Notas iniciais
Mais explicito do que o ultimo capitulo. Como um teste pra ver como me saio. Comentem por favor. Enfim, uma boa leitura. =)

Calú chegou por volta das onze da noite no hotel.

Enquanto Crânio começava a flertar com Maria, Calú chegava sem expectativas no luxuoso “cinco estrelas” que escolhera passar as semanas com Peggy. Ele constatou alguns paparazzi o esperando. Suspirou fundo, sorriu forçadamente para uma câmera sem flash. Clique.

O Rapaz caminhou devagar pelo saguão. As poucas cabeças se voltaram para ele. A movimentação noturna o fazia ter a liberdade de andar calmamente pelo local. Os únicos olhares que o seguiam eram de alguns funcionários. Possivelmente fãs. Entretanto, o próprio gerente o hotel dissera a Calú que passará ordens para que nenhum deles incomodasse o jovem astro. O astro dos Karas refletiu se iria beber alguma coisa. Chegou a caminhar em direção ao bar do hotel, mas estava cansado demais para isso.

A porta do elevador se abriu e fechou… ou quase. Uma mão impediu que o elevador se fechasse. Era um funcionário.

—Pode entrar Sr.ª MacDermott – Calú escutou. Ele estava encarando a tapeçaria que recobria o ambiente interno do elevador, quando sentiu um perfume familiar –

Peggy MacDermott parou na frente do elevado. O encarou e sorriu levemente. Esperou a porta do elevador se fechar para começar a falar com Calú.

—Vi você na televisão hoje. — Ela não olhava nos olhos dele, mas ainda sim já era algo. Calú sentiu-se aliviado. Foram dois dias nos quais Peggy se limitava a dar um “bom dia” e uma “boa noite” para ele. Ouvir aquilo já era algo –

—A TV engorda, eu sei… — Calú disse tentando uma piada. –.

—Imagina então a tela de cinema… — Peggy riu, porém, ainda não o encarou – Ainda estou zangada. Não pense que me esqueci de como você tem agido…

Calú sorriu, como uma criança que é pega fazendo arte.

—Então, o que você fez? – Ele observava a silhueta de Peggy, que continuava a não olhar para o seu amado -

—Jantei sozinha. – Respondeu de supetão. Uma tentativa (Muito eficaz) de atingir o ator dos Karas -

Calú suspirou com um reconhecível pesar.

—Perdão, amanhã eu prometo…

—Amanhã, eu vou jantar com a Magri. – Ela o cortou. Sorriu. Parecia estar se divertindo -

—Para onde vão?

O Elevador parou no andar do quarto de Peggy. A Mesma suspirou e encarou o namorado. Calú fazia a expressão mais inocente do mundo. Os dois finalmente trocaram olhares. Calú só gostaria de escutar uma única coisa da voz de Peggy naquele momento.

—Gostaria de tomar alguns goles d’água, Sr. Calú?— Ela disse –

O Rapaz sorriu. Conseguira o que queria. Peggy caminhou a sua frente. Calú vinha a poucos passos atrás dela. Examinava-a de cima a baixo. Era realmente apaixonado por aquela mulher.

O quarto que Peggy pegara para ela era tão luxuoso quanto o de Calú, mas não eram exatamente iguais. O Namorado se sentou na cadeira perto das camas e ligou a televisão. A Cadeira era cara e extremamente confortável. Peggy notou quando ele se sentou.

—Você não tem uma dessas no seu quarto, não é? Ela é maravilhosa. – Peggy disse de costas para Calú –

O Mesmo suspira fundo. Batuca os joelhos com os seus polegares e diz em uma voz rouca.

—Quando vai voltar pro nosso quarto?

—Agora que você reuniu o seu time de investigação pessoal, só depois que resolvermos o caso. — a voz de Peggy vinha do banheiro, ela usou um tom de conformismo. Como se aquilo fosse uma notícia não tão importante – Só estou voltando a falar com você, pois estou orgulhosa. Você, Miguel e Chumbinho saíram na frente.

O Caso voltou à mente de Calú em uma velocidade inacreditável. Ele encarou os sapatos. Ele então, ao subir o olhar, constatou Peggy, com a cabeça apoiada a lateral da porta que sorria para ele.

—Se me recompensar de outras formas, sinto que resolverei esse caso amanhã mesmo!— Disse Calú de forma provocante –

Peggy sai do banheiro vestindo apenas uma das camisas de Calú. Ela é comprida o suficiente para cobrir aquilo que fazia a mente de Calú viajar longe. Ela se aproxima, segura o queixo dele, como se fosse beijá-lo. Ela, no último segundo, fala em seu ouvido.

—Boa tentativa, você não vai conseguir, mas foi boa tentativa. – Disse Peggy sorrindo e se deitando na cama grande ao lado da cadeira de Calú –

Calú Transformou suas pernas em pequenos blocos de construção e com o dedo indicador dava um peteleco nas pernas nuas de Peggy. Os dois assistiram à televisão sem interesse por meio minuto antes de voltarem a conversar.

—Você parece estar gostando disso não é? – Calú perguntou sem olhar para ela -

—Não irei mentir pra você, dormir com tanto espaço na cama… faz três anos que não sabia o que era isso. — Ela sorriu — O que disse para o Nicolas?

—Segredo. – ele virou o rosto brevemente para Peggy e a encarou em um sinal de desafio -

Peggy arqueou uma sobrancelha respondendo o olhar de desafio e acrescentando um pouco de deboche.

—Logo você saberá. – Ele disse com os olhos fechados -

—Quem ira descobrir primeiro é nós. Temos o Crânio.

Calú acariciou a pele de Peggy. Refletiu e percebeu que... Não sentia mais a raiva de Crânio que achava que tinha.

—Duvido que Crânio tenha tido o raciocínio que nós tivemos.

—Como pode ter tanta certeza? Crânio é demais. Vocês foram lerdos de não conseguirem ele primeiro.

—Ele está com raiva de mim. — Ele encolheu os ombros -

—Depois da cerimônia até eu estava. — Peggy disse como em um desabafo –

Calú de prontidão a encarou e sorriu. As mãos de Calú continuavam a trabalhar.

—Ah é, e o que te fez mudar de opinião?

A respiração de Peggy já estava mais pesada. Calú a acariciava e assim, despertava aos poucos o seus desejos reprimidos. Ela riu em meio a respiração pesada e o respondeu.

—Você parece estar voltando ao pouco a ser o Kara que me apaixonei.

Peggy entendia bem o espírito nobre de Calú. Ele sabe como dar um fim à confusão — e começar uma como ninguém-. E, claro, sabia como calar os mais encantadores de nós perante a sua presença. Seu rosto bonito não era a única coisa a atrair as mulheres. Era sua cordialidade. A sua fidelidade. Um homem que tinha todas as mulheres a seus pés escolhera e tratava Peggy como sua rainha. A Voz rouca do seu homem fazia Peggy ir às nuvens e voltar. Se o sussurro dele divide o nevoeiro

Imagine então no que ele seria capaz com um beijo.

Ele se aproximou.

—Vem cá, eu sinto a sua falta… — Calú disse sem pressa –

—Não acho que devíamos… — Peggy respondeu, embora ela o quisesse com intensidade -

Peggy o observa com sua expressão que tantas vezes lhe passou segurança. Não foi preciso dizer mais do que uma palavra. Calú estava sério.

—Vem.

Peggy então se entrega aos braços de Calú que a seguram cheios de certezas. As mãos de Peggy se direcionam para as costas do rapaz cobertas pela social.

—Não acha que as roupas estão atrapalhando? – Peggy disse de maneira inocente -

Calú sorri com os comentários da namorada. Ela corou um pouco e Calú mordiscou o lábio inferior da amada.

—Leu a minha mente. — Ele a respondeu -

Peggy se afasta e deixa Calú tirar sua camisa ainda frente a frente para ela. A Garota morde seu lábio inferior demonstrando impaciência.

Calú encontra um pouco de dificuldade para tirar o cinto da calça. Peggy sorri e engatinhando sobre a cama como uma gata o ajuda a tirar o cinto o jogando no canto do quarto.

O Corpo de Calú finalmente entra em contato com o de Peggy. Não a novidades ali. Os dois se conhecem como ninguém.

Calú abre a camisa que cobre o lindo corpo de Peggy. Observando seus seios com admiração ele acaricia a barriga da namorada.

—Poderíamos ter um bebê. – Ele comenta da forma mais doce que conhecia -

Peggy ri.

—Pra quantas mulheres você já disse isso? — Peggy o indaga -

Calú beija o pescoço de Peggy. Enquanto a beija, troca pequenas palavras em um diálogo perigosamente íntimo.

—Mulheres enigmáticas com sapatos de grife francesas… — Ele dizia – Peggy, não seja cruel comigo. Por você eu sou um tolo.

Peggy começa a usar suas mãos. Puxando a intimidade de Calú para fora de sua roupa de baixo. Fazendo movimentos repetitivos fazendo a respiração de o namorado ficar mais pesada.

Ela segue nesse ritmo até o limite dos dois. Calú abre sua carteira e vai até a cartela de camisinhas.

—Calú… — Ela diz com uma voz doce. Quase um convite. Era um convite corriqueiro. Apenas Calú conhecia aquele tom. Naquele momento, Calú se sentiu dono de uma sorte que não cabia dentro de seu peito.

—Eu te amo – Ele disse — me desculpe.

—É uma promessa? – Os olhos de Peggy estavam serrados -

—O que?

—O seu amor é uma promessa?

Calú levanta Peggy nua em seus braços.

—É uma ameaça.

Calú dormia tranquilamente quando Peggy o acorda com um súbito olhar. A Madrugada já chegara e estava quase dando lugar a manhã. Peggy, ainda nua o observava deitado ao seu lado.

—O que está fazendo aqui?

Calú a encara com dúvida, perdendo o foco em certos momentos devido à nudez de Peggy em sua frente.

—Não podemos dividir o mesmo quarto. Vá para o seu, por favor. – Ela fez um tom manhoso, como se alguém estivesse brincando -

—Mas…

Peggy o beija. Calú estava em duvida de como reagir. Ela, com as duas mãos em seu rosto, o responde.

—Não me entenda mal, eu amo você. Mas se vamos levar isso a sério, não quero que apresse as coisas.

—Mas…

—Se quiser ficar, vai ter que me contar o que disse pro Nicolas. – Ela sorriu desafiadora -

Calú suspirou.

—Ok…

Ele se levanta e começa a recolher suas roupas. Não podia evitar achar a situação engraçada.

Peggy sorri desafiadoramente.

—Boa noite, Sr. Calú.

—Eu vou voltar… — Ele disse, vestido -

—É uma promessa?

—É uma ameaça.

Os dois sorriem um para o outro. Aquela era a segunda ameaça que Calú fazia naquela noite. Aparentemente, ele tinha um certo fascínio em torná-las realidade.



Notas finais
Próximo capitulo vai ser o ultimo ponto de vista dessa noite. Depois, vamos finalmente voltar a investigação. A historia está avançando! Estou satisfeito rs. Boa semana! =)