Os Jogos Só Estão Começando
3 Capítulo 3- A confissão
Depois da briga e de tudo o que tinha acontecido, Melissa foi ao seu quarto, fez o dever de casa, e caiu na cama, chorando. Ela acordou mais deprimida do que nunca no dia seguinte. Arrumou-se muito rápido, e foi á escola.Nem passou pelo armário. Ficar com anotação era melhor que passar por aquelas meninas hoje. Na aula, a professora explicava uma coisa muito importante, mas Melissa, copiava tudo sem entender nada, enquanto Elisabeth fazia um desenho dela batendo em Melissa, e em baixo escreveu: “Não se meta, pois tem muito mais de onde veio aquilo!” quando entregou a Melissa, ela leu, olhou para trás com um olhar de raiva, e Elisabeth, furiosa, lhe disse baixinho: “Não basta você apanhar uma, tem que apanhar duas vezes para aprender? Tudo bem então, faltam dez minutos para a aula acabar, na saída, me espere, já que esse seu olharzinho me deu tanto, medo, estou até tremendo, vamos ver o que você faz além de olhar, será que também não bate? Hahaha, duvido!”
Faltando cinco minutos para a aula acabar, Melissa foi ao banheiro, mas na verdade, pegou seu material e foi em bora. Tarde de mais, por ironia do destino, Elisabeth estava no parquinho, e a parou, e disse: “Estou vendo, você tem tanta coragem de olhar quanto de bater não é? Se você é assim tão corajosa, veja o que EU lhe dou!” Mais um soco atingiu Melissa, desta vez, na boca. Com ela caída no chão, Elisabeth aproveitou e pós o pé em cima dela e disse: “Agora você vai ter que agüentar Jankhins!” Melissa não sabia o que estava acontecendo, como Elisabeth, uma menina tão importante sabia seu sobrenome? Nada mais importou, quando ela pensou nas melhores possibilidades, o pé de Elisabeth a atingiu na barriga, e logo Joana e Gabe estavam chutando ela também. Depois disso, Elisabeth a levantou pela blusa, apontou para ela e disse: “Agora acho que você não vai se meter mais, estou certa?” Melissa ficou em choque olhando para ela. “NÃO ESTOU CERTA, VERME?” Todos ao redor riram, Até que Melissa criou coragem para dizer o necessário para não apanhar mais. “Sim!” “Oh! Vocês viram? Ela fala! Melhor entregarmos para um laboratório, nunca vi verme falante!Vá! Vá! Saia do meu caminho, ou vai ganhar mais disso!”
Nem deu tempo de passar na loja para se arrumar, ela entrou logo em casa. Onde a mãe olhou horrorizada e disse: “Minha Filha! Melissa! O que houve? Você se machucou? Como? Oh meu deus, me conte tudo!” “Depois...hic...Lhe...hic...conto! Ela seguiu direto para o banho, onde se limpou e voltou á sala, onde a mãe a aguardava. “Mãe... tem umas meninas lá na escola, que não gostam muito de mim, e ontem , eu demorei porque encontrei a turma delas na lanchonete, e elas me bateram. Hoje, ela me deu um desenho dela me batendo, eu olhei pra ela com raiva, e quando estava vindo para cá, elas me atacaram no parquinho! Eu não tive culpa! Não sei o que elas vêem em mim!” “Minha filha! Porque isso? Violência em plena escola! Vou conversar com a diretora!” “NÃO ! Por favor! Elas só vão me odiar mais!” “Você tem um amigo que te defenda?” “Não...” “Você se lembra do Nocols? Ele deve estar da sua idade, e mora aqui perto, vou pedir pra ele conversar com você!” “Tudo bem, mas... Eu não quero ir a escola amanhã, tudo bem?” “Claro, eu entendo....”
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