Os Karas - Cigarros e Moscow Mule.

5 4.Hollywood, bebidas e Teddy Picker.


Notas iniciais
Referências a Arctic Monkeys nesse capitulo? Varias kk. Boa leitura! (Vejo vocês nas notas finais).

"Com a fama, você sabe, você pode ler sobre você, alguém da ideias sobre você, mas o que é importante é como você se sente sobre si mesmo, de sobrevivência e de vida do dia a dia com o que surge".

Marilyn Monroe

Eles se apressaram e se perfilavam em uma fila de fotógrafos. O Suficiente para fazer um jovem astro de cinema se irritar. O motorista do rolls Royce desceu do carro e abriu a porta para Calú descer. Os paparazzi correram como se alguém distribuísse ouro em praça pública.

Se Magri já estava acostumada com os flashes de algumas câmeras em sua direção, Calú já era capaz de distinguir o tipo de flash que cada fotógrafo diferente apontava em direção ao seu rosto. O Belo rapaz, entretanto, tinha um semblante visivelmente irritado e não olhava com afeição para as câmeras. Vestia uma bela jaqueta de couro e calças Jeans rasgadas em seu joelho. A mídia da alta moda dissera que ele adotou para si um visual de rockstar, mesmo sendo um ator. Agora, Calú vivia em Hollywood. Um renomado diretor o convidou para seu filme como coadjuvante depois de seu desempenho em um festival de teatro onde, com mérito, representou o Brasil.

Com isso, o jovem chamou a atenção do mundo do cinema. Seu papel lhe rendeu elogios e uma indicação ao globo de ouro como “Melhor ator coadjuvante”. Uma indicação neste nível para seu primeiro filme em Hollywood. O novo queridinho das revistas de fofoca. Um rosto bonito, talento e a mídia ao seu lado. O dinheiro surgiu. Tudo parecia estar moldando as escadas para a vida que Calù sempre sonhara.

Errado. Meses depois de seu nome estar em evidência, Tornou-se comum Calù ler coisas referentes a seu nome e ao nome de sua namorada, Peggy, a filha de um dos ex-presidentes dos Estados unidos em boatos sem perna e cabeça. Calú foi à mídia diversas vezes dizendo que não se importava com boatos que se dirigiam apenas a ele, mas envolver a sua namorada era passar dos limites e que sua paciência tinha limites.

— Calú. – Uma repórter com um sotaque fortíssimo tentava desesperadamente chamar a atenção do jovem ator –

O Mesmo simplesmente atravessou à calçada e adentrou no saguão. Uma tarde inteira tratando de assuntos burocráticos. Finalmente poderia entrar de férias. As gravações de uma dublagem de um novo filme de animação acabaram. Calú trabalhou como diretor da produção. Nem entendia o porque aceitou aquela proposta. Calú pensava em ir para a Europa com Peggy. Dentro de alguns meses, Ela iria desfilar por aquela região. Seria divertido ir para lá mais cedo e fazerem amor em um quarto de hotel de frente para a Torre Eiffel, porém um E-mail alguns dias atrás o tirou totalmente de foco.

Na entrada do saguão, Calú comprou cigarros e uma garrafa de Uísque alemão. Andrade o mataria se soubesse que um de seus filhos se entregará aos vícios que sempre lutou contra a adolescência toda. Era nisso que Calú acreditava. No saguão, uma hóspede e também fã de Calú o parou para bater uma foto com o ator. Sem vontade, Calú acatou o pedido como se fosse obrigado. Subiu para o seu quarto. quinhentos e cinco.

No luxuoso quarto de hóspedes, Calú viu novamente as passagens para a Europa. Dois dias em Portugal, e o resto da viagem por locais como Paris, Veneza e Amsterdã. Acendeu um cigarro e mesmo com a janela fechada -e sabendo muito bem que Peggy detestava cheiro de cigarro em locais fechados- Calú refletiu sobre a vida do amigo detetive.

O Jovem ator não chorou um único dia sequer. Sem sombra de dúvidas, Calú foi o que mais se afastará de Andrade nos últimos anos. Não se preocupou nem um pouco com as coisas que poderia acontecer com o velho amigo no Brasil. A Cerimônia seria dentro de alguns dias. Calú sem perceber acabou comprando duas passagens para o uma rápida visita ao Brasil quando passou perto de uma agência de viagens. Gostava do ar de Los Angeles. A cidade dos Anjos. Estava em dúvida entre contar a Peggy o que acontecera com Andrade ou mostrar as passagens internacionais compradas. Suspirou e ligou a TV.

Na TV, a mídia exaltava o comportamento grosseiro de Calú com os paparazzi. Foi pra isso que o Uísque foi comprado. Ver as opiniões dos outros sobre ele mesmo era difícil. Sóbrio ele não conseguiria. Assistiu a programação dos famosos por mais algumas horas.

—Andrade… perdão. Mas eu já não sou mais aquela criança.— Calú disse sozinho – Sei muito bem o quão nojento é o mundo dos adultos, nenhum de nós seria tão bom quanto você foi…

Calú se levantou e desligou a TV. Atirou o controle longe e se encarou no espelho. A Barba por fazer o dava um ar mais velho do que realmente era, como queria que fosse.

—… Então nem me preocupei em tentar. Aqui é a cidade dos anjos, um bilhão de luzes. Acho que me perdi.— Calú suspirou olhando para baixo — Acho não, tenho certeza.

Deixou as suas coisas de lado e foi dar uma volta pelo hotel.

Peggy parecia extremamente concentrada. Com a mão esquerda ela movia uma pequena alavanca para a esquerda, frente e trás. Apertou um botão vermelho no painel e viu a garra descer devagar em direção a um pequeno ursinho. Direcionou seus lindos olhos na direção do prêmio que queria.

A Garra fixou-se em um pequeno ursinho marrom. Peggy suspirou e encarou bem a situação.

—Okay ... Come on! Calmly ... Just a little...— Peggy parecia um pouco nervosa. Naquele momento o ursinho caiu.

—Ah! Fuck You!— Peggy praguejou!

—Olha a língua!— Calú surgiu por detrás de uma das outras máquinas de arcade da sala de jogos do hotel. Peggy sorriu.

—Me desculpe Mr. grouchy.— Peggy tinha um sorriso encantador. –

Calú a envolveu em seus braços e começou a beijar o seu pescoço. Conhecia ela como a palma de sua mão.

—Gosto do seu perfume novo.

—Bom saber que não gostava do meu antigo, quem me deu foi uma das melhores amigas do meu pai sabia?

—Agora eu sei. Sabemos também agora, muito bem quem não iremos convidar para o nosso casamento.

Calú encontrou o caminho para a boca de Peggy. Deixando que o seu gosto predileto penetrasse por sua boca. Calú já sabia onde tocar em Peggy. Sabia onde ela era sensível. Aquele gosto... o Gosto que o fizera esquecer totalmente Magri. O Gosto da única mulher que ainda o mantinha são. Calu deslizou suas mãos por entre as curvas de Peggy parando em seu seio direito.

—Hey, vamos com calma. Quer dar um showzinho? Estamos Numa sala de jogos de um hotel. Câmeras existem.

—Vamos pro quinhentos e cinco, então…

—Que bom que você disse isso…— Peggy se afasta de Calú, o mesmo tinha um sorriso em seu rosto -… Por que encontrei essas duas passagens para “São Paulo” no quarto.

Calú parou de sorrir.

—… Qual o problema? — Peggy inclinou a cabeça devagar -

—Tá, eu sabia que você não iria gostar então, comprei passagens para passarmos uma temporada na Europa. -inventou uma desculpa -

—Não, não tenho problemas em ir pro Brasil.— Peggy sorriu limpando um pequeno borrado de batom que ganhara após o encontro com Calú – Faz algum tempo que não vemos os seus pais. Estou com saudades.

Calú sorriu novamente. Peggy era de fato fantástica.

—… Tenho problemas com esse gosto de Uísque que você tem tido nos seus beijos. Conversamos sobre isso, K.

Calú suspirou nervoso. Tinha um pouco de raiva de quando Peggy o chamava de K. Era uma breve abreviação de seu apelido -que também se tornará o seu nome artístico- que já era pequeno, mas também uma lembrança do que os dois já foram um dia. Karas. Evitou pensar na bronca em relação a bebida.

—É por isso que estava triste? — Peggy o abraçou. Calú já se tornara mais alto do que Peggy -

—Oi?— Calú tentou evitar – Não estava triste…

—Tem certeza?

Suspirou fundo. Não haviam razões para não ser honesto com ela.

—… Se lembra do Andrade?

—Claro. Ele salvou a minha vida.

—Ele morreu.

Peggy não pode evitar se sentir um tanto mal. O Detetive Andrade salvara sua vida quatro anos atrás. Arriscando a sua vida para salvá-la no Brasil.

—Eu sinto muito…

—Se formos amanhã para o Brasil, acredito dar tempo de irmos à cerimônia que prepararam para ele. Estou no testamento dele.

—O Detetive Andrade não possuía família?

—Não…

Peggy suspirou e se apoiou na “Teddy Picker”. Calú não pode deixar de notar as curvas da mulher que amava. A maldade tomava conta dos pensamentos do rapaz que deveria estar pelo menos um pouco preocupado com Andrade.

—Bem, vamos ao Brasil. Você deve isso a ele.— Calú suspirou – Vou ligar para o meu pai também, vou levar algumas coisas para condecorar o seu tumulo. Ele foi importante para estarmos aqui, agora!

Peggy foi rumo ao quarto quinhentos e cinco.

Calú suspirou e olhou pela janela. Brasil... Andrade... Karas... Fazia quatro anos que essa realidade era totalmente distante dele. Agora era um ator promissor. Sabia que logo ganharia uma grande indicação ao Oscar. Tinha o mundo a seus pés. Nunca precisou de dinheiro, mas hoje tinha mais do que Andrade jamais recebeu em anos de polícia. O Mais rico dos amigos também.

Logo precisaria lidar com os vícios adquiridos como cigarros e bebidas. Mas, contando que Peggy estivesse com ele, não tinha preocupações.

De todos os seis filhos de Andrade, Calú era o único que não queria ir ver o pai.

Colocou uma moeda na teddy picker e tentou pegar um urso. A garra desceu e agarrou a orelha do urso. Sem pensar, apertou o botão para ela subir.


Venceu.

Notas finais
Calú foi o personagem que mais mudou nessa fic que criei. A construção de sua personalidade me deixou satisfeito entendem? Uma pessoa corrompida pela nova realidade que vive. As cenas com eles serão memoraveis, prometo. Muito bem, primeiro Arco encerrado. O PRÓXIMO capitulo é a cerimonia. A Historia começa pra valer a partir dai!Obrigado por ler! =)