetir. Eu posso garantir isso.

Liberando mais energia, Edward preencheu todos os campos da árvore, o que fez com que ela se curasse. Particularmente, Edward não sabe como fez aquilo.

A árvore, seguindo os movimentos de Edward, segurou Helleonora em seus galhos. Ela ainda estava incosciente. A planta envolveu Helleonora numa forte energia verde, e algumas de suas feridas perderam a dor. Como suas costas, que estavam doloridas. Poucos minutos depois, Helleonora volta ao normal.

Pronto!–disse a planta. Agora, qual era a sua missão mesmo?

–Narração do autor-

Tudo parecia se acalmar. Nataniel estava ainda com a espada em punho, pensando no que Caio dissera. Foi quando pegou sua espada e a lançou no chão, demostrando que não queria mais lutar. Éric estava olhando para a imensa árvore, agora com seu corpo reconstituído e andando para o local onde estava. Fixando novamente suas raízes no solo, a enorme árvore estava parada como antes. Foi quando Edward começou a sair do tronco.

–Edward!-correu Helleonora ao encontro dele, chorando. –Como você tá?

–Eu tô bem. Pode deixar.-respondeu Edward sorrindo. –Eu tô bem. Sério.

Nataniel olhou para os dois abraçados, mas nem ligou. Caio estava sentado no chão, após se lavar no lago. Éric olhava para todos. Esperava algo.

–Já que tudo foi resolvido... Voltemos a missão.

Edward soltou Helleonora e dirigiu-se para Nataniel e Caio. Estendendo a mão para todos, Edward a abriu. Dentro dela estava a libélula. Intácta.

–A árvore me deu isso como forma de desculpas.-disse Edward com ela nas mãos. –Já que somos uma equipe e resistimos até aqui. Não tem nenhuma razão para que eu vença sozinho.

Éric então recebeu a libélula que estava não mãos de Edward, Caio e Nataniel.

–Bom trabalho, equipe 17.-disse Éric. –Vocês foram aprovados.

Foi quando todos aplaudiram a Caio e os outros. A missão estava concluía e com êxito! Helleonora deu um outro abraço em Edward, e um abraço em Caio e Nataniel. Apertou a mão de Éric e se despediu de todos.

Da multidão, uma senhora saiu. Era Minerva. Estava acompanhada de Stwart e andava bem devagar.

–Boa tarde, dona Minerva.-cumprimentaram Edward e os outros.

–Boa tarde a todos.-respondeu Minerva. –Vi o que aconteceu hoje e pude reparar que Edward possui um dom incrível. Em todos os meus 100 anos de vida, eu nunca vi um garoto fazer o que ele fez.

Edward estava sorrindo. Estava junto de Caio e Nataniel.

–Conversei muito com Stwart e ele concordou no que eu irei falar.-disse Minerva olhando para Éric. –Esse garoto é herdeiro das habilidades de um antigo clã. Hoje extinto, o clã de dobradores de árvores ajudou a formar o que hoje é conhecido como cidade de Gorlan e eu sou a única sobrevivente desse clã. Eu venho pedir a você, Éric, para concordar com a emancipação de Edward Elrick da equipe 17 e deixá-lo sobre meus cuidados. Eu o treinarei e o ensinarei tudo o que eu sei. Aceita?

Éric olhou para a equipe 17 e num suspiro, olhou para o campo onde Edward mostrou suas habilidades. O campo estava com alguns buracos enormes e com um pouco de sua paisagem danificada. Foi quando olhou para a jaqueira. Esta estava toda renovada, com muitos frutos e um aroma doce incrível. Os frutos que já estavam maduros eram a prova de que tudo podia acontecer. Edward deu um sorriso para a planta.

–Eu concordo com a decisão tomada por Minerva.-disse Éric sem nenhuma importância. –Eu emancipo Edward Élrick Isaac Saint-Clair da equipe 17 por tempo indeterminado até que Minerva tenha concluído o treinamento com Edward.

Caio começou a ficar triste. Mas foi consolado por Edward.

–Eu só vou treinar para ficar forte igual a vocês. Não vou me separar de vocês dois. Só da equipe.

Minerva, vendo que a decisão foi tomada, retirou-se do local acompanhada de Stwart. Edward ficou se despedindo dois outros. Quando estava para entar na escola, Edward foi até a jaqueira e se despediu.

Obrigado, Edward. Eu te agradeço muito.

De nada, plantinha. Eu que agradeço.

Após tomarem um bom banho, jantarem e treinarem um pouco, Edward e Caio ficaram um pouco no corredor e depois entraram. Dentro do quarto, Edward e Caio estavam sentados em suas camas, comentando sobre como Edward conseguiu entrar numa árvore.

–... Aí eu só consegui escutar a planta dizer para a gente virar um só.

–Caramba! Deve ser maneiro esse seu poder, não é?-perguntou Caio enquanto manipulava duas moedas de prata. –Ah! Desculpe pelo ataque nas costas. Foi sem querer.

Edward então deitou-se em sua cama. Quando ouviu as palavras de Caio, Edwad logo se lembrou do que a planta disse: “... Eu vi quando eles atacaram você. Vi quando você caiu no chão e ninguém te ajudou...” Mas tentou se esquecer isso.

–A Minerva disse que esse poder é forte, mas eu não consigo achar força nisso.-disse Edward olhando os ramos de uma árvore qualquer bater em sua janela. –Mas eu preciso treinar bastante para ficar mais forte. E eu vou ficar.

–Mas cara, tinha que ver a gente lutando contra a árvore.-disse Caio levantando e gesticulando com as mãos e com seu poder. –Ela veio com seus galhos para cima de mim, aí eu defendi, mas eu não era muito forte. Aí caí no lago. Pior foi Helleonora. A árvore pegou ela e arremessou contra o chão. Eu pensei que ela tinha sido morta ou tava toda quebrada por dentro.

Foi quando Nataniel saiu do banheiro. Ele geralmente saía todo molhado, dizia que era para se refrescar. Naquela noite ele saiu seco. Devia estar ouvindo a conversa da porta. Foi quando ele pediu a Caio se podia falar sozinho com Edward. Caio saiu e foi para o corredor.

–Edward, sei que não nos falamos direito.-disse Nataniel. –Mas só me responda uma coisa: você, quando estava na árvore, queria me matar?

Edward ficou calado um pouco e depois ficou sem graça de dizer.

–Eu queria uma ajuda para batalhar com você.-disse Edward olhando para a espada de Nataniel em cima da cama. –Mas a planta queria sim, eu não.

–Ah! Então tá bom.-respondeu Nataniel. –Meus parabéns por você ter pego a libélula. E obrigado por dividir sua conquista conosco.

–Que nada.-respondeu Edward sem graça. –Agradeça a planta. Ela quem me deu.

Logo após isso, Nataniel saiu do quarto. Como era final de semana, os alunos tinham o dia todo livre. Só que nesse final de semana teve missão. Como era o primeiro dia de folga do ano letivo, havia uma grande festa na cidade. Edward ficou no quarto e Caio só estava esperando Mary para sair. Caio abriu a porta, estava de mãos dadas com Mary. Ele se despediu de Edward e saiu. Agora, sozinho no quarto, Edward não sabia o que fazer. Ficou pensando muito no que Minerva falou no campo: “ Esse garoto é herdeiro das habilidades de um antigo clã. Hoje extinto, o clã de dobradores de árvores...”

Será mesmo que eu sou isso que ela falou?, pensava Edward.

Foi quando ele pegou o livro que alugara da biblioteca. Pedindo permissão à árvore, Edward pegou o ramo que batera em sua janela. Lendo atentamente cada folha e pondo em prática o que lia, Edward estava treinando bastante. Enquanto isso, dentro do quarto, Éric via Edward treinando. Este não sabia que seu ex-professor estava no quarto, foi quando uma pequena caixa cai em sua cama e a porta abre e se fecha rapidamente.

–O que será que tem nisso aqui? Quem jogou?-perguntou Edward sorrindo

Abrindo rapidamente a caixa de presente, Edward desembrulhou-a com bastante cuidado. Quando abriu-a teve uma surpresa. Foi quando ela começou a voar. Em contraste com a luz vinda de uma lamparina, uma pequena libélula voava. Edward ria e começou a chorar. Sozinho, Edward treinara e de vez em quando olhava para a pequena libélula dourada. Símbolo vivo da união de um humano e uma simples planta.

Continua.

Notas finais
Obrigado por lerem! ^^ Gostaram? Merece reviews?